segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

Para a história da Figueira da Foz CCLXXVIII


Fogo no teatro
 
 
Completam-se hoje, 29 de setembro, 109 anos sobre uma tragédia que consumiu uma das mais conhecidas casas de espetáculos da Figueira da Foz.
Em 29 de setembro de 1905, um pavoroso incêndio destruiu completamente o Teatro Chalet, onde se encontrava instalado o animatógrafo Peninsular, no Bairro Novo.
Segundo crónicas da época, "As poucas pessoas que assistiam à projeção de um filme, ao verem o início do fogo, cujas labaredas devoraram as fitas de celuloide, gritaram e em breve apareceram as duas corporações locais de bombeiros, mas nessa altura já as chamas tinham tomado proporções fantásticas.
Do Hotel Praia, situado nas traseiras, foi retirado quase todo o mobiliário.
O fogo foi atacado pelas Ruas da Boa Recordação, Bernardo Lopes (traseiras do Casino Oceano) e Dr. Francisco Dinis.
Além do Teatro Chalet, o incêndio atingiu ainda o palco do Teatro Lisbonense, que ficava contíguo e devorou umas pequenas casas de madeira.
A primeira bomba a chegar ao local foi a dos Voluntários, instalada no Bairro Novo."


A arte dos sons


Dia Mundial da Música
é no Museu
 
 

Reininho na Figueira

 
«Pronúncia do Norte»
em 5ªs de Leitura
 
A quinta temporada das 5as. de Leitura – um projeto iniciado em 2009 pela autarquia local com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian – arrancou ontem, quinta feira, com um convidado bem
conhecido do grande público: Rui Reininho.
No auditório do Museu Municipal Santos Rocha, na Figueira da Foz,  o músico, compositor, poeta, cineasta, apresentou o seu mais recente trabalho literário: «Chá, Café e etc», da editora Tcharan.
Quanto à música, e para os fãs do Grupo Novo Rock, Rui Reininho garantiu novo álbum em 2015, num formato diferente.
«Efectivamente» o regresso às 5as de Leitura foi pautado pela boa disposição e humor do homem que, desde 1981, é a voz dos GNR.
“O Rui Reininho marcou a nossa geração. O facto de ser fraturante e ao mesmo tempo romântico e poeta é algo fascinante”, disse o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, durante a abertura do evento.
Rui Reininho e João Ataíde, presidente do município figueirense
 
Com uma «Pronúncia do Norte», Rui Reininho, apresentou o seu novo livro, «CHÁ, CAFÉ e etc.», um “objeto” que conta com a participação de Armando Teixeira (Balla) e ilustração de Marta Madureira.
“Este objeto mostra a criança que contínua dentro de mim”, disse, sublinhando que este não é um livro “só para crianças”.
 
Segue-se Juan José Millás
 
E se esta quinta temporada das 5as. de Leitura se caracterizou pela «Pronúncia do Norte», a segunda edição desta temporada será marcada pela pronúncia espanhola.
Juan José Millás, escritor e jornalista natural de Valência, vem à Figueira da Foz na próxima quinta-feira, 2 de outubro pelas 21h30, para apresentar o seu último livro, «A Mulher Louca», e falar sobre a sua escrita, experiência, pensamento.
Para além da escrita literária, Juan José Millás é cronista regular do
El País autor de reportagens e artigos em vários jornais.
Em outubro de 2007 foi galardoado com o Prémio Planeta pelo seu
romance autobiográfico «O Mundo». Um ano depois, em outubro de 2008, foi agraciado com o Prémio Nacional de Narrativa.

O pensamento do dia

 
"Quando eu estiver contigo no fim do dia, poderás ver as minhas cicatrizes, e então saberás que eu me feri e também me curei."



Rabindranath Tagore (1861 - 1941). Poeta, romancista, músico e dramaturgo indiano.
 
 

quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

Rui Reininho, escritor

 
Hoje, na Biblioteca
 
Rui Manuel Reininho Braga, mais conhecido por Rui Reininho (Porto, 28 de fevereiro de 1955) é um músico português. Tirou o curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa.
Em 1981 tornou-se vocalista dos GNR, e depois o seu principal mentor e figura mais destacada. Com os GNR, Rui Reininho criou uma série de canções que são o espelho de uma geração que cresceu e se tornou adulta a ouvi-los e a admirá-los ao longo de 30 anos: Dunas, Efectivamente, Bellevue, Pós-Modernos, Vídeo Maria, Pronúncia do Norte, Ana Lee ou Morte ao Sol. Efectuou mais de mil espetáculos na Europa, Brasil, EUA, Canadá e Macau.
Agora, é escritor.-

Teatro na Figueira da Foz


Sábado no CAE
 
 
(Publicidade gratuita, por iniciativa de PRESENTE)

O pensamento do dia


“Seja como for o que penses, creio que é melhor dizê-lo com boas palavras.”
William Shakespeare

quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Contos na Figueira


A ESTAÇÃO DAS LETRAS apresenta no Auditório Municipal da Figueira da Foz o espetáculo infantil Contos de um conto – Histórias Tradicionais I, que terá sessões para Jardins de Infância e Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico no dia 26 de setembro, sexta-feira, pelas 10h00, 11h15, 14h00 e 15h15, e no dia 27, sábado, pelas 21h30, para o público em geral.

O pensamento do dia

 
"Os críticos destrutivos podem dizer que só estão interessados em transformar alguém em uma pessoa melhor, através de um pouco da crítica construtiva. Mas, na realidade, estes críticos têm a intenção de rebaixar, destruir, punir e manipular os outros. O seu tipo de crítica não nutre, mas envenena."

In Espaço Cuidar do Ser

terça-feira, 23 de Setembro de 2014

FERRAMENTA na Figueira da Foz


Feito com 108 anos!!!
 
 
Ainda a terra gaiense estava mergulhada na maior dor, pela perda no mar de três dos seus filhos aeronautas, em 21 de Novembro de 1903, e já outro concidadão, nascido no Candal e serralheiro de profissão, se preparava para o seu “batismo” de voo em aeróstato.
Chamava-se António Bernardes, conhecido pela alcunha de “Ferramenta”, o homem que acompanhou as ascensões de Emilie Carton, no Porto e que era assíduo frequentador das tertúlias aeronáuticas na farmácia do Belchior, na Rua Direita de Vila Nova de Gaia.
Também o “Ferramenta” aspirava construir um balão e ascender nele e nem a tragédia do desaparecimento do “Lusitano” o demoveu da sua paixão.
António Bernardes construiu o seu balão que denominou de “O Português”, com uma capacidade para 1 200 metros cúbicos, que poderia elevar-se com o peso bruto de 800 Kg e marcou a sua primeira ascensão para o dia 3 de Abril de 1904 nos jardins do palácio de Cristal. No dia aprazado o balão foi conduzido ao Palácio, em dois carros de bois, com a filarmónica a abrir caminho. Quando se ensaiava a ascensão o governador civil, temendo o pior, proibiu a subida.
No entanto o “Ferramenta” cortou as cordas, e o balão depois de roçar nas tílias subiu mesmo, perante os aplausos do público. Andou quatro horas pelo ar e foi pousar num campo, em S. Cosme, no concelho de Gondomar.
Em Setembro de 1904 o governador civil do Porto negou aos aeronautas “Ferramenta” e Magalhães Costa autorização para nova ascensão.
Entretanto Ferramenta construiu um novo balão, o “Nacional”, com 22 metros de comprimento e capacidade para 800 m3 de gás o qual foi exposto na Praça de Touros da Serra do Pilar. Nele fez uma primeira ascensão em Lisboa, na Praça de Algés, com uma subida pouco feliz. Repetiu depois no Jardim Zoológico de Lisboa, perante a assistência entusiástica de milhares de pessoas e foi pousar próximo de Santo António da Charneca, depois de ter subido a grande altura e de ter pairado no ar durante bastante tempo.
Transcrevemos a notícia dada pelo jornal “A Defesa”, do Candal, na sua edição de 5 de Abril de 1905, que seguia de perto o percurso do seu conterrâneo.
“Em Lisboa, subiu com êxito no balão “Nacional” dizem os jornais. Atingiu 544 metros de altura. Desceu na Moita, às 6,45 horas da tarde, tendo subido às 4 da tarde com 700 m3 de gás. Ao passar o rio Tejo ia a 200 metros de altura. Teve de fazer manobras de fios para não perder altura. Hoje vai fazer nova ascensão no Jardim Zoológico e antes da sua partida para o Brasil vai ainda subir na alameda municipal da Régua”.
De seguida partiu para o Brasil onde fez subidas em S. Paulo, Pernambuco, Pará e Rio de Janeiro mobilizando grande entusiasmo junto da comunidade portuguesa que o aplaudiu como um herói.
Depois deste périplo regressou a Gaia, em 1906, cheio de dinheiro e fama. Reuniu enormes apoios para a construção de um aparelho mais sofisticado  tendo partido para Paris onde desenvolveu um balão que batizou com o nome de “Internacional”. Com ele fez uma série de ascensões, com o maior êxito, no Porto, em Lisboa e na FIGUEIRA DA FOZ.
Na Figueira, perante milhares de pessoas, a subida registou-se, a 23 de setembro de 1906,  no Coliseu Figueirense e o balão, com o FERRAMENTA, foi poisar no antigo Casal do Rato (hoje Bairro da Estação).

Em Julho de 1907 quando o “Ferramenta” juntamente com os barqueiros Alfredo “Bóia” e Augusto “Intruja” e auxiliado pelos seus amigos Alfredo Pinheiro da Rocha, Carlos Saraiva e Manuel Fonseca “Carne Seca”, procediam ao enchimento do seu “Aero-Móvel”, deu-se uma inesperada fuga de gás que provocou uma intoxicação que os deixou a todos em estado grave. Este acidente foi fatal para António Bernardes “Ferramenta” que não resistiu aos gases mortíferos e sucumbiu, depois de ter efetuado, com êxito, nada menos que 31 ascensões.
No funeral realizado para o cemitério de Santa Marinha, em Vila Nova de Gaia, participaram milhares de gaienses. Junto do seu túmulo, e em sinal de homenagem, Luísa Augusta da Costa Santos recitou uma bela poesia de Arnaldo de Lacerda.
Vila Nova de Gaia acabaria assim por perder, no curto espaço de quatro anos, quatro aventurosos filhos que ficarão para sempre recordados entre os pioneiros da aeronáutica em Portugal.
Os referidos espetáculos marcaram os primórdios da aeronáutica.
(Alguns elementos transcritos de  MEMÓRIAS GAIENSES)

Mudança de estação


Chegou o Outono
 
 
"Em 2014 o Equinócio de Outono ocorre no dia 23 de Setembro às 03h29m. Este instante marca o início do Outono no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se por 89,815 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Dezembro às 23h03m."
 
Portanto, esta madrugada entrámos na estação de Outono, que seguiu a uns últimos dias de Verão pouco satisfatórios.
 
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