Imprensa centenária
homenageada por
Marcelo Rebelo de Sousa
Do Açoriano Oriental, fundado em 1835, ao
jornal O Despertar, nascido em Coimbra em 1917, 31 publicações centenárias
portuguesas vão ser recebidas amanhã, dia 25 de Abril, pelo presidente da
República. Numa iniciativa que partiu da Associação Portuguesa de Imprensa
(API), Marcelo Rebelo de Sousa receberá os representantes da associação e dos
31 títulos numa cerimónia de reconhecimento da imprensa centenária portuguesa
como Património Cultural Imaterial. “A data para esse reconhecimento foi
escolhida pelo seu simbolismo, uma vez que a Revolução dos Cravos, em 1974,
permitiu devolver aos portugueses os direitos, garantias e liberdades
fundamentais, entre elas a liberdade de imprensa”, explica-se em comunicado,
onde se sublinha que “manter a publicação durante mais de cem anos, vencendo as
diversas crises, testemunhando guerras e catástrofes, enfrentando ditaduras e
repressões de vária ordem, é uma exemplar demonstração de persistência, de
coragem e de crença nos valores da liberdade de informação e na importância da
imprensa”.

FOLHA DE TONDELA, o mais antigo semanário do distrito de Viseu, é uma das publicações contempladas, com 112 anos ao serviço das gentes daquela cidade beirã.
Dirigida por José Vale de Figueiredo, tem sido uma publicação firmemente defensora da região, e, apesar das dificuldades com que se debate a imprensa regional, tem conseguido, com muito esforço, manter-se inalterável nos seus princípios.
Recordamos aqui o nosso saudoso Amigo, Caetano Tapada, um dos jornalistas que impulsionaram a FOLHA e também o seu redator e prezado Amigo Amorim Lopes, uma dedicação extrema ao Jornal, também ele galardoado com a medalha de mérito do município tondelense. Pessoa humilde, continua, apesar dos seus 82 anos, a dar o seu melhor, graciosamente, a esta referência jornalística do distrito de Viseu.
Recorde-se que Caetano Tapada, no decorrer dum Encontro da Imprensa Regional, realizado na Figueira da Foz, foi quem propôs a atribuição da medalha de ouro ao jornal O FIGUEIRENSE, órgão de comunicalão infelizmente desaparecido quando caminhava para o seu centenário.