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António Amargo, pseudónimo do figueirense António Correia Pinto de Almeida, foi um jornalista e poeta de grande valor.
Diretor e editor da Gazeta da Figueira, foi também redator da revista Europa, e dos jornais, Imprensa da Manhã e A Capital, colaborador de O Palhinhas, A Praia, Boletim da Comissão Municipal de Turismo da Figueira da Foz e, entre outros, de O Figueirense.
Autor dramático, escreveu diversas peças que foram representadas, e glosou os versos de Há Festa na Mouraria, cantada por Alfredo Marceneiro, autor da música.
António Amargo, como pode ler-se em "Figueirenses de Ontem e de Hoje", de Fausto Caniceiro da Csta, "(...) vegetava na Figueira com falta de recursos, pois o pouco que ganhava com os seus escritos, mal lhe dava para se sustentar e à família, pelo que, para sobreviver ia "cravando" os amigos que nunca o desamparavam."
A comprová-lo, reproduz-se, aqui, como facto histórico, um bilhete dirigido por António Amargo a Joaquim Gomes d'Almeida, fundador do jornal O Figueirense, em que o autor se lhe dirige relativamente à sua colaboração na revista Europa.
Decorria o ano de 1925. O jornalista e poeta, que nasceu em 1895, faleceu em maio de 1933.