Manuel Dias Soares
75 anos sobre a sua morte
Completam-se hoje, 7 de agosto, 75 anos sobre a data do falecimento do figueirense Manuel Dias Soares.
Manuel Dias Soares nasceu na Figueira da Foz, numa casa da Rua dos Ferreiros, a 9 de Novembro de 1867, dedicando-se à música,
desde muito novo, (ele que exerceu a profissão de gravador de pratas),
sendo um dos mais dedicados regentes da Filarmónica Dez de Agosto. Sob a sua
regência, e face aos êxitos obtidos por aquela Banda, esta foi galardoada com o
título de Real, após uma brilhante acuação no Mosteiro da Batalha em 1908,
perante o Rei D. Carlos.
Em
1907, assumiu as funções de diretor musical do extinto Rancho do Vapor, para a
qual viria a musicar a célebre Marcha do Vapor, marcha-hino daquele agrupamento
folclórico.
São inúmeras as produções de
Manuel Dias Soares, sendo a mais antiga a que musicou a Opereta "O Privado
do Sultão", de Mendes Leal.
Dirigiu a Fanfarra, agrupamento
recrutado entre sócios das duas filarmónicas locais, e cujo primeiro ensaio
teve lugar no Teatro-Circo Saraiva de Carvalho (hoje Casino da Figueira), em 14
de Janeiro de 1893.
Em 1915, organizou uma orquestra
sinfónica, embora de curta duração, tendo-se esta apresentado, no concerto
inaugural, numa nas salas da Casa do Paço.
Canção dos Ventos, Canção das
Velas Soltas, Canção de Maria, Marcha Maruja, Devaneio, etc., tiveram a sua
assinatura musical.
A Marcha do Vapor ficou como
símbolo dum artista que viu a luz do dia na Figueira. A melhor homenagem que lhe
foi prestada foi a Câmara Municipal tê-la consagrado, oficialmente, como Hino da Figueira da Foz.