domingo, 29 de outubro de 2006

Uma data

PRESENTE completa hoje cinco meses!!!
Obrigado pelo apoio.

AJM

O pensamento do dia

A ignorância não mata, mas faz-nos suar as estopinhas.

Provérbio haitiano

Calino mudou de residência


Vocês desculpem mas eu acho tanta piada ao que vem escrito, sobretudo pelo director do jornal, José Alberto Dias, que não me canso de reproduzir verdadeiros trechos de antologia publicados no "Correio da Figueira", o órgão de comunicação que muda de elementos da ficha técnica como quem muda de camisa.
Note-se que voltou a ser impresso na FIG (pela terceira vez - tanta vergonha têm uns como os outros -), depois de passar duas vezes pelas "Beiras" e após um estágio mais longo (coitados e ingénuos) numa gráfica de Oliveira de Azemeis. As razões são por demais conhecidas.
Esra semana voltou a mudar de colaboradores da redacção (dois duma assentada), de paginador (coitado do António Ferrolho) e, como já referi, de gráfica.
Isto só mostra que não se trata dum jornal estático...
Mas vamos a um pequeno excerto do editorial, titulado como "Os Santos "Todos estão aí", e ainda bem, digo eu...
"Para os católicos convictos [há, pois, os que não são convictos...] veneram todos os santos neste dia 1 de Novembro. Claro que pouco importa se é Dia de Finados e de Todos os Santos ou se é só Dia de Todos os Santos [perceberam, não é verdade?]. O que importa, isso sim, é que os vivos se lembram dos mortos [até podia ser ao contrário], cada um dos seus e [agora é que vai a melhor] e todos dos não menos mortos......."
E nem mais. Quem escreve assim não é ... gago.
Aníbal José de Matos

sábado, 28 de outubro de 2006

Como explicar o AMOR

Para descontrair ou para pensar...

Contam que, uma vez, se reuniram os sentimentos e qualidades dos homens num lugar da Terra.
Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, propôs-lhes:
- Vamos brincar de esconde-esconde ?
A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou: Esconde-esconde? Como é isso?
- É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo. O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA.
A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou convencendo a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada.
A VERDADE preferiu não se esconder. Para quê? Se no final todos a encontravam?
A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não se arriscar.
- Um, dois, três, quatro... - começou a contar a LOUCURA.
A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho.
A FÉ subiu ao céu e a INVEJA escondeu-se atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu próprio esforço, tinha conseguido subir à copa da árvore mais alta.
A GENEROSIDADE quase não conseguiu esconder-se, pois cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos - se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o voo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim, acabou por se esconder num raio de sol.
O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cómodo, mas apenas para ele.
A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões.
O ESQUECIMENTO, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é o mais importante.
Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um esconderijo, pois todos os lugares já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas flores.
- Um milhão - contou a LOUCURA, e começou a busca.
A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus no céu sobre zoologia.
Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões.
Num descuido encontrou a INVEJA, e claro, pôde deduzir onde estava o TRIUNFO.
O EGOÍSMO, este não houve necessidade de o procurar. Ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.
De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede, e ao aproximar-se de um lago descobriu a BELEZA.
A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado se esconder.
E assim foi encontrando todos.
O TALENTO entre a erva fresca; a ANGÚSTIA numa cova escura; a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano); e até o ESQUECIMENTO, que já havia se esquecido que estava a brincar de esconde-esconde.
Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local.
A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, em baixo de cada rocha do planeta, e em cima das montanhas.
Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral.
Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando no mesmo instante se escutou um doloroso grito.
Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos.
A LOUCURA não sabia o que fazer para se desculpar. Chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia.
Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na Terra: O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha.

Enviado por e-mail pela minha amiga D. Marta.

Para a história da Figueira - XLVIII



"Rua Larga", foi uma revista, de que possuo a colecção completa devido à amabilidade duma pessoa amiga, que se publicou em Coimbra a partir do ano de 1957.

Foi seu directorAlberto Gomes, e contou com colaboradores muito conhecidos da literatura e doutros campos, como António José Soares, Armando Sampaio, Assis Pacheco, José Régio, Vitorino Nemésio, e tantos outros.

Era essencialmente vocacionada para a vida estudantil, principalmente de Coimbra, mas também, nalgumas ocasiões noticiou acontecimentos ligados à Figueira da Foz.

A propósito, no seu número 2, de 1 de Julho de 1957, faz-se referência a um acontecimento desportivo que teve enorme repercussão, organizado pelo Ginásio Clube Figueirense. Tratava-se da "Meia Milha" em natação, e em que participaram atletas da Académica, do União de Coimbra e do clube organizador.

Eis a classificação dos primeiros cinco, em termos individuais: 1.º, Guimarães Ferreira (Académica), 2.º, Carlos Viegas (Académica), 3.º, Uriel de Oliveira (Académica), 4.º, ANTÓNIO DE ALMEIDA (Ginásio Clube Figueirense - Lembram-se dele?) e 5.º, Emiliano França (União de Coimbra).

A Académica triunfou colectivamente.

AJM

O pensamento do dia

Dai-me a suprema confiança no amor, a confiança que pertence à vida na morte, à vitória na derrota, ao poder escondido na mais delicada beleza, a essa dignidade na dor que aceita a dor mas se recusa a provocá-la.

Rabindranath Tagore

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Rectificando

Agradeço ao amigo Ricardo o ter-me chamado a atenção para um lapso que, por erro de digitalização, ocorreu na nota anterior sobre as pontes da Figueira da Foz.
Na realidade, a ponte Edgar Cardoso, foi inaugurada oficialmente no dia 12 de Março de 1982 (e não 1992), precisamente no dia em que se completaram 211 anos sobre a elevação da Figueira da Foz a Vila, e no ano em que se completaram 100 anos de elevação a Cidade (20 de Setembro de 1882/20 de Setembro de 1982).
Aliás, estes apontamentos constam do meu livro "Figueira, a da Foz do Mondego", editado em 1990.
AJM

Para a história da Figueira - XLVII










Duas pontes na Figueira da Foz.

Atravessando o Rio Mondego, temos hoje a Ponte Edgar Cardoso. Na foto da esquerda (gentileza de Figueira.net), uma ponte moderna, que já é um dos ex-libris da Praia da Claridade. Inaugurada em 1992, quando a Figueira completou o seu primeiro centenário como cidade.
Na imagem da direita, a antiga ponte (demolida após a construção da actual, e cujos pilares ainda se mantiveram durante largo tempo.
O projecto e construção da antiga, sairam do gabinete e das mãos da conhecida empresa Eiffel.

AJM

O pensamento do dia

A capacidade é aquilo que somos capazes de fazer. A motivação determina o que fazemos. A atitude marca a perfeição com que o fazemos.

Lou Holtz

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Charada (?!)

Vou-vos contar uma história

Um dia, há alguns anos atrás, era eu chefe de repartição administrativa (incluía a direcção dos Recursos Humanos), o director dos Serviços Municipalizados da Figueira da Foz, então José Jorge de Pinho (viria a ser presidente da Câmara), recebeu uma queixa duma consumidora, alegando que um funcionário (um canalizador) tinha proferido, na sua residência, uma série de obscenidades, quando chamado a efectuar uma reparação.

Na minha presença, o Director chamou o dito funcionário, questionando-o sobre o que havia passado.

Este, muito ingenuamente, limitou-se a dizer: “Não é verdade. O meu colega estava a reparar o cano, deixou cair uns pingos de solda na minha testa, e eu limitei-me a dizer: Tem cuidado, que está a cair solda na minha testa…”

Nota: Qualquer semelhança com um julgamento que está para se efectuar no Tribunal Judicial da Figueira da Foz, é pura coincidência.

AJM

O pensamento do dia

A idade não nos protege do amor. Mas, até certo ponto, o amor protege da idade.

Jeanne Moreau

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Ainda a tal viagem...

Miami (Florida) - USA

Num pantanal, em Miami. É hora de tomar o pequeno-almoço. Será que o jacaré está domesticado? Eu não arriscava...

Foto de AJM


Portugal-Sérvia, na Figueira da Foz


O Estádio Municipal José Bento Pessoa, na Figueira da Foz, vai ser palco dum jogo internacional de preparação, do escalão de sub-21, cuja fase final vai decorrer na Holanda.
Do grupo de Portugal fazem parte a Itália, Sérvia e Israel, e, precisamente, no próximo dia 14 de Novembro, o seleccionado português, de que faz parte João Ribeiro, jogador da Naval, vai defrontar, na Figueira, em jogo de preparação, a selecção da Sérvia, encontro marcado para as 21 horas.
AJM

O pensamento do dia

Quando não conseguimos ter aquilo que desejamos, o melhor é começarmos a desejar aquilo que temos.
Kathleen A. Sutton

terça-feira, 24 de outubro de 2006

O estuário está mesmo vivo?


Afinal o estuário está vivo e recomenda-se

A ONU colocou o estuário do Mondego na lista das 200 zonas marítimas mortas do mundo. Cientistas e políticos afirmam que o relatório não faz sentido.
Cientistas e políticos portugueses foram apanhados de surpresa pelo relatório divulgado pela ONU em Pequim, China, durante o fim-de-semana.
O documento, elaborado pela equipa de Robert Diaz, da Universidade de Virgínia, Estado Unidos, coloca o estuário do Mondego na “lista negra” das 200 zonas marítimas mortas do planeta.
João Carlos Marques, do Instituto do Mar, não encontra argumentos científicos para sustentar o relatório do seu colega norte-americano. O cientista da Universidade de Coimbra monitoriza o estuário do Mondego há 20 anos. No seu entender, as conclusões de Robert Diaz são anacrónicas e exageradas.
“Mesmo que o relatório se baseasse em estudos feitos há 10 anos, continuaria a ser exagerado”, garante João Carlos Marques. Ora, desde então têm sido tomadas medidas que visam a protecção e revitalização da biodiversidade da zona estuarina. Em Maio último, por exemplo, foi restabelecida a ligação entre os braços norte e sul do Mondego, criando mais oxigenação na água.
No pior ponto do Estuário, reportando-nos ao passado, assegura o cientista português, nunca se poderia falar de zona morta. “Há dez anos atrás, eu diria que havia um sistema com eutrofização, mas nunca um sistema morto”, afiança João Carlos Marques. Por isso, conclui: “O relatório (da ONU) não faz qualquer sentido”.
E agora?
Duarte Silva ficou “surpreendido com as notícias”. O presidente da Câmara da Figueira também não encontra argumentos que sustentem o famigerado relatório. Mas não acredita que o mesmo possa prejudicar a imagem do concelho. Mas há, no entanto, quem pense de forma diferente.
Uma equipa da Universidade de Coimbra tem a seu cargo a elaboração do Plano de Ordenamento da Ilha da Morraceira. “Quem vai querer fazer ecoturismo numa ilha situada num estuário “morto”?”, pergunta João Carlos Marques. E agora? “Agora, a comunidade científica pode sustentar a acção diplomática do Governo, que deve contestar o relatório”, defende o cientista.
Jot'Alves, in "AS BEIRAS"
Afinal, há muito mais gente a querer tramar a Figueira. E será que têm razão para isso? Fica a pergunta.

Naval em estado de graça



Naval em alta e Nei no topo !

O avançado brasileiro, Nei, foi, mais uma vez, decisivo no desfecho, marcando no último minuto do jogo com o Sporting de Braga, garantindo o empate numa partida em que a Naval foi nitidamente superior, só tendo falhado na finalização.

Nei, conforme se vê na imagem extraída do RECORD, está no topo dos marcadores, a par com Ronny, do Paços de Ferreira, o tal que contabilizou um tento com a ... mão, frente ao Sporting.

É caso para, mais uma vez, perguntar até onde irá esta Naval.

AJM

O pensamento do dia

Todos somos peregrinos na mesma viagem, mas alguns peregrinos têm melhores mapas.

Nelson DeMille

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

A tal viagem

Continuo a editar algumas fotos da viagem que efectuei aos Estados Unidos, incluindo outros locais paradisíacos

Algures, no alto mar, um pôr-de-sol


Numa praia de Labadee, no Haiti, com o Freedom of the Seas em fundo

As excentricidades dos americanos. O Homem Orquestra, em Miami. Em primeiro plano, o cesto para recolha das "propinas" (gorgetas)

AJM


O pensamento do dia

Cada indivíduo irradia a sua própria luz. Não há dois fogos iguais. Há grandes fogos, pequenos fogos, e fogos de todas as cores. Há pessoas com fogos calmos que nada sabem do vento, e pessoas com fogos arrebatadores capazes de encher o ar de fagulhas. Alguns fogos, os insignificantes, não nos aquecem nem iluminam o caminho, enquanto outros incendeiam a vida com tal paixão que não se pode olhá-los sem pestanejar, e aqueles que deles se aproximam iluminam-se também.

Eduardo Galeano (O livro dos abraços)