quarta-feira, 18 de junho de 2008

A frase

"O CDS opõe-se firmemente que a EDP impute aos clientes que pagam a sua tarifa a tarifa dos clientes que não pagam. Isso é uma medida descarada, porque é fazer pagar o justo pelo não pagador".
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Paulo Portas (CDS) em conferência de imprensa sobre a anunciada medida da EDP sobrar aos consumidores cumpridores as dívidas incobráveis dos devedores.
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Digo eu: Espero que mais vozes se levantem contra esta disposição arbitrária e escandalosa.

Poesia

Carta do meu desvario
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… E sem hesitações, nem embaraços,
numa orgia de sonho e desvario,
lancei-me abertamente nos teus braços
fechados contra mim num arrepio…
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Tu desnastraste o teu cabelo loiro
sobre os meus fortes ombros, de tal modo,
que até parecia que uma chuva de oiro
de ti tombava e me cercava todo…
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… E, mordiscando, então, fermentemente,
a tua boca cheia de desdéns,
pus-me a gabar-te o teu sorriso quente
e a linda boca, amor que também que também tens…
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…E, beijando ainda mais a tua boca
de púrpura molhada e sangue moço,
mais fiquei preso, a ti alminha louca,
beijando, à roda, todo o teu pescoço…
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…E toda nua, tu, minha princesa
andaste nos meus olhos deslumbrados,
numa ternura alvoroçada, acesa
de desejos e beijos enloucados…
..................

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Repara: o ar é d’oiro reluzente
e de perfumes de rosas…
…Canta o sol pelo céu, triunfalmente,
uma elegia às tuas mãos nervosas…
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Ernesto Tomé - Figueira da Foz, 1935

Para a história da Figueira da Foz CXX

Tennis-Clube da Figueira da Foz

Uma imagem (a foto estáum pouco danificada), dum jogo de ténis, em pares, nas instalações do Tennis-Clube da Figueira da Foz.
A imagem foi captada em Agosto de 1935.
O Tennis Clube da Figueira da Foz é uma das instituições mais antigas da cidade, fundada por um grupo de figueirenses, entre os quais Luiz Carrisso, António De Azevedo e Luiz de Mello, que conseguiram trazer a prática do ténis para fora dos então principais centros urbanos do país.
O clube foi fundado em Agosto de 1907, indo, pois, completar 101 anos de existência.

O pensamento do dia

Tenho certeza de que já disse isto milhares de vezes: Você nunca saberá o que pode fazer até que tente.
No entanto, a triste verdade é que a maioria das pessoas nunca tenta nada até que saibam que conseguem fazer.
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Bob Proctor

terça-feira, 17 de junho de 2008

O pensamento do dia

A dor alimenta a coragem. Não podes ser corajoso se só te aconteceram coisas maravilhosas.
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Audesc

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Para a história da Figueira da Foz CXIX

Inauguração do Liceu

Na imagem, o então presidente da República, Américo Tomás e o ministro da Educação, José Hermano Saraiva, assinando o livro protocolar da inauguração do Liceu Nacional da Figueira da Foz, mais tarde rebaptizado de Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho.
O acto ocorreu em 17 de Abril de 1969, e o edifício substituiu o velho imóvel da zona do Pinhal, que posteriormente viria a ser estação rodoviária e agora funciona ali um ATL.
Era reitor do Liceu, João Rigueira, cargo que desempenhou durante largos anos.
Recorde-se que o Liceu da Figueira da Fiz fora criado em 1932, com a designação de Liceu Municipal Dr. Bissaia Barreto, leccionando-se nele o primeiro ciclo. O seu funcionamento estava a cargo da Câmara Municipal, assim como as próprias instalações.
Foi seu primeiro reitor Álvaro Júlio da Costa Pimpão, a que se seguiu Meneses Torres e, desde 1935, João Rigueira.

O pensamento do dia

Se fizeres um favor, não o recordes; se receberes um favor, nunca o esqueças.
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Autor desconhecido

domingo, 15 de junho de 2008

Poesia

Fernando Pessoa
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ANIVERSÁRIO
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De Álvaro de Campos (heterónimo de Fernando Pessoa)
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No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
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No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
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Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
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O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
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No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
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Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado--,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
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Pára, meu coração! Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
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O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

A notícia do dia

Só faltava esta !!!


Na capa do DN de hoje, com chamada para a secção de Economia, pode ler-se: "Os clientes de electricidade vão passar a assumir uma parte das dívidas incobráveis da EDP. Até agora, as facturas que não se conseguiam cobrar eram um custo totalmente assumido pela EDP Serviço Universal e representavam uma perda para a empresa.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (regulador do sector) propõe que, a partir de 2009, esse encargo passe a ser partilhado pela eléctrica e seus clientes através das tarifas, uma vez que ele é considerado um custo do sistema eléctrico (...)
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Digo eu: A isto é que se chama verdadeira democracia...

Porque hoje é domingo

Que alegria, quando me disseram:
"Vamos ao templo do Senhor!"
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Salmo 122

sábado, 14 de junho de 2008

Tripela

TRIPELA
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JUVENTUDE DO LIS VENCE JOGO INAUGURAL
As três equipa, no final do jogo que teve estreia mundial
Um aspecto da partida que opôs a Juve ao Núcelo Sportinguista de Leiria


Pedro Almeida (da Juve), que fica para a história com o autor do primeiro golo nesta nova variante desportiva

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Disputou-se esta tarde, no Pavilhão da Juventude Desportiva do Lis, em Leiria, o primeiro jogo exibicional da Tripela, uma nova modalidade inventada pelo figueirense Rui Matos, docente na Escola Superior e Educação daquela cidade.
Para a história fica também o resultado, favorável à Juve, que triunfou sobre o Núcleo Sportinguista de Leiria por 2-1, no recurso à marcação de grandes penalidades.
Na primeira parte o marcador acusava 6-4 a favor da Juventude Lis, mas o segundo tempo (nesta variante os períodos são independentes) foi ganho pelo Núcleo por 18-13, o que obrigou ao desempate por penálties.
O jogo inaugural foi arbitrado pela dupla José Manuel Fernandes/ António Freitas, e Pedro Almeida, que na modalidade de andebol é guarda-redes da Juve, foi o autor do primeiro golo desta nova variante desportiva que fez encher a bancada do pavilhão.




Desporto

Hoje, às 15 horas, no Pavilhão da JUVE em Leiria

É esta tarde que tem lugar, em Leiria, o lançamento mundial duma nova modalidade desportiva, a TRIPELA, inventada pelo figueirense Rui Matos

O pensamento do dia

A palavra progresso não terá sentido enquanto houver crianças infelizes.
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Albert Einstein

quinta-feira, 12 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Tripela

Professor inventa novo desporto: a "Tripela"
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Misturar os pés com as mãos no desporto pode ser sinal de confusão, mas assim não é de acordo com a proposta de Rui Matos, professor de Educação Física e "inventor" de uma nova modalidade, a tripela.
Com um nome parecido com trivela - chutar com a parte exterior do pé -, a tripela foi buscar a designação ao facto de o movimento no jogo se fazer em três estágios: recepção, largar e pontapear.
"Foi também uma questão de marketing em relação ao movimento da trivela, dos três dedos da parte exterior do pé, mas também porque o nosso jogo tem três momentos fulcrais", revelou Rui Matos.
Para este professor de Educação Física, que chegou a ser futebolista nos juniores da Naval 1.º de Maio e treinador de andebol na União de Leiria, é aliciante a dinâmica de jogo com um movimento em que se pode agarrar com a mão e passar com o pé.
O jogo consiste nessa mistura de conceitos de andebol e futsal e disputa-se em pavilhão com cinco jogadores de campo, cujo objectivo é marcar golos ao longo dos 60 minutos da partida (30 mais 30).
Curioso é que esta nova modalidade não tem guarda-redes, qualquer jogador na área defensiva pode defender, e se uma equipa vencer os primeiros 30 minutos e a outra os seguintes é necessário desempatar por grandes penalidades.
Outra novidade que a tripela apresenta é um jogador especial, designado "joker", cujos golos são mais valiosos e que tem privilégios, sobretudo na recepção, em relação aos restantes jogadores de campo.
O jogo vai buscar regras ao andebol e ao futsal e por isso mesmo Rui Matos propôs o primeiro jogo oficial, no sábado [em Leiria], entre a equipa de andebol da Juventude Desportiva do Lis e a de futebol do Núcleo Sportinguista de Leiria de futsal.
Nos cartazes de lançamento do jogo Rui Matos colocou a pergunta "quem será mais forte? Os pés ou as mãos?", desafiando as duas equipas que, na verdade, se propõem "misturar" as duas coisas no jogo da tripela.
"Penso que será um jogo de muita desmarcação, muitamovimentação, uma vez que o contacto físico é praticamente inexistente, já que enquanto o jogador não completar a tal tripela (recepção, largar e pontapear) ninguém o pode impedir", explicou ainda Rui Matos.
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Artigo de Carlos Barros em RTP (Reproduzo com a devida vénia)
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Nota: Rui Matos é natural da Figueira da Foz

Para pensar ...

... e o Manel, dada a escassez de combustíveis, esteve cerca de uma hora na fila para atestar o depósito do seu automóvel de forma a que pudesse dar umas quantas voltas pela cidade agitando bandeirinhas porque a selecção portuguesa de futebol venceu a República Checa...
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Qualquer semelhança com um ou outro Manel é pura coincidência !!!

País em crise?

O país está em crise?
Há falta de combustíveis por questões de greve?
Há greves de enfermeiros?
Há greves de professores?
Há greve de maquinistas do caminho de ferro?
Há greve de pescadores?
Há falta de bens essenciais? etc etc...
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Bom povo português: a solução está em continuarem a colocar bandeirinhas de Portugal às janelas e nas viaturas !!!
Já no tempo da outra senhora se dizia: o futebol é o ópio do povo...
Afinal, até somos um país alegre... mesmo na desgraça !!!

O pensamento do dia

A vida é uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos.
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George Bernard Shaw