terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Um ilustre figueirense

Em memória de Gustavo Bastos
 
A Divisão de Cultura da Câmara Municipal da Figueira da Foz presta homenagem ao arquiteto figueirense Gustavo Bastos, falecido no passado domingo, 16 de fevereiro.
 
Gustavo (Telles de Faria Correia) Bastos
(1928-2014)
Eu faço parte do grupo de pessoas que começaram por querer ser artistas e foram para o ensino a fim de servir os outros e dar satisfação a si próprios.”
Gustavo Telles de Faria Correia Bastos nasceu na cidade da Figueira da Foz a 9 de Março de 1928.
Com vinte anos, inscreveu-se no Curso Especial de Escultura da ESBAP, completando o 4º e último ano do curso, na Escola de Lisboa, em 1952. Nesse mesmo ano, de regresso ao Porto, matriculou-se novamente na ESBAP, no Curso Superior de Escultura.
Em 1954, concluiu, juntamente com Lagoa Henriques, o Curso de Escultura da Escola de Belas Artes do Porto, tendo ambos obtido a classificação final 20 valores. Barata Feyo, foi seu mestre na disciplina de Escultura, inserindo-o na sua equipa de estatuários. Em 1958 integrou, como professor assistente, o corpo docente da Escola de Belas Artes do Porto, tendo-lhe sido atribuída, em 1959, uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, que lhe permitiu viajar, conhecer os museus de França e Itália onde contactou com a obra de Marino Marini. Ao longo dos anos ocupou os mais variados lugares dentro da Escola, terminando em 1998 como professor catedrático.

Para além de Professor e Mestre, Gustavo Bastos foi um Escultor de estatuária, estendendo-se a sua obra a todo País (sobretudo em tribunais, edifícios públicos e monumentos de caráter histórico). No seu trabalho destacam-se o homem, o cavalo (muitas das vezes sendo representados num só volume) e a mulher.
A sua escultura, de pendor figurativo,  é de grande rigor formal e material, deixando de parte os pormenores, para assumir  uma contida expressão lírica. São figuras, ora solenes, ora serenas, sólidas, e de grande precisão, sendo notório a mestria com que trabalha os materiais.
Participou em variadíssimas exposições coletivas, e crê-se ter realizado três exposições individuais, duas no Porto (na Galeria Alvarez em 1957 e na Galeria do JN) e uma em Lisboa (na Galeria do Diário de Notícias) em 1969. Em 1998, o Museu Municipal da Figueira da Foz produziu uma exposição retrospetiva da sua obra. Está representado uns inúmeros museus e coleções.
Algumas das suas esculturas mais relevantes podem ser visitadas na cidade do Porto:
Repouso (cimento, 1953)  junto ao lago do jardim das Belas Artes;
Honra e Concórdia (mármore de carrára, 1957) no Salão Nobre da C. M. do Porto;
Relevo (cimento, 1958) na Escola Secundária Aurélia de Sousa;
João Pedro Ribeiro (granito, 1961) no Tribunal da Relação;
Cabeça de Mulher (bronze) no Museu Soares dos Reis;
O domínio das águas pelo homem e O homem na sua possibilidade de transpor os cursos de água (bronze, 1963) relevos na Ponte da Arrábida;
Relevo (bronze, 1970) hall de entrada da Estação de S. Bento;
Relevo (bronze) Caixa Geral de Depósitos;
Os Cavaleiros do Apocalipse (bronze, 1970) no Passeio das Virtudes;
Estátua equestre de D. Afonso Henriques (bronze, 1984) no Museu Militar;
Monumento a Francisco Sá Carneiro (granito e bronze, 1990) na Praça de Velasquez;

 
 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Figueira da Foz em imagens

Imagens da minha terra
"Pedra da Nau"
Cabo Mondego - Figueira da Foz - Portugal
(16 fevereiro 2014)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Leituras



Frederico Duarte Carvalho nasceu no Porto em 1972.

Trabalhou como jornalista no diário O Primeiro de Janeiro e no semanário Tal & Qual e foi editor de política na revista Focus. É autor dos livros Vítor Batista – O Maior; Capitão Roby; Eu Sei que Você Sabe; Abril Sangrento; Poeta & Espião; A Mensagem Brown; O Enigma da Praia da Luz; Estados de Segredos; Cavaco Versus Cavaco; e, na Planeta, do livro de investigação Camarate – Sá Carneiro e as Armas para o Irão. Embora tenha escrito várias obras de ficção, o Terceiro Bispo é o seu primeiro romance de grande fôlego.

Foi cabeça de lista do Partido Popular Monárquico nas eleições para o Parlamento Europeu de 7 de Junho de 2009 e é atualmente dirigente do Partido Livre.

Frederico Duarte Carvalho é o próximo convidado da iniciativa 5as de Leitura e estará na Biblioteca Municipal na próxima quinta-feira, 20 de fevereiro, onde trocará impressões com o público figueirense.

Mensagem evangélica

Porque hoje é DOMINGO
 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O porto da Figueira da Foz

A história não se apaga
 
Há 47 anos (30 de outubro de 1966) eram inauguradas as obras exteriores do porto da Figueira da Foz, acontecimento que registou a presença do presidente da República, na altura Américo Tomaz, sendo presidenta da Câmara, José Coelho Jordão.
A Figueira viveu então um dos dias mais festivos da sua história, com a população, em massa, a sair para a rua para assistir às cerimónias oficiais, como se pode ver na imagem.

 
No local existe um marco (na foto), que teve inscritas as palavras que descreviam o ato e o seu significado, mas que alguns que se intitulam democratas entenderam por bem, após o 25 de Abril de 1974, apagar completamente, retirando todas as letras que assinalavam um passo importante para o desenvolvimento da cidade.
 
 
Hoje, está ali um mamarracho, que poucos saberão o que significa. Já foquei este tema aqui e num outro órgão de comunicação local, mas nada adiantou.
Já não digo que se reponha (o que seria correto), porque a história não se apaga, todo o fraseado que o memorial, à entrada do molhe norte delineador da entrada da barra, continha, mas, no mínimo, que ali se coloque uma placa que indique o que o mesmo representa.
Doutra forma, o melhor (?) será tirar dali aquele mono de pedra.
Mas atenção: por mais que muitos queiram, insisto, a história não se apaga mesmo que o pretendam fazer os que querem ser mais papistas do que o Papa.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Figueirenses

Manoel Lopes

 
Manoel Lopes foi sócio e um dos mais interventivos elementos do Tennis Club da Figueira da Foz (fundado em 1917), quer como dirigente quer como praticante desportista.
Era um amante das coisas da sua terra e, pelos meios disponíveis, divulgava as belezas da Figueira, com uma dedicação muito especial à floresta.
Possuia um moinho (turístico) na Serra da Boa Viagem, para onde convidava amigos e forasteiros, oferecendo-lhes um "copo" e mostrando-lhes alguns motivos figueirenses que ali guardava religiosamente.
Era proprietário de um armazém de vinhos na Rua Duarte Silva, na Figueira da Foz, onde arquivava antiguidades, e um tonel de grandes dimensões, (a capela, como lhe chamava), era repositório de motivos de vária ordem, que faziam o encanto dos visitantes.
O acesso fazia-se com algum "cerimonial", não faltando um sino após o que se abria a porta da "capela/museu".
E era inevitável a oferta de um copo dum néctar muito especial: o seu "Sol Engarrafado", a que alude o panfleto acima reproduzido.
Manoel Lopes, um bom homem, um bom Amigo, e um grande divulgador das belezas da sua terra natal.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Arte

Figueira da Foz
vista pelos artistas
 
"Praça 8 de Maio"
Quadro da artista plástica, natural do Porto, Amélia Queiroz, exposto em agosto de 1989, no Casino da Figueira da Foz.
Curiosamente, a artista, por lapso, intitulou a pintura de "Praça 1.º de Maio".

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Mensagem evangélica

Porque hoje é DOMINGO
"As nuvens flutuam porque DEUS, em Sua sabedoria, ordenou as leis naturais de tal maneira  que elas revelam maravilhas daquele que é perfeito em conhecimento".
"A criação é repleta de sinais que refletem a presença do Criador".

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Esta noite
 

Solidariedade


A APEE (Associação de Pais e Encarregados de Educação) da Escola Secundária de Cristina Torres (Figueira da Foz) vai realizar, pelas 16 horas de amanhã, domingo, no CAE (Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz), o Sarau “Incluir com Expressão”, um espetáculo de solidariedade a favor dos alunos daquele estabelecimento de ensino impossibilitados, por questões económicas, de participarem em atividades extra escolares.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Luís Freitas Lobo

A minha proposta
 
 
Por favor!!! Não me obriguem a cancelar a minha subscrição para a Sport TV.
Tal como muitos, vejo-me forçado a desligar o som da televisão quando este senhor comenta os jogos, com a sapiência que o credita como um cientista do pontapé na bola, e a sua melodiosa voz, maviosa como um canário.
Pior do que assistir aos maus resultados da minha equipa ou o regozijo pelos inêxitos dos adversários, é ver-me compelido a ouvir este cidadão que dá pelo nome de Luís Freitas Lobo.. Basta. Coloquem-lhe uma mordaça...
Não tenho nada contra a pessoa em questão, mas irrita-me escutar alguém que tem uma voz fantástica para... escrever à máquina!!!