sábado, 30 de setembro de 2006

O 24 de Abril regressou à Naval?


Não tenho nenhuma procuração do meu colega de jornalismo, Tiago Lemos, um jovem promissor que dá os primeiros passos numa área tão complexa.
Contudo, o que aconteceu na manhã de hoje, nas instalações do Estádio Municipal da Figueira da Foz, ultrapassa tudo o que é concebível.
Tiago Lemos é correspondente do jornal “O Jogo” onde, inclusivamente, estagiou, e é também a pessoa que me substituiu no “Diário de Coimbra” quando resolvi, ao fim de 40 anos, bater com a porta.
Esta manhã, após o treino no “Bento Pessoa”, estavam os quatro representantes locais de órgãos de comunicação (incluindo a minha pessoa, como correspondente do “Record”, a entrevistar o jogador Gilmar, quando João de Almeida, secretário técnico do clube, por incumbência de alguém (penso que teria sido o técnico Rogério Gonçalves), mandou interromper as gravações e “expulsar” o Tiago, tendo em conta a reportagem que “o Jogo” teria feito do encontro Naval-Beira-Mar, e que, naturalmente, não agradou aos responsáveis pelo clube.
Não sei, nem me interessa saber, o que escreveu “O Jogo” (sei que não foi o Tiago o autor), mas algo vai mal, tudo levando a crer que regressou o 24 de Abril de 1974, pelo menos a este clube figueirense.
Nem sequer está em jogo a justeza (porque o foi) do triunfo dos navalistas.
O que está na mesa é a censura que o clube quer fazer aos órgãos da comunicação social.
Ninguém discute a forma de orientar de Rogério Gonçalves. Porquê o clube discutir e exercer represálias sobre quem não escreve de acordo com a sua cartilha?
Por hoje, fico-me por aqui, mas há mais.

Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

Todos os psicólogos baratos estão a enganar as pessoas relativamente a coisas como a culpa e a consciência. A culpa é uma emoção nobre; a pessoa que vive sem ela é um monstro .

Willard Gaylin

sexta-feira, 29 de setembro de 2006



Desculpem lá, mas não consegui resistir à tentação de reproduzir, mais uma vez, o editorial do Correio da Figueira, assinado pelo seu director, José Alberto Dias.
Mais uma vez vos peço: respirem fundo, para terem fôlego para ler este parágrafo e, depois, tirem as vossas conclusões e diram-me se perceberam patavina. Atenção, que foi respeitada a ortografia do artigo assinado pelo distinto jornalista...

"Meus caros leitores no passado sábado a nossa cidade da Figueira recebeu uns milhares de idosos vindos de todo o país, a pergunta que eu me fiz quando vi chegar aqueles autocarros todos com pessoas da 3.ª idade, todos com um boné amarelo, todos iguais, só lhes faltava os bibes todos iguais para voltar aos velhos tempos em que também em grupos por vezes em grandes grupos quando todos eram crianças ou adolescentes e o resto era tudo igual, comer o farnel na praia, na escada da esplanada, na relva, enfim em qualquer sítio, e até os chefes de turma eram quase iguais quando eram os professores agora são os organizadores ou os encarregados dos lares a dar as orientações, casos havia em que ainda não era necessário porque as pessoas iam sós à procura dos restaurantes e cafés mas eu estive a presenciar e em tudo me parecia como se de um passeio de fim de curso se tratasse com um mega encontro com outros estudantes de todo o país como é interessante que antes da vida activa temos o nosso tempo de lazer, e depois da vida activa temos também o nosso tempo de entretenimento, só que até à idade adulta preparamo-nos para a vida activa estudando, aprendendo a enfrentar as adversidades da vida e quando chegamos à 3.ª idade temos de saber como ir até ao fim da vida e felizes daqueles que conseguem preparar tudo e preparar-se para o além da vida, pois qaue a tendência é que durante a vida activa por vezes não pensamos na vida para além da morte. Existe ainda uma outra diferença é que a cor do leite é diferente, é mais tinto, mas até isso é cada vez mais voltar ao início com o cafézinho com leite e as torradas".

Nota: o negrito é da minha responsabilidade.

AJM

O pensamento do dia

A boa vontade é conquistada à custa de muitos actos... mas pode perder-se só com um.

D.S.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Em memória de Fausto Caniceiro da Costa

Figueira da Foz
MENINA
Linda, gárrula, traquina
Fundada pela Natureza
Que muito se preza
De a ter criado
Tão sedutora
E encantadora
Figueira da Foz
SENHORA
Tão fascinente
Jóia cintilante
Deste Paraíso
Que há na Lusitana Terra
De Praia, Rio, Mar, Serra
Figueira da Foz
PRINCESA
Praia de sonho
Belo tesouro
De areias de ouro
Com sol prateado
Que a toda a hora
A beija
E deseja
Figueira, menina,
Senhora, princesa
Figueira RAINHA
És nossa,
És minha!...
Fausto Caniceiro da Costa (1987)

O pensamento do dia

Uma das grandes desvantagens da pressa é que nos faz perder tempo demais.

G. K. Chesterton

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Morreu um figueirense

Morreu o FAUSTO

Deparei, surpreendentemente, embora haja sempre a considerar a idade avançada (contava 92 anos e não 83 como, por lapso, foi noticiado, por exemplo, no diário “As Beiras”), com o falecimento do meu amigo Fausto.
Fausto, um homem dos sete instrumentos (ou talvez mais) foi uma figura que fica indelevelmente ligada à Figueira da Foz.
Nascido na Figueira em 5 de Março de 1914, durante 46 anos foi funcionário público, desde sempre manifestando as mais variadas aptidões, nomeadamente de dinâmico dirigente associativo, homem de teatro, humorista, poeta popular, ilusionista, declamador, mimo e, até, músico, como bem atesta a sua passagem e actuações por todas as colectividades do concelho, algumas por esse país fora como no estrangeiro, durante mais de 60 anos, teve ainda colaboração espalhada por vários jornais e mais de uma dezena de livros da sua autoria.

Paz à sua alma.


Aníbal José de Matos

Ainda o caso Mateus (correcção)

Por lapso escrevi "clube penafidelense" em vez de "clube barcelense". As minhas desculpas.

AJM

O pensamento do dia

Coincidência é um pequeno milagre em que Deus preferiu permanecer anónimo.

H.Q.

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Ainda o caso Mateus

O presidente do Gil Vicente parece que continua a enterrar-se e, o que é mais grave, a enterrar o clube penafidelense.
Agora, como solução, Fiuza resolveu pedir a demissão, querendo entregar a condução do barco aos outros, porque há evidentes divergências no seio da colectividade no tocante à atitude que vem sendo tomada e que está a arrastar o clube para uma posição incontrolável.
O presidente da AG recusa aceitar a demissão, alegando não haver condições para a sua substituição.
Aonde é que esta situação irá parar?!
O folhetim continua...
AJM

Para a história da Figueira - XLIV

Orfeão David de Sousa


O Orfeão figueirense David de Sousa, fundado em 16 de Abril de 1936, pelo maestro António Fernandes, constitui um dos postais mais eloquentes da história da cultura na Figueira da Foz.
Formado por cerca de 150 componentes de ambos os sexos, as suas actuações, não apenas na Figueira mas em diversos pontos do país e do estrangeiro, marcaram uma época.
Na foto, o Orfeão, numa noite de Gala no antigo salão nobre do Grande Casino Peninsular.

Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

Filósofo é o sujeito que dá aos outros conselhos sobre problemas que ele nunca teve.

W.R.L.

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Fantochada e auto-promoção!

Um dia sem carros
Já repararam bem na fantochada que representa esta instituição de um dia sem carros? Já pensaram bem que se trata de auto-promoção de alguém, passando, inclusivamente, pela prepotência? Será que é significativo, mesmo que a título simbólico, fechar uma ou duas artérias na cidade para contribuir para a solidariedade com os que também assim querem proceder?
Que resultados em 365 (ou 366) dias no ano? Que significado? Que frutos? Que alteração de mentalidades?
Já agora, por que não regressar ao passado e aplicar um dia tal como se vê na imagem que antecede esta postagem? Ponham carros de bois a circular na cidade!!!
Deixem-se de fantasias e de falsas moralidades. Estamos todos fartos de brincadeira. Comecem a trabalhar a sério.
AJM

Para a história da Figueira - XLIII

A Figueira da Foz há 116 anos


Uma imagem de 1890. É o antigo cais da doca, em frente ao actual edifício dos Paços do Concelho.
AJM

O pensamento do dia

O homem que quer seguir sozinho pode partir hoje, mas o que quiser seguir acompanhado tem de esperar até que o outro esteja pronto.

Henry David Thoreau

domingo, 24 de setembro de 2006

Bin Laden tem o cérebro nas pernas...


Bin Laden, o homem mais procurado do mundo, terá morrido em consequência de ter sido atacado pela febre tifoide, segundo "L'Est Republicain", de que extraímos as fotos.

Segundo o Diário de Coimbra, na sua edição de hoje, Bin Laden "estava no Paquistão no passado 23 de Agosto, quando um tifo (doença febril, grave e infecto-contagiosa) lhe causou paralisia cerebral dos membros inferiores.
Donde se conclui que o célebre terrorista, afinal, tinha o cérebro nas pernas... Que tal?!
AJM

Para a história da Figueira - XLII

Figueira doutros tempos

A Figueira da Foz era, então, uma progressiva vila. A Praça Velha (hoje, General Freire de Andrade), apresentava este aspecto em 1868. Repare-se que o Pelourinho se situava em local diferente daquele que hoje ocupa. As voltas que o mundo dá.
AJM

O pensamento do dia

Conselho é aquilo que pedimos quando já sabemos a resposta, mas preferíamos não saber.
Erica Mann Jong

sábado, 23 de setembro de 2006

Um editorial de se lhe tirar o chapéu...



POR AQUI se podem calcular algumas das razões por que que um dia, depois de ter pegado no projecto com entusiasmo, fechei a porta e fui pregar para outra freguesia, porque não conseguia entender-me com quem queria impor-se, com prepotência, nos assuntos da direcção do jornal.
É que, quem não tenha bases jornalísticas, não tem hipótese de ir a qualquer lado, a não ser que ainda tenha quem leia e não perceba.
Embora com alguma relutância, mas porque entendo que o assunto é sério, este de escrever para uma, mesmo que reduzida audiência, aqui vai mais um naco de prosa, em que a revisão ficou no tinteiro, e em que o autor, convicto de que é jornalista, assina, com despudor, um artigo em que lhe falta a língua para dizer amor.

Atenção: ele aqui vai. E é o editorial, cujo título saliento no canto superior direito, em que é preciso respirar fundo para ultrapassar toda a falta de pontos e parágrafos:

"Meus caros leitores muitas vezes chego a pensar que o homem é tão parecido com as marionetas que me parece que o nosso destino e o programa da vida das pessoas está pré determinado à nascença, e mais parece um vamos fazer para outros desfazerem, uns constróem outros fazem a demolição [por alguma razão o autor é construtor civil], enquanto andam milhões de pessoas a trabalhar em investigação em meios de tratamento da saúde, outros encarregam-se de matar que seja o simples suicídio ou o fomento das guerras ou os acidentes de viação ou os acidentes aéreos, enfim uns lutam pela vida ou sua ou dos outros, e outros tantos matam-se e não basta a morte natural ou por velhice, ou por deoença que essas são as causas mais naturais no percurso da vida que obedece às leis e regras da humanidade, desde os primórdios dos tempos, mas é preciso ainda que alguns senhores donos do mundo provoquem povos de outras crenças e de outros costumes declarando-lhes guerra destruindo pelo caminho milhares de vidas de crianças, mulheres e homens indefesos e inofensivos, verdadeiros inocentes que lutam e morrem quase sempre sem saber porquê, que tristeza, o que mais nos custa é que por vezes não se morre fisicamente mas ficamos mortos na nossa dignidade se nos morre um ente querido ouse nos destroem os nossos bens, se nos violam as nossas mulheres, não valeria mais nós também termos ficado no conflito, será que depois disto a vida faz algum sentido?"

Que tal esta beleza de hortaliça? E depois, a imprensa regional queixa-se de falta de apoios!
É que por uns pagam a fava os outros! Faltou-me o fôlego mas consegui transcrever a maior parte deste editorial impressionante...

AJM

Ginásio entra com mão quente


A equipa do Ginásio Clube Figueirense, quase renovada na totalidade, iniciou, da melhor forma, a nova época de basquetebol, vencendo, na primeira jornada do grupo A do Torneio dos Campeões, a sua congénre do CAB Madeira, por um esclarecedor 87-69, em jogo realizado ontem à noite, no Pavilhão Jorge Galamba Marques, perante uma assistência que não ultrapassou os 70 espectadores.
Registou-se o regresso do internacional José Costa, mas a figura do jogo foi o norte-americano Ricky Woods (um nome a fixar), um dos reforços desta temporada, que, à sua conta, marcou nada menos de 33 pontos!
AJM