Este (Fernando Mira) continua a ser o pronto-socorro. Está de pedra e cal...
Mira, esta tarde no treino, em QuiaiosA boa disposição da equipa, com o goleador Nei a fazer-se à fotografia, mostrava, na tarde de hoje, no Rosa Náutica, que a anunciada saída do técnico não afectou o plantel
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Caiu como uma bomba, no seio navalista, a anunciada saída do técnico Rogério Gonçalves para o Sporting de Braga, numa altura em que se encontrava no Brasil, depois duma deslocação à Polónia (?), para apreciar dois possíveis reforços, já referenciados, para o emblema figueirense.
O presidente Aprígio está “revoltado” indo ao ponto de dizer que “é uma ferida muito grande que o Rogério Gonçalves tem que sarar”.
Pelas suas palavras, “tudo foi feito nas minhas costas”, acrescentando: “A palavra para mim tem muito valor. As acções ficam com quem as pratica”.
Durante a parte da tarde de ontem, Rogério, que se encontra no Brasil a aguardar voo para regressar a Portugal, fez diversas tentativas para contactar o presidente navalista, mas estas foram-se, sucessivamente, tornando infrutíferas.
Rogério Gonçalves argumenta que “trata-se duma oportunidade única” a sua ida para o Braga. Já Aprígio lamenta ter sido “apanhado de surpresa”, aditando: “não o posso fechar à chave”, “mas” – prosseguiu – “há uma cláusula no contrato a que tem que ser dado cumprimento [leia-se compensação financeira]”.
O presidente, “colhido de surpresa”, teve um desabafo: “As equipas cada vez têm que ser mais dos presidentes do que dos treinadores”, numa alusão ao facto – que teria desgostado Rogério Gonçalves – da equipa, no seu todo, ter sido construída por Aprígio, à revelia do técnico.
Estava marcada para hoje um treino matutino no Rosa Náutica, mas a sessão acabou por ser dupla, com novo apronto vespertino no mesmo relvado, tendo sido anulado (surpreendentemente por instruções de Rogério a Fernando Mira !!!) o jogo-treino aprazado para amanhã, em Nelas.
Para o capitão, o brasileiro Fernando, o desenrolar dos acontecimentos está a ser aguardado “com uma certa expectativa. Estamos numa situação de não saber o que se passa, só temos conhecimento do caso através da imprensa, mas também quero dizer que se um treinador deste clube vai para outro melhor, é sinal de que o trabalho aqui foi visto com bons olhos”.
Quanto à reacção da equipa, Fernando limita-se a dizer que “a saída é de um treinador, nós vamos ficar. O trabalho tem que prosseguir. Esse é o pensamento de todos nós”. E a rematar: “Lamentamos é esta incerteza. Uns dizem que o técnico está na Polónia, outros no Brasil, mas uma coisa é certa, o nosso barco vai seguir”.
ANÍBAL JOSÉ DE MATOS