Erros da história ou lapsos humanos?


Como tive oportunidade de o referir oportunamente, o Campo de Jogos da Mata da Misericórdia, na Figueira da Foz, foi inaugurado em 26 de Novembro de 1922, como se pode ver pelo programa que reproduzo.
Realizaram-se vários jogos nesse dia festivo, com a intervenção da Naval 1.º de Maio, Ginásio Clube Figueirense, Sporting Clube Figueirense e Grupo Instrução e Recreio da Praia de Buarcos.
O primeiro encontro ali disputado, (e, portanto, as duas primeiras equipas que pisaram o pelado do Campo da Mata), foi entre o Ginásio Clube Figueirense e a Associação Naval 1.º de Maio.
Daí não compreender a razão que levou Joaquim de Sousa, um estudioso das coisas da Figueira da Foz, a colocar, em 2005, num dos muros da Mata, aquele que dá para a Rua do Hospital, apenas a fotografia duma equipa de futebol do Ginásio, quando também a Naval participou na inauguração do recinto.
.
É que, no painel pode ler-se: "Futebol no Campo da Mata (1922-1954)
Ginásio Clube Figueirense
Misericórdia - Obra da Figueira 2005"
.
Sinceramente, gostava que Joaquim de Sousa, Provedor da Misericórdia-Obra da Figueira, e dirigente do Ginásio Clube Figueirense, que terá, certamente, argumentos para combater esta justificação, explicasse este enigma.
Apenas para que a história do desporto figueirense não fique deturpada.
3 comentários:
o comentário chega muitos anos depois, e pretende ser apenas uma comunicação com a administrador do blogue, perguntando-lhe se é possível situar a localização do campo da Mata, o que agradeço desde já.
Victor Sousa
Obrigado pelo seu comentário. Chegou a tempo...
O Campo da Mata, também conhecido por Mata da Misericórdia, situava-se na zona do Pinhal (Figueira da Foz), onde hoje está instalado o Lar Silva Soares.
A entrada fazia-se pelo Pátio de Santo António (hoje Largo Silva Soares em homenagem ao fundador da Misericórdia) e pela atual Rua Herois do Ultramar, perto do quartel dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz.
Sempre ao dispor,
Aníbal José de Matos
Muito obrigado. Fica aqui um pedaço de história, que já não se perde.
Tantos outros que há para guardar...
Cumprimentos
Victor Sousa
Enviar um comentário