sábado, 16 de abril de 2011

Política

"José Régio e o seu burro", por Hermínio Felizardo


Soneto


Surge Janeiro frio e pardacento,


Descem da serra os lobos ao povoado;


Assentam-se os fantoches em São Bento


E o Decreto da fome é publicado.



Edita-se a novela do Orçamento;


Cresce a miséria ao povo amordaçado;


Mas os biltres do novo parlamento


Usufruem seis contos de ordenado.



E enquanto à fome o povo se estiola,


Certo santo pupilo de Loyola,


Mistura de judeu e de vilão,



Também faz o pequeno "sacrifício"


De trinta contos - só! - por seu ofício Receber,


a bem dele... e da nação.



JOSÉ RÉGIO (Soneto escrito em 1969)


Enviado por e-mail por um Amigo atento...

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