Os “imbecis”
Várias figuras do elenco cultural do país, como, por exemplo Ramalho Ortigão e Eça de Queiroz, e, por que não, Fernando Pessoa, traçaram retratos fidedignos dos percursos da política em Portugal.
Ao que me consta, nunca ninguém, com arcaboiço para o fazer, os apelidou de “imbecis”, pesem, todavia, as verdades que proclamaram no que concerne ao modus vivendi dos chamados artistas (habilidosos) da política no nosso país.
Tudo a propósito da última reunião da Câmara Municipal da Figueira da Foz em que todos, duma maneira geral, dando razão ao adágio de que “quando um cão é danado todos lhe atiram pedradas”, não estiveram com meias aquelas e desancaram no presidente deposto, Duarte Silva.
Até o proscrito Paulo Pereira Coelho, que há cerca de dois anos não comparecia às sessões camarárias, surgiu, armado de “caçadeira” para atirar a Duarte Silva, aproveitando, contudo, para explanar uma opinião: “(…) Foi difícil convencê-lo de que os seus discípulos estavam a levá-lo por maus caminhos”. E será que não tem razão? Só que não me parece que a ocasião fosse oportuna. Surgiu tarde e a más horas, do meu ponto de vista.
Teresa Machado, sempre fiel ao ex-presidente, lá foi advogando em defesa do visado: “Dentro em breve vou ver se o PS é tão democrático como vocês dizem”
Finalmente, como corolário desta reunião memorável, José Elísio (ex PS, depois PSD e ora independente) referindo-se à sua eleição como presidente da Junta de Freguesia de Lavos, comandando a força, com sentido humorístico, de “Ou Vai ou Racha”, decretou: “Este resultado é também uma resposta, clara e inequívoca, dos lavoenses em relação à postura de alguns imbecis que grassam na política figueirense e que, por inveja ou outra razão, me acusam de ter anticorpos (Substância defensiva formada, num organismo animal, pela introdução de um antigénio com a qual ela se combina – Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea – Academia das Ciências de Lisboa” .
Bom, e já agora, vamos aguardar pela acção do senhor que se segue.