
Completam-se hoje 10 anos (6 de Outubro de 1999-6 de Outubro de 2009) sobre a data do falecimento de Amália Rodrigues, a grande embaixadora do fado, a chamada canção nacional.Apagou-se uma voz que percorreu o mundo, participando em espectáculos inesquecíveis.
Lembro-me, quando eu tinha 14 anos (estávamos em 1949), ter visto a Amália pela primeira vez. Aconteceu num sarau memorável no Grande Casino Peninsular, na Figueira da Foz.
Recordo-me perfeitamente de que Amália cantou 12 fados, em actuações divididas pelo salão de festas e pelo salão nobre.
E vem-me à memória o facto de minha saudosa mãe me ter dado 30 escudos para assistir ao espectáculo, facto que muito mais tarde, bastantes anos volvidos, recordei numa conversa com Amália no seu camarim, também no Casino, na altura em que foi homenageada pelos seus 50 anos de carreira.
Tive oportunidade de a entrevistar, num trabalho que passou no Rádio Clube Foz do Mondego, onde eu trabalhava, e cuja gravação guardo religiosamente.
Como se pode ver numa das imagens, a Figueira da Foz incluiu Amália na sua toponímia.
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