domingo, 2 de julho de 2006

França eliminou o Brasil


Zidane, um osso duro de roer (Foto do Globo (Rio de Janeiro, Brasil)

O campeão do mundo em título, Brasil, caiu aos pés duma França, coesa e batalhadora. Os canarinhos, onde militam as estrelas, não tiveram engenho nem arte para acabar com a carreira de Zidane, que ainda vai prosseguir no seu percurso de atleta de enorme craveira, pelo menos até defrontar a selecção de Portugal, nas meias-finais.
Os portugueses esperam, isso sim, que aí seja a sua despedida.
AJM

sábado, 1 de julho de 2006

Selecção de Portugal nas meias-finais

Ricardo, o herói (Foto de El Mundo, Espanha)
Defender três penáltis é (foi) obra. Ricardo, num jogo de pôr os nervos em pé, colocou a selecção de Portugal nas meias-finais do campeonato do mundo de futebol que se está a disputar na Alemanha.
Depois de 120 minutos dum jogo cheio de emoção, o recurso aos remates da marca da grande penalidade foi a solução. Aí, Ricardo esteve igual a si próprio, e Cristiano Ronaldo fez o resto, ao apontar o golo que ditou a eliminação da Inglaterra.
Eis os títulos de dois jornais estrangeiros:
Marca (Espanha): Ricardo manda Inglaterra para casa na lotaria dos penáltis
Marca (Espanha): Ricardo faz chorar a Inglaterra

Dr. Z mudou de ramo?

"From the popular to the strange, from the mainstream to the bizarre, Dr. Z has collected the movie posters."

Será que o Dr. Z mudou de ramo? Ou serão filmes pornográficos?

Paz à sua alma

E pronto. A Escola Prática do Serviço de Transportes, aquartelada na Figueira da Foz, deu as últimas. Encerrou as portas, pondo termo, em definitivo, a um ciclo que colide com a história militar da cidade.
Os figueirenses assistiram, impávidos e serenos, ao “funeral” duma instituição prenhe de tradições.
A morte, há muito anunciada, como tive oportunidade de salientar há dias, verificou-se ontem, e nenhuma das palavras ali proferidas no acto simbólico do encerrar portas, conseguiu disfarçar o acto de se pôr termo a um pedaço da própria cidade.
Palavras leva-as o vento, e não comoveu ninguém, para além de transmitirem um sentimento de frustração, o discurso do comandante José Loureiro, que considerou que a extinção do quartel, veio “dificultar a manutenção do moral dos militares e civis que ao longo dos anos se têm esforçado para elevar a qualidade da formação, a imagem da Escola, e, por sua vez, o Exército”.
E acrescentou, dirigindo-se aos militares: “Em todos vós paira um sentimento de tristeza pelo encerramento da EPST e pelo adeus à Figueira da Foz, mas julgo que acima de tudo deveis estar com um sentimento de orgulho pelo profissionalismo e competência que demonstraram”.
Fala-se agora, aliás o propósito já vem sendo ventilado de há tempos a esta parte, que as instalações irão albergar a GNR. Espero que assim seja, mas, também, corre à boca cheia, que já há, por aí, olhares de imobiliários (alguém disse que a Figueira era o paraíso dos imobiliários), para a urbanização da zona, uma área vastíssima. Não pensem que é descabido prever a construção de mais uma floresta de betão no local que foi um marco histórico da Figueira.
O futuro o dirá.

Um dia a História julgará e condenará alguém!

Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

Pequena grande diferença

Sempre foi fácil distinguir o verdadeiro líder do político profissional. O primeiro vive para a política; o segundo vive da política.

Mariano Grondona, in Visión, México

No futebol deixou de haver limite de estrangeiros

ALTERAÇÃO AO ART.º 37º DO REGULAMENTO DE COMPETIÇÕES DA LIGA PFP

Na Assembleia Geral de 30 de Junho de 2006, foi deliberado proceder à alteração do art.º 37º do Regulamento de Competições da LPFP, que passou a ter a redacção que se transcreve:" Art.º 37º(Limitação de inscrição de jogadores)1 - Os Clubes podem inscrever livremente jogadores profissionais, sem qualquer restrição em função da sua nacionalidade, podendo nas competições oficiais participar apenas os jogadores com contrato de trabalho desportivo ou contrato de formação das categorias Sénior e Júnior (com aptidão médico-desportiva devidamente comprovada).2 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, os Clubes têm de incluir no seu plantel pelo menos o seguinte número de "jogadores formados localmente":- Época de 2006/2007 - 4 "jogadores formados localmente"- Época de 2007/2008 - 6 "jogadores formados localmente"- Época de 2008/2009 e segs. - 8 "jogadores formados localmente"§ 1º - Considera-se como "jogador formado localmente" aquele que tenha sido inscrito na Federação Portuguesa de Futebol, pelo período correspondente a três épocas desportivas, entre os 15 e os 21 anos de idade (inclusivé).§ 2º - A inclusão no plantel dos Clubes de "jogadores formados localmente" na época de 2006/2007 é facultativa, sendo essa inclusão obrigatória a partir de então.3 - Os Clubes não podem incluir no plantel e utilizar, por época desportiva, um número de jogadores com contrato de trabalho desportivo ou contrato de formação superior a:a) 27 jogadores da categoria sénior na época de 2006/2007 e seguintes.

sexta-feira, 30 de junho de 2006

No limiar do segundo mês

“Presente” , criado a 29 de Maio de 2006, entra hoje no segundo mês de publicação.
Confesso que tem sido uma experiência interessante, sobretudo, pela forma como eu vejo este novo sistema de comunicação.
A Figueira da Foz foi sempre fértil em órgãos de comunicação social. A história do jornalismo figueirense fala por si.
Nos dias de hoje, também a Figueira conta com um número considerável de blogues, páginas onde os seus autores emitem opiniões, veiculam cultura, fazem sugestões e, na sua maioria, emitem críticas construtivas.
Tal como fiz no primeiro dia, saúdo todos quantos, através da net, procuram elevar o nome da Figueira, levando a sua voz até longínquas paragens, e focando, também, assuntos de índole geral de interesse evidente.
Sem atropelos, penso que todos juntos poderemos (e alguns estão a fazê-lo duma forma saudável, assinando peças de valia) prestar um bom serviço a partir desta terra que nos viu nascer.
Pelo meu lado, a quantos me têm incentivado, o meu muito obrigado.

AJM

O pensamento do dia

Seja optimista - por muito velho que seja, é agora mais novo do que jamais será.

Current Comedy

quinta-feira, 29 de junho de 2006

A apologia da Figueira.net

Naturalmente que o António Cruz não tem necessidade de que eu lhe venha conceder o meu apoio, pois muitos outros, mais credenciados, o têm feito e vão, certamente, continuar a fazê-lo.
De qualquer forma, esta poderá ser mais uma achega, na constatação de que a Figueira.net, que António Cruz dirige há sete anos, está a prestar um bom (excelente) serviço à Figueira da Foz e, naturalmente, aos figueirenses, incluindo a quantos se encontram espalhados pelo país e quatro partidas do mundo.
Dir-se-ia, com propriedade, que Figueira.net é um autêntico jornal on line, um órgão de comunicação social que preenche muitos espaços vazios.
Tive o prazer de ser, em tempos, seu assíduo colaborador, mas a escassez de tempo, por culpa doutros afazeres profissionais, não permitiu que mantivesse essa ligação mais estreita.
Reconheço, contudo, que Figueira.net continua a dar o seu melhor nos mais diversos vectores, proporcionando um sem número de informações de utilidade indiscutível.
Há pouco, lançando uma rápida olhadela pelo seu arquivo fotográfico, em termos de imagens da Figueira antiga, mais ficou arreigada em mim a certeza de que António Cruz está, insisto, a prestar um excelente serviço à comunidade.
Que prossiga, por muitos anos e bons, são os votos que lhe endereço daqui deste postigo, este espaço que encontrei para continuar a fazer aquilo de que gosto.

Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

Metade das pessoas não alcança a fruta por falta de energia para abanar a árvore e a outra metade sacrifica a próxima colheita porque a abanou com tanta força que a derrubou.

News Group Chicago

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Vice que o não chegou a ser...


Fonte ligada à Naval 1.º de Maio, acaba de confirmar a notícia vinda a lume na edição de hoje do “Público”, relativa à renúncia do cargo de vice-presidente, de Nuno Ricardo Maurício, investigador da polícia Judiciária.
Apesar de Nuno Maurício estar convencido de que não havia qualquer incompatibilidade com a sua função, ele que até é figueirense e envergou a camisola dos navalistas, a hierarquia não permitiu que assumisse o cargo para que fora eleito, por aclamação, na reunião da Assembleia-Geral da passada quinta-feira.
Na impossibilidade de ser contactado o presidente da direcção, Aprígio Santos, a mesma fonte adiantou que é provável que do elenco directivo passem a fazer parte apenas dois vice-presidentes (Joaquim Parente e Carlos Beja).
Entretanto, os dirigentes ainda não foram empossados, o que poderá ainda acontecer esta semana.
A seguir à vigência, durante cinco anos, de uma comissão directiva, parece que este elenco directivo, que se lhe segue, não está a ter um princípio feliz.
Mas a verdade é que permanece aquele que mexe nos cordelinhos do clube desde há 15 anos. E isso tranquiliza os restantes…

AJM

O pensamento do dia

Coisas irrecuperáveis

Existem quatro coisas na vida que não se recuperam: a pedra, depois de atirada; a palavra, depois de proferida; a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de passado.

terça-feira, 27 de junho de 2006

Cai neve dentro de mim


Na Figueira, em Janeiro de 2006. Será que os figueirenses não estão mesmo a precisar duma repetição deste fenómeno?
Foto de AJM

Alguém está a tramar a Figueira


A Escola Prática do Serviço de Transportes (EPST) há muito que é um cadáver adiado.
Muitos argumentos têm sido sucessivamente ventilados para que seja posto termo ao último baluarte da representação militar na Figueira da Foz.
Parece que, agora, é de vez, e a EPST vai mesmo embora.
Várias têm sido as instituições que têm vindo a injectar doses de panaceia para o adiamento daquilo que há muito está determinado.
Apetece-me recordar três intenções que, mais tarde ou mais cedo, parecem corresponder a um destino determinado: Já se falou do jogo do Casino da Figueira passar, no Inverno, para Coimbra (recorde-se que a Sociedade Figueira-Praia já não é de figueirenses...), a Maternidade do Hospital Distrital vai ser transferida para Coimbra e, desta feita, acaba-se com o último bastião da tradição castrense da Figueira da Foz.
Há, ou não há, quem esteja a tramar a Figueira, com muitos figueirenses, impávidos e serenos, a verem o comboio passar?
E já agora: Lembra-se a minha meia dúzia de leitores, do tempo em que Coimbra recusou a criação dum pólo da sua Universidade nesta cidade? E a Escola de Hotelaria, já com instalações preparadas no Palácio Sotto Mayor, para onde foi?
Pois é. Continuemos a querer dormir e vamos ver a cama que nos preparam…

AJM

O pensamento do dia

Questão de relatividade

Os mais longos cinco minutos do Mundo são, como qualquer estudante sabe, os últimos cinco minutos de uma prelecção, enquanto os mais curtos são os últimos cinco minutos de um exame.

Karl Newell

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Poesia

Missa de aniversário

Há um ano que os teus gestos andam
ausentes da nossa freguesia
Tu que eras destes campos
onde de novo a seara amadurece
donde és hoje?
Que nome novo tens?
Haverá mais singular fim-de-semana
do que um sábado assim que nunca mais tem fim?
Que ocupação é agora a tua
que tens todo o tempo livre à tua frente?
Que passos te levarão atrás
do arrulhar da pomba em nossos céus?
Que te acontece que não mais fizeste anos
embora a mesa posta continue à tua espera
e lá fora na estrada as amoreiras tenham outra vez florido?

Era esta a voz dele assim é que falava
dizem agora as giestas desta sua terra
que o viram passar nos caminhos da infância
junto ao primeiro voo das perdizes

Já só na gravata te levamos morto àqueles caminhos
onde deixaste a marca dos teus pés
Apenas na gravata. A tua morte
deixou de nos vestir completamente
No verão em que partiste bem me lembro
pensei coisas profundas
É de novo verão. Cada vez tens menos lugar
neste canto de nós donde anualmente
te havemos piedosamente de desenterrar
Até à morte da morte

Ruy Belo (*)

(*) - Rui de Moura Ribeiro Belo, era natural de S. João da Ribeira, Rio Maior, onde nasceu a 27 de Fevereiro de 1933, tendo falecido em 8 de Agosto de 1978, em Monte Abraão (Queluz). Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, doutorou-se em Direito Canónico na Universidade de S. Tomás de Aquino, em Roma e foi leitor de Português na Universidade de Madrid. Deixou uma vasta obra poética.

Futebol: Mundial 2006

Portugal, 1 - Holanda, 0
A selecção nacional está nos "quartos" ou a arte de Maniche em descascar uma laranja
Depois do Portugal -Holanda, ainda há quem tenha coragem de contestar este homem?
O russo, Valentin Ivanov esteve longe de estar bem, mas os jogadores também tiveram a sua quota-parte no desacerto do juiz da partida

A imagem do desespero

O pensamento do dia

Se os teus esforços forem vistos com indiferença, não desanimes; também o Sol, ao nascer, dá um espectáculo todo especial, e mesmo assim a maioria da plateia continua a dormir.
Edu Francisco Teixeira

domingo, 25 de junho de 2006

Aprígio, a sede e o estádio


Edição, em livro, da palestra proferida na sessão solene comemorativa do 99.º aniversário da Naval

Aprígio Santos, em 1992, no acto de posse, como presidente, na sala de direcção da velha sede da Naval, na Rua da República



Tenho a certeza de que Aprígio Santos vive a Naval 1.º de Maio como muito poucos. É certo que ninguém conhecia o timoneiro dos verde-e-brancos (agora o clube até já se veste doutras cores), antes dele enveredar pelo caminho das responsabilidades de dirigir uma colectividade para que foi chamado quando o emblema que era conhecido por clube da Rua da República, dava os seus passos a caminho do centenário.
Mas Aprígio, oriundo da prestigiosa Gândara, entrava com uma aposta determinante. Para ele, o futebol era tudo e, com o seu querer, o seu propósito e horizontes muito próprios, apostou na ascensão do clube ao mais alto escalão do futebol nacional.
E a Naval, da terceira divisão, passou, quase que num ápice, e depois de muita luta, a ocupar um justificado lugar entre os maiores do futebol indígena.
Hoje, quer se queira, quer não, a Naval e, consequentemente, a Figueira da Foz, é conhecida pela prática do mais popular dos desportos e todos sabem que o clube existe.
Foi traduzido em realidade um sonho em que ninguém (excepção para Aprígio Santos), acreditava que se concretizasse. A Naval, na primeira divisão, agora conhecida por Liga BetAndWin.
Em 4 de Julho de 1997, vão transcorridos quase nove anos, ardeu a velha sede da Rua da República, e, com ela, um património cultural e histórico que, a despeito de expontâneos para o salvar, acabou destruído ante os olhares horrorizados dos verdadeiros navalistas.
Aquando da minha intervenção, como orador oficial nas comemorações do 99.º aniversário da Associação Naval 1.º de Maio, e referindo-me à direcção entretanto eleita, e liderada por Aprígio Santos, dizia, a certa altura: “Aí está um elenco, recentemente eleito, para salvar a Naval de mais uma situação de crise, grupo capitaneado por Aprígio Santos (…) e que “a inspiração os faça repensar o futuro do futebol navalista, a implantação da sede e pavilhão, que consigam os apoios da cidade que têm faltado (…)”
Hoje, a Naval não tem sede, não tem pavilhão, vive, a título precário, na casa do antigo guarda do Estádio Municipal José Bento Pessoa, e ajudou a implantar filhos em mulher alheia (leia-se instalações em terrenos que não lhe pertencem).
Aprígio promete, agora, um novo estádio e uma sede, tudo avaliado em cerca de cinco milhões de euros (um milhão de contos em moeda antiga).
Sei do poder de iniciativa do dirigente máximo do clube. Recordo-me, também, que o ex-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, levou a que a Figueira fosse a primeira candidata a sede dum grupo no Euro 2004, e, também, a primeira a desistir do fantasioso projecto. E falou-se dum estádio na Costa de Lavos.
Aprígo já fez muitas promessas (cumpriu a de levar a Naval ao patamar mais elevado do futebol português), mas, para muitos, persiste a dúvida de que o património físico do clube se venha a concretizar.
Não há dúvida de que a Figueira não tem um estádio à altura das circunstâncias. Em certos aspectos é mesmo uma vergonha.
Sei que o responsável pelos destinos do clube (o resto da equipa, até provas em contrário, não passa de paisagem) tem a força suficiente para elevar o clube mais alto para além do futebol.
Depois de muitos prometimentos, aí está o desafio que o próprio lança. Resta acreditar uma realização que, convenhamos, não é tarefa fácil.
E já agora, aonde estavam os contestatários de Aprígio que, em 4 de Julho de 2003, o atacaram “ferozmente” por colocar num pedestal o futebol e esquecer as modalidades amadoras? Nesta última reunião da Assembleia-Geral, primaram pela ausência, ou, se presentes, ficaram calados que nem ratos.

Aníbal José de Matos

















O pensamento do dia

O defeito das coisas boas é acabarem, e a vantagem das coisas más é que também elas acabam.

Anamaria Rabatté Y Cervi, Destellos, Monterrey