quarta-feira, 12 de julho de 2006

Para Jorge Ortolá


Falta de respeito
Esta é oferecida para a colecção do meu companheiro bloguista, Jorge Ortolá. Arquive e diga de sua justiça.
Eram 14h45 do dia de hoje (12/07/2006). Aconteceu (e acontece diariamente) no Bairro do Cruzeiro!
AJM

Para a história da Figueira - X

Igreja Evangélica Figueirense (foto de AJM)

Culto Evangélico na Figueira da Foz

Segundo Maurício Pinto e Raimundo Esteves em “Aspectos da Figueira da Foz”, livro editado em 1945 pela Comissão Municipal de Turismo, “o professor João de Oliveira Coelho foi quem na Figueira mais difundiu as doutrinas evangélicas, criando uma escola nocturna gratuita de ensino primário, em Janeiro de 1901”.
Ali se refere também que a Igreja Evangélica Figueirense se instalou, inicialmente, num salão da Rua Direita do Monte, artéria onde residia João Coelho [foi meu explicador de inglês], passando, pouco depois, para o actual templo próprio, na confluência das Ruas das Lamas e Dez de Agosto.
Seria, contudo, Manuel Pedro Cardoso, que durante vários anos foi pastor naquela Igreja quem, mais pormenorizadamente, fez o seu levantamento, publicando a obra “1901-2001: Um século na Figueira da Foz – História da Igreja Evangélica Figueirense”.
Entre muitas outras passagens pode ler-se “…solenemente em 12 de Maio de 1901, é realizado o evento que os cristãos evangélicos figueirenses consideram como o do nascimento oficial da Igreja Evangélica Figueirense” . E prossegue: “Sob a presidência veneranda do pastor Manuel Santos Carvalho, é inaugurado o primeiro lugar de culto público não católico na Figueira da Foz”, acrescentando: “A incipiente imprensa local não se referiu ao acontecimento, como, por maior razão não se referiu também a regional ou nacional, mas para os modestos novos cristãos evangélicos da Figueira da Foz este foi um dia exultante, do qual esperavam um futuro radioso”.
Referindo-se aos dias de hoje Manuel Cardoso remata: “Há agora nela lugar para o pluralismo teológico, espiritual e político. Tem hoje mais condições para servir, tendo presente a Palavra de Jesus que pediu ao Pai em oração: Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. (João 17, 15).
A Igreja Evangélica Figueirense acaba de comemorar os seus 105 anos de existêdncia.

Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

A gente torna-se uma pessoa madura quando guardar um segredo nos dá maior prazer do que revelá-lo.

Grove Review

terça-feira, 11 de julho de 2006

Maia Cardoso homenageado

Maia Cardoso recebe de Duarte Silva, mais uma significativa lembrança. (Foto por cortesia de José Santos)

A Junta de Freguesia de Maiorca prestou a António Maia Cardoso, na sequência doutra distinção – medalha de ouro da cidade da Figueira da Foz – concedida pela Câmara Municipal, uma justa homenagem no decorrer da 32.ª edição do FestiMaiorca.
Um voto de louvor a quem criou e dirigiu as 31 edições anteriores dum dos mais consagrados festivais de folclore que se realizam no nosso país, premiou quem só a doença que o abalou compeliu a que se afastasse da orientação desta manifestação de cultura, embora o seu apoio prossiga na missão que iniciou.
António Maia Cardoso é meu amigo, foi meu colega nos estudos e é meu vizinho.
Não posso deixar de manifestar a minha satisfação pelo preito de homenagem que lhe foi prestado.
Maia Cardoso é das pessoas que, aquém e além fronteiras, mais têm pugnado pela pureza do folclore, tendo levado bem longe o nome de Maiorca, da Figueira da Foz e de Portugal.
Aníbal José de Matos

Para a história da Figueira - IX

Noiva do mar, rainha de Portugal!

Volto, e conto continuar a fazê-lo durante mais algum tempo, a dedicar este espaço aos primeiros jogos florais que se realizaram na Figueira da Foz, corria o ano de 1941.
E aqui vai, da autoria de António Pereira, o soneto que arrebatou o primeiro prémio.
Não há dúvida de que muitos poetas cantaram e continuam a cantar esta cidade à beira-mar plantada.

AJM

A Figueira da Foz, praia tão linda,
É de todas as praias a mais bela.
Mal se levanta o sol vem logo vê-la,
E há tanta gente que a não viu ainda!


Quer o Mondego possuí-la e tê-la,
E vem lançar-se ao mar em luta infinda.
Mas é vencido… - E ela sempre linda,
E ele correndo p'ra morrer por ela.


E o mar, o seu amado, alto e romântico,
Como, rainha assim, não viu nenhuma,
Vem cantá-la no seu poema atlântico.


Vem dedicar-lhe as ondas, uma a uma…
- Versos eternos desse eterno cântico
Que o mar recita traduzido em espuma!


António Pereira (1941)

Só faltava mais esta!

Madaíl quer isenção de impostos para os futebolistas!!!

Numa altura em que os portugueses apertam o cinto, em que lhes são pedidos todos e mais alguns sacrifícios, quando o governo aumentou os impostos, surge agora a peregrina ideia de se querer isentar os jogadores da selecção nacional de futebol, do pagamento do IRS sobre o prémio individual de 50 mil euros que cada atleta vai receber pela sua postura no mundial disputado na Alemanha.
O ministro das Finanças já se pronunciou pela recusa, o mesmo tendo feito o ministro da Presidência, Silva Pereira.
Espero (mas não confio muito) que haja moralidade, um pouco de vergonha e não se ofenda tantos trabalhadores que lutam, dia-a-dia, pela sua sobrevivência.
E que não se esqueça que outros valores mais altos já se levantaram, com prémios conquistados pelo seu contributo para a ciência e outros veículos de cultura, e esse não tiveram o privilégio que Madaíl pretende agora para os futebolistas!

Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

Os Homens que merecem monumentos não precisam deles.

Gene Fowler

segunda-feira, 10 de julho de 2006

"Época" de incêndios começa com tragédia


Para além da desgraça nacional provocada pelos incêndios, o início da nova “época” de fogos rjá edundou em tragédia humana, pois que, em Famalicão da Serra, pela alegada imprevidência dum jovem agricultor, perderam a vida seis bombeiros, um português e cinco chilenos.
Quando me parece oportuno perguntar se ainda existe alguma coisa para arder neste país ao abandono, volta-se à eterna questão sobre que medidas estão a ser implementadas para evitar este estado de coisas que envergonha Portugal.
Ao comentar este trágico acidente, voltam-me à memória os três incêndios que já deflagraram na Serra da Boa Viagem, na Figueira da Foz, depois de tantos cuidados anunciados pela Protecção Civil.
Estamos, realmente, protegidos?
AJM

Naval para 2006/2007


Se bem que tudo quedo e mudo quanto à posse do novo elenco directivo, quanto à nova época futebolística, a Naval, que milita, pela segunda vez consecutiva, no primeiro escalão do futebol nacional, recomeça os trabalhos depois de amanhã (quarta-feira), com exames médicos que decorrerão de 12 a 14.
Pelas 16 horas de quarta-feira, os jogadores apresentam-se aos seus adeptos e à comunicação social, seguindo-se a apresentação oficial, pelas 18h30, no Casino da Figueira, o principal patrocinador dos verde-e-brancos.
AJM

Para a história da Figueira - VIII

Jogos Florais - 1941
Em 1941, a Figueira da Foz organizou o seu “1.º Torneio de Jogos Florais”, concurso literário que contou com um número considerável de participantes nas modalidades de poesia e prosa.
O júri foi constituído pelas poetisas Celeste Harrisson e Maria de Jesus, Alberto Bastos da Costa e Silva, vice-presidente da Câmara Municipal e escritores Cardoso Marta e Carlos Sombrio.

E aí vão algumas das quadras premiadas:

1.º prémio (Amélia Vilar)

Figueira da Foz! Suponho
Que sou irmã do teu mar,
Porque vivo o mesmo sonho,
Luto, choro e sei rezar!...

2.º prémio (Ernesto Albino Pereira)

Quem foi à Figueira um dia
Deve dizer com verdade
Que lá deixou a alegria
Trouxe consigo a saudade.

3.º prémio (Antero Campos de Figueiredo)

Portugal, todo janota,
O que pôs na botoeira?:
Não foi cravo nem foi rosa,
Foi a praia da Figueira.

Primeira menção honrosa (Ângelo de Menezes)

Figueira da Foz: o pranto
Que eu verto por te deixar,
É o dobro e outro tanto,
Da água que vês no mar!

AJM

O pensamento do dia

Um bom susto vale mais do que um bom conselho.
E. W. Howe

Itália, campeã do mundo!

Itália festejou a conquista do título mundial 2006 (Foto Le Monde)



Pela quarta vez, a selecção transalpina ergueu a taça de campeã mundial de futebol, ao derrotar a França, na final, no desempate por pontapés da marca de grande-penalidade.
No termo do tempo regulamentar registava-se um empate a um golo, resultado que se manteve no prolongamento.
Zidane, o melhor jogador do mundo, na hora da despedida da sua brilhante carreira, borrou a pintura, ao ser expulso por agressão a um adversário, prejudicando, e de que maneira, a selecção gaulesa.

AJM

domingo, 9 de julho de 2006

Concerto para bebés


Acabo de assistir, no anfiteatro exterior do Centro de Artes e Espectáculos (CAE), a um concerto para bebés, que constituiu uma extraordinária acção educativa que os pequenitos adoraram.
Todos (bebés, pais e avós) participaram numa iniciativa da Figueira Grande Turismo, que mereceu os meus aplausos.
Para continuar!

AJM

Selecção recebida em apoteose

Felipão, um treinador feliz (foto RECORD)


Um país tão pequeno como o nosso, acaba de receber uma das alegrias maiores do seu historial desportivo.
Tendo atingido as meias-finais do Mundial 2006, na Alemanha, classificou-se na quarta posição, à frente de 28 selecções representativas de nações consideradas, à partida, como mais fortes e que, no cômputo geral nos mais diversos aspectos, têm mais riqueza e, naturalmente, muito mais possibilidades deescolha.
A recepção em Lisboa, aonde os futebolistas quiseram agradecer o apoio que sempre lhes foi dispensado, foi a prova evidente do reconhecimento de algo importante em prol do desporto nacional.
Felipe Scolari, campeão mundial pelo Brasil em 2002, vice-campeão da Europa por Portugal em 2004 e semi-finalista, também por Portugal, em 2006, foi a figura que catapultou o futebol português para as vitrinas do desporto internacional.

Uma das virtudes de Felipão foi devolver aos portugueses (sobretudo aos desportistas) a auto-estima que lhes tem faltado em tantas ocasiões.

AJM

Para a história da Figueira - VII

Neste caso, para a história do desporto figueirense.
Fui encontrar, entre os meus papéis, um apontamento curioso, datado de 5 de Dezembro de 1926, assinado por alguém que utilizou o pseudónimo de Esa., que retrata o que na época se vivia na Figueira da Foz, em termos de futebol, quando as equipas eram pura e simplesmente amadoras, em que vingava o amor à camisola, e se vivia bairrismo.
Trata-se dumas quadras humorísticas dedicadas a um jogo de futebol entre velhos rivais, Naval e Ginásio.
Nesse encontro, disputado no velhinho Campo da Mata da Misericórdia, os navalistas venceram por uma bola a zero, e o autor do "poema" "relatou-o" como segue:

"Aos desportistas de Coimbra e Figueira
1 a 0
ROLHA!!!
Tinha que ser, 'stava escrito,
E eu tinha dito e redito
Que perder era impossível.
Sem violências, nem trolha,
O Verde prega uma rolha
Ao Encarnado invencível!!!
Um a zero! Que vergonha,
Que situação tão bisonha,
Para o grupo Ginasista!
Uma rolha... que há-de ser
Bem custosa de roer
Porque é marca navalista!
A CAGANÇA faz-me dó;
Andava toda liró
Antes de ficar rolhada,
Agora vejo-a tão triste,
É qual melro sem alpiste,
É qual rôla desasada.
A pobre Delegação,
Nauseabundo esfregão,
Está cada vez pior:
Cheia de medo, ou com ronha,
Pôs na Mata - que vergonha!-
Uma força de Major...
A polícia... reforçada!
E a assistência rodeada
De espingardas e canhões!
E, à cautela, nas trincheiras,
Metralhadoras ligeiras,
Caça-minas, aviões!!!
Agora, para findar,
Cumpre-me aqui informar
Que vai abrir mais um talho:
Vai pois a Figueira ter
Um açougue p'ra vender
BEIÇO por grosso e a retalho"

Não digam que esta não teve piada!

AJM

O pensamento do dia

ALBERT EINSTEIN é quem sugeria: "Não pare para pensar sobre os motivos que o levam a indagar. A curiosidade tem sua própria razão de ser. Não se pode deixar de ficar impressionado quando se contemplam os mistérios da eternidade, da vida, da maravilhosa estrutura da realidade. Basta tentarmos compreender apenas um pouquinho deste mistério a cada dia. Nunca perca a curiosidade, que é sagrada."

sábado, 8 de julho de 2006

Alemanha, 3 - Portugal, 1

Portugal em 4.º lugar
A selecção nacional portuguesa não conseguiu repetir o êxito de 1966, e perdeu o jogo de apuramento para o terceiro lugar.
Como notas curiosas deste desafio, o facto do segundo golo dos alemães ter sido obtido por Petit, na própria baliza, e o tento de honra ser marcado por Nuno Gomes, na sua estreia neste Mundial.
AJM

Portugal-Alemanha

Igualdade ao intervalo (0-0)

Jogo bastante equilibrado, sem grande sentido objectivo, já deu, pelo menos, para que Ricardo se evidenciasse com excelentes intervenções.
À primeira vista, parece tudo conjugar-se para que se assista a mais um prolongamento.
A ver vamos.


AJM

Para a história da Figueira - VI


Reprodução dum sugestivo cartaz de 1930

S. João de antigamente


Com muito menos dinheiro (incomparavelmente), a Figueira, nos tempos que já lá vão, comemorava, de forma eufórica, a quadra do S. João, sendo invadida por milhares de forasteiros que, inclusivamente, se deslocavam à Praia da Figueira para, nas águas milagrosas, curarem as suas maleitas.
Na edição de 1945, da obra “Aspectos da Figueira da Foz”, da autoria de Raimundo Esteves e Maurício Pinto, lêem-se curiosas alusões ao S. João da Figueira.
Por exemplo, acerca do Banho Santo, uma das componentes mais relevantes das festividades, escrevia-se:“Ao pontual bater da meia-noite, era o Banho Santo – que curava maleitas, quartãs [febre intermitente cujos acessos se manifestam de quatro em quatro dias], febres e de toda a doença e mal-querer.
Vinham das terras morenas das Beiras, dos campos verdes e viçosos de Coimbra à beira-rio, dos pinhais de Leiria, alfombrado de macias sombras – com seus farnéis em taleigas e pipos ao tiracolo, gentes sortidas com seus trajos garridos – chalezinho no braço das beiroas, chinelinho de verniz das moças de Taveiro e Formoselha, caçoilinho redondo de feltro das cachopas das terras semeadas a pinhal, pelo Senhor Rei D. Diniz".

Outros tempos, digo eu.

AJM

Igual a 1966?


Subida ao pódio está à vista
A equipa de Portugal já fez um brilharete neste Mundial 2006, sendo uma das quatro melhores selecções do mundo.
Hoje, a partir das 20h00, em Estugarda, os comandados por Felipe Scolari desfrutam da oportunidade de igualar o feito dos magriços em 1966.
40 anos depois, esta formação, orientada, tal como em 1966, por um seleccionador brasileiro (na altura foi Otto Glória), volta a fazer história, encerrando a sua participação com um jogo para decidir o terceiro classificado, defrontando, nada mais nada menos do que o seleccionado anfitrião.
A selecção nacional vai ter contra si uma enorme legião de adeptos alemães, mas a equipa já demonstrou que estes cenários não a impressionam.
AJM