terça-feira, 30 de setembro de 2008

Efemérides

30 de Setembro de 1986
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A draga "Etermar", a operar no canal da barra do porto da Figueira da Foz, traz à superfície três canhões de ferro fundido com 1m40 de comprimento cada, ainda bem conservados.
Presume-se que tenham sido perdidos por algum navio da esquadra inglesa que ali desembarcou em Agosto de 1808, composta por 15 mil soldados que vieram ajudar as tropas portuguesas na luta contra as invasões francesas.

Para a história da Figueira da Foz CXXXVIII

Uma imagem do cais da Figueira da Foz, em pleno século XIX. Repare-se no pormenor das pipas.

O pensamento do dia

A preocupação é como a cadeira de balanço: mantém-nos ocupados, porém não nos leva a lugar algum.
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Hedy Silvado

Efemérides

29 de Setembro de 1905
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Um pavoroso incêndio destrói totalmente o Teatro Chalet, onde estava instalado o animatógrafo Peninsular, na Figueira da Foz.
As poucas pessoas que assistiram, ao verem o início do fogo, provocado pelo incêndio das fitas cinematográficas de celuloide, pediram socorro e em breve compareceram as duas corporações de bombeiros locais, mas na altura já as chamas tinham tomado proporções descontroladas.
Do Hotel Praia, situado nas traseiras, foi retirado, por precaução, quase todo o mobiliário.
O fogo foi atacado pelas Ruas da Boa Recordação, Bernardo Lopes, traseiras do Café-Casino Oceano e Dr. F. A. Diniz.
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29 de Setembro de 1917

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Realiza-se na Sociedade Filarmónica Figueirense uma homenagem ao maestro David de Sousa, sendo descerrada a fotografia daquele ilustre figueirense.
Aos oradores que lhe enalteceram as qualidades de artista e de figueirense, Manuel Gaspar, Manuel Gomes Cruz, Aurélio de Vasconcelos, António Lino Franco e Fortunato Augusto da Silva, agradeceu o homenageado, visivelmente comovido.
Em nome da Filarmónica Figueirense, Pedro Fernandes Tomaz entregou a David de Sousa uma batuta de ébano com aplicações em prata obedecendo a desenho de António Piedade.
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29 de Setembro de 1926
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A Câmara Municipal da Figueira da Foz delibera adjudicar o fornecimento de cantaria destinada à construção do Monumento aos Mortos da Grande Guerra, a António da Silva Pascoal, pela importância de 4.050$00 (pouco mais de 20 euros em moeda actual...)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Para a história da Figueira da Foz CXXXVII

Foto do século XIX. A doca, parte do cais e, em segundo plano, o Teatro Príncipe D. Carlos, que foi sede do Ginásio Clube Figueirense
Esta elegante sala de espectáculos foi inaugurada em 1871 e destruída por um incêndio na madrugada de 25 de Fevereiro de 1914, após uma festa de Carnaval.

O pensamento do dia

A consciência é muito bem educada. Deixa logo de falar com aqueles que não querem escutar o que ela tem a dizer.
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Samuel Butler

domingo, 28 de setembro de 2008

Para a história da Figueira da Foz CXXXVI

Há muitos, muitos anos, a doca da Figueira da Foz, onde então decorriam obras de remodelação.

Porque hoje é domingo

Quando o nosso pedido está errado, Deus diz ‘não’.
Quando o tempo apropriado não chegou, Deus diz ‘ainda não’.
Quando temos algo errado em nós, Deus espera até que endireitemos a nossa vida.
Mas quando o nosso pedido está certo, o tempo está certo e nada está errado na nossa vida, Deus responde a nossa oração.

sábado, 27 de setembro de 2008

Efemérides

27 de Setembro de 1946


Morre o jornalista e escritor figueirense, Raimundo Esteves Pereira Júnior (Raym.), autor de "Maria Abérola", "A mulher que não gostava de homens", "Aquela dos olhos em brasa", "João Fané Banquista", "A volta do brasileiro", "As viúvas de Rentão" e outras novelas. Colaborou assiduamente no jornal "O Figueirense" e foi co-autor, com Maurício Pinto, da obra "Aspectos da Figueira da Foz", publicada um ano antes da sua morte.
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"O peito, as espáduas, os braços, as pernas de cada mulher são do domínio público. É um livro semi-aberto, farto de montra, a que apenas falta conhecer o enredo. Depois vocês voltaram decididas no domínio mundano do homem. Traçam a perna mostrando a cem, o que só um devia ver. Fumam como chaminés. Discutem com uma pasmosa sem-cerimónia, seja diante de quem for, - casos crus de libertinagem, anedotas picantes, que escaldam as bocas como comidas salgadas. A linguagem que muitas usam com alarde, é rasteira como a dos fadistas. Quiseram ser semelhantes aos homens."
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Da obra "A Mulher que não gostava de homens", "Edições "Figueirense", 1936.

O pensamento do dia

Podemos converter alguém pelo que somos, nunca pelo que dizemos.
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H. Rohden

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Para a história da Figueira da Foz CXXXV

Esta é a Rua Bernardo Lopes, na Figueira da Foz, no século XIX.Reparem bem nas voltas que esta terra deu!

O pensamento do dia

A ideia que não procura converter-se em palavra é uma má ideia, e a palavra que não procura converter-se em acção é uma má palavra.
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Chesterton

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Para a história da Figueira da Foz CXXXIII

O carro americano, percursor dos carros eléctricos que nunca chegaram à Figueira da Foz. Curiosamente encontra-se na Serra da Boa Viagem um exemplar destes últimos.
Na imagem, o "americano", puxado a mulas, passando em frente à Praia.

Uma imagem que traz boas recordações. O Teatro Parque-Cine, lamentavelmente demolido para dar lugar a um edifício inestético, e, em primeiro plano, o Centro de Diversões, com os carros eléctricos e carrocel para a miudagem. Uma esplanada, com bar. Se não se recordam, este complexo situava-se na Rua Cândido dos Reis.
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(Fotos recebidas por e-mail)


O pensamento do dia

Não é por termos liberdade que podemos mudar tudo à nossa volta, mas dispomos da faculdade de dar sentido a tudo (o que é muito melhor), mesmo àquilo que não o tem! Nem sempre somos senhores do desenvolvimento da nossa vida, mas somos sempre senhores do sentido que lhe conferimos.
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Jacques Philippe

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Jornalismo

Esta local serve apenas para fazer algumas comparações:
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Em "A VOZ DA JUSTIÇA", no seu n.º 7, de 22 de Junho de 1902 (vão passados 106 anos!), lia-se a seguinte notícia:
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"Tem-nos chegado aos ouvidos um certo rumor contra as multas.
As multas são sempre irritantes. Mas são também necessárias para obrigar todos ao exacto cumprimento das posturas.
Todavia é necessário que a câmara municipal [da Figueira da Foz] e a administração do concelho procurem evitar que sejam cometidos abusos.
Ainda há bem pouco tempo nos contaram que fora multada uma pobre mulher porque, ao acabar de beber um copo d'água num estabelecimento, deitara algumas gotas para a rua."
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Digo eu: Se fosse hoje então não havia mãos a medir... E não eram gotas de água não...

O pensamento do dia

O amor construído sobre a beleza morre com a beleza.
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John Donne

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O pensamento do dia

Guarda-te uma vez dos inimigos e mil vezes dos amigos, porque um amigo poderá vir a ser teu inimigo e prejudicar-te com facilidade.
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Petrus Alphonsi

Opinião

Dia europeu sem carros (!!!)

Pois claro que esta imagem não pertence a nenhuma artéria citadina da Figueira da Foz nem do resto do país. Trata-se de uma foto que retrata a forma como os brasileiros (alguns) aproveitaram o Dia Europeu sem carros (neste caso é na América do Sul) para darem uma volta na Avenida Paulista, a avenida mais emblemática de São Paulo. Doutra forma não poderiam andar ali de bicicleta tão à vontade.
É muito provável que boas intenções tenham presidido à ideia de criar esta data simbólica, o 22 de Setembro, como Dia sem carros, mas a verdade é que de boas intenções está o Inferno cheio.
Ora digam-me lá como se passou este dia na Figueira da Foz e nas restantes localidades do país.
Na minha opinião, em Portugal tal não passou de uma simples manifestação folclórica, sem resultados práticos absolutamente nenhuns.
Estou a lembrar-me, por exemplo, de parte da avenida marginal oceânica, na freguesia de Buarcos: os automóveis não podiam ali circular mas podiam fazê-lo, como aconteceu, pela parte interior das muralhas, numa via paralela.
Não foi conseguido mais do que quando algumas das principais artérias citadinas são encerradas para a passagem de provas de ciclismo, festivais e outros, em que o trânsito é, necessariamente desviado.
Penso que nem como simbolismo estas medidas resultam. Julgo que haveria outras formas de contribuir para a preservação do ambiente. É que, quer queiramos quer não, sem medidas drásticas e apenas com folclore para português ( e não só) ver, não vamos a lado nenhum.
É que, podem crer, nem para estatísticas isto serviu!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O pensamento do dia

O homem superior vive em paz com todos, sem agir como todos. O inferior age exactamente como todos e não consegue convencer ninguém.
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Confúcio

domingo, 21 de setembro de 2008

Para a história da Figueira da Foz CXXXIV


Numa das minhas visitas periódicas a alfarrabistas, encontrei o primeiro número (11 de Maio de 1902) dum jornal que fez furor na Figueira da Foz e não só: A Voz da Justiça, de que era proprietário Gustaf Adolf Bergstrom e editor Gentil da Silva Ribeiro.
O jornal tinha a sua redacção, administração e tipografia, no Passeio Infante D. Henrique, na Figueira.
Da sua nota de apresentação, destaco: "É costume bem natural e lógico, ao começar a publicação de um periódico, indicar o seu programa.
O nosso é muito modesto, porque os nossos recursos são modestíssimos.
"A Voz da Justiça" vem para a vida e, portanto, há-de lutar. A vida é luta. Mas há-de lutar pacificamente. Não vem para a liça de clava em punho, não vem em som de guerra: a sua missão é de paz."
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Este jornal acabaria, afinal, por derimir uma luta intensa, acabando por ser encerrado pelos ditames do Estado Novo.
Um jornal que ficou para a história da Figueira da Foz.