Dia europeu sem carros (!!!)
É muito provável que boas intenções tenham presidido à ideia de criar esta data simbólica, o 22 de Setembro, como Dia sem carros, mas a verdade é que de boas intenções está o Inferno cheio.
Ora digam-me lá como se passou este dia na Figueira da Foz e nas restantes localidades do país.
Na minha opinião, em Portugal tal não passou de uma simples manifestação folclórica, sem resultados práticos absolutamente nenhuns.
Estou a lembrar-me, por exemplo, de parte da avenida marginal oceânica, na freguesia de Buarcos: os automóveis não podiam ali circular mas podiam fazê-lo, como aconteceu, pela parte interior das muralhas, numa via paralela.
Não foi conseguido mais do que quando algumas das principais artérias citadinas são encerradas para a passagem de provas de ciclismo, festivais e outros, em que o trânsito é, necessariamente desviado.
Penso que nem como simbolismo estas medidas resultam. Julgo que haveria outras formas de contribuir para a preservação do ambiente. É que, quer queiramos quer não, sem medidas drásticas e apenas com folclore para português ( e não só) ver, não vamos a lado nenhum.
É que, podem crer, nem para estatísticas isto serviu!
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