segunda-feira, 31 de março de 2014

As crianças e o teatro


O Serviço Educativo do Museu Municipal Santos Rocha, da Figueira da Foz,  trabalhou, durante o mês de março, com o Jardim de Infância de Regateiros (Agrupamento de Escolas Figueira Norte), no âmbito da atividade educativa de continuidade "Era uma vez uma história…" o livro "A Árvore Generosa", da autoria de Shel Silverstein e edição da editora figueirense Bruuá.
O resultado do trabalho com as crianças foi a adaptação do texto do livro ao teatro.
A apresentação da “peça” teve lugar na passada quarta-feira, no Auditório Municipal, e contou com presença das crianças dos Jardins de Infância de Camarção, Cova da Serpe, Pedro-Morros e a sala dos 4 anos da Casa da Criança de São Julião na assistência.

Figueira da Foz em imagens

Uma imagem para a história
 
 
A torre de saltos da Piscina-Praia da Figueira da Foz, nos anos 50.

Humor...negro


O pensamento do dia


sábado, 29 de março de 2014

Mudança da hora

A T E N Ç Ã O !!!
 
 
Não se esqueçam: quando o relógio, esta madrugada, indicar 1 hora, é sinal de que está a mentir, apesar de não se tratar do 1.º de abril; é que, na realidade, já são 2 !!!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Miséria!!!





"Os túneis de Lisboa são agora uma casa de família. Uma casa que alberga os sem-abrigo que nada mais podem que não tentar, a todo custo, sobreviver num mundo desigual, num mundo injusto, num mundo feroz que mata em silêncio os homens e mulheres que rejeita. O mundo vai mal. Indiferente. Desapegado. Desinteressado. Quando penso que a morte é medo, concluo que a vida é morte. É a vida, perante tão duras imagens, que nos mata antes do tempo. Não há, não pode haver, justificação possível para a miséria humana que os olhos alcançam e é isso, aqueles corpos tomados pelo abandono, que nos vai assassinando por dentro. Deixar de acreditar num País, num Governo, num Estado, é deixar morrer a esperança, mas olhar aqueles homens e mulheres, sentir-lhes a dor escondida no rosto, é morrer com eles antes de tudo.

Falta ali tudo. Há homens e mulheres a reprimir a fome, a evitar as lágrimas, a suster as saudades de casa, a recordar outros dias, a sucumbir num abismo que se alonga demasiado. Falta ali tudo e, ainda assim, é ali, naqueles túneis, que aqueles homens e mulheres se encontram diariamente para estender um cobertor – quando o há. Nada mais trazem consigo do que aquele cheiro da miséria, da indigência que se abate naqueles túneis, onde dormem para afastar, acima de tudo, o frio que a carne já não suporta. Depois para apartar a solidão que a cor da noite incita. Quantas histórias perdidas encobrem aqueles fétidos cobertores? Quantas vidas se perderam entre um e outro silêncio? Quanta indignação pode aguentar um homem? Não sei. Não sei ao ponto que pode chegar a força de um homem desprovido de tudo e ainda de toda a dignidade. Diante de tudo isto, há, tem de haver, culpados a apurar. Quem zela pelo decoro de uma sociedade se não o seu Governo? Quem protege quem nada pode se não o seu Estado? Quem cuida de evitar, minimizar a pobreza se não o seu País? Pois, certamente, haverá por aqui funções esquecidas, obrigações, deveres descurados e isso, essa amnésia genérica, está a matar toda e qualquer sensibilidade social.

Infelizmente, não tenho poder suficiente para mudar o mundo, curá-lo desta enfermidade viral que nos ataca a todos sem excepção (a uns pior que outros), mas tenho voz, palavras bastantes para denunciar estes crimes horrendos praticados sem que a justiça intervenha. Tenho voz e, enquanto tiver voz, terei a obrigação, como cidadã, de, no mínimo, não me acomodar e calar a tão aterrador cenário. O mundo vai mal, muito mal."
Texto e foto reencaminhados pelo meu Amigo Carlos Reis

O pensamento do dia

“É engraçado como depositamos tanta confiança e tanto sentimento nas pessoas. Em pessoas que achávamos conhecer, mas, que no fim, só mostraram ser iguais a todos. E por esperar demais, sonhar demais, criar expectativas demais, sempre acabamos nos decepcionando e nos machucando cada vez mais. “
 
Dalai Lama

quarta-feira, 26 de março de 2014

Teatro figueirense brilha em Espanha

Prémio EUROPA
para o Páteo das Galinhas
 


O Pateo das Galinhas, associação de teatro da Figueira da Foz, foi galardoado, sábado à noite, em Madrid, com o Prémio Europa, destinado a premiar uma peça de teatro amador da União Europeia, fora de Espanha.

A distinção foi atribuída pela Confederação de Teatro Espanhola Escenamateur Federación Teatro, à peça "Milhões de Contos".
Está de parabéns esta coletividade cénica figueirense, que recentemente tinha sido distinguida no Concurso Nacional de Teatro, em Póvoa de Lanhoso.
 
Nota: As imagens foram recolhidas no sítio do Páteo das Galinhas.

terça-feira, 25 de março de 2014

Professor Joaquim de Carvalho


Colóquio Internacional
Joaquim de Carvalho


O Ceis20 (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra) e o seu Grupo correntes artísticas e movimentos intelectuais, com o apoio da FCT e da Fundação Engenheiro António de Almeida irá realizar, dias 27 e 28 de março de 2014, na Casa da Escrita de Coimbra, o Colóquio Internacional Joaquim de Carvalho (um figueirense ilustre): historiografia, filosofia, cultura.

A entrada é livre mas sujeita a pré-inscrição (5€ para quem quiser ou necessitar de Certificado de Participação, no ato de entrega, cobrindo apenas custos administrativos) e os diferentes painéis irão privilegiar a abordagem da História e historiografia, da produção filosófica e da história da cultura (da ciência e da literatura; e a história do livro).

 

Para o evento, vocacionado para Professores, agentes e promotores culturais, bibliotecários, responsáveis pela gestão cultural, alunos universitários e do ensino secundário mais avançados, houve o raro ensejo de reunir um conjunto notável dos mais reputados especialistas portugueses sobre as problemáticas em apreço (Profs. Doutores Fernando Catroga, Luís Reis Torgal, Maria Manuela Tavares Ribeiro, José Carlos Seabra Pereira, António Pedro Pita, da Universidade de Coimbra, Manuel Curado, da Universidade do Minho, João Tiago P. Lima, da Universidade de Évora, Sérgio Campos Matos, da Universidade de Lisboa) e alguns grandes especialistas do Brasil (Prof. Doutor José Maurício de Carvalho, Doutoranda Débora Dias) e de França (Prof. Doutores Jean-Claude e Nocolette Rabaté, das Universidade da Sorbonne e de Tours, respetivamente).


Inscrições: www.uc.pt/iii/ceis20 | tel.: 239 708 870 | fax: 239 708 871

Balcão da Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás, na Figueira da Foz

Programa disponível em: 


 

O pensamento do dia


sábado, 22 de março de 2014

Antologia de Poetas Figueirenses

 
Na Figueira da Foz há, afirma o professor José Augusto Bernardes, “poesia de muito boa qualidade”.
“Esta Antologia, agora publicada, é o reconhecer de que a Figueira tem uma tradição poética, tem um conjunto de poetas de bom nível e não faz má figura ao lado de outras comunidades”, realça o professor catedrático da Universidade de Coimbra, a quem coube a apresentação da Antologia.
Neste livro eletrónico dedicado à poesia é, de acordo com o professor, possível “identificar marcas identitárias da Figueira”. A “predominância do mar” é uma destas marcas mas, sublinha, “os poetas aqui representados foram muito além da descrição paisagística”.
José Ramalho Núnez, João de Barros, António Augusto Esteves, António dos Santos e Silva, Idalécio Cação, Aníbal José de Matos, António Augusto Menano e José António de Matos foram os autores dos oito poemas que foram lidos por atores amadores do Páteo das Galinhas Teatro de Bico.
Para o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, esta é uma “iniciativa de caráter inovador”, porque passa por “criar um Antologia de poetas locais utilizando as novas tecnologias”.
Estiveram ainda presentes na sessão o Vereador da Cultura, António Tavares, e alguns dos poetas vivos representados na antologia, entre os quais, Natércia Simões, Aníbal José de Matos e António Augusto Menano.
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In Figueira na Hora, com a devida vénia.
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Os poetas figueirenses foram reconhecidos pelo município figueirense, incluindo aqueles que, como António Augusto Menano e Santos Silva, não sendo naturais da Figueira da Foz (oriundos de Coimbra), nesta cidade acabaram por se radicar.
Depois de inserido nas II, III, IV e V Antologias de Poetas Lusófonos, é uma honra, no que me diz respeito, fazer parte desta Antologia editada pela Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Gostei imenso da crítica de José Augusto Bernardes em relação a um dos meus poemas, sobre o Carnaval, com uma leitura que demonstrou uma demorada apreciação e interpretação que, porventura, terá escapado a muitos dos que tiveram ocasião de se debruçar sobre a composição.
Concluí que a poesia ficou mais rica com a intervenção do ilustre figueirense, pena sendo que, como vem sendo hábito em questões de leitura (cultura), o auditório municipal não tivesse registado a afluência que o tema, naturalmente, justificava.
A propósito, a edição eletrónica da Antologia é, de certo modo, redutora, para a valorização da iniciativa, esperando que se concretize a promessa difundida de que, um dia, a edição se concretize nos moldes tradicionais.
 

Livros em Coimbra

Festival MAL DITO
 


 

Na Biblioteca da Figueira da Foz

Chapéus, há muitos!!!
 
 
A Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás, na Figueira da Foz, acolhe até 4 de abril a exposição “Leituras de se tirar o Chapéu”.
Ao todo são 102 chapéus de vários formatos e tamanhos, decorados com materiais diversos, por alunos das escolas do Agrupamento de Paião (Figueira da Foz).