Por gentileza, o António Jorge Lé, director de "O Figueirense", ofereceu-me, ontem, a edição de "Primeiras de O Figueirense", uma obra que reproduz as primeiras páginas do mais antigo jornal da Figueira da Foz, ao longo dos seus 87 anos de existência.Trata-se de um trabalho interessante, imposto à direcção, tanto quanto sabemos, pela Administração, por questões económico-financeiras, que retrata algumas das fases mais vincadas da vida da Figueira da Foz.
Na obra são recordadas algumas figuras que construiram este periódico, mas, perdõem-me a impertinência, algumas fotos estão, perfeitamente, a despropósito, já que as pessoas que representam pouco ou nada contribuiram para a vigência do jornal, sendo apenas uma gota de água no Oceano dum órgão da comunicação social que ainda hoje (até quando?) é, de certo modo, um emblema desta terra à beira-mar plantada. Mas à modéstia (ainda penso que não será falsa modéstia) de Jorge Lé, tudo se perdoa.
Aníbal José de Matos (ex-chefe de redacção de O Figueirense, filho do ex-proprietário e director de O Figueirense e sobrinho do fundador do jornal, Joaquim Gomes dÁlmeida).
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