domingo, 15 de abril de 2007

Poesia

Justitia Mater

Nas florestas solenes há o culto
Da eterna, íntima força primitiva:
Na serra, o grito audaz da alma cativa,
Do coração, em seu combate inulto:

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No espaço constelado passa o vulto
Do inominado Alguém, que os sóis aviva:
No mar ouve-se a voz grave a aflitiva
Dum deus que luta, poderoso e inculto.

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Mas nas negras cidades, onde solta
Se ergue, de sangue mádiva, a revolta,
Como incêndio que um vento bravo atiça,

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Há mais alta missão, mais alta glória:
O combater, à grande luz da história,
Os combates eternos da Justiça!

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Antero de Quental

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