Montanhas de vidro
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Abram-se alas,
Deixem passar o mundo.
Quero sobrevoar o Oceano
Como as águias do meu imaginário.
As ilusões também voam
E quedam enamoradas.
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Vejo montanhas de vidro.
E ao passá-las,
Sinto que se quebram ao tocar-lhes.
As algemas não me deixam osculá-las
E estão tão perto do meu corpo.
A noite enaltece a fantasia.
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Algo me basta e algo me fascina.
Há aves que iludem o desejo
De as ter na minha mão.
O sonho contorna a realidade
E ilude as penas que deixaste junto a mim.
Dizes que estou vivo mas não sei.
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ANÍBAL JOSÉ DE MATOS (Junho de 2004)
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