sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Legislativas 2009

Voto em...



Confesso que nunca uma campanha eleitoral como a que decorre, me divertiu tanto, tivessem elas em vista eleger europeus, deputados ou autárquicos (estas ficam para mais tarde).
Se me fosse dado esse privilégio, não tenho a menor dúvida de que a cruzinha iria para os Gato Fedorento, já que esses, sim, estiveram à altura do momento que se vive neste país de brinquedo onde nasci e vivo.
Para Primeiro-Ministro hesitaria entre José Diogo Quintela, Miguel Góis, Ricardo Araújo Pereira ou Tiago Dores, mas aproveitá-los ia todos para o elenco da Assembleia da República.
Mas voltando a falar de assuntos sérios (?) desde a sorumbática Manuela Ferreira Leite até à verborreia de José Sócrates, que, tal como um malabarista (não disse mabalarista…), extasiou os seus apaniguados e outros, até à condenação do Inverno para nos oferecerem o Paraíso ou, pasmem, se falar da reciclagem de votos (esta até aceito em nome da defesa do ambiente…) de tudo um pouco se viu neste “circo” de que todos nós, ao fim e ao cabo, somos obrigados a fazer parte.
O cartão amarelo ao PS nas europeias, que muitos acreditaram viesse a transformar-se em vermelho com muitos jogos de suspensão, acabou, afinal, por transformar-se numa cartolina rosa, a acreditar nas sondagens, sem lugar a admoestação…
Vá lá compreender-se este povo que, na generalidade, ao longo destes quatro anos e meio, disse cobras e lagartos do actual governo.
Mas Sócrates proferiu uma frase que deu novo rumo aos acontecimentos, ao anunciar, em plena campanha, que ia mandar pela borda fora alguns ministros.
Isto corresponde a dizer que depois da tourada de Manuel Pinho, a garraiada ainda agora vai nas cortesias…
E depois duma campanha em feiras e mercados, com muitos petiscos e beijinhos à mistura, não se esqueçam de votar no próximo Domingo. E votem bem, pois, se votarem mal, tudo ficará como dantes, quartel-general em Abrantes.
Mas não se preocupam muito com a colocação das cruzinhas… porque o destino está traçado, ou não fôssemos o país do Fado.


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