
As declarações do
Senhor Presidente da República
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Confesso que, e no pleno uso dos meus direitos de eleitor, me surpreenderam negativamente as declarações do Senhor Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, proferidas pouco depois das 20 horas, a propósito do alegado receio de que havia invasão na privacidade do mais alto órgão institucional do país.
Apetece-me, no entanto, dizer, que a montanha não pariu um rato mas uma ratazana, ou, pior ainda, um dinossauro, tais as ambiguidades contidas no discurso e as graves suposições nele contidas.
Uma conclusão resulta da intervenção de Cavaco Silva: foi extemporânea e permitiu que dela se tirassem algumas negativas ilações, como, por exemplo, de que, por ser inoportuna, terá condicionado a campanha eleitoral para as legislativas.
É que, como aliás ressalta de intervenções de várias forças partidárias (o PS está ainda a estudar a forma de manifestar a sua reacção) é pertinente questionar Cavaco Silva por que não se pronunciou no momento próprio, independentemente de estar ou não a decorrer a campanha eleitoral.
E, também, perguntar-se-á porque razão só hoje, conforme salientou, iniciou o processo de averiguações quanto à segurança informática do seu gabinete.
Para além do mais, deixou uma preocupação acrescida nos portugueses, exactamente no aspecto desse receio de que nem a segurança dos serviços da Presidência da República parece assegurada.
E quando assim é…
Apetece-me, no entanto, dizer, que a montanha não pariu um rato mas uma ratazana, ou, pior ainda, um dinossauro, tais as ambiguidades contidas no discurso e as graves suposições nele contidas.
Uma conclusão resulta da intervenção de Cavaco Silva: foi extemporânea e permitiu que dela se tirassem algumas negativas ilações, como, por exemplo, de que, por ser inoportuna, terá condicionado a campanha eleitoral para as legislativas.
É que, como aliás ressalta de intervenções de várias forças partidárias (o PS está ainda a estudar a forma de manifestar a sua reacção) é pertinente questionar Cavaco Silva por que não se pronunciou no momento próprio, independentemente de estar ou não a decorrer a campanha eleitoral.
E, também, perguntar-se-á porque razão só hoje, conforme salientou, iniciou o processo de averiguações quanto à segurança informática do seu gabinete.
Para além do mais, deixou uma preocupação acrescida nos portugueses, exactamente no aspecto desse receio de que nem a segurança dos serviços da Presidência da República parece assegurada.
E quando assim é…
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