Nuno Júdice, poeta, ficcionista, ensaísta e académico,
foi o convidado das «5as. de Leitura», evento realizado na Biblioteca Municipal
da Figueira da Foz na passada quinta feira.
Para o poeta, a
descoberta de Fernando Pessoa foi, referiu, “um momento decisivo” na sua
carreira como escritor.
Nuno Júdice considera
que hoje é “fundamental” conhecer e ler os poetas mais antigos, realçando que
atualmente há “uma tendência para pôr de lado os poetas mais antigos e ler só
os contemporâneos e os estrangeiros”.
Ao longo da noite
foram muitas as perguntas colocadas pelo público ao escritor. Questionado sobre
a nova forma de ler livros, e-book, o poeta assumiu não ter nada contra esta
nova ferramenta, mas assumiu não conseguir ler neste formato, exceto, frisou, “livros
técnicos, utilitários”.
Quanto ao novo acordo
ortográfico – Nuno Júdice escreve com a antiga ortografia – o também ensaísta,
recordou um artigo publicado no jornal “O Algarve”, aquando da mudança de
ortografia imposta por António José de Almeida (Primeira República Portuguesa).
“Os nossos problemas
com as mudanças ortográficas já são de há muitos anos, não é um problema de
hoje”, afirmou.
Nesta sessão das «5as.
de Leitura», Nuno Júdice leu um poema inédito, intitulado «Não questiones a
vida», que será publicado no seu próximo livro.
A próxima edição das
«5as de Leitura» – um projeto iniciado em novembro de 2009, dinamizado pela
Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás, no âmbito do Programa Gulbenkian da
Língua Portuguesa, da Fundação Calouste Gulbenkian – regressa em abril,
dia 8, com Valter Hugo Mãe, que vem ao Pequeno Auditório do Centro de Artes e
Espectáculos da Figueira da Foz apresentar o seu novo livro «A Desumanização».

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