segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Para a história da Figueira - XXVI

Caixa de fósforos com publicidade à Figueira da Foz
A história escreve-se de muitas formas. Esta caixa de fósforos, que aqui reproduzo, já tem umas dezenas de anos. Como se pode ver, foi colocada a circular pela Sociedade Nacional de Fósforos, com sede no Porto, e custava a módica quantia de 25 centavos, acrescida de cinco centavos de contribuição para o Socorro Social ... Penso que se trata dum exemplar com alguma raridade. Ou estarei enganado?
AJM (texto e foto)

O pensamento do dia

A reputação de um homem é como a sua sombra: ora o segue, ora o precede; ora é maior, ora é mais pequena do que o seu tamanho natural.
Anónimo

domingo, 13 de agosto de 2006

Poesia

Para ti, Figueira

Olhar-te,
Esventrar e descobrir os teus segredos,
Descer à raiz do teu passado
E trazer à ribalta os teus heróis!

Sonhar-te,
Aprofundar o mar dos teus encantos,
Vaguear no rio do teu nome,
Ajoelhar aos pés do teu esplendor!

Subir à serra do teu mundo,
Beijar a encosta da alvorada,
Beber a areia do teu sangue
E viver à beira do teu Sol…


FIGUEIRA,
Deixa-me ver as vagas da esperança,
Contemplar a visão do teu luar
E amar sob a luz do teu abraço!



Aníbal José de Matos (in Figueira, a da Foz do Mondego – 1982)

O pensamento do dia

Esquecemo-nos frequentementede de que as pessoas com quem temos de viver também têm de viver connosco...
E.H.

sábado, 12 de agosto de 2006

Para a história da Figueira - XXV



A moeda, que aqui reproduzo, tem, para mim, um significado muito especial, já que foi cunhada em 1882, precisamente o ano em que a Figueira da Foz foi elevada à categoria de Cidade.
A moeda é de XX reis e tem a efígie de D. Luís I, o monarca que, em Agosto desse mesmo ano, veio à Figueira inaugurar o caminho de ferro da Beira Alta.


AJM (texto e foto)

Poesia

CRISTO

Quando eu nasci, Senhor!, já tu lá estavas,
Crucificado, lívido, esquecido.
Não respondeste, pois, ao meu gemido
Que há muito tempo já que não falavas…


Redemoinhavam, longe, as turbas bravas,
Alevantando ao ar fumo e alarido.
E a tua Benta Cruz de Deus vencido,
Quis eu erguê-la em minhas mãos escravas!


A turba veio então, seguiu-me os rastros;
E riu-se, e eu nem sequer fui açoitado,
E dos braços da Cruz fizeram mastros…


Senhor! Eis-me vencido e tolerado:
Resta-me abrir os braços a teu lado,
E apodrecer contigo à luz dos astros!

José Régio
(in Poemas de Deus e do Diabo)

O pensamento do dia

Uma boa regra para se passar bem pela vida é conservar o coração um pouquinho mais tolerante do que a cabeça.

J.G.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Para descontrair...

Mal da cabeça
Na farmácia: "Por favor, queria uma caixa de comprimidos de ácido acetilsalicílico".
"Diz o farmacêutico: "Não seria mais fácil pedir uma caixa de aspirinas?"
"É capaz de ter razão", diz o paciente: "O problema é que me esqueço sempre desse nome"...

Fernando de Albuquerque

Pior que o 11 de Setembro


Confusão nos aeroportos de Londres. 24 já foram presos. Estaria em preparação uma acção mais nefasta do que a de 11 de Setembro?

BRASIL

Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa ("coração do meu Brasil...")
Foto de AJM (2005)

Poesia

Emigrantes

Um tempo de maçãs, fofo de aranhas,
Acrescentado de árvores sedosas
Nasce da terra onde nasceram vidas
E porque é bom viver dessas memórias
É que germinam ânsias sobre as horas
Manchadas de doçuras pressentidas.
Aqui a Natureza é corpo inteiro
Com veias bifurcadas e secretas
Por onde os sapos descem viajeiros
À procura das sobras dos Outonos
Presos nos olhos verdes dos salgueiros.
Aqui, soma-se o sol com tangerinas,
Franja-se o tecto a maçarocas baças
E depois, com as mãos roxas de tempo,
Dizem-se as coisas que o amor tem dentro
Aos que bebem a luz à nossa beira.
Lá longe há outro céu que se respira,
Há grades soltas de muralhas verdes
Equilibradas em manhãs lascivas,
Há rios de centeio, sabiamente
Entornados em cores de navalhas,
Há outro vento vindo das olaias
E dos vincos das horas impressivas,
Enquanto se dominam as saudades
Acumulando lagos nas pupilas.
É pesada, é inútil a tarefa
Dos que procuram emendar a vida
Erguendo os braços como rudes hastes
À busca de mais sol, mais alegria,
E enquanto o vento ronda, complacente,
Construindo outras noites sobre os dias
Os homens, iludidos de esperanças,
Urnas do pólen vivo que transforma
O tamanho do mundo que recriam,
Negam aos olhos turvos e insubmissos
A fome de chorar que os aniquila.
E, honestos como os lagos e as crianças,
Acomodam-se à curva dos momentos,
Alimentados de astros e lembranças,
Enquanto o ar, a luz, a cor dos fenos
Irão pesando em tépidas balanças
As aves e os motivos de regresso
Que se acumulam em palavras brancas.

Isabel Pulquério (1.º prémio de poesia lírica, nos XV Jogos Florais do Grupo Desportivo da CUF, do Barreiro – XI Nacionais e VI Luso Brasileiros - 1972)

Fez parte do júri desta edição, o poeta figueirense, António Sousa Freitas, autor da letra da Canção “Figueira da Foz”, interpretada, pela primeira vez, por Maria Clara.

AJM

O pensamento do dia

Se passares toda a vida à espera da tempestade, nunca gozarás o Sol a brilhar.

Morris West

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Serra da Boa Viagem

Manuel Alberto Rei, o homem que tornou a Serra da Boa Viagem, no seu tempo, num local paradisíaco, derramaria, hoje, lágrimas de sangue, se constatasse o estado a que aquele local, cantado por escritores e poetas, chegou.

















Felizmente nem tudo ardeu, nem tudo foi votado ao abandono, e ainda se encontram, na Serra, espaços de floresta como o que esta imagem demonstra.

O citado Engenheiro Manuel Alberto Rei, escrevia, em 1924: "Posso, e com legítimo orgulho, afirmar que em 1911 descobri, geograficamente, a Serra da Boa Viagem, pois que, até então, nada mais era do que uma montanha árida e pedregosa onde vegetavam e a urze e o tojo, e mesmo convencido estou de que 95% da população da Figueira desconhecia a sua existência."

E terminava, assim, a sua introdução no livro que dedicou à Serra: "Enquanto merecer a estima e a confiança das entidades superiores, nas minhas iniciativas e nos meus modestos trabalhos, pode a Figueira estar certa de que eu continuarei a dispensar à arborização da Serra toda a minha boa vontade, esforço, carinho e dedicação pelo seu engrandecimento, que é o engrandecimento da Figueira da Foz e do país".

Ai se cá voltasses, Alberto Rei...

Aníbal José de Matos (texto e fotos)


O pensamento do dia

Sonhar com a pessoa que você gostaria de ser é desperdiçar a pessoa que você é.

Juliana Russo Barracho (São Paulo (Brasil)

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

BRASIL

As habilidades dos meninos da rua!

Foto de AJM (2005)


Para a história da Figueira - XXIV

Anúncio reproduzido do jornal figueirense “A Voz da Justiça”, na sua edição de 15 de Junho de 1917.

Publicidade a uma funerária com todos os matadores…A Rua da Bica ou do Correio Geral, é a actual Rua dos Bombeiros Voluntários.

Ainda hoje, quando se pretende esclarecer qualquer dúvida, há, na Figueira da Foz, quem diga: “Não confundir Traveira pai com Traveira filho, vulgo Manuel dos Caixões”…


AJM

O pensamento do dia


Se uma pessoa mais velha se queixar do descaramento da juventude, também estará a queixar-se, até certo ponto, da sua própria incapacidade de impor respeito. A boa educação está a desaparecer. Creio que não se trata apenas de um erro de educação, mas também de uma falta de respeitabilidade no Mundo em que vivemos – uma falta daqueles que sabem que a juventude não é uma desculpa, e a velhice muito menos.

Miroslav Holub (1996)

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Guerra

A guerra continua entre Israel e o Líbano. Até quando este sofrimento humano? Foto Jerusalem Post

Para descontrair...

Professor para um aluno:
Que foi que o teu pai disse a respeito do teu desastre de automóvel?
- Devo omitir os palavrões?
- Claro.
- Não disse nada.

Quim Ryan

Para a história da Figueira - XXIII

Um acontecimento insólito no futebol nacional, teve lugar em 1953, num torneio em que participaram a Naval e o União de Coimbra.
Reproduzo a nota, publicada no jornal “A Bola”, na sua edição de 19 de Fevereiro de 1983, em vésperas dum jogo com o Sporting de Braga, para a Taça de Portugal, onde o facto é relembrado e relatado.
De salientar a parte final do comentário: “Resta dizer que o troféu tem o nome de “Associação de Futebol de Coimbra” e que figura como um autêntico “ex-libris” da valiosa sala de troféus do velho clube da Figueira da Foz… E com justificada razão…”
Pois é, digo eu, só que a meia taça que coube aos navalistas, ficou reduzida a cinzas, conjuntamente com o património cultural e desportivo, aquando do incêndio em 4 de Julho de 1997, que destruiu completamente a sede da Naval, na Rua da República!
AJM

O pensamento do dia


Quando a pessoa tem a sorte de viver dentro de uma história, de viver dentro de um mundo imaginário, as dores deste mundo desaparecem. Porque, enquanto a história dura, a realidade cessa de existir.

Paul Auster, in “As Loucuras de Brooklyn”

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Sol e toiros


Completam-se este mês, 111 anos sobre a inauguração do Coliseu Figueirense, em cuja arena decorreram, e ainda hoje acontecem, espectáculos taurinos considerados, pelos aficionados, de grande valia, recinto que durante largos anos assumiu a vice-liderança das praças portuguesas, logo a seguir ao Campo Pequeno, em Lisboa.
Com os seus 6000 lugares, a Praça de Touros da Figueira da Foz fez parte do núcleo de edificações que marcaram uma época. Cerca de onze anos antes (3 de Setembro de 1884) havia sido inaugurado o Teatro-Circo Saraiva de Carvalho, hoje Casino da Figueira. A 6 de Maio de 1894 fora aberto ao público o Museu Municipal Dr. Santos Rocha e menos de três anos após procedia-se à inauguração do edifício dos Paços do Concelho.
Antes de nos referirmos às estrelas da tauromaquia nacional e estrangeira que no Coliseu levaram ao rubro os apreciadores oriundos de todos os pontos do país e, e grande parte, da vizinha Espanha, falamos das garraiadas que ali tiveram lugar no decorrer dos anos, uma das quais ainda hoje ali encontra o palco privilegiado. Estamos, como é evidente, a chamar à liça as tradicionais garraiadas integradas na Queima das Fitas e organizadas pelos estudantes da Universidade de Coimbra.
Alguns figueirenses ficaram conhecidos pelas suas actuações em espectáculos taurinos de carácter humorístico. Sebastião Pimentel Monteiro, Júlio de Carvalho, Joaquim “Charlot”, David Viana e muitos outros, participaram em garraiadas que esgotavam as bancadas da Praça de Toiros da Figueira da Foz.
A título de curiosidade temos presente um sugestivo prospecto referente a uma garraiada promovida e organizada pela Naval 1.º de Maio, clube que noutras épocas tinha como habitual atractivo do seu programa festivo a organização deste tipo de espectáculos. O próprio panfleto só por si já despertava o humor. Vejamos: “Domingo, 22 de Setembro de 1946. Monumental, formidável e bestial garraiada e variedades taurinas....... Bandarilheiríssimos (de que faziam parte David Viana, António Neves, José de Freitas, Hildebrando Mota, Tó Pinto e outros) ..... Enforcadíssimos ....... Espadachins ....... Meios de transporte: Estão assegurados os seguintes meios de transporte: comboios especiais, camiões e camionetas de passageiros e de carga; cavalos, cavalinhos, burros e paus de vassoura, bicicletas, aviões e triciclos....... Se alguma fera apanhar alguma farpa no rabo, não protestem, tudo é toiro..... “.
Mas a arena do Coliseu Figueirense foi e ainda é ponto de passagem de destacadas figuras do toureio apeado e equestre. Nomes como Diamantino Viseu, Manuel dos Santos e Gregório Garcia, José Casimiro, Simão da Veiga e João Branco Núncio, não esquecendo a peruana, radicada em Portugal, Conchita Cintron. e forcados como Nuno Salvação Barreto e Rhodes Sérgio, foram figuras marcantes que arrastaram multidões entusiastas à segunda praça de toiros do país.
Sebastião Pimentel Monteiro no seu opúsculo “Um domingo de toiros na Figueira da Foz”, datado de 1947 e lido aos microfones do Rádio Clube Foz do Mondego em 9 de Novembro de 1987, retrata duma forma entusiástica as corridas e os seus bastidores, todo o bulício que envolvia a festa brava nesta cidade: “ redondel doirado...... A Dez de Agosto rompe com um saleroso paso-doble e ouvem-se os primeiros olés de um público que continua a entrar, a agitar-se, a apertar-se ... “.


Aníbal José de Matos

O Pensador


Fiquei assim de tanto pensar!

O pensamento do dia

Ama-me ou odeia-me, mas não me votes à indiferença.

Libbie Cobertty

domingo, 6 de agosto de 2006

Para descontrair

Um casal estava casado há 50 anos.
- Como as coisas mudaram – disse ela – Antigamente, sentavas-te ao pé de mim.
- Bem, isso tem remédio – disse ele, aproximando-se dela.
- E costumavas abraçar-me.
- Assim? – perguntou ele dando-lhe um abraço.
- Lembras-te de que costumavas encostar-te ao meu pescoço e mordiscar-me a orelha?
Ele deu um salto e foi-se embora.
- Onde é que vais?
- Volto já – disse ele. - Vou buscar a placa!

Tal D. Bonham e Jack Gulledge.

O meu gato!



O meu gato, de seu nome “Mosquito”, na hora da sesta… Encontrei-o, abandonado, e hoje é um senhor!

AJM (texto e foto)

O pensamento do dia



O caderno de encargos do jornalista é, antes de tudo, fornecer dados, fornecer informações, verificar as fontes. Fazer obra literária é todo o contrário disso: tentar apenas formular um enigma.

Brigitte Paulino Neto, in Visão

sábado, 5 de agosto de 2006

Para a história da Figueira - XXII


Cinema a metro...
1920! Um sugestivo cartaz do saudoso Teatro do Peninsular, na Figueira da Foz, anunciando um filme com 10 650 metros (!), dividido em nove jornadas (sessões).
A 2 de Maio, era exibida a nona e última jornada do "...colosso cinematographico", intitulada "O castigo de Radjah", acção desempenhada pela "intrepida e sympathica artista americana, Maria Walcamp".
É giro, não é?
AJM

Para a história da Figueira - XXI

Areias de oiro

Ó praias de Portugal
Que o sol doira num clarão,
Qual será de vós aquela
Dentre todas, a mais bela,
Sob os ardores do verão?!
Ó praias de Portugal
Que o sol doira num clarão!

………….

Rasgai-me vós o mistério
Águas do Rio Mondego!
Dizei-me vós por favor,
Qual será aquela flor
Que me traz assim tão cego?!
Rasgai-me vós o mistério
Águas do Rio Mondego!

Dizei-me vós, ó rochedos
Onde se quebram as ondas,
Qual é a mais linda praia
Onde o sol, quando desmaia,
Beija as areias redondas?!
Dizei-me vós, ó rochedos
Onde se quebram as ondas!

Serra da Boa Viagem
Quero ouvir a tua voz!
Qual é a praia mais bela,
Barquinho que vais à vela
Para a Figueira da Foz?!

- Serra da Boa Viagem,
Já escutei tua voz!...

Jerónimo de Almeida (menção honrosa)


Este é um dos poemas premiados no 1.º Torneio de Jogos Florais da Figueira da Foz, realizado em 1941, e que canta as belezas da cidade da Foz do Mondego.

O pensamento do dia

As vitórias de ontem são menos importantes do que os planos para amanhã.

Canadian Farm & Home Almanac

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

As minhas fotos


"Praia deserta" (foto de AJM)

Para a história da Figueira - XX


Velhos tempos. A Figueira da Foz ainda era uma vila. Estava-se em 1879, a cerca de três anos da elevação a cidade. Penso ser interessante rever a publicidade de então, e os preços praticados.
Note-se que mil reis (o preço mais caro neste Hotel Figueirense), correspondiam a um escudo, na moeda antiga!
Este anúncio é reproduzido do Almanaque da Praia da Figueira para 1879-1880 (Guia do Banhista).

AJM (texto e foto)

O pensamento do dia


O bem e o mal vêm, muitas vezes, juntos no mesmo pacote. Ninguém pode ser tido como totalmente honesto nem totalmente vil.
Os seres humanos não são como as teclas de um piano: ou pretas ou brancas.

Javier Tomeo

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Igreja Católica a favor das touradas?


No jornal local “O Dever”, órgão oficial da Igreja Católica, na Figueira da Foz, de que é director o Cónego João Coutinho Veríssimo, pode ler-se, na edição de 6 de Julho, a par, da informação sobre os horários das missas: “O Coliseu Figueirense foi a praça de toiros escolhida pela Casa do Pessoal da Rádio Televisão Portuguesa (RTP) para realizar a corrida de grande prestígio, emoção e arte desta ano……”
E mais adiante: “…….cavaleiros João Moura, Joaquim Bastinhas e João Moura (filho), três nomes que só por si dispensam quaisquer referências.”
Ora vejam lá. Eu a pensar que a Igreja Católica era contra as touradas. Como eu ando enganado… E se o espectáculo fosse com touros de morte, então, de certeza, era uma página inteira... É assim mesmo, precisamos é de bons exemplos.

AJM

Ainda há muito para arder?


António Costa, ministro da Administração Interna, disse hoje, em Viseu, ser muito cedo para fazer um balanço dos fogos florestais. Acho que tem razão, mas eu pergunto: será que ainda resta muito para arder?
Aliás, nos últimos anos, quer a nível nacional, quer local, muito se tem prometido, mas quanto a resultados, eles estão à vista.

AJM

Cabo Mondego classificado

Após a CLASSIFICAÇÃO do Cabo Mondego (parte), apetece-me perguntar: E para quando a DESCLASSIFICAÇÃO da fábrica de cal ?

AJM

Por terras de Vera Cruz


Do alto do Corcovado, contemplando o Rio de Janeiro. Uma viagem inesquecível.

AJM (2005)

O pensamento do dia


As pessoas costumam perguntar-me qual a razão do meu casamento feliz. É muito simples: eu e a minha mulher combinámos jantar fora duas vezes por semana. Uma refeição relaxante à luz das velas, música romântica, uns passos de dança. Ela vai às terças e eu às quintas.

Henny Youngman

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Para a história da Figueira - XIX


"CHAPÉU", de António Henrique Almeida Durães, do Barreiro
"DUAS MÃOS FICARAM SÓS", de Luís António Cangueiro, de Prado Gatão - Miranda do Douro
Estas duas fotos foram premiadas no I Concurso Ibérico de Fotografia, organizado, em 1972, pela Comissão Municipal de Turismo da Figueira da Foz e Companhia de Seguros "O Trabalho", com o patrocínio da revista "Arte Fotografico" (Espanha).
AJM

Poesia

Sei que pareço um ladrão,
Mas há muitos que eu conheço,
Que, não parecendo o que são,
São aquilo que eu pareço

Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado;
O ribeirinho não morre,
Vai correr por outro lado.

Uma mosca sem valor,
Pousa com a mesma alegria
Na careca de um doutor
Como em qualquer porcaria.

Quem só veste o que lhe dão
Vive sempre num inferno:
Traz sobretudo no verão
E anda em camisa no Inverno.

O homem sonha acordado,
Sonhando, a vida percorre
E deste sonho dourado
Só acorda quando morre.

António Aleixo (1899-1949)

O pensamento do dia

A primeira regra dos buracos: quando estiver num, pare de escavar.

Molly Ivins

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Reviravolta no caso Mateus


Gil Vicente desce de divisão

A Comissão disciplinar (CD) da Liga decidiu hoje a favor do Belenenses o denominado "caso Mateus", que opõe a equipa do Restelo ao Gil Vicente.
Sendo assim, os lisboetas evitam, para já, a descida à Liga de Honra, facto que coloca a formação de Barcelos na divisão secundária.
Com uma votação totalmente favorável ao Belenenses (3-0), a CD da LPFP apreciou o processo que se prende com a alegada incorrecta inscrição do angolano Mateus pelo Gil e despromoveu o clube barcelense.
Os conselheiros Pedro Mourão, Frederico Cebola e José Fonseca, este nomeado entretanto por Adriano Afonso, presidente da Assembleia Geral da Liga, entregaram o voto aos azuis.
Em princípio, o GIl Vicente irá agora recorrer da sentença para o Conselho da Justiça da Federação Portuguesa (FPF).
Este caso diz respeito à utilização de Mateus pelo Gil na época 2005/06, quando o internacional angolano estava impedido de jogar, por ter actuado com estatuto de amador na época imediatamente anterior, ao serviço do Lixa.
Em causa está também o recurso aos tribunais civis alegadamente por parte do Gil Vicente (o clube assume que foi o jogador a procurar a Justiça), violando os regulamentos da Liga, da FPF e da FIFA, segundo a queixa do Belenenses interposta a 9 de Maio.

(Record, on-line")

Acrescento eu: Assim vai o futebol português!

No tempo das vacas gordas...

Esta é dedicada ao recém-chegado companheiro destas andanças, Rui Matos, com o seu blog CÁPRAMIM.

Estava-se no tempo das vacas gordas. Esta não foi tirada em Lausanne (Suiça), mas em Lisboa,
publicada na revista Ilustração Portuguesa, em 1909. Na imagem, o veterinário auscultando o animal! Tem piada, não tem?

AJM

Arte popular no Rio de Janeiro


Quando penso que aqui, na Figueira da Foz, como um pouco por todo o lado, um "artista plástico" nasce da noite para o dia, não pode deixar de chegar-me à ideia a arte que pessoas desconhecidas do grande público, por exemplo, no calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, exibem, diariamente, os seus quadros, alguns duma simplicidade extrema, assinados por alguém que ninguém conhece, e que não necessita de se pôr em bicos de pés para que os seus trabalhos sejam adquiridos.
São, na realidade, pinturas duma grande simplicidade, mas que retratam os locais onde vivem e os horizontes que chegam até aos seus olhos.
Aqui, Venício, que conheci pessoalmente, e a quem adquiri o quadro que a foto reproduz, mostra, a partir da favela onde vive, o Rio de Janeiro como o seu olhar divisa.


AJM (texto e foto)

O pensamento do dia

Os políticos são como as fraldas. Devem ser trocados constantemente. E pela mesma razão.

T.B. – San Diego

segunda-feira, 31 de julho de 2006

Naval regressou à Figueira

Naval, esta tarde, no Bento Pessoa


Após duas semanas de estágio em Nelas (Beira Alta), o plantel navalista regressou à Figueira da Foz, efectuando, esta tarde, o seu primeiro treino no Bento Pessoa.

AJM (texto e foto)

Para a história da Figueira - XVIII

Concurso Ibérico de Fotografia
Uma das fotografias premiadas: "Sem redes, com fé", de Manuel Galo Faria







Na foto, à esquerda: Capa do catálogo de premiados








As manifestações culturais, na Figueira da Foz, vêm de longe. Hoje nada se inventa, procura-se, sim, de quando em vez, recuperar realizações antigas.
É o caso. Em 1972, teve lugar, nesta cidade, o 1.º Concurso Ibérico de Fotografia, que foi extremamente concorrido.
A organização pertenceu à Comissão Municipal de Turismo, como pode ler-se no cartaz que reproduzo.


AJM

O pensamento do dia

As brincadeiras infantis não são brincadeiras; devem ser consideradas como a sua principal ocupação.

Montaigne

domingo, 30 de julho de 2006

Mas as crianças, Senhor!


Guerra! (Foto Globo-Brasil)
Ataque israelita mata 23 crianças! Mais palavras para quê?

Mais sobre Levy






A história de Levy






Chegaram ao meu poder mais algumas achegas acerca da personalidade do artista figueirense Levy, oriundas, precisamente, dum dos seus filhos.
No blog "Páteo das Galinhas", a propósito, e como ajuda à publicação que fiz, pode ler-se:

"... direi que nasceu na Figueira a 17 de Fevereiro de 1926. Trabalhou em diversas áreas ligadas com a arte como, por exemplo, cenarista, caricaturista, pintor, artesão... faleceu em 2000. Publico a foto dos bonecos (gentilmente sacada a Presente) bem como foto da 1ª geração dos mesmos, ainda recortados e não torneados. De salientar que a colecção de bonecos é bem mais completa."

Grato pela ajuda. É, desta forma, que se ajuda a construir a história da Figueira da Foz e das suas figuras mais relevantes.


AJM

Para a história da Figueira - XVII

Toponímia figueirense (Ontem e hoje)

Como mera curiosidade, a seguir dou conta das designações de algumas artérias da cidade da Figueira da Foz, que no passado foram baptizadas com um determinado nome e hoje têm outras placas identificativas.

Por exemplo:

No presente No passado

Rua Académico Zagalo - Rua da Indústria
Rua Augusto Veiga - Rua das Figueirinhas
Rua Bernardo Lopes - Rua da Concórdia
Rua dos Bombeiros Voluntários - Rua da Bica
Rua Dr. Calado - Rua da Boa União
Largo Coronel Galhardo – Largo do Forno da Cal
Rua 10 de Agosto – Rua do Rio Tinto
Rua da Esperança – Rua do Favião
Rua Francisco A. Diniz – Rua do Bonfim
Jardim Municipal – Largo de José Luciano de Castro
Rua Miguel Bombarda – Rua do Melhoramento
Rua da República – Rua do Príncipe Real

AJM

Poesia


Augusto Gil, na Serra da Estrela (Foto Ilustração Portuguesa – 1909)




Cordas de prata, subi…
Tão alto cantarei eu
Que me ouçam pedir por ti
Os anjos que estão no Céu.

Teus olhos, contas escuras,
São duas ave - Marias
Dum rosário de amarguras
Que eu rezo todos os dias.

Se queres que eu não te queira,
Pede a Deus p’ra que me chame;
Pois nem Deus, de outras maneira,
Consegue que te não ame.

O teu olhar desleal
Corações queima por gosto.
Vou chamá-lo a tribunal
Por crime de fogo posto…

Augusto Gil *

* Augusto César Ferreira Gil era natural do Porto, onde nasceu a 31 de Julho de 1873, tendo falecido em Lisboa em 26 de Fevereiro de 1929. Poeta de fina estirpe, era licenciado em Direito, assinando inúmeras obras, entre as quais Musa Cerúlea, Luar de Janeiro, Vida de Nossa Senhora, Versos, O Canto da Cigarra, Sombra de Fumo e o Craveiro da Janela. É autor do livro de contos Gente de Palmo e Meio.



O pensamento do dia

Preparemo-nos para o sono como para uma grande festa, com a esperança de encontrarmos amigos passados e futuros, de vivermos situações surpreendentes, no mesmo momento e no mesmo lugar. O sonho não está encerrado no cérebro de quem dorme. O sonho escapa-se, como o vento sobre a pradaria, e desloca-se por vastas extensões. Quem sonha não dorme. Viaja.

Do livro “Sabedoria Ameríndia”, compilado por Jean-Paul Bourre

sábado, 29 de julho de 2006

A propósito do Levy

Os bonecos de LEVY

Um dos meus bem-vindos visitantes, num comentário a propósito dos bonecos aqui reproduzidos, da autoria de Levy, questionou-me sobre a figura daquele artista figueirense.
Posso dizer-lhe que o mesmo se chamava Levy Pais Martins, viveu na Rua dos Bombeiros Voluntários, em frente à Escola Dr. Bernardino Machado, tendo já falecido.
Fez imensos trabalhos para a então Comissão Municipal de Turismo, mas há muito pouco escrito sobre este homem (pelo menos que eu saiba apesar de ter feito uma procura exaustiva), que era uma pessoa extremamente simples.
Se alguém puder fornecer mais elementos sobre este artista figueirense, desde já agradeço.

AJM

Guerra

Líbano - Cenário de guerra e destruição

(Foto Jerusalem Post)


Para a história da Figueira - XVI

Em 1879 era assim...

Aqui vai mais um retalho de tempos idos, que retrata a vivência duma época.
A imagem foca um anúncio de um relojoeiro que existiu na Praça Nova (actual Praça 8 de Maio), publicado em 1879 (!), no “Almanach da Praia da Figueira”.
Penso que o texto é curioso, sobretudo para os estudiosos das coisas da Figueira da Foz.
Repare-se que o artista tinha o cuidado de avisar: “…Não alardeando baratezas, que são sempre a causa de ficarem estragados os relógios que precisam de concerto…”
Com alguma frequência, e por entender que são extremamente curiosos, procurarei trazer a este espaço, outros tipos de publicidade desse ano de 1879 (apenas decorreram 127 anos…).

AJM (texto e foto)

Artistas figueirenses

Os bonecos de Levy

Também, como Zé Penicheiro, o artista figueirense Levy, foi autor de bonecos engraçadíssimos retratando figuras e profissões da zona da Figueira da Foz.
Como amostra, aqui ficam dois exemplares da arte que tornou Levy conhecido e reconhecido.
São dois bonecos de madeira, que possuo, e têm a assinatura de Levy.

AJM (texto e foto)

O pensamento do dia

Quando adultos, passamos o tempo a pensar no passado, gastamo-lo com o futuro e esquecemos o presente.

AJM

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Os carteiros do nosso desespero

Provavelmente vão achar este comentário sem interesse. Mas, se pensarem bem, já vos aconteceu alguma vez, ou algumas vezes, como tem sucedido comigo nos últimos tempos. Deparo, no meu prédio, com correspondência destinada a outras residências e artérias.
No pressuposto de que “quem faz um cesto faz um cento”, faço lá ideia de quanta correspondência, a mim dirigida, ou aos meus vizinhos, não terá sido colocada noutros locais.
Esteja atento, e verá que também não está imune.
Pois é, a publicidade dos CTT aponta para que utilizá-los é meio caminho andado… (ou perdido, digo eu).

AJM

Os Bombeiros e as crianças

Crianças na escada Magirus
Não há dúvida de as coisas simples podem proporcionar momentos mais agradáveis do que as muito sofisticadas.
Os Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (BVFF) encontraram uma forma de proporcionar aos mais pequenos momentos de grande satisfação, levando-os até às alturas, proporcionando-lhes panoramas alargados, e, simultaneamente, dando-lhes uma ideia de como funciona e para quê, o carro-escada, ou escada Magirus, como é conhecida.
Pois é, os BVFF, estão a proporcionar às crianças das escolas uma subida ao alto da escada Magirus, oferecendo-lhes boa disposição e uma sensação diferente de que jamais se irão esquecer.

AJM (texto e foto)

O pensamento do dia

As únicas pessoas que aprecio são os loucos: os que são loucos para viver, loucos para falar, loucos para se salvar, desejosos de tudo ao mesmo tempo, os que nunca bocejam nem dizem lugares-comuns, mas que ardem, se inflamam e brilham como fabulosos fogos-de-artifício.

Jack Kerouac

quinta-feira, 27 de julho de 2006

Adivinha

Sabem quem é a pessoa mais fotogénica da Figueira da Foz?
Aquela que aparece, nos jornais figueirenses e diários regionais com delegação local, em 99% das fotografias referentes a assuntos que dizem respeito à Figueira?
Não, não é a Rosa Amélia...
Vale mais cair em graça do que ser engraçado...

Assim vai o trânsito!


Esta situação verifica-se, diariamente, na Rua Dr. Simões Barreto (à Avenida do Brasil), na freguesia de Buarcos - Figueira da Foz.
Mais palavras para quê?!!!

Nota: A rua tem dois sentidos.

AJM (texto e foto)

O pensamento do dia

Só existem três tipos de pessoas: os que fazem com que as coisas aconteçam, os que vêem as coisas acontecer e os que dizem “Que aconteceu?”

Ann Landers

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Poesia

Resposta à letra

Gritou-lhe ele zangado um dia:
- Nunca eu casasse contigo,
Que não és mulher, és peste!
Responde a “doce” Maria:
- Eu nunca te persegui!
Casaste, porque quiseste,
Não andei atrás de ti!
Retruca-lhe ele: - É exacto!
Tens pontaria certeira;
Mas diz-me, e a ratoeira
Também corre atrás do rato?

Cardoso Marta *

* Manuel Augusto Cardoso Marta. “Professor, poeta e jornalista. Natural da Figueira da Foz, onde nasceu a 5 de Abril de 1882, faleceu em 17 de Novembro de 1958.
Foi fundador do semanário “A Razão”, do Grupo “Stadium”, da Sociedade Arqueológica Figueirense e do Colégio - Liceu Figueirense. Foi professor do ensino profissional. Escreveu, entre outras obras, “Jornalismo Figueirense”, “Um museu etnográfico na Figueira”, “Aspectos da Figueira da Foz”, este em colaboração com Raimundo Esteves, colaborando ainda na revista “Figueira”, “Álbum Figueirense”, “A Praia” e “O Anunciador”.
Faz parte da toponímia figueirense.

AJM

Uma palmeira de causar inveja.


Não digam que esta palmeira (é uma palmeira, não é?), crescidinha e bonitinha, não lembra um país tropical!
Coitada, falta-lhe um pouco de cabelo, mas lá que tem altura, isso é uma verdade.
Esta espécie rara, situa-se no tal Oásis, na Figueira da Foz…


AJM (texto e foto)

O pensamento do dia

Pare de justificar o egoismo alegando que “o mundo é uma selva”. Ele pode também ser um jardim, dependendo de se querer plantar e regar, ou saquear ou destruir.

Sydney J. Harris, Fiel Newspaper Syndicate.

terça-feira, 25 de julho de 2006

O pensamento do dia

Para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há-de ser revelada.

Romanos 8:18-27

Idália partiu há 15 anos!


Maria Idália Pereira de Sousa Flores e Matos
25.07.1991/25.07.2006
Idália. Partiste da vida terrena há precisamente 15 anos. As saudades aumentaram com o decorrer do tempo. Aonde quer que te encontres, o meu espírito está sempre contigo. Continuo a amar-te como quando estavas entre nós. Descansa em paz.
Aníbal José de Matos

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Guerra


Como sempre, as vítimas são os inocentes!
(Foto in HA'ARETZ)

Por esse mundo além


Notre Dame (Paris), 1890
Simples curiosidade. Encontrei esta foto de há 116 anos. Para quem conhece Paris, a cidade Luz, julgo interessante mostrar esta imagem dum local emblemático.

Para a história da Figueira - XV


Relógio de Sol

O tempo passou. Os relógios de Sol também passaram. Na Figueira da Foz muitos se lembrarão de que a Torre da Esplanada teve, de início, um relógio de Sol.
Ainda hoje, aquele marco, que esteve ameaçado de destruição e que, posteriormente, fez aventar a hipótese de ali ser colocado um elevador para fins turísticos, é conhecido por Torre do Relógio. Até ali se convencionou chamar a Praia do Relógio.
O relógio de Sol desapareceu com o tempo e, hoje, na Figueira, apenas conhecemos um exemplar desse histórico meio de medir o tempo.
Situa-se na esquina da Rua do Pinhal, numa casa particular contígua à Universidade Internacional, edifício que pertenceu (penso que ainda pertence) a uma família figueirense de grande prestígio. (Julgo que da família de Joaquim de Carvalho ?)
Tem uma legenda em latim, que não consegui decifrar (se alguém o souber, agradeço), e que diz: Nec tardum neque inceptum. Espero não me ter enganado…
É mais um um humilde apontamento para a história da Figueira.

AJM (texto de foto)

Ilusão de óptica…


Este é um prédio numa urbanização do Cabo Mondego, debruçado sobre a marginal oceânica.
À primeira vista parece que, numa de arquitectura surrealista, uma imponente chaminé faz parte do edifício!
É apenas uma questão de perspectiva, como é evidente.
A verdade é que a chaminé, que pertencia à antiga fábrica de cimentos da Cimpor, instalada naquela zona, ali foi deixada ficar como ornamento histórico (?!!!).
Já alguém verificou o estado em que a mesma se encontra? Será que também tem conteúdo histórico? Tem estética? E se a mesma, desamparada como está, um dia cair, fustigada por qualquer percalço da natureza? Estão garantidas as questões de segurança de pessoas e bens?
A Figueira tem, na realidade, coisas que não lembravam ao Diabo…


E, já agora, porque não deixaram lá ficar, também, uma das balizas, para recordar o antigo campo de futebol que ali existiu?...

AJM (texto e foto)

O pensamento do dia

O desejo desenfreado do poder não tem as suas raízes na força, mas na fraqueza.

Erick Fromm

domingo, 23 de julho de 2006

Viva o pessoal trabalhador!

Segundo notícia hoje vinda a lume, 26 deputados que entraram em funções no Parlamento em Março do ano transacto, jamais faltaram às reuniões da Assembleia da República, nos primeiros 12 meses da sessão legislativa. Foram eles 17 do PS, oito do PSD e um comunista.
Não há dúvida de que quando o cumprir as suas obrigações é notícia, algo vai mal entre nós.
Será que é caso para dizer, poucos mas bons?

AJM

1.ºs Jogos Florais da Figueira da Foz - 1941


A mais linda praia

Cheguei à tarde… Mas apenas chego
Fui logo, direitinho, até à praia,
Para ouvir tuas águas, ó Mondego,
Olhando ao longe o sol, que já desmaia!


Dir-se-ia que uma voz do fundo pego
Me clamava aos ouvidos: “Sim! Cantai-a!
Ó poetas que andais de olhar tão cego!
A Figueira da Foz, a linda praia!...”


“Cantai-a, sim! Diziam-me em segredo
As ondas a rolar sobre um rochedo,
Numa infinita e gélida canseira…


“Cantai-a, sim! Em versos como estrelas!
Para que em Portugal, se há praias belas,
Sejas, dentre as mais belas, a primeira!...”

Jerónimo de Almeida - 2.º prémio



O pensamento do dia

Ser da classe média significa viver como a classe alta com o ordenado da classe baixa.

Sofocleto in La República, Lima

sábado, 22 de julho de 2006

Portugal, medalha de bronze no Europeu de Hóquei em patins

É como se nada tivesse acontecido. O país não embandeirou em arco, poucos terão tido interesse em seguir o campeonato da Europa de Hóquei em patins que hoje terminou em Monza (Itália).
Não se tratava de futebol, mas tão somente da modalidade em que Portugal mais títulos alcançou (campeonatos da Europa e do Mundo), o hóquei em patins, modalidade em que o desporto nacional mais prestígio alcançou.
Pois bem, Portugal não conseguiu o 21.º título europeu, mas subiu ao pódio, vencendo o seleccionado do país anfitrião por 5-4.
A Espanha foi a vencedora, derrotando a Suiça, na final, e, para que conste, Portugal, sob a orientação de Paulo Baptista, alinhou no jogo para apuramento do terceiro lugar com:
Carlos Silva, Valter Neves, Sérgio Silva (2), Reinaldo Ventura e Ricardo Barreiros (1) - «cinco» inicial. Jogaram ainda Vítor Hugo (2), Tiago Rafael e Jorge Silva.

E que ninguém se esqueça: há mais vida para além do futebol.

AJM

A foto da semana


Alguém os viu por aí? (Foto AJM)

Oásis é que não é

Oásis ao abandono

O Oásis foi uma das bandeiras que Santana Lopes arvorou quando presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Costuma dizer-se que de boas intenções está o Inferno cheio, e a verdade é que gastaram-se ali rios de dinheiro que, como é óbvio, saiu do bolso dos contribuintes, e o recinto está completamente ao abandono.
Instalou-se um restaurante e outros anexos e mais um Verão está a decorrer sem que abra as portas ao público.
Quem pode dar explicações e pode responder por este estado de coisas?

AJM (texto e foto)

Desporto figueirense noutros tempos

Sempre que possível, aqui trarei alguns elementos referentes ao desporto figueirense noutros tempos.
Hoje, no caixote de velharias, fui encontrar um pormenor relacionado com uma das actividades que mais prestígio trouxeram ao Sporting Clube Figueirense: o atletismo.
Em Outubro de 1927, Os leões da Figueira da Foz, então com nove anos de vida, participaram no 1.º Torneio de Atletismo de Coimbra, disputado, em Outubro, no Campo de Santa Cruz, tendo obtido um honroso terceiro lugar, logo a seguir à Académica, que triunfou, e ao Sport Conimbricense, que ocupou a segunda posição.
Eis a classificação geral, por equipas:
1.ª Académica de Coimbra, 30 pontos
2.ª Sport Conimbricense, 11 pontos
3.ª Sporting Figueirense, 6 pontos
4.ª Santa Clara (Coimbra), 6 pontos
5.ª Sporting Nacional (Coimbra), 5 pontos
6.ª Grupo Desportivo Armazéns do Chiado (Coimbra), 2 pontos
7.ª Vitória (Coimbra), 0 pontos
8.ª CF Os Conimbricenses, 0 pontos

A organização coube ao antigo jornal “A Voz Desportiva”, dirigido por Amadeu Rodrigues.

AJM

O pensamento do dia

O valor de um bom livro assenta naquilo que ele exige de si, para além do que o leitor pode aprender ou absorver facilmente. Ler é uma maneira de conseguir pensar com a cabeça de outra pessoa; obriga-o a puxar pela sua. Ao ler algo escrito por uma grande inteligência, temos que nos pôr como que em bicos de pés para conseguir abarcar a mensagem do escritor. Temos que ajustar a linguagem dos nossos pensamentos aos dele. E verificamos que, inevitavelmente, o domínio da linguagem e a qualidade dos nossos pensamentos foram efectivamente desenvolvidos.

Charles Scribner Jr.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Uma pergunta

Sabiam (ai não que não sabiam), que há indivíduos que são reformados por doenças "incapacitantes" e, depois, assumem funções noutras profissões igualmente exigentes?
Afinal, de quem é a culpa? Será que o Estado, que tantas cuidados tem com coisas de somenos, deixa passar estas situações sem actuar? Afinal essas doenças são ou não incapacitantes? E quem fez o julgamento? As cunhas continuam a funcionar, seja num sistema político ou noutro.
Alguém está a falhar. Disso ninguém tenha dúvidas.
AJM

Negligência, desleixo


Em 21/07/2006

Uma cidade que se quer de turismo, tem muitas pequenas coisas espalhadas por aí que, no mínimo, demonstram negligência e desleixo.
Há mais de três meses que este murete, na marginal oceânica, no Cabo Mondego, foi derrubado por um automóvel, e continua neste estado.
É certo que na orla marítima há muitas entidades a mandar, e que, para se chegar a um consenso, dá para dormir muitos sonos.
Mas, sinceramente, os responsáveis por esta terra acham que este aspecto dignifica alguém?
Está bonito, não está?!

AJM (texto e foto)

Poesia

Do meu saudoso Amigo, o figueirense Sebastião Pimentel Monteiro:

Marchas, ranchos e tasquinhas,
Banho santo, procissão,
Danças, petiscos, sardinhas,
Ai Figueira… ai São João…!



(1.º Prémio Quadras de S. João 95)


A escuridão da cegueira
Foi minha sina, foi cruz…
No São João da Figueira,
Encontrei-te… fez-se luz…!


(2.º Prémio Quadras de S. João 95)


Queira ou não queira, quem queira
Crer bem no que não quer crer,
No São João da Figueira
… Outro credo passa a ter!



Para ir ao Banho Santo
Do São João da Figueira,
Não me deito nem levanto,
Canto e danço a noite inteira…

O pensamento do dia

Protestamos contra as críticas injustas, mas aceitamos os elogios imerecidos.

José Naroski

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Zidane e Materazzi castigados

Depois do ouro, a suspensão…

Zinedine Zidane não acabou a carreira da melhor forma, agredindo Materazzi com uma cabeçada na final do campeonato do mundo de futebol, mas, mesmo assim, ainda recebeu o prémio de melhor jogador do Mundial 2006.
Agora, o Comité Disciplinar da FIFA, resolveu castigar o Zuzu com três de suspensão e 4 800 euros de multa, mas também não perdoou a Materazzi que se provou (quem ouviu?) ter agredido verbalmente o francês. O italiano foi suspenso por dois jogos e apanhou 3 200 euros de multa.
Vá lá que a FIFA teve uma atitude louvável.
E ouvidos de tísico...

AJM

Zé Penicheiro


Tourada à portuguesa (Zé Penicheiro - 1973 - Propriedade de AJM)

Figueirense pelo coração

Somos amigos de longa data. Tratamo-nos por tu como bons amigos que somos. Zé Penicheiro é um artista plástico que dispensa apresentações.
É patrono duma sala no Centro de Artes e Espectáculos (CAE) e, entre outras mais que justificadas honrarias, foi distinguido pela Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Na imagem, a reprodução dum quadro que o Zé, em 1973, vão decorridos 33 anos, fez o favor de me oferecer, com uma dedicatória: "Ao Aníbal, com um abraço amigo do Zé - 1973". Para ti, também, em nome da nossa a mizade, um grande abraço e o agradecimento pelo que tens feito pela minha terra.

AJM

Poesia

Andorinha que esvoaças
por esta terra perdida,
é na Figueira que passas
o melhor da tua vida.
AJM - 1971

Para a história da Figueira - XIV

Maestro David de Sousa (1880-1918)

O orfeão David de Sousa, cuja biografia, naturalmente resumida, do seu patrono, publico a seguir, foi fundado em 16 de Abril de 1936, e contava com mais de 120 componentes, masculinos e femininos, tendo alcançado assinalados êxitos durante largos anos.
Fundado pelo maestro António Fernandes, aqui fica, para a história, o Hino dessa instituição, também da autoria (música e letra) de António Fernandes.

AJM



Descansando à beira do mar
E da Foz do Mondego das musas,
A FIGUEIRA inspira a cantar
Nossas almas ardentes, bem lusas.

És das PRAIAS RAINHA formoso,
Tens encantos, tens luz, tens a Serra…
Bem te podes sentir orgulhosa
Porque és bem uma JOIA DA TERRA.

Salvé! Salvé! Cidade risonha,
Pelas águas do mar embalada;
És carícia, és amor de quem sonha…
Por teus filhos serás sempre amada.

CORO:

Nossos peitos de filhos amantes,
Onde a luz da razão não morreu,
Entoando canções fulgurantes,
O teu nome hão-de erguer-te ao Céu.

E quem foi David de Sousa?

“Na história da música, um nome devia surgir para lha valorizar as páginas, para lhe enriquecer a sua própria função. Trata-se de David de Sousa, glorioso figueirense nascido em 6 de Maio de 1880.
Dotado duma vocação especial, as suas tendências começaram a evidenciar-se aos 9 anos. Aos 13 anos, o moço David era cantor soprano da Sé Patriarcal.
Em 1904 concluiu o curso no Conservatório de Lisboa. Quatro anos depois, na cidade de Leipzig, David de Sousa concluía novo curso. Dois anos mais tarde, já violoncelista exímio e compositor de relevo, obteve no Sul da Rússia, em Iekaterisnolow, um sucesso retumbante com a sua célebre “Rapsódia Slava”.
De regresso a Portugal, David de Sousa não esqueceu a sua terra natal e em 29 de Setembro de 1913 realizou o seu primeiro concerto.
Não vibraram as almas nem se agitaram os temperamentos como artista julgava e esperava. A glória que obtivera na Rússia não foi espelho onde a alma portuguesa pudesse mirar-se, ovacionando um irmão que conquistara plateias estrangeiras.
Não desanimou o artista notável. Não podia arrefecer dentro de si, dentro da sua alma de músico-maetro os aplausos arrancados do povo de Iekaterisnolow. Trabalhou para continuar a sua jornada, o seu caminho de aspiração lógica.
Do maestro ficaram, entre outras, as obras “Bascense”, “Barca Bela”, “Ansiedade”, “Rapsódia Slava”, “Saudade” e a ópera incompleta (?) “Inês de Castro”.
Porém, e como o verdadeiro romance do homem, é aquele que ele nunca chega a escrever, David de Sousa não terminou o seu. Morreu consigo, dentro da sua alma, alma de português artista, alma de figueirense dos mais nobres e mais ilustres.
Morreu em 30 de Outubro de 1918.”

(Extraído de “Revivendo”)




O pensamento do dia

Educar para a democracia

A educação está na base da criatividade de uma nação; é o que dá às pessoas os elementos racionais com os quais podem formar a sua própria opinião sobre a seriedade e a capacidade, bem como sobre as propostas, dos seus líderes. Somente desta forma é que pode ser garantida uma democracia estável, sob a qual os indivíduos possam viver de acordo com as suas próprias opções e resolver os seus próprios problemas.


Ellen B. Geld

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Dias sangrentos no Líbano

Beirute está a ser destruída pelos ataques israelitas (Foto The Jerusalem Post)

A fuga é a única solução (Foto The Jerusalem Post)


O sangue continua a correr nas ruas de Beirute, e o número de mortes aproxima-se das três centenas.
Morte, destruição e êxodo, são as imagens dum mundo onde os conflitos continuan a ser o prato do dia.
Israel continua a bombardear e os resultados estão à vista.
E as crianças, Senhor? Até quando?
AJM