segunda-feira, 14 de agosto de 2006
Para a história da Figueira - XXVI
O pensamento do dia
domingo, 13 de agosto de 2006
Poesia
Olhar-te,
Esventrar e descobrir os teus segredos,
Descer à raiz do teu passado
E trazer à ribalta os teus heróis!
Sonhar-te,
Aprofundar o mar dos teus encantos,
Vaguear no rio do teu nome,
Ajoelhar aos pés do teu esplendor!
Subir à serra do teu mundo,
Beijar a encosta da alvorada,
Beber a areia do teu sangue
E viver à beira do teu Sol…
FIGUEIRA,
Deixa-me ver as vagas da esperança,
Contemplar a visão do teu luar
E amar sob a luz do teu abraço!
Aníbal José de Matos (in Figueira, a da Foz do Mondego – 1982)
O pensamento do dia
sábado, 12 de agosto de 2006
Para a história da Figueira - XXV
A moeda é de XX reis e tem a efígie de D. Luís I, o monarca que, em Agosto desse mesmo ano, veio à Figueira inaugurar o caminho de ferro da Beira Alta.
AJM (texto e foto)
Poesia
Quando eu nasci, Senhor!, já tu lá estavas,
Crucificado, lívido, esquecido.
Não respondeste, pois, ao meu gemido
Que há muito tempo já que não falavas…
Redemoinhavam, longe, as turbas bravas,
Alevantando ao ar fumo e alarido.
E a tua Benta Cruz de Deus vencido,
Quis eu erguê-la em minhas mãos escravas!
A turba veio então, seguiu-me os rastros;
E riu-se, e eu nem sequer fui açoitado,
E dos braços da Cruz fizeram mastros…
Senhor! Eis-me vencido e tolerado:
Resta-me abrir os braços a teu lado,
E apodrecer contigo à luz dos astros!
José Régio (in Poemas de Deus e do Diabo)
O pensamento do dia
J.G.
sexta-feira, 11 de agosto de 2006
Para descontrair...
Fernando de Albuquerque
Poesia
Um tempo de maçãs, fofo de aranhas,
Acrescentado de árvores sedosas
Nasce da terra onde nasceram vidas
E porque é bom viver dessas memórias
É que germinam ânsias sobre as horas
Manchadas de doçuras pressentidas.
Aqui a Natureza é corpo inteiro
Com veias bifurcadas e secretas
Por onde os sapos descem viajeiros
À procura das sobras dos Outonos
Presos nos olhos verdes dos salgueiros.
Aqui, soma-se o sol com tangerinas,
Franja-se o tecto a maçarocas baças
E depois, com as mãos roxas de tempo,
Dizem-se as coisas que o amor tem dentro
Aos que bebem a luz à nossa beira.
Lá longe há outro céu que se respira,
Há grades soltas de muralhas verdes
Equilibradas em manhãs lascivas,
Há rios de centeio, sabiamente
Entornados em cores de navalhas,
Há outro vento vindo das olaias
E dos vincos das horas impressivas,
Enquanto se dominam as saudades
Acumulando lagos nas pupilas.
É pesada, é inútil a tarefa
Dos que procuram emendar a vida
Erguendo os braços como rudes hastes
À busca de mais sol, mais alegria,
E enquanto o vento ronda, complacente,
Construindo outras noites sobre os dias
Os homens, iludidos de esperanças,
Urnas do pólen vivo que transforma
O tamanho do mundo que recriam,
Negam aos olhos turvos e insubmissos
A fome de chorar que os aniquila.
E, honestos como os lagos e as crianças,
Acomodam-se à curva dos momentos,
Alimentados de astros e lembranças,
Enquanto o ar, a luz, a cor dos fenos
Irão pesando em tépidas balanças
As aves e os motivos de regresso
Que se acumulam em palavras brancas.
Isabel Pulquério (1.º prémio de poesia lírica, nos XV Jogos Florais do Grupo Desportivo da CUF, do Barreiro – XI Nacionais e VI Luso Brasileiros - 1972)
Fez parte do júri desta edição, o poeta figueirense, António Sousa Freitas, autor da letra da Canção “Figueira da Foz”, interpretada, pela primeira vez, por Maria Clara.
AJM
O pensamento do dia
Morris West
quinta-feira, 10 de agosto de 2006
Serra da Boa Viagem
Manuel Alberto Rei, o homem que tornou a Serra da Boa Viagem, no seu tempo, num local paradisíaco, derramaria, hoje, lágrimas de sangue, se constatasse o estado a que aquele local, cantado por escritores e poetas, chegou.

Felizmente nem tudo ardeu, nem tudo foi votado ao abandono, e ainda se encontram, na Serra, espaços de floresta como o que esta imagem demonstra.
O citado Engenheiro Manuel Alberto Rei, escrevia, em 1924: "Posso, e com legítimo orgulho, afirmar que em 1911 descobri, geograficamente, a Serra da Boa Viagem, pois que, até então, nada mais era do que uma montanha árida e pedregosa onde vegetavam e a urze e o tojo, e mesmo convencido estou de que 95% da população da Figueira desconhecia a sua existência."
E terminava, assim, a sua introdução no livro que dedicou à Serra: "Enquanto merecer a estima e a confiança das entidades superiores, nas minhas iniciativas e nos meus modestos trabalhos, pode a Figueira estar certa de que eu continuarei a dispensar à arborização da Serra toda a minha boa vontade, esforço, carinho e dedicação pelo seu engrandecimento, que é o engrandecimento da Figueira da Foz e do país".
Ai se cá voltasses, Alberto Rei...
Aníbal José de Matos (texto e fotos)
O pensamento do dia
Juliana Russo Barracho (São Paulo (Brasil)
quarta-feira, 9 de agosto de 2006
Para a história da Figueira - XXIV
Anúncio reproduzido do jornal figueirense “A Voz da Justiça”, na sua edição de 15 de Junho de 1917.Publicidade a uma funerária com todos os matadores…A Rua da Bica ou do Correio Geral, é a actual Rua dos Bombeiros Voluntários.
Ainda hoje, quando se pretende esclarecer qualquer dúvida, há, na Figueira da Foz, quem diga: “Não confundir Traveira pai com Traveira filho, vulgo Manuel dos Caixões”…
AJM
O pensamento do dia
Se uma pessoa mais velha se queixar do descaramento da juventude, também estará a queixar-se, até certo ponto, da sua própria incapacidade de impor respeito. A boa educação está a desaparecer. Creio que não se trata apenas de um erro de educação, mas também de uma falta de respeitabilidade no Mundo em que vivemos – uma falta daqueles que sabem que a juventude não é uma desculpa, e a velhice muito menos.
Miroslav Holub (1996)
terça-feira, 8 de agosto de 2006
Para descontrair...
Que foi que o teu pai disse a respeito do teu desastre de automóvel?
- Devo omitir os palavrões?
- Claro.
- Não disse nada.
Quim Ryan
Para a história da Figueira - XXIII
Um acontecimento insólito no futebol nacional, teve lugar em 1953, num torneio em que participaram a Naval e o União de Coimbra.O pensamento do dia
Quando a pessoa tem a sorte de viver dentro de uma história, de viver dentro de um mundo imaginário, as dores deste mundo desaparecem. Porque, enquanto a história dura, a realidade cessa de existir.
Paul Auster, in “As Loucuras de Brooklyn”
segunda-feira, 7 de agosto de 2006
Sol e toiros
Completam-se este mês, 111 anos sobre a inauguração do Coliseu Figueirense, em cuja arena decorreram, e ainda hoje acontecem, espectáculos taurinos considerados, pelos aficionados, de grande valia, recinto que durante largos anos assumiu a vice-liderança das praças portuguesas, logo a seguir ao Campo Pequeno, em Lisboa.
Com os seus 6000 lugares, a Praça de Touros da Figueira da Foz fez parte do núcleo de edificações que marcaram uma época. Cerca de onze anos antes (3 de Setembro de 1884) havia sido inaugurado o Teatro-Circo Saraiva de Carvalho, hoje Casino da Figueira. A 6 de Maio de 1894 fora aberto ao público o Museu Municipal Dr. Santos Rocha e menos de três anos após procedia-se à inauguração do edifício dos Paços do Concelho.
Antes de nos referirmos às estrelas da tauromaquia nacional e estrangeira que no Coliseu levaram ao rubro os apreciadores oriundos de todos os pontos do país e, e grande parte, da vizinha Espanha, falamos das garraiadas que ali tiveram lugar no decorrer dos anos, uma das quais ainda hoje ali encontra o palco privilegiado. Estamos, como é evidente, a chamar à liça as tradicionais garraiadas integradas na Queima das Fitas e organizadas pelos estudantes da Universidade de Coimbra.
Alguns figueirenses ficaram conhecidos pelas suas actuações em espectáculos taurinos de carácter humorístico. Sebastião Pimentel Monteiro, Júlio de Carvalho, Joaquim “Charlot”, David Viana e muitos outros, participaram em garraiadas que esgotavam as bancadas da Praça de Toiros da Figueira da Foz.
A título de curiosidade temos presente um sugestivo prospecto referente a uma garraiada promovida e organizada pela Naval 1.º de Maio, clube que noutras épocas tinha como habitual atractivo do seu programa festivo a organização deste tipo de espectáculos. O próprio panfleto só por si já despertava o humor. Vejamos: “Domingo, 22 de Setembro de 1946. Monumental, formidável e bestial garraiada e variedades taurinas....... Bandarilheiríssimos (de que faziam parte David Viana, António Neves, José de Freitas, Hildebrando Mota, Tó Pinto e outros) ..... Enforcadíssimos ....... Espadachins ....... Meios de transporte: Estão assegurados os seguintes meios de transporte: comboios especiais, camiões e camionetas de passageiros e de carga; cavalos, cavalinhos, burros e paus de vassoura, bicicletas, aviões e triciclos....... Se alguma fera apanhar alguma farpa no rabo, não protestem, tudo é toiro..... “.
Mas a arena do Coliseu Figueirense foi e ainda é ponto de passagem de destacadas figuras do toureio apeado e equestre. Nomes como Diamantino Viseu, Manuel dos Santos e Gregório Garcia, José Casimiro, Simão da Veiga e João Branco Núncio, não esquecendo a peruana, radicada em Portugal, Conchita Cintron. e forcados como Nuno Salvação Barreto e Rhodes Sérgio, foram figuras marcantes que arrastaram multidões entusiastas à segunda praça de toiros do país.
Sebastião Pimentel Monteiro no seu opúsculo “Um domingo de toiros na Figueira da Foz”, datado de 1947 e lido aos microfones do Rádio Clube Foz do Mondego em 9 de Novembro de 1987, retrata duma forma entusiástica as corridas e os seus bastidores, todo o bulício que envolvia a festa brava nesta cidade: “ redondel doirado...... A Dez de Agosto rompe com um saleroso paso-doble e ouvem-se os primeiros olés de um público que continua a entrar, a agitar-se, a apertar-se ... “.
Aníbal José de Matos
domingo, 6 de agosto de 2006
Para descontrair
- Como as coisas mudaram – disse ela – Antigamente, sentavas-te ao pé de mim.
- Bem, isso tem remédio – disse ele, aproximando-se dela.
- E costumavas abraçar-me.
- Assim? – perguntou ele dando-lhe um abraço.
- Lembras-te de que costumavas encostar-te ao meu pescoço e mordiscar-me a orelha?
Ele deu um salto e foi-se embora.
- Onde é que vais?
- Volto já – disse ele. - Vou buscar a placa!
Tal D. Bonham e Jack Gulledge.
O pensamento do dia
O caderno de encargos do jornalista é, antes de tudo, fornecer dados, fornecer informações, verificar as fontes. Fazer obra literária é todo o contrário disso: tentar apenas formular um enigma.
Brigitte Paulino Neto, in Visão
sábado, 5 de agosto de 2006
Para a história da Figueira - XXII
Para a história da Figueira - XXI
Ó praias de Portugal
Que o sol doira num clarão,
Qual será de vós aquela
Dentre todas, a mais bela,
Sob os ardores do verão?!
Ó praias de Portugal
Que o sol doira num clarão!
………….
Rasgai-me vós o mistério
Águas do Rio Mondego!
Dizei-me vós por favor,
Qual será aquela flor
Que me traz assim tão cego?!
Rasgai-me vós o mistério
Águas do Rio Mondego!
Dizei-me vós, ó rochedos
Onde se quebram as ondas,
Qual é a mais linda praia
Onde o sol, quando desmaia,
Beija as areias redondas?!
Dizei-me vós, ó rochedos
Onde se quebram as ondas!
Serra da Boa Viagem
Quero ouvir a tua voz!
Qual é a praia mais bela,
Barquinho que vais à vela
Para a Figueira da Foz?!
- Serra da Boa Viagem,
Já escutei tua voz!...
Jerónimo de Almeida (menção honrosa)
Este é um dos poemas premiados no 1.º Torneio de Jogos Florais da Figueira da Foz, realizado em 1941, e que canta as belezas da cidade da Foz do Mondego.
O pensamento do dia
Canadian Farm & Home Almanac
sexta-feira, 4 de agosto de 2006
Para a história da Figueira - XX

Note-se que mil reis (o preço mais caro neste Hotel Figueirense), correspondiam a um escudo, na moeda antiga!
Este anúncio é reproduzido do Almanaque da Praia da Figueira para 1879-1880 (Guia do Banhista).
AJM (texto e foto)
O pensamento do dia
O bem e o mal vêm, muitas vezes, juntos no mesmo pacote. Ninguém pode ser tido como totalmente honesto nem totalmente vil.
Os seres humanos não são como as teclas de um piano: ou pretas ou brancas.
Javier Tomeo
quinta-feira, 3 de agosto de 2006
Igreja Católica a favor das touradas?
No jornal local “O Dever”, órgão oficial da Igreja Católica, na Figueira da Foz, de que é director o Cónego João Coutinho Veríssimo, pode ler-se, na edição de 6 de Julho, a par, da informação sobre os horários das missas: “O Coliseu Figueirense foi a praça de toiros escolhida pela Casa do Pessoal da Rádio Televisão Portuguesa (RTP) para realizar a corrida de grande prestígio, emoção e arte desta ano……”
E mais adiante: “…….cavaleiros João Moura, Joaquim Bastinhas e João Moura (filho), três nomes que só por si dispensam quaisquer referências.”
Ora vejam lá. Eu a pensar que a Igreja Católica era contra as touradas. Como eu ando enganado… E se o espectáculo fosse com touros de morte, então, de certeza, era uma página inteira... É assim mesmo, precisamos é de bons exemplos.
AJM
Ainda há muito para arder?
António Costa, ministro da Administração Interna, disse hoje, em Viseu, ser muito cedo para fazer um balanço dos fogos florestais. Acho que tem razão, mas eu pergunto: será que ainda resta muito para arder?
AJM
Cabo Mondego classificado
AJM
O pensamento do dia
As pessoas costumam perguntar-me qual a razão do meu casamento feliz. É muito simples: eu e a minha mulher combinámos jantar fora duas vezes por semana. Uma refeição relaxante à luz das velas, música romântica, uns passos de dança. Ela vai às terças e eu às quintas.
Henny Youngman
quarta-feira, 2 de agosto de 2006
Para a história da Figueira - XIX

Poesia
Mas há muitos que eu conheço,
Que, não parecendo o que são,
São aquilo que eu pareço
Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado;
O ribeirinho não morre,
Vai correr por outro lado.
Uma mosca sem valor,
Pousa com a mesma alegria
Na careca de um doutor
Como em qualquer porcaria.
Quem só veste o que lhe dão
Vive sempre num inferno:
Traz sobretudo no verão
E anda em camisa no Inverno.
O homem sonha acordado,
Sonhando, a vida percorre
E deste sonho dourado
Só acorda quando morre.
António Aleixo (1899-1949)
terça-feira, 1 de agosto de 2006
Reviravolta no caso Mateus
Gil Vicente desce de divisão
A Comissão disciplinar (CD) da Liga decidiu hoje a favor do Belenenses o denominado "caso Mateus", que opõe a equipa do Restelo ao Gil Vicente.
Com uma votação totalmente favorável ao Belenenses (3-0), a CD da LPFP apreciou o processo que se prende com a alegada incorrecta inscrição do angolano Mateus pelo Gil e despromoveu o clube barcelense.
Em princípio, o GIl Vicente irá agora recorrer da sentença para o Conselho da Justiça da Federação Portuguesa (FPF).
Este caso diz respeito à utilização de Mateus pelo Gil na época 2005/06, quando o internacional angolano estava impedido de jogar, por ter actuado com estatuto de amador na época imediatamente anterior, ao serviço do Lixa.
Em causa está também o recurso aos tribunais civis alegadamente por parte do Gil Vicente (o clube assume que foi o jogador a procurar a Justiça), violando os regulamentos da Liga, da FPF e da FIFA, segundo a queixa do Belenenses interposta a 9 de Maio.
(Record, on-line")
Acrescento eu: Assim vai o futebol português!
No tempo das vacas gordas...
Esta é dedicada ao recém-chegado companheiro destas andanças, Rui Matos, com o seu blog CÁPRAMIM.Estava-se no tempo das vacas gordas. Esta não foi tirada em Lausanne (Suiça), mas em Lisboa,
publicada na revista Ilustração Portuguesa, em 1909. Na imagem, o veterinário auscultando o animal! Tem piada, não tem?
AJM
Arte popular no Rio de Janeiro

São, na realidade, pinturas duma grande simplicidade, mas que retratam os locais onde vivem e os horizontes que chegam até aos seus olhos.
Aqui, Venício, que conheci pessoalmente, e a quem adquiri o quadro que a foto reproduz, mostra, a partir da favela onde vive, o Rio de Janeiro como o seu olhar divisa.
AJM (texto e foto)
O pensamento do dia
T.B. – San Diego
segunda-feira, 31 de julho de 2006
Naval regressou à Figueira
Após duas semanas de estágio em Nelas (Beira Alta), o plantel navalista regressou à Figueira da Foz, efectuando, esta tarde, o seu primeiro treino no Bento Pessoa.
AJM (texto e foto)
Para a história da Figueira - XVIII

Na foto, à esquerda: Capa do catálogo de premiados
As manifestações culturais, na Figueira da Foz, vêm de longe. Hoje nada se inventa, procura-se, sim, de quando em vez, recuperar realizações antigas.
É o caso. Em 1972, teve lugar, nesta cidade, o 1.º Concurso Ibérico de Fotografia, que foi extremamente concorrido.
A organização pertenceu à Comissão Municipal de Turismo, como pode ler-se no cartaz que reproduzo.
AJM
O pensamento do dia
Montaigne
domingo, 30 de julho de 2006
Mais sobre Levy

A história de Levy
Chegaram ao meu poder mais algumas achegas acerca da personalidade do artista figueirense Levy, oriundas, precisamente, dum dos seus filhos.
No blog "Páteo das Galinhas", a propósito, e como ajuda à publicação que fiz, pode ler-se:
"... direi que nasceu na Figueira a 17 de Fevereiro de 1926. Trabalhou em diversas áreas ligadas com a arte como, por exemplo, cenarista, caricaturista, pintor, artesão... faleceu em 2000. Publico a foto dos bonecos (gentilmente sacada a Presente) bem como foto da 1ª geração dos mesmos, ainda recortados e não torneados. De salientar que a colecção de bonecos é bem mais completa."
Grato pela ajuda. É, desta forma, que se ajuda a construir a história da Figueira da Foz e das suas figuras mais relevantes.
AJM
Para a história da Figueira - XVII
Como mera curiosidade, a seguir dou conta das designações de algumas artérias da cidade da Figueira da Foz, que no passado foram baptizadas com um determinado nome e hoje têm outras placas identificativas.
Por exemplo:
No presente No passado
Rua Académico Zagalo - Rua da Indústria
Rua Augusto Veiga - Rua das Figueirinhas
Rua Bernardo Lopes - Rua da Concórdia
Rua dos Bombeiros Voluntários - Rua da Bica
Rua Dr. Calado - Rua da Boa União
Largo Coronel Galhardo – Largo do Forno da Cal
Rua 10 de Agosto – Rua do Rio Tinto
Rua da Esperança – Rua do Favião
Rua Francisco A. Diniz – Rua do Bonfim
Jardim Municipal – Largo de José Luciano de Castro
Rua Miguel Bombarda – Rua do Melhoramento
Rua da República – Rua do Príncipe Real
AJM
Poesia

Augusto Gil, na Serra da Estrela (Foto Ilustração Portuguesa – 1909)
Cordas de prata, subi…
Tão alto cantarei eu
Que me ouçam pedir por ti
Os anjos que estão no Céu.
Teus olhos, contas escuras,
São duas ave - Marias
Dum rosário de amarguras
Que eu rezo todos os dias.
Se queres que eu não te queira,
Pede a Deus p’ra que me chame;
Pois nem Deus, de outras maneira,
Consegue que te não ame.
O teu olhar desleal
Corações queima por gosto.
Vou chamá-lo a tribunal
Por crime de fogo posto…
Augusto Gil *
* Augusto César Ferreira Gil era natural do Porto, onde nasceu a 31 de Julho de 1873, tendo falecido em Lisboa em 26 de Fevereiro de 1929. Poeta de fina estirpe, era licenciado em Direito, assinando inúmeras obras, entre as quais Musa Cerúlea, Luar de Janeiro, Vida de Nossa Senhora, Versos, O Canto da Cigarra, Sombra de Fumo e o Craveiro da Janela. É autor do livro de contos Gente de Palmo e Meio.
O pensamento do dia
Do livro “Sabedoria Ameríndia”, compilado por Jean-Paul Bourre
sábado, 29 de julho de 2006
A propósito do Levy
Um dos meus bem-vindos visitantes, num comentário a propósito dos bonecos aqui reproduzidos, da autoria de Levy, questionou-me sobre a figura daquele artista figueirense.
Posso dizer-lhe que o mesmo se chamava Levy Pais Martins, viveu na Rua dos Bombeiros Voluntários, em frente à Escola Dr. Bernardino Machado, tendo já falecido.
Fez imensos trabalhos para a então Comissão Municipal de Turismo, mas há muito pouco escrito sobre este homem (pelo menos que eu saiba apesar de ter feito uma procura exaustiva), que era uma pessoa extremamente simples.
Se alguém puder fornecer mais elementos sobre este artista figueirense, desde já agradeço.
AJM
Para a história da Figueira - XVI
Em 1879 era assim...A imagem foca um anúncio de um relojoeiro que existiu na Praça Nova (actual Praça 8 de Maio), publicado em 1879 (!), no “Almanach da Praia da Figueira”.
Penso que o texto é curioso, sobretudo para os estudiosos das coisas da Figueira da Foz.
Repare-se que o artista tinha o cuidado de avisar: “…Não alardeando baratezas, que são sempre a causa de ficarem estragados os relógios que precisam de concerto…”
Com alguma frequência, e por entender que são extremamente curiosos, procurarei trazer a este espaço, outros tipos de publicidade desse ano de 1879 (apenas decorreram 127 anos…).
AJM (texto e foto)
Artistas figueirenses
Como amostra, aqui ficam dois exemplares da arte que tornou Levy conhecido e reconhecido.
São dois bonecos de madeira, que possuo, e têm a assinatura de Levy.
AJM (texto e foto)
O pensamento do dia
AJM
sexta-feira, 28 de julho de 2006
Os carteiros do nosso desespero
No pressuposto de que “quem faz um cesto faz um cento”, faço lá ideia de quanta correspondência, a mim dirigida, ou aos meus vizinhos, não terá sido colocada noutros locais.
Esteja atento, e verá que também não está imune.
Pois é, a publicidade dos CTT aponta para que utilizá-los é meio caminho andado… (ou perdido, digo eu).
AJM
Os Bombeiros e as crianças
Crianças na escada MagirusOs Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (BVFF) encontraram uma forma de proporcionar aos mais pequenos momentos de grande satisfação, levando-os até às alturas, proporcionando-lhes panoramas alargados, e, simultaneamente, dando-lhes uma ideia de como funciona e para quê, o carro-escada, ou escada Magirus, como é conhecida.
Pois é, os BVFF, estão a proporcionar às crianças das escolas uma subida ao alto da escada Magirus, oferecendo-lhes boa disposição e uma sensação diferente de que jamais se irão esquecer.
AJM (texto e foto)
O pensamento do dia
Jack Kerouac
quinta-feira, 27 de julho de 2006
Adivinha
Assim vai o trânsito!
O pensamento do dia
Ann Landers
quarta-feira, 26 de julho de 2006
Poesia
Gritou-lhe ele zangado um dia:
- Nunca eu casasse contigo,
Que não és mulher, és peste!
Responde a “doce” Maria:
- Eu nunca te persegui!
Casaste, porque quiseste,
Não andei atrás de ti!
Retruca-lhe ele: - É exacto!
Tens pontaria certeira;
Mas diz-me, e a ratoeira
Também corre atrás do rato?
Cardoso Marta *
* Manuel Augusto Cardoso Marta. “Professor, poeta e jornalista. Natural da Figueira da Foz, onde nasceu a 5 de Abril de 1882, faleceu em 17 de Novembro de 1958.
Foi fundador do semanário “A Razão”, do Grupo “Stadium”, da Sociedade Arqueológica Figueirense e do Colégio - Liceu Figueirense. Foi professor do ensino profissional. Escreveu, entre outras obras, “Jornalismo Figueirense”, “Um museu etnográfico na Figueira”, “Aspectos da Figueira da Foz”, este em colaboração com Raimundo Esteves, colaborando ainda na revista “Figueira”, “Álbum Figueirense”, “A Praia” e “O Anunciador”.
Faz parte da toponímia figueirense.
AJM
Uma palmeira de causar inveja.
O pensamento do dia
Sydney J. Harris, Fiel Newspaper Syndicate.
terça-feira, 25 de julho de 2006
O pensamento do dia
Romanos 8:18-27
Idália partiu há 15 anos!
segunda-feira, 24 de julho de 2006
Por esse mundo além
Para a história da Figueira - XV

Ainda hoje, aquele marco, que esteve ameaçado de destruição e que, posteriormente, fez aventar a hipótese de ali ser colocado um elevador para fins turísticos, é conhecido por Torre do Relógio. Até ali se convencionou chamar a Praia do Relógio.
O relógio de Sol desapareceu com o tempo e, hoje, na Figueira, apenas conhecemos um exemplar desse histórico meio de medir o tempo.
Situa-se na esquina da Rua do Pinhal, numa casa particular contígua à Universidade Internacional, edifício que pertenceu (penso que ainda pertence) a uma família figueirense de grande prestígio. (Julgo que da família de Joaquim de Carvalho ?)
Tem uma legenda em latim, que não consegui decifrar (se alguém o souber, agradeço), e que diz: Nec tardum neque inceptum. Espero não me ter enganado…
É mais um um humilde apontamento para a história da Figueira.
AJM (texto de foto)
Ilusão de óptica…

Este é um prédio numa urbanização do Cabo Mondego, debruçado sobre a marginal oceânica.
À primeira vista parece que, numa de arquitectura surrealista, uma imponente chaminé faz parte do edifício!
É apenas uma questão de perspectiva, como é evidente.
A verdade é que a chaminé, que pertencia à antiga fábrica de cimentos da Cimpor, instalada naquela zona, ali foi deixada ficar como ornamento histórico (?!!!).
Já alguém verificou o estado em que a mesma se encontra? Será que também tem conteúdo histórico? Tem estética? E se a mesma, desamparada como está, um dia cair, fustigada por qualquer percalço da natureza? Estão garantidas as questões de segurança de pessoas e bens?
A Figueira tem, na realidade, coisas que não lembravam ao Diabo…
E, já agora, porque não deixaram lá ficar, também, uma das balizas, para recordar o antigo campo de futebol que ali existiu?...
AJM (texto e foto)
O pensamento do dia
Erick Fromm
domingo, 23 de julho de 2006
Viva o pessoal trabalhador!
Não há dúvida de que quando o cumprir as suas obrigações é notícia, algo vai mal entre nós.
Será que é caso para dizer, poucos mas bons?
AJM
1.ºs Jogos Florais da Figueira da Foz - 1941

A mais linda praia
Cheguei à tarde… Mas apenas chego
Fui logo, direitinho, até à praia,
Para ouvir tuas águas, ó Mondego,
Olhando ao longe o sol, que já desmaia!
Dir-se-ia que uma voz do fundo pego
Me clamava aos ouvidos: “Sim! Cantai-a!
Ó poetas que andais de olhar tão cego!
A Figueira da Foz, a linda praia!...”
“Cantai-a, sim! Diziam-me em segredo
As ondas a rolar sobre um rochedo,
Numa infinita e gélida canseira…
“Cantai-a, sim! Em versos como estrelas!
Para que em Portugal, se há praias belas,
Sejas, dentre as mais belas, a primeira!...”
Jerónimo de Almeida - 2.º prémio
O pensamento do dia
Sofocleto in La República, Lima
sábado, 22 de julho de 2006
Portugal, medalha de bronze no Europeu de Hóquei em patins
Não se tratava de futebol, mas tão somente da modalidade em que Portugal mais títulos alcançou (campeonatos da Europa e do Mundo), o hóquei em patins, modalidade em que o desporto nacional mais prestígio alcançou.
Pois bem, Portugal não conseguiu o 21.º título europeu, mas subiu ao pódio, vencendo o seleccionado do país anfitrião por 5-4.
A Espanha foi a vencedora, derrotando a Suiça, na final, e, para que conste, Portugal, sob a orientação de Paulo Baptista, alinhou no jogo para apuramento do terceiro lugar com:
Carlos Silva, Valter Neves, Sérgio Silva (2), Reinaldo Ventura e Ricardo Barreiros (1) - «cinco» inicial. Jogaram ainda Vítor Hugo (2), Tiago Rafael e Jorge Silva.
E que ninguém se esqueça: há mais vida para além do futebol.
AJM
Oásis é que não é
Oásis ao abandonoO Oásis foi uma das bandeiras que Santana Lopes arvorou quando presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Costuma dizer-se que de boas intenções está o Inferno cheio, e a verdade é que gastaram-se ali rios de dinheiro que, como é óbvio, saiu do bolso dos contribuintes, e o recinto está completamente ao abandono.
Instalou-se um restaurante e outros anexos e mais um Verão está a decorrer sem que abra as portas ao público.
Quem pode dar explicações e pode responder por este estado de coisas?
AJM (texto e foto)
Desporto figueirense noutros tempos
Hoje, no caixote de velharias, fui encontrar um pormenor relacionado com uma das actividades que mais prestígio trouxeram ao Sporting Clube Figueirense: o atletismo.
Em Outubro de 1927, Os leões da Figueira da Foz, então com nove anos de vida, participaram no 1.º Torneio de Atletismo de Coimbra, disputado, em Outubro, no Campo de Santa Cruz, tendo obtido um honroso terceiro lugar, logo a seguir à Académica, que triunfou, e ao Sport Conimbricense, que ocupou a segunda posição.
Eis a classificação geral, por equipas:
1.ª Académica de Coimbra, 30 pontos
2.ª Sport Conimbricense, 11 pontos
3.ª Sporting Figueirense, 6 pontos
4.ª Santa Clara (Coimbra), 6 pontos
5.ª Sporting Nacional (Coimbra), 5 pontos
6.ª Grupo Desportivo Armazéns do Chiado (Coimbra), 2 pontos
7.ª Vitória (Coimbra), 0 pontos
8.ª CF Os Conimbricenses, 0 pontos
A organização coube ao antigo jornal “A Voz Desportiva”, dirigido por Amadeu Rodrigues.
AJM
O pensamento do dia
Charles Scribner Jr.
sexta-feira, 21 de julho de 2006
Uma pergunta
Negligência, desleixo
Há mais de três meses que este murete, na marginal oceânica, no Cabo Mondego, foi derrubado por um automóvel, e continua neste estado.
É certo que na orla marítima há muitas entidades a mandar, e que, para se chegar a um consenso, dá para dormir muitos sonos.
Mas, sinceramente, os responsáveis por esta terra acham que este aspecto dignifica alguém?
Está bonito, não está?!
AJM (texto e foto)
Poesia
Marchas, ranchos e tasquinhas,
Banho santo, procissão,
Danças, petiscos, sardinhas,
Ai Figueira… ai São João…!
(1.º Prémio Quadras de S. João 95)
A escuridão da cegueira
Foi minha sina, foi cruz…
No São João da Figueira,
Encontrei-te… fez-se luz…!
(2.º Prémio Quadras de S. João 95)
Queira ou não queira, quem queira
Crer bem no que não quer crer,
No São João da Figueira
… Outro credo passa a ter!
Para ir ao Banho Santo
Do São João da Figueira,
Não me deito nem levanto,
Canto e danço a noite inteira…
O pensamento do dia
José Naroski
quinta-feira, 20 de julho de 2006
Zidane e Materazzi castigados
Depois do ouro, a suspensão…Zinedine Zidane não acabou a carreira da melhor forma, agredindo Materazzi com uma cabeçada na final do campeonato do mundo de futebol, mas, mesmo assim, ainda recebeu o prémio de melhor jogador do Mundial 2006.
Agora, o Comité Disciplinar da FIFA, resolveu castigar o Zuzu com três de suspensão e 4 800 euros de multa, mas também não perdoou a Materazzi que se provou (quem ouviu?) ter agredido verbalmente o francês. O italiano foi suspenso por dois jogos e apanhou 3 200 euros de multa.
Vá lá que a FIFA teve uma atitude louvável. E ouvidos de tísico...
AJM
Zé Penicheiro
Figueirense pelo coração
Somos amigos de longa data. Tratamo-nos por tu como bons amigos que somos. Zé Penicheiro é um artista plástico que dispensa apresentações.
É patrono duma sala no Centro de Artes e Espectáculos (CAE) e, entre outras mais que justificadas honrarias, foi distinguido pela Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Na imagem, a reprodução dum quadro que o Zé, em 1973, vão decorridos 33 anos, fez o favor de me oferecer, com uma dedicatória: "Ao Aníbal, com um abraço amigo do Zé - 1973". Para ti, também, em nome da nossa a mizade, um grande abraço e o agradecimento pelo que tens feito pela minha terra.
AJM
Poesia
Para a história da Figueira - XIV
O orfeão David de Sousa, cuja biografia, naturalmente resumida, do seu patrono, publico a seguir, foi fundado em 16 de Abril de 1936, e contava com mais de 120 componentes, masculinos e femininos, tendo alcançado assinalados êxitos durante largos anos.
Fundado pelo maestro António Fernandes, aqui fica, para a história, o Hino dessa instituição, também da autoria (música e letra) de António Fernandes.
AJM
Descansando à beira do mar
E da Foz do Mondego das musas,
A FIGUEIRA inspira a cantar
Nossas almas ardentes, bem lusas.
És das PRAIAS RAINHA formoso,
Tens encantos, tens luz, tens a Serra…
Bem te podes sentir orgulhosa
Porque és bem uma JOIA DA TERRA.
Salvé! Salvé! Cidade risonha,
Pelas águas do mar embalada;
És carícia, és amor de quem sonha…
Por teus filhos serás sempre amada.
CORO:
Nossos peitos de filhos amantes,
Onde a luz da razão não morreu,
Entoando canções fulgurantes,
O teu nome hão-de erguer-te ao Céu.
E quem foi David de Sousa?
“Na história da música, um nome devia surgir para lha valorizar as páginas, para lhe enriquecer a sua própria função. Trata-se de David de Sousa, glorioso figueirense nascido em 6 de Maio de 1880.
Dotado duma vocação especial, as suas tendências começaram a evidenciar-se aos 9 anos. Aos 13 anos, o moço David era cantor soprano da Sé Patriarcal.
Em 1904 concluiu o curso no Conservatório de Lisboa. Quatro anos depois, na cidade de Leipzig, David de Sousa concluía novo curso. Dois anos mais tarde, já violoncelista exímio e compositor de relevo, obteve no Sul da Rússia, em Iekaterisnolow, um sucesso retumbante com a sua célebre “Rapsódia Slava”.
De regresso a Portugal, David de Sousa não esqueceu a sua terra natal e em 29 de Setembro de 1913 realizou o seu primeiro concerto.
Não vibraram as almas nem se agitaram os temperamentos como artista julgava e esperava. A glória que obtivera na Rússia não foi espelho onde a alma portuguesa pudesse mirar-se, ovacionando um irmão que conquistara plateias estrangeiras.
Não desanimou o artista notável. Não podia arrefecer dentro de si, dentro da sua alma de músico-maetro os aplausos arrancados do povo de Iekaterisnolow. Trabalhou para continuar a sua jornada, o seu caminho de aspiração lógica.
Do maestro ficaram, entre outras, as obras “Bascense”, “Barca Bela”, “Ansiedade”, “Rapsódia Slava”, “Saudade” e a ópera incompleta (?) “Inês de Castro”.
Porém, e como o verdadeiro romance do homem, é aquele que ele nunca chega a escrever, David de Sousa não terminou o seu. Morreu consigo, dentro da sua alma, alma de português artista, alma de figueirense dos mais nobres e mais ilustres.
Morreu em 30 de Outubro de 1918.”
(Extraído de “Revivendo”)
O pensamento do dia
A educação está na base da criatividade de uma nação; é o que dá às pessoas os elementos racionais com os quais podem formar a sua própria opinião sobre a seriedade e a capacidade, bem como sobre as propostas, dos seus líderes. Somente desta forma é que pode ser garantida uma democracia estável, sob a qual os indivíduos possam viver de acordo com as suas próprias opções e resolver os seus próprios problemas.
Ellen B. Geld






























