.
Colégio Liceu Figueirense
.
José Luís Mendes Pinheiro, bacharel formado pelas Faculdades de Filosofia e Matemática da Universidade de Coimbra, professor da Universidade e do Liceu Central de Coimbra, que, em 6 de Outubro de 1902, fundou na Figueira da Foz, o Colégio Liceu Figueirense, que teve uma longa história para contar.
Dados os serviços prestados à cidade, o seu nome figura na toponímia local.
Parte da história daquele estabelecimento de ensino figura na obra “O Seminário da Imaculada Conceição (1936-37 a 1986-87), da autoria do Cónego João Coutinho Veríssimo.
Mendes Pinheiro, experiente pela sua acção como professor do Liceu Central de Coimbra, estava ciente das deficiências do ensino em Portugal, e procurou, no estabelecimento de ensino que criou, formar homens na verdadeira acepção do termo.
Inicialmente, o Colégio funcionava na Rua da Fonte, mas, posteriormente, mais concretamente em Outubro de 1905, viria a instalar-se em edifício próprio, na zona do Pinhal das Águas, construção erigida sob a sua orientação e da qual constavam um ginásio, uma dependência para trabalhos manuais, escola de equitação, e, inclusivamente, ali circulava uma moeda própria para que os alunos aprendessem a administrar o seu dinheiro.
Como curiosidade, o facto de, atendendo aos factos decorrentes da implantação da República em 1910, Mendes Pinheiro ter “transferido” o colégio para a Bélgica, mais propriamente para a cidade de Huy. Com ele seguiu grande parte dos seus alunos. Ali esteve instalado durante três anos, após o que, e desta vez devido ao deflagrar da 1.ª Grande Guerra, em 1914, regressou a Portugal, voltando para as instalações do Pinhal.
Em 1929, iniciaram-se negociações que levaram o colégio a ser adquirido pela Diocese de Coimbra, tendo intervenção forte nessas conversações, o pároco da Figueira da Foz, Monsenhor José dos Santos Palrinhas.
O colégio passaria a designar-se Colégio Figueirense, reeditando o nome doutro estabelecimento de ensino que existira na Figueira da Foz, fundado em 1878 e que ainda existia aquando da fundação do Colégio dirigido por Mendes Pinheiro.
Com a frequência do Colégio a diminuir drasticamente, ali viria a ser instalado o Seminário Menor da Diocese de Coimbra, situação que não deu satisfação plena a Mendes Pinheiro, lamentando-se o mesmo de que a finalidade já não era a mesma para que tinha sido instituída a sua escola.
Até há muito pouco tempo funcionou no local um pólo da Universidade Católica.
.
Bibliografia: “Pré-história do Seminário da Imaculada Conceição da Figueira da Foz – Seminário Menor da Diocese de Coimbra – Colégio Liceu Figueirense”, de A. Brito Cardoso;
“O Seminário da Imaculada Conceição (1936-37 a 1986-87);
“A Voz da Justiça”.
.
Nota: Nas fotos, a notícia da inauguração do Colégio, publicada em “A Voz da Justiça” e um anúncio publicitando o mesmo, também inserido naquele jornal.
José Luís Mendes Pinheiro, bacharel formado pelas Faculdades de Filosofia e Matemática da Universidade de Coimbra, professor da Universidade e do Liceu Central de Coimbra, que, em 6 de Outubro de 1902, fundou na Figueira da Foz, o Colégio Liceu Figueirense, que teve uma longa história para contar.
Dados os serviços prestados à cidade, o seu nome figura na toponímia local.
Parte da história daquele estabelecimento de ensino figura na obra “O Seminário da Imaculada Conceição (1936-37 a 1986-87), da autoria do Cónego João Coutinho Veríssimo.
Mendes Pinheiro, experiente pela sua acção como professor do Liceu Central de Coimbra, estava ciente das deficiências do ensino em Portugal, e procurou, no estabelecimento de ensino que criou, formar homens na verdadeira acepção do termo.
Inicialmente, o Colégio funcionava na Rua da Fonte, mas, posteriormente, mais concretamente em Outubro de 1905, viria a instalar-se em edifício próprio, na zona do Pinhal das Águas, construção erigida sob a sua orientação e da qual constavam um ginásio, uma dependência para trabalhos manuais, escola de equitação, e, inclusivamente, ali circulava uma moeda própria para que os alunos aprendessem a administrar o seu dinheiro.
Como curiosidade, o facto de, atendendo aos factos decorrentes da implantação da República em 1910, Mendes Pinheiro ter “transferido” o colégio para a Bélgica, mais propriamente para a cidade de Huy. Com ele seguiu grande parte dos seus alunos. Ali esteve instalado durante três anos, após o que, e desta vez devido ao deflagrar da 1.ª Grande Guerra, em 1914, regressou a Portugal, voltando para as instalações do Pinhal.
Em 1929, iniciaram-se negociações que levaram o colégio a ser adquirido pela Diocese de Coimbra, tendo intervenção forte nessas conversações, o pároco da Figueira da Foz, Monsenhor José dos Santos Palrinhas.
O colégio passaria a designar-se Colégio Figueirense, reeditando o nome doutro estabelecimento de ensino que existira na Figueira da Foz, fundado em 1878 e que ainda existia aquando da fundação do Colégio dirigido por Mendes Pinheiro.
Com a frequência do Colégio a diminuir drasticamente, ali viria a ser instalado o Seminário Menor da Diocese de Coimbra, situação que não deu satisfação plena a Mendes Pinheiro, lamentando-se o mesmo de que a finalidade já não era a mesma para que tinha sido instituída a sua escola.
Até há muito pouco tempo funcionou no local um pólo da Universidade Católica.
.
Bibliografia: “Pré-história do Seminário da Imaculada Conceição da Figueira da Foz – Seminário Menor da Diocese de Coimbra – Colégio Liceu Figueirense”, de A. Brito Cardoso;
“O Seminário da Imaculada Conceição (1936-37 a 1986-87);
“A Voz da Justiça”.
.
Nota: Nas fotos, a notícia da inauguração do Colégio, publicada em “A Voz da Justiça” e um anúncio publicitando o mesmo, também inserido naquele jornal.










































