quarta-feira, 6 de junho de 2007

Actualidade


O mediático julgamento do 'serial killer' de Santa Comba Dão está rodeado de fortes medidas de segurança


Na segunda sessão do julgamento do ex-cabo da GNR António Costa, no Tribunal da Figueira da Foz, foram ouvidas quatro gravações de conversas telefónicas entre o arguido e seus familiares. As conversas tiveram lugar a 22 e 23 de Junho de 2006, altura em que o ex-cabo foi detido pela Polícia Judiciária.
Durante a conversa fez várias revelações: “não as violei, pedi-lhes só um beijo mas fiz asneira”; “matei-as porque elas iriam fazer queixa de mim e não tinha outra hipótese”. Ainda durante as mesmas gravações, António Costa diz que os agentes da PJ “até tinham sido porreiros” consigo e até o aconselharam a fazer um exame psicológico para servir de defesa.
Perante estes factos, o juiz do tribunal pôs o arguido à prova, uma vez que na primeira sessão do julgamento – que decorreu na passada segunda-feira – Costa havia referido que tinha sido maltratado pelos inspectores da PJ. O ex-militar corroborou as suas palavras denunciando até o nome de um dos agentes da PJ de Coimbra (o inspector Domingos).
Num discurso visivelmente confuso, António Costa desabafou estar “desorientado”, mas continua a acusar a PJ de Coimbra de não lhe ter dado acesso a um advogado e de o ter tratado mal.
Às 11h10, contudo, a pedido da advogada de defesa, o ex-GNR decidiu não fazer mais declarações.

Ouvidas as primeiras testemunhas de acusação

A defesa tem, no entanto, um trunfo já que o juiz do tribunal da Figueira da Foz decidiu fazer uma nova perícia médico-legal (e que inclui testes de personalidade) a António Costa. Só então o tribunal decidirá se o alegado «serial killer» é imputável ou inimputável.
No final da manhã foram ainda ouvidas as primeiras testemunhas de acusação, entre elas os pais de Isabel Cristina, a primeira vítima do assassino de Santa Comba Dão, morta a 24 de Maio de 2005.
Roldino Isidoro, o pai, garante que a filha nunca saiu com António Costa. “A relação deles baseava-se nos bons dias e boas tardes quando a Isabel Cristina passava pela moradia do Costa”.
A segunda sessão do mediático julgamento, hoje com menos populares à porta, continua durante a tarde."
Rui Duarte Silva in Expresso on-line

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