Encerramento será avaliado
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Há 415 pontes em estado grave
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A Ponte de Portimão é encerrada esta madrugada. Mas há muito mais anomalias estruturais graves em 415 pontes do país, segundo o levantamento da empresa Estradas de Portugal. A falta de recursos tem agravado a sua degradação e no próximo ano apenas 7% do plano de investimentos do Orçamento do Estado irá para a conservação de pontes e vias rodoviárias
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A EMPRESA Estradas de Portugal (EP) detectou em Setembro passado mais 415 pontes com anomalias estruturais graves, em todo o país. Até Março de 2008, essas estruturas terão de ser objecto de inspecções aprofundadas, para determinar o seu estado exacto de conservação.
Se atingirem o chamado grau 5 (a pior classificação possível), terão o mesmo destino que a Ponte Metálica sobre o Rio Arade, em Portimão, que na madrugada deste sábado encerra ao tráfego.
Na sequência da notícia do SOL , na semana passada, sobre as más condições da ponte de Portimão, Paulo Campos, secretário de Estado da Obras Públicas com a tutela da EP, fez questão de tranquilizar a opinião pública.
«Hoje a monitorização das obras de arte (pontes e viadutos) é completamente diferente daquilo que acontecia há alguns anos» – afirmou, numa alusão à queda da ponte de Entre-os-Rios, em 2001, quando o Estado desconhecia quantas pontes existiam no país.
Actualmente, na sequência da implementação do Sistema de Gestão de Conservação de Obras de Arte (SGOA), a EP passou a saber que existem 5.625 pontes. O problema é a falta de investimento financeiro.
No Orçamento de 2007, a EP prevê gastar apenas 106,5 milhões de euros (7% do total do Plano de Investimentos) com a «Conservação Regular de Estradas e Pontes». Estas últimas estruturas ficam apenas com pouco mais de 26 milhões de euros.
O cenário também é negro se se analisar os recursos humanos da Área de Coordenação de Obras de Arte e Estruturas Especiais. É certo que, face aos dois engenheiros especialistas em conservação de pontes que existiam em 2001, os 31 técnicos actuais (contando com chefias) parecem um luxo.
Mas só quatro estão afectos ao SGOA, muito longe do número ideal de 18 engenheiros.
Acresce que, dos 31 técnicos divididos pelos departamentos de gestão e conservação e de projectos, somente nove engenheiros têm mais de 15 anos de experiência. Os restantes dividem-se entre 12 iniciados (entre 0 a 5 anos de experiência) e 10 juniores.
Com este número insuficiente de quadros, a EP vê-se assim obrigada a contratar fiscalização privada – cujo custo total deverá ascender este ano a 12,4 milhões de euros.
Se atingirem o chamado grau 5 (a pior classificação possível), terão o mesmo destino que a Ponte Metálica sobre o Rio Arade, em Portimão, que na madrugada deste sábado encerra ao tráfego.
Na sequência da notícia do SOL , na semana passada, sobre as más condições da ponte de Portimão, Paulo Campos, secretário de Estado da Obras Públicas com a tutela da EP, fez questão de tranquilizar a opinião pública.
«Hoje a monitorização das obras de arte (pontes e viadutos) é completamente diferente daquilo que acontecia há alguns anos» – afirmou, numa alusão à queda da ponte de Entre-os-Rios, em 2001, quando o Estado desconhecia quantas pontes existiam no país.
Actualmente, na sequência da implementação do Sistema de Gestão de Conservação de Obras de Arte (SGOA), a EP passou a saber que existem 5.625 pontes. O problema é a falta de investimento financeiro.
No Orçamento de 2007, a EP prevê gastar apenas 106,5 milhões de euros (7% do total do Plano de Investimentos) com a «Conservação Regular de Estradas e Pontes». Estas últimas estruturas ficam apenas com pouco mais de 26 milhões de euros.
O cenário também é negro se se analisar os recursos humanos da Área de Coordenação de Obras de Arte e Estruturas Especiais. É certo que, face aos dois engenheiros especialistas em conservação de pontes que existiam em 2001, os 31 técnicos actuais (contando com chefias) parecem um luxo.
Mas só quatro estão afectos ao SGOA, muito longe do número ideal de 18 engenheiros.
Acresce que, dos 31 técnicos divididos pelos departamentos de gestão e conservação e de projectos, somente nove engenheiros têm mais de 15 anos de experiência. Os restantes dividem-se entre 12 iniciados (entre 0 a 5 anos de experiência) e 10 juniores.
Com este número insuficiente de quadros, a EP vê-se assim obrigada a contratar fiscalização privada – cujo custo total deverá ascender este ano a 12,4 milhões de euros.
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Fonte: Luís Rosa in SOL on line
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