terça-feira, 13 de novembro de 2007

Para a história da Figueira da Foz XCIIIV


O Palhinhas
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Conforme refere Cardoso Marta, “O Palhinhas” foi um “jornal de pouca dura, como todos os que se destinam apenas ao estreito período balnear, falecendo, a igual dos queixosos de peito, ao desprender das primeiras folhas outoniças.”
Os fundadores constam do cabeçalho do primeiro número (25 de Julho de 1915), que reza assim:
“O Palhinhas – De Domingo, de 25 de Julho de 1915 – Rol de “roupa suja” cá da Praia – Esta publicação bi-semanal é propriedade de José dos Santos Alves, tendo seu director Augusto Pinto e seu editor Luís Brandão de Mello. É composto e impresso na Casa Havanesa, Praça Nova, sendo também a sua administração na mesma casa. Pertencem ainda ao corpo da redacção: João de Oliveira e José Brandão. Época de 1915 (1.ª) N.º 1 – Figueira da Foz.”
No segundo número, entrou para redactor Raimundo Esteves Pereira Júnior, então tesoureiro da filial do Banco Ultramarino da Figueira da Foz. Indica como local de impressão a Tipografia Lusitana, que era, afinal, a da Casa Havanesa, como no primeiro número.
Do terceiro número em diante é já impresso na Imprensa Lusitana (de Augusto Veiga). O sétimo, distribuído gratuitamente, traz no cabeçalho um novo redactor, António Amargo, pseudónimo do jornalista António Correia Pinto de Almeida, na altura redactor da Gazeta. Indica ser composto na Casa Havanesa e impresso na Lusitana.
Foram colaboradores de O Palhinhas, além dos seus redactores, Ernesto Tomé (pseudónimo E. Tê), Manuel de Sousa (M. de S.), José Cardoso Santiago (Gantoias), Augusto Veiga, J.M. de Santiago Prezado, De Melo, A-la-mi-ré, Esculápio Júnior, Dr. Francisco Xavier Canavarro de Valadares (João da Ega), Simplício Benévolo e Manuel Cardoso Martha.
Dos redactores, José Brandão também usava os pseudónimos de Joe Brand e de D. Lopo de Briteiros; Augusto Pinto (o homem que baptizou a Figueira da Foz de Praia da Claridade, e que faleceu em Berna, na Suíça), de Sap e Raimundo Esteves, de J. d’O e João de Oliveira.
O último número desta série saiu num domingo, 17 de Outubro.
Segundo Cardoso Marta escreveu em 1921, O Palhinhas “foi porventura o mais interessante e bem redigido jornal de verão que tem surgido na Figueira.”
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Como descrevem Joaquim Sousa e António Reis Caldeira em 1986, O Palhinhas, então dirigido por Ernesto e Adriano Santos [O Pinana], sucessivamente, reiniciou a publicação, com o mesmo carácter, em 3 de Agosto de 1930, como 2.ª época e que se prolongou por várias séries até que findou com um número especial de 24 de Maio de 1941.
Voltou a publicar-se com o n.º 1 em 4 de Julho de 1952 e o n.º 13 em 27 de Setembro do mesmo ano. Era director e editor Cardoso Marta e proprietário Adriano Santos
Voltaria a publicar-se noutras épocas, designadamente nas épocas balneares de 1954 a 1971.
De acordo com esta última fonte, O Palhinhas ainda se publicou posteriormente a 1971 mas, “não obstante as numerosas e repetidas diligências feitas, não conseguimos localizar qualquer número.”
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Elementos coligidos por Aníbal José de Matos – Bibliografia: Jornalismo Figueirense, de M. Cardoso Marta, e Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz (1863 – 1985), de Joaquim Sousa e António Reis Caldeira

1 comentário:

mania das pinturas disse...

Meu Amigo Aníbal é bom ler os seus escritos só espero que a nossa juventude perceba que a Figueira da Foz foi até um passado recente uma fonte de inspiração pelo grande talento e cultura dos seus filhos , talvez fosse boa ideia o meu caro Amigo fazer umas crónicas descrevendo o fulgor desta Terra que parece esquecida .Fica o desafio Um grande Abraço e muita Saúde