quarta-feira, 11 de junho de 2008

Tripela

Professor inventa novo desporto: a "Tripela"
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Misturar os pés com as mãos no desporto pode ser sinal de confusão, mas assim não é de acordo com a proposta de Rui Matos, professor de Educação Física e "inventor" de uma nova modalidade, a tripela.
Com um nome parecido com trivela - chutar com a parte exterior do pé -, a tripela foi buscar a designação ao facto de o movimento no jogo se fazer em três estágios: recepção, largar e pontapear.
"Foi também uma questão de marketing em relação ao movimento da trivela, dos três dedos da parte exterior do pé, mas também porque o nosso jogo tem três momentos fulcrais", revelou Rui Matos.
Para este professor de Educação Física, que chegou a ser futebolista nos juniores da Naval 1.º de Maio e treinador de andebol na União de Leiria, é aliciante a dinâmica de jogo com um movimento em que se pode agarrar com a mão e passar com o pé.
O jogo consiste nessa mistura de conceitos de andebol e futsal e disputa-se em pavilhão com cinco jogadores de campo, cujo objectivo é marcar golos ao longo dos 60 minutos da partida (30 mais 30).
Curioso é que esta nova modalidade não tem guarda-redes, qualquer jogador na área defensiva pode defender, e se uma equipa vencer os primeiros 30 minutos e a outra os seguintes é necessário desempatar por grandes penalidades.
Outra novidade que a tripela apresenta é um jogador especial, designado "joker", cujos golos são mais valiosos e que tem privilégios, sobretudo na recepção, em relação aos restantes jogadores de campo.
O jogo vai buscar regras ao andebol e ao futsal e por isso mesmo Rui Matos propôs o primeiro jogo oficial, no sábado [em Leiria], entre a equipa de andebol da Juventude Desportiva do Lis e a de futebol do Núcleo Sportinguista de Leiria de futsal.
Nos cartazes de lançamento do jogo Rui Matos colocou a pergunta "quem será mais forte? Os pés ou as mãos?", desafiando as duas equipas que, na verdade, se propõem "misturar" as duas coisas no jogo da tripela.
"Penso que será um jogo de muita desmarcação, muitamovimentação, uma vez que o contacto físico é praticamente inexistente, já que enquanto o jogador não completar a tal tripela (recepção, largar e pontapear) ninguém o pode impedir", explicou ainda Rui Matos.
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Artigo de Carlos Barros em RTP (Reproduzo com a devida vénia)
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Nota: Rui Matos é natural da Figueira da Foz

3 comentários:

Aurélio disse...

É sem dúvida uma modalidade que irá dar muito que falar. Tive o prazer de ter os primeiros contactos com ela e embora tenha formação em andebol e alguns vícios relacionados com a modalidade, a tripela é sem dúvida um jogo que depois das devidas adaptações e apurar de técnica, se torna bastante emocionante e apelativa...
Estou convencido que no futuro, quando existir formação especifica na modalidade e os seus praticantes não tenham vícios de outras modalidades, poderá ser uma modalidade com movimentos e pormenores muito apeteciveis e de uma técnica apurada.
Parabéns Prof. Rui, mais uma vez esteve em grande nível.
Muitas felicidades

ritarodrigues disse...

Tive a oportunidade de assistir à estreia mundial da Tripela e ...simplesmente adorei.

Se o Professor não achar inconveniente gostaria de dar a conhecer a Tripela aos meus alunos já a partir de Setembro.

Penso que é uma modalidade muito interessante, estimulante, com pouco contacto físico, com regras de fácil compreensão e parece-me perfeitamente adequada para incluir nas matérias de Educação Física.

Professor Rui Matos, muitos parabéns.

Filipe Miguel Filho disse...

Ouvi a notícia pelo Sérgio Pereira, no passado dia 16, e a curiosidade instalou-se na minha cabeça.
Ainda por cima uma ideia do amigo e colega de curso Rui Matos.
Quero jogar Tripela!
Um grande abraço,
Paulo Carvalho