domingo, 22 de agosto de 2010

Democracia...

Como é possível?

Acabo de ler e, sinceramente, custa-me acreditar no que vi (li).
Numa demonstração de autêntica discriminação, o snr. Vasco Pulido Valente, (pseudónimo de Vasco Valente Correia Guedes, ensaista, escritor e comentador político português, num artigo de opinião publicado na última página da edição impressa de hoje do PÚBLICO, com chamada na capa, diz que não é por falta de dinheiro que não se desloca ao estrangeiro, mas desta feita escolheu o Algarve “para estar com amigos”.
Então fez a viagem de avião mas, numa demonstração saloia de superioridade, salienta que viajou em primeira classe, queixando-se de que a TAP cometeu o crime de, no regresso, a primeira classe ter sido a última a embarcar e a receber as bagagens, mas, o melhor (ou pior) da sua intervenção jornalística, estava para vir: “Para esta trafulhice – e por causa dela – um indivíduo é obrigado a conviver com a populaça da “Europa” [conjunto dos indivíduos pertencentes às classes mais baixas, mais desfavorecidas = arraia miúda, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia de Ciências de Lisboa]… (…)”
Não posso – também este é uma opinião a que tenho direito – deixar de revoltar-me com este arrazoado do snr. Pulido Valente -, que parece esquecer-se de que Portugal fez uma “revolução” para implantar a Democracia.
Penso que no tempo da outra senhora não se diria melhor.
E não tenho mais palavras.

Sem comentários: