Como dever incluído na respetiva ordem prevista na Constituição, publiquei neste local, a fotografia acima, tendo o cuidado de apagar a respetiva matrícula, sem sequer saber quem era o proprietário da viatura, mas apenas chamando a atenção dum abuso previsto e punível pelo Código da Estrada.
Sei que (e até compreendo) que nesta época do ano, constatam-se inúmeros casos deste tipo, e a compreensão advém do facto da dificuldade de estacionar numa cidade que se enche como um ovo em tempos de veraneio.
Só não aceito (mas é a última vez que o demonstro, pelo que o proprietário do veículo pode dormir descansado) é que numa zona onde existem inúmeros espaços para estacionar, o faça em cima dum passeio destinado a peões.
Cumpri o meu dever, mas essa missão para mim terminou, e as infrações podem continuar porque, pessoalmente, diga-se em abono da verdade, não me afetam.
Lamento, apesar de o fazer com um sorriso nos lábios, que tal situação tenha levado a que, presumivelmente, alguém ligado à propriedade da viatura, tenha colocado no para-brisas do meu automóvel um papel contendo veladas ameaças, mas os atos ficam com quem os pratica.
Eu cumpri o meu dever mas, na verdade, cabe às autoridades competentes, a responsabilidade de velar pelo cumprimento das leis.
E, tal como na altura, volto a esconder a matrícula do veículo, como mandam as regras do jornalismo.

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