sábado, 25 de maio de 2013

Democracia

Povo contra o povo
Professores versus alunos
 
Numa linguagem simplista, não tenho dúvidas de que a marcação, por parte dos sindicatos de professores, duma greve que coincide (?) com o dia de exames nacionais, expressa claramente uma agressão violenta dos docentes contra os discentes, pese embora as razões que os primeiros alegam relativamente à forma como o governo lidera a educação em Portugal.
Mas uma coisa é certa: os alunos estão perfeitamente isentos de culpa e são visados como as principais vítimas.
Mário Nogueira, de 55 anos, a face visível da FENPROF, tem sido o principal agitador dos movimentos contra o ministério da educação.
 
A propósito desta individualidade, Camilo Lourenço, escrevia em 20 de dezembro de 2011, no Negócios online, sob o título A fantástica avaliação de Mário Nogueira: “(…) a lei está obsoleta: devia criar uma nova carreira, que não de docente, que se aplicaria a Nogueira e a alguns "dinossauros" que fazem do sindicalismo um modo de vida. Ou então obrigar os sindicalistas a voltarem, periodicamente, ao ensino. Para poderem ser avaliados como docentes. Porque não acredito que quem passa 20 anos [hoje 22] naquela vida saiba muita coisa sobre o que deve ser a Escola moderna.
A greve é um direito inalienável dos trabalhadores, o último recurso no conceito das contestações, mas aquilo a que assistimos no quotidiano das atividades sindicais ao nível do protesto resume-se (afora as manifestações) em ações contra as populações, prejudicando seriamente terceiros.
Repare-se, por exemplo, nas greves dos transportes, em que as datas escolhidas apontam sempre na mesma direção: o prejuízo dos que, também no seu pleno direito, não alinham nessa forma de contestação.
E no fundo, não são os governos os lesados mas sim o povo que sofre na pele estes riscos enquadrados na lei da chamada democracia.
Mas o que me leva a traçar estas linhas resume-se a uma questão: Se decorreram já quase 40 anos sobre o derrube da ditadura, o que fizeram, afinal, estes democratas no sentido de colocar o país no rumo certo, incluindo o setor da Educação?
Se havia contestação antes do 25 de Abril, como se compreende que ainda não tenha aparecido ninguém para carrilar os destinos de Portugal, e os protestos prosseguem como se nada tivesse mudado?
Ou seja, havia insatisfação antes da revolução dos cravos (embora sem liberdade de expressão) e protesta-se nos 40 anos após. Pelos vistos, a insatisfação é eterna… Não se encontraram soluções antes, não se encontraram soluções depois…
Não deixa de ser estranho!!!

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