Um dia com os media
No âmbito
das comemorações do 119º Aniversário do Museu Municipal Dr. Santos Rocha, da
Figueira da Foz, e da iniciativa de caráter nacional “Sete dias com os media –
3 a 9 de maio”, realizou-se uma conversa informal sobre o papel da televisão na
cidadania, com o jornalista da TVI Vítor Pinto e o repórter de imagem e
realizador figueirense Jorge Pelicano, moderada pelo Vereador da cultura
António Tavares.
Durante
duas horas foi possível a uma assistência bastante participativa colocar
questões que permitiram aos convidados, através das suas experiências e também
pela partilha das suas opiniões e convicções, explicarem o modo como se faz
televisão em Portugal.
Foram
abordados temas da atualidade, nomeadamente a função formativa e de informação
da televisão, a “moda” dos comentadores, o monopólio dos meios de comunicação e
a adaptação da televisão às novas tecnologias da informação, entre outros.
“O país
real é bem melhor do que o que aparece na televisão. Portugal não é só a crise,
tem coisas muito boas, e cada vez mais”, afirmou Jorge Pelicano para explicar
que normalmente as noticias que ficam na memória são as consideradas más.
Já Vítor
Pinto defende que “as televisões são pressionadas a estar em cima do
acontecimento, com prejuízo, muitas vezes, para a qualidade do produto informativo
oferecido ao telespetador”.
O
figueirense Jorge Pelicano, cineasta premiado – atualmente envolvido em quatro
documentários, dois dos quais dedicados a José Afonso e a Álvaro Cunhal –
concluiu: “trabalhar na área da comunicação social é apaixonante. É possível
conhecer pessoas, estar em locais e testemunhar acontecimentos que, de outra
forma, seria impossível”.
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