quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Obrigado!!!


3 000!

É um número bonito e estimulante para continuar a dedicar-me a este tipo de comunicação da era moderna.
O blog nasceu há pouco mais de três meses e meio (criado a 29 de Maio de 2006), e tem merecido a visita de muitos interessados, sobretudo no que respeita às coisas antigas da Figueira da Foz.
Para todos que têm contribuído para o preenchimento deste espaço despretencioso, o meu muito obrigado, restando-me dizer que as portas continuam escancaradas. PRESENTE agradece.
Obrigado.

ANÍBAL JOSÉ DE MATOS

Para a história da Figueira - XXXVIII

Recordar é viver

Muitos não se lembrarão e outros nunca terão sequer ouvido falar, mas o Grande Casino Peninsular (hoje mais conhecido por Casino da Figueira), teve, como complemento das suas actividades, uma piscina que era bastante frequentada, como a foto demonstra.
A entrada fazia-se por uma porta nas galerias do Casino, era sobranceira à Rua Cândido dos Reis.
Isto era no tempo em que no Casino se realizavam garraiadas e gincanas infantis e outras acções dedicadas aos mais pequenos. Outros tempos!
AJM

O pensamento do dia

A esperança é um risco que devemos correr. Trata-se mesmo do risco dos riscos. A esperança não é autocomplacência; é a maior e mais difícil vitória que o homem pode ter sobre a própria alma.

George Bernanos

Ora aí está!

A Comissão de arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), acaba de divulgar um comunicado, assinado pelo seu presidente, Luís Guilherme, digno de ser devidamente escalpelizado.
Por serem os que mais interessam, a seguir reproduzo os pontos 4 a 8, e vejam lá se não tenho razão.
Penso que as entrelinhas dizem mais do que o próprio texto.
Estará a Comissão de Arbitragem, finalmente, a reconhecer que, nesse capítulo, algo vai mal?
Quanto à premeditação não há factos já apurados no célebre caso APITO DOURADO, que mostram claramente que ela existiu em várias situações?
Afinal, a Comissão reconhece que “têm vindo a verificar-se actuações menos conseguidas” e depois, no ponto 8, manifesta “total confiança e solidariedade” para com “todos os Agentes da Arbitragem”?
Se alguém entender isto, explique-me, por favor.


”4. A Comissão de Arbitragem tem vindo a seguir com a maior atenção e preocupação o ambiente de efervescência e crispação que tem vindo a rodear o Futebol Profissional.

5. A Comissão de Arbitragem não pode deixar de reconhecer que entretanto têm vindo a verificar-se actuações menos conseguidas, algumas delas com erros, que inspiram preocupação, e que serão objecto de análise aprofundada e consequentes medidas.

6. É no entanto, inaceitável que alguém afirme que tais erros possam ter sido premeditados.

7. Apela-se portanto, a todos os Agentes Desportivos que intervêm nas competições profissionais, cada um nas funções em que está investido, que contribuam no sentido de criar um ambiente de serenidade e responsabilidade que conduza a um clima de normalidade no desenrolar das competições.

8. Finalmente reafirmamos a todos os Agentes da Arbitragem ao serviço na Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a nossa total confiança e solidariedade, incentivando-os a que, com a serenidade que o exercício das suas funções impõe, sejam firmes na aplicação das Leis e Regulamentos e das directivas que lhes foram transmitidas.

Porto, 19 de Setembro de 2006
A Comissão de Arbitragem,
O Presidente,
Luís Guilherme”

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Poesia

Quadras de António Aleixo

Sabes quando me convenço
a pensar como tu pensas?...
É quando tu me convenças
que pensas tal como eu penso.

Mas como sei que não queres
pensar p'la minha cabeça...
tu pensas o que quiseres,
eu penso o que me apeteça.

Rouba muito que, de resto,
terás um bom advogado
que prova que és mais honesto
que propriamente o roubado.

Faz-te lobo traiçoeiro,
inteligente e astuto...
se dás a ver que és cordeiro,
não vives mais um minuto.

Tu que vives na grandeza,
se calçasses e vestisses
daquilo que produzisses,
andavas nu, com certeza.

O pensamento do dia

Não nos esforçamos o suficiente quanto às qualidades humanas fundamentais. Nunca devemos esquecer o significado das palavras mais simples e básicas – palavras como honestidade e verdade. Temos muitos aparelhos, máquinas, computadores complicados, e estamos tentando enganar a vida com estas coisas. Só pensamos em como progredir mais e como obter mais para nós. Fomos longe demais nesse sentido. Perdemos o senso do equilíbrio.

Lech Walesa (1984)

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Naval voltou a perder com o Porto

Querer jogar de igual para igual deu nisto

Louve-se a atitude de Rogério Gonçalves em tentar jogar de igual para igual com o FC Porto, sabendo o valor individual e colectivo dos campeões nacionais. Essa atitude, fruto de alguma sobranceria face aos resultados das duas primeiras jornadas, custou-lhe a primeira derrota. Os portistas, como diria Jesualdo Ferreira no final, até agradeceram, já que as dificuldades foram menores para a sua equipa.
De qualquer forma, a Naval mostrou ter uma equipa bem constituída, mas o segundo golo, marcado por Mário Sérgio na própria baliza (Taborda não ficou isento de culpas), sentenciou a partida.
Uma coisa ficou provada: com a equipa apresentada e o tipo de futebol praticado (um tanto ou quanto arriscado, é uma verdade), a Naval demonstrou montes de possibilidades de, com alguma tranquilidade, ao invés da temporada transacta, prosseguir na divisão maior do futebol nacional.
AJM

O pensamento do dia

O importante é não deixar para amanhã o que deixámos ontem para hoje.

Aldo Cammarota

domingo, 17 de setembro de 2006

"O Jogo"

Assim continua o futebol português. Continuem que estão no bom caminho...


Tive sempre, ao longo dos tempos, uma simpatia muito particular pela realização levada a cabo pelo extinto Grupo Desportivo da CUF do Barreiro, os seus Jogos Florais, que captavam o interesse de prosadores e poetas de vários cantos do mundo.

Como já tive oportunidade de o referir, o figueirense António Sousa Freitas fez parte do júri duma das suas edições, e aqui vai mais um lote de poemas premiados nos XV Jogos Florais, realizados em 1972:

Quadras:

1.º prémio:

Sendo o mar quase infinito
Cabe num lenço dos meus
Nesse lenço que eu agito
Quando te aceno um adeus.

Dimas Lopes de Almeida

2.º prémio:

Quando a vida me deixar,
Quero na campa encimado,
Este verso lapidar:
Aqui jaz… contrariado”!

António dos Santos Coentro

3.º prémio:

É alcatruz duma nora,
Teu coração, desconfio:
Se agora deita por fora,
Em seguida está vazio.

Dimas Lopes de Almeida

Menção honrosa:

Amiga, amiga a valer
A minha sombra, essa sim,
Que haja lá o que houver
Nunca se afasta de mim.

António dos Santos Coentro

Menção honrosa:

Para quê tanto mentir,
Tanto ódio, tanta guerra,
Se ninguém pode fugir
Aos sete palmos da terra?!...

Francisco Salvação Nobre

AJM

O pensamento do dia

Todas as pessoas sorriem no mesmo idioma.

Morris Mandel

sábado, 16 de setembro de 2006

Até tem a ver...


Na verdade até tem a ver com o apontamento anterior, também extraído do EXPRESSO.
Não se trata, quanto a mim, de clubismo, nem sequer a relevância vem do facto do triunfo do Sporting sobre o Inter, para a Taça dos Campeões Europeus.
Mas não resisto a transcrever a pequena nota, assinada por João Garcia, subdirector daquele semanário:
"Paulo Bento - Treinador do Sporting -Ter ganho ao Inter, ainda por cima com uma exibição convincente, já seria suficiente para destacar o jovem treinador. A seu favor tem ainda o facto de ser dos poucos que sabem estar no futebol com dignidade. É pena não fazer escola."
AJM

Estavam à espera de quê?

APITO DOURADO

Estou mesmo a ver que a montanha vai parir um rato.
Vem isto a propósito duma local publicada no Expresso, assinada por Ricardo Jorge Pinto, cujo título é uma premonição em que todos acreditam (ou quase todos, porque ainda há ingénuos), e é do seguinte teor: “Apito dourado ameaça ruir”.
E, para melhor elucidação, passo a citar uma ou outra passagem: “O processo Apito Dourado deve entrar em fase de instrução nos próximos dias, mas encontra-se sob três ameaças que podem fazer cair as acusações sobre os 27 arguidos (13 deles árbitros)”.
E o articulista esclarece, falando da possibilidade “de os tribunais declararem ilegais as escutas”, “inconstitucionalidade da Lei da Corrupção Desportiva” e, ainda, o facto de “estarem a ser arquivados alguns casos em tudo idênticos aos que servem de base à maioria das acusações, podendo abrir precedentes jurídicos”.
Nas, no fundo, estava-se à espera de quê?
Não se está mesmo a ver que, a coberto de se libertar das acusações a raia graúda, os mais pequenos também acabam por beneficiar desta autêntica vergonha que se passa no futebol português?
Afinal, para que serviram as investigações da Polícia Judiciária? Que motivações podem continuar a ter os seus intervenientes se, depois, o seu trabalho vai por água abaixo e tudo fica como dantes, quartel-general em Abrantes?
E atenção, que os processos a arquivar não se vão ficar apenas por aqui (digo eu).
Estão mesmo a ver a que me refiro…
E mais: ao fim e ao cabo vão ver que o Estado, com o nosso dinheiro, ainda acaba por ser condenado a pagar indemnizações aos arguídos que estiveram em prisão preventiva...

ANÍBAL JOSÉ DE MATOS

O pensamento do dia

Pouco importa que se diga a uma criança "Eu amo-te" em português, inglês, francês ou alemão, porque a linguagem do afecto é universal. A mão que acaricia o rosto de um pequenino, transbordante de carinho, não tem nacionalidade. O Sol é Sol, a água é água, o leite é leite, o pão é pão, a cama é cama, o lar é lar em qualquer lugar. Nem há dificuldade de comunicação, de interacção, quando se coloca nos lábios e no coração este sentimento quente e nobre que se chama amor.

Moacir Danilo Rodrigues, ex-juiz de menores, a propósito da adopção internacional.

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Complemento

Este é o tal marco que assinala (falta-lhe a descrição, que foi eliminada após o 25 de Abril de 1974) a inauguração, em 1966, do porto da Figueira da Foz

Para melhor esclarecimento e satisfação do solicitado por um dos meus mais assíduos visitantes. (É mesmo ao lado do chamado Parque das Gaivotas).

AJM (texto e foto)

Para a história da Figueira - XXXVII

A história não se apaga


Completam-se 40 anos (1966) sobre a data da inauguração do novo porto da Figueira da Foz, acontecimento que registou a presença do presidente da República.
No local existe um marco, que teve inscritas as palavras que descreviam o acto e o seu significado, mas que alguns pseudo-democratas entenderam por bem, após o 25 de Abril de 1974, apagar completamente, retirando todas as letras que assinalavam um passo importante para o desenvolvimento da cidade.
Hoje, está ali um mamarracho, que ninguém sabe o que significa. Já foquei este tema num órgão de comunicação local, mas nada adiantou.
Já não digo que se reponha (o que seria correcto) todo o fraseado que o marco, à entrada do molhe norte delineador da entrada da barra, continha, mas, no mínimo, que ali se coloque uma placa que indique o que o mesmo representa.
Doutra forma, o melhor (?) será tirar dali aquele mono de pedra.
Mas atenção: por mais que muitos queiram, a história não se apaga mesmo que o pretendam fazer os que querem ser mais papistas do que o Papa.
Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

A primeira responsabilidade de um ser humano é dar um aperto de mão a si próprio.

Henry Winkler

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Poesia

Elegia

No derradeiro esquife perfumado,
Em que dormias, pálida e formosa,
Inclinando a cabeça silenciosa
Como um pequeno lírio desbotado,

Lembravas um sorriso imaculado,
Uma ilusão já morta, alguma rosa,
Que se evolasse desta vida ansiosa
Para as bodas do místico noivado.

Dormias… entre as tuas mãos pequenas
Alguém pusera um ramo de açucenas,
Um pequenino ramo delicado…

Pálido o rosto, as mãos brancas de neve,
Foi assim que eu te vi passar de leve
Como um pequeno lírio desbotado.

Eugénio de Castro

O pensamento do dia

O disfarce favorito das oportunidades são as dificuldades.

Frank Tyger

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Para a história da Figueira - XXXVI

Um anúncio de 1879!
Para a história figueirense aqui vai mais um exemplar de anúncio publicado no Almanaque da Figueira, de que possuo um exemplar, publicado em 1879.
Vejam a curiosidade e a volta que os tempos dão. "...vinhos do Porto, Madeira, Malaga, Champagne, Bordeaux, Carcavelos, Setúbal....", "....bolachas de Coimbra, Lisboa e extrangeiras, legítima canna de Paraty [não se trata do árbitro...], farinhas ferruginaes e peitoraes....", ..."sopa Juliana...." e, principalmente, "preços commodos"!
O anúncio refere-se, como já repararam, à Mercearia Central, "ao cimo da Praça Nova".
AJM

O pensamento do dia

A vida começa com a criança a tentar ser homem e termina com o homem a redescobrir a criança.

Laurents van der Post

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Arte

É um artista figueirense


Zé Penicheiro não é um artista híbrido. Não se fez pintor da noite para o dia. Não nasceu na Figueira, mas considera-se figueirense pelo coração, e a Figueira já o soube reconhecer.
Esta é a reprodução de uma serigrafia dum quadro que Zé pintou em 1996, e me ofereceu, já lá vão 20 anos. A idade não afecta o artista, que continua a fazer obras de grande nível.
Um abraço, Zé.
Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

Quase toda a gente passa mais tempo a pensar no que vai fazer numas férias de 15 dias do que no que vai fazer com o restante tempo da sua vida.

Pravina Sookdhew

11 de Setembro - 5 anos depois

A América chorou os seus mortos

Completaram-se hoje cinco anos sobre o atentado que abalou o mundo. As torres gémeas do Word Trade Center foram derrubadas, a 11 de Setembro de 2001, por dois aviões pilotados por terroristas, morrendo milhares de pessoas.
O impensável aconteceu e escreveu-se uma página negra da história que jamais se poderá esquecer.
Isto é um exemplo do quadro de terror que se vive dia a dia, um pouco por todo o mundo, com milhares de vítimas inocentes.
Os Estados Unidos assinalaram, com toda a solenidade, o quinto aniversário da tragédia que enlutou milhares de famílias.
AJM

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Para a história do desporto figueirense

Como já ontem salientei, a Naval fez história no que respeita ao futebol, ao derrotar, pela primeira vez, a Académica, um eterno rival, no próprio estádio Cidade de Coimbra.
A imprensa desportiva de hoje releva o facto, e, para a história do desporto figueirense, aqui ficam alguns títulos alusivos ao feito da equipa orientada por Rogério Gonçalves.

"Record"

"A Bola"

"O Jogo"

AJM

Para a história da Figueira - XXXV

Varanda dos Rouxinóis


Em Dezembro de 1939, era estreado o filme português “Varanda dos Rouxinóis”, realizado por Leitão de Barros.
Na imagem (gasta pelo tempo), uma reprodução do jornal “Rádio Nacional”, n.º 125, de 17 de Dezembro de 1939, mostra-nos as duas principais intérpretes, Dina Teresa e a figueirense MADALENA SOTO.
Nos estúdios na ex-Emissora Nacional, que se vêem na foto, as duas actrizes interpretaram algumas das canções do filme.


AJM

O pensamento do dia

Pare de justificar o egoísmo alegando que "o mundo é uma selva". Ele pode também ser um jardim, dependendo de se querer plantar e regar, ou saquear e destruir.

Sydney J. Harris.

domingo, 10 de setembro de 2006

Matar o carneiro!!!

Finalmente!!!

A Naval conseguiu, finalmente, matar o carneiro, vencendo a Académica, no Estádio Cidade de Coimbra, por 2-1, triunfo que acontece, pela primeira vez, no historial de jogos oficiais entre as duas equipas.
Ao intervalo, os figueirenses perdiam por 0-1, mas, no segundo tempo, e com a equipa reduzida a 10 unidades por expulsão do capitão Fernando, estes lograram alcançar a mais que justa vitória, perdendo ainda outras ocasiões de avolumar o resultado, ficando na retina dois remates à barra.
Nei foi o herói do jogo, com um golo e uma exibição de alto gabarito.

AJM

Poesia

Pingo de sal


Olhos límpidos, suaves, cristalinos
onde perpassam matizes sedutores
e a vida esvoaça em alegres tons de verde...

Olhos que riem, sorriem, se deleitam
no contemplar feliz da mocidade
que fugaz se perde no infinito.

Teus olhos onde a sombra melancólica
depõe fantasmas na penumbra dos espaços.

Onde o brilho é mais intenso
e me perturba,
porque sei que a nuvem que os invade
vai provocar a lágrima que não quero,
esse pingo de sal que não desejo!

Aníbal José de Matos ("Conflitos", 1992)

O pensamento do dia

Muitas pessoas que se gabam da sua boa memória lembram-se de coisas que mais valia serem esquecidas.

Sydney J. Harris

sábado, 9 de setembro de 2006

Arte

Armistício (Quadro de Munier)

Um quadro de Munier, intitulado "Armistício", publicado no semanário científico, literário e artístico, "A Ilustração de Portugal e Brasil", n.º 13, de 28 de Março de 1885.

(Da minha colecção particular)

AJM


O pensamento do dia

Esquecer uma ofensa cria laços de amizade; insistir nela separa os maiores amigos.

Provérbios, 17:9

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

E agora?

Segundo fonte veiculada pela agência noticiosa LUSA, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa negou, hoje, provimento à contestação apresentada pelo Gil Vicente, no caso Mateus.
Os gilistas contestavam a invocação de interesse público por parte da Federação Portuguesa de Futebol.
Na reunião da assembleia geral, ontem realizada em Barcelos, foi avançada a hipótese de recurso ao Tribunal Europeu.
O folhetim prossegue. Aguarde-se pelo próximo capítulo...
AJM

Para a história da Figueira - XXXIV

Associação Naval 1.º de Maio - Passado e Presente
“Acaba de fundar-se nesta cidade uma sociedade de rapazes artistas, que tomou por denominação a epígrafe acima. Como início auspicioso do que ela promete, realizou no primeiro do corrente um passeio fluvial até Lares, e à noite efectuou uma animada reunião na antiga sala da Filarmónica Figueirense, na Rua Direita do Monte. Ontem, 2 de Maio, houve eleição da direcção, da qual foi nomeado presidente o conhecido banheiro da nossa praia, o sr. João da Encarnação, tesoureiro, o sr. Carlos Augusto de Oliveira, secretário o sr. António Ribeiro da Costa e vogais os snrs. António Monteiro e António Boanova”. (Do “Correio da Figueira”, de 3 de Maio de 1893).
Esta foi a primeira sede da Naval, na Rua Direita do Monte

Da foto constam os sócios fundadores da velha agremiação: 1- Manuel Daniel; 2- José Galves; 3- Albino Nunes da Cunha; 4- Frutuoso Abel Santos; 5- Manuel Loureiro; 6- João da Silva Rascão; 7- Abílio José da Silva; 8- Joaquim Vital; 9- Albano Custódio; 10- Manuel Maria Loureiro; 11- Lourenço Santos; 12- Caetano Baptista; 13- Raimundo Esteves; 14- João Inácio dos Santos; 15- Joaquim Maria Portugal; 16- Francisco Viana; 17- António Ribeiro da Costa Guia; 18- José Fernandes Mesquita; 19- João Ornelas; 20- Carlos Augusto de Oliveira; 21- João da Encarnação Pestana; 22- António da Silva Monteiro; 23- Manuel Rodrigues Boa-Nova; 24- Constantino Pessoa; 25- António Domingues; 26- José Carlos da Cruz; 27- António Roque Gázio; 28- Ernesto Pedrosa.

Este é um pedaço de história da Naval 1.º de Maio, hoje uma colectividade completamente diferente, até nos propósitos. Diria que não há qualquer elo de ligação entre a associação que aqueles fundadores construíram e o clube que hoje conhecemos…

AJM

Para a história

Ditador recebe título honorífico

Esta foto, pouco conhecida, retrata o momento em que Salazar recebeu o grau de doutor honoris causa, pela Universidade de Oxford. A imagem é extraída da revista quinzenal, "Mundo Gráfico", no seu número 14, de 30 de Abril de 1941, durante a segunda grande guerra. Era director desta publicação, Artur Portela e a edição foi "visada pela Comissão de Censura"...

AJM


Para a história da Figueira - XXXIII

Muitos poetas têm cantado a Figueira da Foz ao longo dos tempos.

Reproduzo algumas quadras, publicadas em 1925, assinadas com pseudónimos:

Aun que no se lo crea,
en mis sueños siempre inquietos,
me gusta mui más Figueira
que las playas de Marruecos...

Banhista espanhol

Figueira, terra encantada,
onde o destino me trouxe:
fizeste de água salgada
um poeta de água doce...

Poeta provinciano

Lo que me gusta en Figueira
no son las olas que danzan,
son los ojos de ternera
que los muchachos me lanzan.

Uma madrileña

O pensamento do dia

A oportunidade nunca chega. Vive aqui.

Claude McDonald

O folhetim MATEUS

Gil Vicente em pé de guerra
À hora a que encerro esta edição do meu blog decorre a reunião da assembleia geral do Gil Vicente e, pelo que já se ouviu, parece que os nortenhos não desarmam e não temem as consequências.
A votação referente à decisão a tomar pelo Gil já começou, com o país desportivo a seguir com a maior expectativa este caso que abalou o futebol português.
Fico com a impressão de que ainda vai correr muita tinta e o assunto não morre aqui.
A ver vamos.
AJM

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Ainda o caso Mateus

Hoje, com a reunião da Assembleia Geral do Gil Vicente, deve ser o dia de grandes decisões para os lados de Barcelos.
Quatro mil associados vão comparecer, muitos irão botar fala, mas, cá para mim, a montanha vai parir um rato e o Gil desiste das queixas em tribunais civis e, conforme alguns sócios e antigos dirigentes já o fizeram prever, o clube vai, calma e tranquilamente, disputar a Liga de Honra, de forma a evitar que sanções mais gravosas e de difícil resolução racaiam sobre o emblema nortenho.
Isto não querer ser adivinho. Mas é, pura e simplesmente, um pressentimento.
A atitude da Juventus deve ter desmobilizado o Gil e os homens do Galo começam a tremer.
A ver vamos.

AJM

O pensamento do dia

Mais vale pão seco comido em paz do que banquete em casa cheia de contendas.

Provérbios, 17:1

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

O caso Mateus

O folhetim continua?

Para já, os jogos com intervenção do Belenenses e do Gil Vicente, referentes às 2.ªs jornadas da BwinLiga e Liga de Honra, estão marcados e com árbitros designados.
Assim,

BwinLiga:

Belenenses - Vitória de Setúbal (Rui Costa)

Liga de Honra:

Gil Vicente-Feirense (Paulo Baptista)

Acreditam que os jogos se vão mesmo realizar? Ou será que o assunto fica mesmo por aqui? A desacreditação do futebol português vai prosseguir ou o bom senso vai imperar?
Parece que, segundo li, o Gil Vicente, agora, quer é ser indemnizado. Pode, afinal, parecer que é tudo uma questão de dinheiro... ou seja: dêem uns euros aos de Barcelos e eles calam-se. Será?

AJM

Poesia

Rio Mondego

Oriundo das serras e dos montes,
Cursando penedias, vagueando,
No sonho o mar, no ventre as fontes,
Uma cantiga nos lábios trauteando...


No percurso veios tortuosos
Em que motivos de beleza florescem,
A todo o passo outros mais mimosos
Em terno enlevo seu doce leito vestem.


Por fim o sonho a converter-se
Em malhas coloridas que ao tecer-se
O transportam ao termo da canseira

Todo o sempre repetida com querer.
A compensar da jornada, o prazer
Do abraço carinhoso da FIGUEIRA!

Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

Os livros são o passaporte para todo o Mundo; se não puder fazer mais nada, leia tudo o que puder.

Jane Hamilton

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Vicente

Este é o Vicente Nuno

Desculpem lá este avô babado, mas não queria deixar passar o 21.º mês de existência do meu neto, Vicente Nuno (completado no dia 1 de Setembro) sem publicar, no meu blog, uma das suas recentes fotografias.
AJM

O bom filho à casa torna

José Costa de volta ao Ginásio


Razões que ultrapassaram as do próprio atleta, levaram a que o internacional José Costa abandonasse do Ginásio, rumando a outras paragens, nomeadamente o FC Porto e o Aveiro Basket.
A notícia, que a todos satisfaz, é aquela publicitada pela página oficial do Ginásio Clube Figueirense, de que o Zé volta ao clube de origem, para o representar na época que se avizinha.
Parabéns ao Ginásio e ao seu atleta de sempre.
AJM

O pensamento do dia

O problema da vida é que geralmente leva-se uma vida inteira para aprender a vivê-la.

O.A. Battiste, em Our Family

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Uma dupla que se desfez

Tão amigos que eles eram!

Aprígio Santos e Falcão, uma dupla que se desfez! Será que o Falcão, com a pomposa designação de director desportivo da Naval, queria mandar mais do que o chefe?...

O caso Mateus

Naturalmente que não há nenhum dos meus amigos visitantes que já não tenha ouvido falar no caso Mateus.
Tenho a minha opinião formada a propósito deste imbróglio, o que não quer dizer, longe disso, que seja a correcta siobre um tema em que pessoas que, obrigatoriamente, deveriam estar consciencializadas para resolver a situação, não encontram solução.
Meus amigos: se fizerem o favor, gostaria de saber do vosso entendimento sobre este assunto, até para me ajudarem a formar uma opinião mais correcta.
Quem tem mais poder e legitimidade? Os tribunais civis ou as instituições desportivas? Alguém pode ser condenado por recorrer aos tribunais civis? A lei de bases do desporto nacional ultrapassa todas as outras instituições? Isto é constititucional? A FIFA superindende no desporto nacional? Que culpa têm o FC Porto, o Sporting e o Benfica, relativamente a um assunto em que não tiveram qualquer intervenção directa ou indirecta? E as selecções nacionais? O que pensam sobre o que irá sair da assembleia geral do Gil Vicente? Será um descarte do presidente do clube?
Sobre estas e outras situações relativamente ao mesmo assunto, gostaria de saber a vossa opinião.
Se fizerem esse favor, agradeço.
Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

Há pessoas que desfazem sobre os defeitos dos amigos; isto não leva a nada. Eu sempre prestei atenção às realizações dos meus adversários, e lucrei com isso.

Goethe

domingo, 3 de setembro de 2006

Pelo mundo

O principado, entre Espanha e França, com uma longa história



Andorra, um paraíso
Andorra não é só, o que já seria muito, o paraíso dos esquiadores. Situada entre Espanha e França, nos Pirinéus, Andorra é um local extremamente bonito, em que tudo se concilia. Esta foi uma foto tirada no decorrer duma breve passagem por este principado.
AJM

Alguma vez havia de acertar

Alberto João Jardim, presidente do governo regional da Madeira, tem sido acusado de dizer muitos disparates e, alguns, reconheço, bradam ao Céu.
Mas acabo de lhe ouvir uma frase, relativamente ao caso Mateus, que opõe o Gil Vicente ao Belenenses, com Federação Portuguesa de Futebol, Liga Profissional de Futebol e a própria FIFA, para não falar dos tribunais civis, pelo meio, a que dou inteira razão:"Portugal é um país à deriva".
Estou em absoluto acordo.

AJM

O pensamento do dia

Minhoca que cedo madruga é comida por passarinho.

B.

sábado, 2 de setembro de 2006

Aviso à navegação...

ATENÇÃO:
No Bairro do Cruzeiro, na Figueira da Foz, larápios, pela calada da noite, andam a roubar a roupa dependurada nas cordas dos prédios.
Até aqui, era a gasolina dos automóveis. O que se seguirá?
AJM

BRASIL

Recordações de uma viagem ao Brasil (2005)


Em São Juan del Rei, em terras de Vera Cruz, deparei com esta placa num dos edifícios de referência da cidade.
AJM

Para descontrair...

Diante de uma fábrica em greve, havia um grupo de homens a fazer piquete. Um caminhão encostou ao portão, e um dos trabalhadores foi falar com o motorista. Depois de alguns minutos de conversa, o motorista concordou em fazer a manobra e ir-se embora.
A propósito - perguntou o trabalhador - o que é que você transportava?
O dinheiro do pagamento da semana passada, para vos entregar - respondeu o motorista, já com o caminhão em andamento.

O pensamento do dia

Jamais elogie alguém como se estivesse à espera de troco.

Bits & Pieces

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

As investigações do Detective…


Na edição de ontem do jornal “Correio da Figueira”, pode ler-se o seguinte artigo, fruto das investigações do DETECTIVE, que, como toda a gente sabe, é o próprio proprietário e director, José Alberto Dias.

“……Então Senhor Presidente nem sequer o comboio apitou na marginal, enfim tivemos um cavalo e uma charrette, valha-nos isso, mas os turistas nunca fizeram fila para ir passear de charrete, ai que saudades dos anos em que não se davam dois passos sem que se encontrasse um conjunto ou um rancho folclórico ou um baile ou os gaiteiros ou os zés Pereira. Agora!? Visto-los zero. Bem o Senhor Presidente da Câmara não quer gastar dinheiro, mas com uma cidade apagada para o próximo ano não tem cá ninguém as pessoas que estão de férias querem: barulho, festa, comida, diversão, espectáculo para contrariar os aborrecimentos do dia a dia que são mais que muitos, se chegam à nossa cidade e só encontram coisas como os esgotos de Buarcos, os buracos da Ponte Galante e a tenda do Parque das Gaivotas, é naturalmente muito pouco……”

E tenho dito. Ponto final, parágrafo. Mas, já agora, todos esperamos que para o ano haja mais “barulho, festa, comida….”, que venham os “gaiteiros ou os zés Pereira”, porque, na realidade, “esgotos de Buarcos, os buracos da Ponte Galante e a tenda do Parque das Gaivotas, é naturalmente muito pouco”.

AJM

O pensamento do dia

A integridade não é uma palavra condicional. Ela não flutua ao sabor do vento, nem muda com o tempo. Ela é a imagem interior de nós próprios. Se olharmos lá para dentro e virmos um homem incapaz de prejudicar quem quer que seja, então teremos a certeza de que ele nunca o fará.

John D. MacDonald

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Reconhecem-no???

O Jardim Municipal, pela objectiva de Pereira Monteiro

Já, neste espaço, tive oportunidade de falar das modificações operadas no Jardim Municipal da Figueira da Foz.

Vejam bem o que ali foi feito (ou desfeito) ao longo dos anos. Alguém o reconhece?

AJM


O pensamento do dia

A primeira obrigação do homem é pensar pela sua própria cabeça.

José Martí

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Duas seguidas


Aqui vai, ou, melhor, aqui vão.

Antigamente (não passaram assim tantos anos) se queríamos tirar um passaporte, dirigíamos à delegação local do Automóvel Clube de Portugal, ou a outro local na Figueira, entregava-se os elementos solicitados e, passados alguns dias, o documento chegava ao nosso domicílio.
Agora, como sucedeu comigo, se quisermos o dito cujo, temos que nos dirigir a Coimbra, ao Governo Civil.
Não há dúvida que só deparamos com facilidades.
É caso para voltar, neste caso específico, a dizer que andam a tramar a Figueira e os figueirenses, embora não sejam só estes as vítimas destas modernices burocráticas.

E aí vai a outra:

Ao abrigo duma determinação do Banco de Portugal, datada de 2005, recebi uma carta da Caixa Geral de Depósitos (CGD), para confirmar se havia dado autorização a uma determinada entidade, concretamente com a designação de SANT.CONSUM.FINA, para efectuar o débito directo na minha conta de depósitos à ordem.
Segundo me foi informado, a “minha” autorização datava de 24 de Agosto quando, na realidade, não dei qualquer ordem nesse sentido, nem sequer sei de que entidade se trata.
Como na dita carta era referido que, para esclarecimento de qualquer dúvida, me devia dirigir, por exemplo, a uma agência da CGD, aí fui eu de abalada até Buarcos, onde recebi como resposta que, para além da data da “autorização”, nada mais me podia ser informado, devendo, segundo a recomendação da funcionária, dirigir-me a uma loja do cidadão!!!
Mais palavras para quê?

AJM

O pensamento do dia

As pessoas passam a vida a perguntar-me porque nunca me casei. A resposta é simples: sou inteiramente a favor da guerra dos sexos, mas contra fazer prisioneiros.
Richard Chamberlain (actor)

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Para a história da Figueira - XXXII

Para a história do desporto figueirense

A foto mais antiga duma equipa de futebol do Sporting Clube Figueirense (1920)

"O Sporting Clube Figueirense (nascido em 1 de Dezembro de 1918, fruto de dissidências entre a Naval e o Ginásio) conta no seu historial com fases de grande valia na edificação do desporto figueirense.

Também os desportos náuticos, particularmante a natação (de saudosa memõria a sua piscina da Murraceira) mereceram, no passado, o carinho deste emblema.

O atletismo e o basquetebol constituem de momento as modalidades sobre as quais se debruça esta agremiação.

O seu historial comporta ainda o tiro, o xadrez, o futebol, a esgrima, entre outras modalidades desportivas praticadas.

O campismo mereceu sempre do Sporting um carinho considerável tendo construído, na aprazível Serra da Boa Viagem, uma casa-abrigo que na época constituiu um elemento muito importante para a prática da modalidade."

(in "TERRAS DA NOSSA TERRA", edição de 20 de Março de 1990)


O pensamento do dia

As pessoas com sorte são as que controlam tudo; as que não têm sorte são controladas por tudo.

Eugène L.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Recordações de Angola

Em 1973 tive a feliz oportunidade de visitar Angola, como jornalista a imprensa regional. Estávamos na alvorada do 25 de Abril. Como reza o Diário de Luanda, cuja primeira página a seguir reproduzo, foi a maior embaixada jornalística que jamais visitou Angola.
Aproveitei o ensejo para tirar algumas fotos, uma das quais a seguir também reproduzo, e que acabaria por ser premiada no concurso nacional.

A mãe dando banho ao filho, numa bacia. Luanda, 1973

AJM


O pensamento do dia

Instruir um adolescente sobre os factos da vida é como dar banho a um peixe.

Arnold H. Glasow

domingo, 27 de agosto de 2006

Letreiratura...

O Estádio Municipal José Bento Pessoa, na Figueira da Foz, ostenta, nos seus muros, estes primores de letreiratura moderna!!!




Bonito, não é?

Fotos de AJM


O pensamento do dia

Há coisas piores do que receber uma chamada telefónica às quatro da madrugada e ser engano: é essa chamada não ser engano.
Doug Larson

sábado, 26 de agosto de 2006

Para a história da Figueira - XXXI

Cruzeiro em obras de restauração

O cruzeiro da Figueira da Foz, que deu nome a um bairro, constitui um marco histórico na vida da Figueira da Foz e, felizmente, está a ser alvo de obras de restauração, para que se não perca um bem precioso, que recorda momentos trágicos.


A inscrição está esculpida em latim, e aqui vai a tradução, para que os figueirenses e visitantes, tenham um conhecimento mais profundo do que representa o cruzeiro da Figueira da Foz.


No ano de 1810
ocupada uma grande parte de Portugal
pelo mui poderoso terrível
exército dos franceses, e
acudindo pressurosos a esta vila
todos os povos, não só das imediações
como também de longe,
a fim de se pouparem, fugindo
às grandes calamidades da guerra,
sem que trouxessem consigo meios de vida alguns,
ou certamente poucos,
reinou uma falta terrível de comestíveis.
Derivando desse facto, porém, uma epidemia,
para cima de cinco mil pessoas morreram
nos meses de Janeiro, Fevereiroe Março do ano seguinte.
A maior parte delas, finalmente, foram sepultadas
aqui e em lugar não distante
por ordem do magistrado régio
que, com os auxílios ainda de outros,
forneceu alimentos por todo o tempo que pôde
ao maior número possível.

Tu, que isto leres, treme
perante os trágicos sucessos e a adversidade
e, mais ainda, teme
os altos juízos de Deus a respeito dos homens,
rectos, sem dúvida, mas muitas vezes terríveis
e insondáveis para os homens.

AJM

O pensamento do dia

O resultado mais elevado da educação é a tolerância. Já na antiguidade os homens lutavam e morriam pela sua fé; mas decorreram séculos antes que eles aprendessem a outra espécie de coragem – a coragem de admitir as crenças dos seus semelhantes e seus direitos de consciência. A tolerância é o primeiro princípio da vida em comum; é o espírito que conserva o melhor de tudo o que pensam todos os homens. Nenhuma perda por inundação e raios; nenhuma destruição de cidades e templos pelas forças hostis da natureza privou o homem de tantas vidas e impulsos nobres como os que destruiu a sua intolerância.

Hellen Keller, in The Open Door

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Viva o futebol português!!!

O caso Mateus ainda mexe e, naturalmente, continuará a mexer!
Quando tudo parecia resolvido (nem tudo o que parece é), eis que a Federação Portuguesa de Futebol, num assomo de energia e de presunção, sai à liça para mostrar quem manda e quem é que sabe...
Assim, a FPF atira-se à Liga, como que a dizer-lhe que esta não está à altura de resolver os problemas do pontapé na bola.

E eis as decisões hoje tomadas:

Instauração de processo disciplinar ao Gil Vicente FC

Na sequência do recurso aos tribunais comuns no âmbito de uma questão desportiva, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai instaurar um processo disciplinar ao Gil Vicente FC. As eventuais consequências do processo recairão sobre as equipas de futebol que participem em competições organizadas pela Federação Portuguesa de Futebol, nomeadamente nos campeonatos jovens.Depois de ter dado indicações à Liga Portuguesa de Futebol Profissional para actuar da mesma forma no que diz respeito à competição profissional, a FPF dá, assim, seguimento às indicações da FIFA sobre a matéria.

Gil Vicente suspenso das competições da FPF


A Direcção da Federação Portuguesa de Futebol suspendeu o Gil Vicente FC de todas as competições nacionais, ficando por esse facto impedido de efectuar jogos oficiais a partir desta dada.

Considerações sobre o chamado "Caso Mateus"


A Federação Portuguesa de Futebol e o seu Presidente têm-se mantido muito atentos ao chamado "Caso Mateus", tendo tomado decisões céleres e exortado os órgãos competentes a agir com a máxima rapidez.Lamentamos que o andamento processual se tenha arrastado no órgão disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Disciplinar mas garantimos que, à semelhança do que tem acontecido, vamos actuar, no decorrer da próxima semana, de forma rápida e peremptória.Caso a FPF tivesse plenos poderes sobre todo o Futebol português, incluindo o profissional, como, de resto, a FIFA tem vindo a exigir, este caso já estaria encerrado há muito tempo.


E pronto, é que é já a seguir...

AJM

O pensamento do dia

Escolha um escritor como escolheria um amigo.

W.D.

O pulmão da cidade

Parque das Abadias, na Figueira da Foz


O Parque das Abadias, cuja abertura se deve ao antigo presidente da Câmara da Figueira da Foz, José Coelho Jordão, continua a ser o pulmão da cidade da Foz do Mondego

AJM (texto e foto)


quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Jogo de palavras...

Concurso patente ao público!


Se completar as palavras que faltam no texto (no cartaz), vá à Câmara Municipal receber o prémio...

O pensamento do dia

Abençoado o homem que nada tem a dizer e se cala.

Georges Duhamel

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Para a história da Figueira - XXX



Um aspecto pitoresco da Praia da Figueira da Foz, nos anos 20 (Foto de Pereira Monteiro)

O pensamento do dia

O elogio causa efeitos diferentes, de acordo com a mentalidade de quem o ouve. Se ele deixa modesto um sábio, torna o tolo mais arrogante.

Owen Felthan

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Gil Vicente na Liga de Honra

Gil Vicente na Liga de Honra, Belenenses na BwinLiga...

Foto por cortesia de Record on-line

Chegou ao seu termo o folhetim Gil Vicente/Belenenses. O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de futebol, num acórdão, de hoje, com mais de 70 páginas, deliberou condenar o Gil Vicente à descida à Liga de Honra e manter o Belenenses na principal Liga do futebol português.

Um final feliz para uns (os do Restelo), uma decepção para outros (os de Barcelos).

A secretaria mandou mais do que os relvados. Mas será que, a contrariar a esperteza de uns, não houve ingenuidade doutros?

Esta deliberação já não é passível de recurso.

AJM


Poesia

Sonho versus realidade

Deixem-me sonhar e rir
Embebedar-me em rios de desejo
E rolar entre campos azuis de miosótis.

Deixem-me voar com asas de esperança,
Pairando sobre rotas sublimes!

Deixem-me acreditar que vivo
E não percorro áleas de quimera.

Deixem-me sonhar e rir!

Que ao menos este sonho que eu sonho,
Ao despertar
Me legue a ternura dum sorriso
No oásis do nosso desencanto.

Aníbal José de Matos (do livro CONFLITOS-1992)

O pensamento do dia

O que significa “mil anos” ou ontem? O que significa “perto” ou “longe”? Quem se mantiver calmamente no centro de si mesmo compreenderá a ilusão do tempo, os seus jogos de sombras, a sua fantasmagoria. O ardil do tempo consiste em fazer-nos crer que se escapa, quando na verdade ele volta sem cessar e nunca deixa o círculo.

Do livro “Sabedoria Ameríndia”

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Para a história da Figueira - XXIX

As modernies saloias que estragaram o Jardim Municipal da Figueira da Foz



Nas imagens, dois trechos do jardim municipal da Figueira da Foz, como era em 1925, segundo fotos do artista figueirense, Pereira Monteiro.
Façam a comparação com o espaço com que, no local, hoje nos deparamos e, depois, digam se tenho ou não razão quando saliento que há gente que quer mesmo tramar a Figueira.
Não tenham dúvidas: as modernices saloias tiraram beleza a esta cidade à beira-mar plantada.

Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

Enquanto as crianças forem pequenas, dê-lhes raízes profundas; quando crescerem, dê-lhes asas.

Provérbio indiano

domingo, 20 de agosto de 2006

Quem quer tramar a Figueira?

Uma foto do PASSADO... A selecção de Portugal no Mundialito de futebol de praia, na Figueira da Foz



É mesmo caso para voltar a perguntar, quem quer tramar a Figueira? É que são tantas as situações em que se tem procurado afastar a Figueira da Foz do mapa, que a questão é, do meu ponto de vista, pertinente.
O Mundialito foi para Portimão, a fase europeia também saiu da Praia da Claridade. Será que ainda há mais alguma coisa que queiram tirar à Figueira? Façam favor de se servir. Não façam cerimónias. É fartar, vilanagem.

AJM (texto e foto)

Humor

O Segredo da Felicidade

Segredos da felicidade de um homem:

É importante encontrar uma mulher que cozinhe bem.
É importante encontrar uma mulher que goste de crianças.
É importante encontrar uma mulher companheira.
É importante encontrar uma mulher boa de cama.
É extremamente importante que essas mulheres nunca se conheçam!

Cortesia de Humor Tadela on-line

O pensamento do dia

Pai é um homem que espera que o seu filho seja um sujeito tão bom como ele tencionava ser.

Franck A. Clark

sábado, 19 de agosto de 2006

Para a história da Figueira - XXVIII

EUROPA
Em 1925 iniciou-s, na Figueira da Foz, a publicação do quinzenário EUROPA, propriedade do Café-Casino Europa, jornal composto e impresso na Tipografia Peninsular, na Praça Velha (hoje, General Freire de Andrade), de Gomes d’Almeida & Companhia.
Nela se editaram imensas fotografias alusivas à Figueira da Foz, a par de informações úteis para os turistas.
Dou, hoje, início a algumas referências a mais esse elemento da história do jornalismo figueirense, de que era director António Amargo, pseudónimo de António Correia Pinto de Almeida.

AJM
Fac-símile do n.º 1 do jornal EUROPA, que se publicou na Figueira da Foz em 1925


Esplanada do Casino-Café Europa, na Cândido dos Reis em 1925 (Foto de Pereira Monteiro)

Trovas da Figueira

Figueira, minha Figueira,
Figueira, noiva do mar,
Quem lá vai a vez primeira
Há-de por força voltar.

Palheiros…porque amesquinhas
Este nome encantador?
Foi sobre humildes palhinhas
Que nasceu Nosso Senhor.

Nunca eu fosse à romaria,
Senhora da Encarnação!
Pecava, mas não perdia,
Não perdia o coração!

Meninas do Bairro Novo,
Meu amor vende sardinha:
É rapariga do povo;
Ajudai-a, coitadinha!

Se do Mondego os salgueiros
Pudessem falar, amor,
Alguns rostinhos trigueiros
Talvez mudassem de cor…

Serra da Boa Viagem,
Quem dera que fosse minha!
Punha lá a tua imagem
Numa linda capelinha!

Protegei os nossos barcos,
Senhora da Encarnação,
Porque os pobres de Buarcos
Não têm outro ganha-pão.

Acácio de Paiva (poeta e humorista, antigo colaborador do Diário de Notícias) in quinzenário EUROPA – 1925.

O pensamento do dia

Os animais têm tanto direito como nós a gozarem a sua parte no vasto banquete da vida.

Lecuar

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Ainda sobre os fumadores

Já depois de escrito o artigo anterior, ocorreu-me dizer que "o fumar é um desporto radical, só que os riscos são incomensuraveis".

AJM

Fumadores e educação (ou falta dela)

Sinceramente, não tenha absolutamente nada contra quem fuma. O problema é de quem mantém esse vício. Houve amigos meus a quem aconselhei para que não o fizessem, mandaram-me às favas pelo conselho, e só, quando os médicos detectaram doenças, algumas incuráveis, é que se decidiram, num ápice, por largarem o tabaco.
O Estado, como é do conhecimento geral, actual com uma hipocrisia de tal ordem que continua a angariar dividendos (que não são poucos) desse mesmo vício e, para alijar responsabilidades, obriga a que nos maços de tabaco sejam introduzidas frases como “Fumar mata” ou “provoca o cancro”.
Mas isso é outra conversa.
O que acontece é que, sem sombra de dúvida, da parte dos fumadores continua a haver falta de educação, falta de civismo e, como corolário, desrespeito pelos outros.
Acontece, por exemplo, que nos restaurantes, enquanto eles aguardam o atendimento ou terminaram a refeição, os mesmos (muitos) não se preocupam com o facto de outros, noutras mesas, estarem a almoçar ou jantar, obrigados a suportar o fumo que não provocaram.
É, exactamente o que, nos mais diversos ângulos, falta a este país: educação.
Por agora, tenho dito.

Aníbal José de Matos

Para descontrair...

Uma senhora mandou fazer um armário para o seu quarto. Depois deste ter sido montado em sua casa, notou que sempre que passava um autocarro na rua as portas do armário abriam-se. Chamou o marceneiro para consertá-lo, mas o problema mantinha-se. Então ela pediu para que ele ficasse sentado dentro do armário para ver onde estava o defeito. Nesse momento chegou o marido, abriu a porta do armário e perguntou, descontrolado:
- Que é que o senhor está a fazer aí dentro?
- O senhor não vai acreditar - respondeu o marceneiro - mas estava à espera que passasse o autocarro.
Daniel Schmitt, Porto Alegre - Brasil

O pensamento do dia

Entre os atributos característicos do homem nenhum ultrapassa este da linguagem na eficácia para demonstrar o estado da sua inteligência, que se reflecte, com rigor fotográfico, nos meios de expressão de que se serve.
Ganivet

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Atropelamento na passadeira


Continua a acontecer com frequência.
Há menos de uma hora (seriam 15 horas, aproximadamente), uma senhora foi atropelada numa passadeira de peões, mesmo em frente ao restaurante Figueira Bar, na Avenida do Brasil, na Figueira da Foz.
A senhora, ao que nos foi dito, estava a concluir a passagem quando um jeep, em plena passadeira, a derrubou.
Eu estava a almoçar, ouvi a travagem, e deparei com a senhora, estendida na relva.
O jeep ainda estava em cima da passadeira. Até quando situações deste tipo?

AJM

Poesia

Aconteceu…ontem

Acho mesmo que foi ontem!
O calor do jogo
A desfazer de quando em vez
A velha bola de trapos.

A baliza era o portão,
O grande estádio era o beco
Das nossas competições.

Uma lágrima furtiva
Respondia por instinto
À dor duma canelada.

O golo era o lenitivo
Para mazelas sofridas
No ardor da finalíssima.

Soam vidros a quebrar em casa velha
E a fuga desordenada
Responde aos gritos de quem
Não suporta a garotada.

Ameaças com polícia
(mesmo à mão de semear).
Olhares reprovadores
E a um tempo tolerantes.

O perigo já passou
E o desafio recomeça
Alguns minutos depois.

Regressam gritos ao beco
E não foi o último vidro a estilhaçar-se.

Parece mesmo que foi ontem.

Aníbal José de Matos (do livro CONFLITOS)

O pensamento do dia

Com efeito, tu, homem, estás feito de tal maneira, que os objectos parecem-te vazios e mortos se não forem de um reino espiritual.

Antoine de Saint-Exupéry

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

1.ª Grande Guerra

A despedida


Decorria o primeiro grande conflito mundial, a guerra de 1914-1918. Muitas vidas se perderam. A imagem que aqui reproduzo, extraída da revista Ilustração Portuguesa, parece-me intensamente sugestiva. Mostra um soldado português, em 1915, a despedir-se de familiares, antes da partida para França.
Esta foto traz-me à lembrança um monumento existente em Tondela, cidade da Beira Alta , alusivo ao difícil período vivido, em que se vê um militar abraçado à mãe, tendo a peanha uma legenda impressionante: "A alegria dos que regressam não faz esquecer os que morreram".
Oportunamente, e logo que a localize, aqui a reproduzirei para os meus amigos visitantes.

AJM







O estigma!!!

O estigma da vitória...

Num jornal diário regional tive, hoje, a oportunidade de ler a seguinte prosa, referente à vitória da Naval sobre a União de Leiria, por 4-1, em jogo-treino ontem realizado no Estádio Municipal José Bento Pessoa, na Figueira da Foz.
O articulista, querendo salientar o facto da equipa da cidade do Lis, ter sido derrotada, pela primeira vez, na sua campanha de pré-época, escreveu:
"A formação leiriense, que trazia consigo o ESTIGMA de, nas oito partidas até então disputadas, somar igual número de vitórias, não resistiu ao poderio figueirense...."
Aproveito o ensejo para informar que, de acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, ESTIGMA significa: "sinal vergonhoso, infamante, desonroso; mancha na reputação".
Ora, se isto estava a acontecer à União de Leiria, só com triunfos, vou ali e já venho.
Esta é uma daquelas situações em que, como se dizia antigamente, se pretende empregar palavras de dez tostões sem cuidar de saber o seu significado...

Aníbal José de Matos

O Record e o Zás-Trás

Na sua caminhada crescente, o progresso arrasta as preocupações e nos altares derrubados coloca novos ídolos que mudam por completo antigas tradições e teorias sociais.
Ruben Dario

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Publicidade à Figueira da Foz


Esta notícia faz manchete na edição de hoje do Diário de Coimbra. Mais palavras para quê?

Mas , já agora, para o caso de não ser totalmente visível a imagem, aqui vai a reprodução: "Uma residente em Coimbra foi enganada ao tentar arrendar um apartamento para férias na Figueira da Foz. Ao responder a um anúnco [publicado no Diário de Coimbra] acabaria por dar um sinal por conta da renda, que nunca mais viu. Pelo menos mais uma pessoa, também de Coimbra, caiu na mesma burla.

AJM






Para a história da Figueira - XXVII

Heróis da aviação
Humberto da Cruz (figueirense pelo coração)


Capa do livro que relata a viagem do DILLY

DILLY, o avião que Humberto da Cruz pilotou numa viagem heróica




De 25 de Outubro de 1934 a 21 de Dezembro do mesmo ano, um figueirense pelo coração, Humberto da Cruz (irmão de Emanuel Cruz e do fotógrafo Afonso Cruz, recentemente falecido), levou a cabo uma viagem memorável e pioneira na história da aviação.
Lisboa, Timor, Macau, Índia, Lisboa, foi o percurso, que totalizou 42 670 quilómetros. Acompanhado do seu mecânico, António Gonçalves Lobato, Humberto da Cruz, pilotando o avião baptizado com o nome de DILLY, escreveu uma página histórica da aviação portuguesa e o país rendeu-lhe as maiores homenagens.
A propósito, e no decorrer das inúmeras recepções, o figueirense Luís Wittnich Carriço, disse, entre outros considerandos, a propósito deste feito:
“Não foi ele, apenas, o homem de coragem que arriscou a vida numa viagem cheia de perigos; não foi só o piloto hábil, sempre senhor do seu aparelho; foi, sobretudo, o homem que estudou, que procurou reunir as máximas probabilidades de êxito, que agiu com a maior serenidade e que, acima de tudo, com uma vontade de ferro, soube vencer todas as dificuldades – e tantas foram elas! – que se opunham à realização do seu projecto.”

AJM
(texto e fotos)

O pensamento do dia

A história é a mãe da verdade, adversária do tempo, depósito das acções, testemunha do passado, exemplo e aviso do presente, advertência do futuro.

Cervantes