Aqui vai, ou, melhor, aqui vão.
Antigamente (não passaram assim tantos anos) se queríamos tirar um passaporte, dirigíamos à delegação local do Automóvel Clube de Portugal, ou a outro local na Figueira, entregava-se os elementos solicitados e, passados alguns dias, o documento chegava ao nosso domicílio.
Agora, como sucedeu comigo, se quisermos o dito cujo, temos que nos dirigir a Coimbra, ao Governo Civil.
Não há dúvida que só deparamos com facilidades.
É caso para voltar, neste caso específico, a dizer que andam a tramar a Figueira e os figueirenses, embora não sejam só estes as vítimas destas modernices burocráticas.
E aí vai a outra:
Ao abrigo duma determinação do Banco de Portugal, datada de 2005, recebi uma carta da Caixa Geral de Depósitos (CGD), para confirmar se havia dado autorização a uma determinada entidade, concretamente com a designação de SANT.CONSUM.FINA, para efectuar o débito directo na minha conta de depósitos à ordem.
Segundo me foi informado, a “minha” autorização datava de 24 de Agosto quando, na realidade, não dei qualquer ordem nesse sentido, nem sequer sei de que entidade se trata.
Como na dita carta era referido que, para esclarecimento de qualquer dúvida, me devia dirigir, por exemplo, a uma agência da CGD, aí fui eu de abalada até Buarcos, onde recebi como resposta que, para além da data da “autorização”, nada mais me podia ser informado, devendo, segundo a recomendação da funcionária, dirigir-me a uma loja do cidadão!!!
Mais palavras para quê?
AJM