domingo, 5 de novembro de 2006

O pensamento do dia

Velhice: Período da vida durante o qual já não nos preocupamos onde a nossa mulher vai, desde que não nos obrigue a ir com ela.

Alfredo La Mont

sábado, 4 de novembro de 2006

Poesia

Deus disse: faz todo o bem
neste mundo, e, se puderes,
acode a toda a desgraça
e não faças a ninguém
aquilo que tu não queres
que, por mal, alguém te faça.



Fazer bem não é só dar
pão aos que dele carecem
e à caridade o imploram,
é também aliviar
as mágoas dos que padecem,
dos que sofrem, dos que choram.



E o mundo só pode ser
menos mau, menos atroz,
se conseguirmos fazer
mais p'los outros que por nós.


António Aleixo

Para a história da Figueira - LIII

Continuando a descrever a reportagem de Raimundo Esteves, premiada nos Jogos Florais, aqui vai um dos aspectos focados como participante do Cortejo Folclórico da Figueira da Foz de 1941:
Bombeiros
"A primeira corporação de bombeiros era composta por rapazes de certa distinção na Figueira. Foi instalada na Rua do Príncipe, hoje Rua da República. E conscituiu um verdadeiro acontecimento local o dia em que a inicial bomba chegou à Estação do Caminho de Ferro, inaugurada havia pouco tempo.
No préstito figurava um carro de mangueiras. E os bombeiros trajavam mais ou menos à época de antanho, com seus bigodes, o cordame à roda do dorso, puxando à mão e ao som estrídulo de cornetas anunciadoras de sinistro no burgo, a carreta salvadora.
Logo seguindo uma viatura moderna dos bombeiros actuais, primorosa de apresentação, no rebrilho dos seus metais faulhantes, o corpo-activo impecável de aprumo".
Reparem bem na forma de escrita do jornalista e escritor figueirense, Raimundo Esteves.

A frase

Jerónimo de Sousa, a propósito do fim da URSS:

"Uma tragédia civilizacional".

In "Sol"

Resolução da tal charada...





Lídio Lopes condenado entrega pelouro

Lídio Lopes foi ontem condenado a pagar 900 euros de multa por alegadas agressões físicas a um menor. Entretanto, o vereador vai recorrer da sentença, e já devolveu o pelouro da Juventude.
O Tribunal da Figueira da Foz condenou ontem Lídio Lopes ao pagamento de uma multa de 900 euros (60 dias de multa no valor de 15 euros por dia), por alegadas agressões físicas a um menor. O crime de que era acusado incorria numa pena de três anos de prisão ou 360 dias de multa. Contudo, atendendo ao facto do arguido não ter antecedentes, o juiz acabou por reduzir a pena.
Entretanto, o vereador anunciou que vai recorrer da sentença, e já suspendeu as suas competências no âmbito do pelouro da Juventude, enquanto aguarda o resultado do recurso. "Tenho consciência que sou inocente e por isso vou recorrer", declarou Lídio Lopes.
Acerca da "devolução temporária" do pelouro, explicou: "Não posso deixar de fazer uma leitura política (acerca da condenação) e assumir as respectivas consequências". No entanto, garantiu que não vai demitir-se, mesmo que a sentença seja confirmada no recurso. Lídio Lopes mantém os restantes pelouros.
Para a advogada do menor, "esta sentença prova que em Portugal ainda há justiça". E concluiu: "Por tratar-se da pessoa em causa, e por ter sido condenada como foi, enquanto tivermos juizes como este, as coisas vão funcionar". Os pais da vítima, por seu turno, consideram que a sentença não teve em conta os danos psicológicos do menor.
Diário "As Beiras"
Nota: Lídio Lopes continua a aparecer nas fotografias mas, desta feita, por razões negativas.

O pensamento do dia

Nunca conheci alguém que estivesse disposto a aceitar um conselho, ao passo que tenho visto muitos dispostos a seguir seu próprio caminho cometendo enganos. Por isso convenci-me finalmente duma coisa: que os erros são indispensáveis para se conhecer a vida e aprender a tratar o próximo. Realmente, é apenas cometendo erros, entrando em choque com os interesses, susceptibilidades, egoísmos, direitos e deveres alheios, que aprendemos a dominar o orgulho, a estabelecer um limite aos nossos sonhos, a transigir. Isto é, a viver.

Vittorio Buttafava

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Ainda o encerramento da maternidade do HDFF

Presidente da ARS apela à serenidade

O bloco de partos da Figueira da Foz encerra hoje. A partir de amanhã, as parturientes passam a ser orientadas para as maternidades de Coimbra e de Leiria.
Fernando Regateiro apelou ontem à serenidade da população da Figueira da Foz, garantindo que o processo de encerramento da maternidade e das urgências de Obstetrícia e Ginecologia do hospital foi "pensado, reflectido e acautelado". "Tudo vai correr bem", garantiu aos jornalistas o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, à margem do Fórum Regional de Saúde que decorreu ontem nos HUC. A partir de amanhã, as parturientes e utentes da urgência obstétrica e ginecológica da área de influência do Hospital Distrital da Figueira da Foz passam a ser orientadas para os Hospitais da Universidade de Coimbra e Hospital de Santo André, Leiria. Lembre-se que a tutela baseia-se na falta de segurança e no número de partos anuais que, no seu entender, deverá atingir, no mínimo, 1.200.Na maternidade da Figueira, recorde-se, o número de partos ronda os 600 por ano. "É sabido que o número baixo de partos, mais tarde ou mais cedo, vai reflectir-se na capacidade de atendimento que é feito, porque mantém com dificuldade o contacto com situações difíceis", sustentou o responsável.
Para Fernando Regateiro, "as equipas têm que estar treinadas, têm que contactar no dia-a-dia com situações raras. Situações essas que só se encontram se houver um número elevado de partos".
Mesmo reconhecendo que a qualidade da maternidade "é boa", graças ao profissionalismo das equipas médica e de enfermagem, o presidente da ARS do Centro lembrou que o número de partos assistidos na Figueira da Foz era muito abaixo do que é recomendado para manter a qualidade e a segurança. As parturientes passam agora a ser assistidas na Maternidade Bissaya Barreto (onde o número de partos ultrapassa os três mil por ano), na Maternidade Daniel de Matos – Geral C (com o mesmo número de partos) e na maternidade do Hospital de Leiria (onde se realizam cerca de 1.500 partos/ano). Fernando Regateiro garantiu que a transferência das parturientes não vai alterar o funcionamento regular destas unidades. "Um a dois partos por dia não é uma sobrecarga preocupante. Temos condições de segurança e qualidade para receber as utentes", frisou. As distâncias a percorrer "são curtas" e o transporte será assegurado pelo INEM ou pelo transporte interhospitalar habitual. Fernando Regateiro lembrou que o que dá segurança a um parto é o seguimento da gravidez, a programação do parto e o "encaminhamento na data certa para o seu local de parto, cuja opção é livre". Além disso, com as acessibilidades de hoje, "percorrer 20 ou 40 quilómetros não é significativo".
Ainda de acordo com o representante regional do Ministério, um grupo de profissionais da Figueira da Foz está a decidir criar uma unidade de assistência domiciliária durante o pós-parto . "É algo que não existia até agora", frisou.
Estas notas de reportagem, veiculadas pela edição de hoje do diário regional "As Beiras", para mim, como leigo nesta matéria, nem sequer me merecem comentários.
Reparem, contudo, no "rebuçado" constante do último parágrafo.
AJM

Para a história da Figueira - LII

Nos 1.º Torneio de Jogos Florais da Figueira da Foz (1941), o escritor e jornalista figueirense, Raimundo Esteves, recebeu, entre outros prémios, a 4.ª menção honrosa com um trabalho intitulado “Figueira de Ontem e de Hoje… O Cortejo de Costumes e “tipos” realizado no dia 3 de Agosto de 1941”

Começo hoje a reproduzir alguns dos temas focados nesse interessante trabalho. Para alguns, serão recordações. Para outros será o conhecimento do que se fez, no passado, nesta cidade à beira-mar plantada.


“Louvável esforço o despendido por esse claro espírito de poeta e de figueirense, que é o Dr. Ernesto Tomé!
De há uns anos a esta banda que os cortejos folclóricos a que tem sabido imprimir um saboroso cunho de originalidade, de visão retrospectiva, de inegável beleza, constituem das mais justamente apreciadas atracções que a Figueira oferece aos seus amigos, aos seus visitantes e aos seus admiradores.
Este ano saiu fora dos moldes anteriores. E facultou-nos uma curiosa passagem de velhas costumeiras, de antigos “tipos”, usos e costumes, numa acertada e pitoresca exibição da vida indígena nos dois séculos passados, em comparação com a que decorre na actualidade.
A cidade encheu-se de forasteiros cobiçosos de admirarem um préstito que se anunciava cheio de interesse e de curiosidades.
Depois, o dia surgiu radioso de sol e de luz, - destes dias rútilos de ofuscante e deslumbradora claridade, como só podem admirar-se em todo o esplendor da sua magnificente beleza, na Figueira da Foz!
Toda a suave e doce manhã, em que o verde do mar foi uma toalha calma sob o dossel azul do mais puro e lavado céu, a praia imensa formigou de gentes. Um aeroplano abriu em voos rasteiros as suas asas como uma libélula doirada à flor das águas. Eram por centenas as barracas alvas, os brancos toldos que se rasgavam como um acampamento bezoante, desde as penedias do Forte de Santa Catarina ao fecho da curva da enseada, junto a Buarcos, onde o casario faulhava. As ruas do Bairro-Novo, impecáveis de aprumo e limpeza, encheram-se de uma multidão ávida em observar um espectáculo inédito. E quando ao redor das cinco da tarde, os primeiros foguetes anunciaram a saída do cortejo, a Rua da Liberdade, na graça bulevardiana das suas árvores roleiras como manjericos, lembrava aquelas tardes entusiásticas de fins de toirada, quando passavam mylords abertas com espanholas moças, erguendo mantilhas coruscantes no topo dos altos pentes, e cavaleiros em trajes de marialvas, - a jaleca curta, a calça justa, o chapéu de aba larga, sombreando rostos atrevidos…”

A descrição dos vários elementos de que se compunha o cortejo prossegue no próximo capítulo…

AJM

O pensamento do dia

Uma língua tagarela morde-se a si própria.

Chrétien de Troyes

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Para a história da Figueira - LI

Outros tempos, mudam-se as gentes e as vontades

Na época de 1989/90, a Naval, então na III Divisão, lutava para conquistar um lugar na II Divisão B. Hoje milita na 1.ª divisão (gosto de lhe chamar assim).
Era seu treinador, Rodrigo Moura, que rendera Francisco Andrade e Carlos Pio.
Na fila de pé, e da esquerda para a direita: Paredes, Santo António, Torres, Gato, Jorge Alves e Pedro Roma. Em baixo, e pela mesma ordem, Alex, Ricardo, Octávio, Escurinho e Nélson.

Entrevistando Rodrigo Moura. O técnico que, como jogador, representara a Académica de Coimbra (foi colega e Artur Jorge, Ernesto, Torres e outros), o Sporting de Luanda, Vitória de Guimarães, Sporting de Braga, Famalicão e Académico de Viseu, teve um trabalho meritório na turma figueirense.
Rodrigo foi internacional júnior nos anos de 1964 e 65. Foi companheiro de Pavão e de Vítor Damas.
Tive o prazer de o entrevistar para um jornal desportivo nacional (as fotos foram daí retiradas).
Curiosamente, porque se adapta a um contexto recente, Rodrigo Moura comentava nessa entrevista, a propósito de mais uma comissão directiva: "Uma comissão directiva tem razão de ser numa fase transitória. Esta foi demasiadamednte longa. As pessoas acomodaram-se quase sempre e não puderam resolver problemas que são sempre prementes".
Histórias que se repetiram.
AJM

Para a história da Figueira - L

Quando a Naval conseguiu a manutenção

Neste meu "diário", cabe aqui recordar o último jogo do campeonato nacional de futebol da primeira Liga na época 2005/2006, no qual a Naval 1.º de Maio conseguiu a manutenção, vencendo o Penafiel por uma bola a zero, no Estádio 25 de Abril.
Ocorreu a 8 e Janeiro de 2006, no final da temporada de estreia dos navalistas na divisão maior do futebol nacional.
Na imagen, a minha credencial de ingresso, como jornalista, nesse jogo que terá marcado a minha última crónica de futebol fora-de-portas.
AJM

O pensamento do dia

O tempo e a paciência são os dois mais poderosos guerreiros.

Tolstoi

O encerramento da maternidade do HDFF



"O bloco de partos da maternidade do Hospital Distrital da Figueira da Foz encerra no próximo dia 3 de Novembro, de acordo com fonte oficial da Administração Regional de Saúde do Centro. Assim, a partir das 00h00, do dia 4, os partos actualmente realizados no HDFF serão concentrados no Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) e do Hospital Santo André (Leiria). Nessa data, cessa também a urgência na valência de Obstetrícia/Ginecologia do HDFF, passando as utentes a ser orientadas para as três unidades onde serão concentrados os partos".

(Lido em A CONFRARIA DAS BIFANAS)

Comentário: Concordo com o que alguém disse: a Figueira tem o que merece.

AJM

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Aldrabices

Acabo de ler na LUSA

A Tele2, segunda maior companhia telefónica da Suécia, anunciou hoje um prejuízo de 397 milhões de euros no terceiro trimestre devido aos custos relacionados com a venda da unidade em França e a redução de activos intangíveis.
A Tele2, presente em 25 países, iniciou a actividade em Portugal em Setembro de 2003, sendo actualmente o segundo maior operador alternativo à Portugal Telecom.

Já agora, uma pequena nota: Um representante da TELE 2, apresentou-se no meu domicílio, intitulando-se funcionário das Telecomunicações (PT), oferecendo-se para actualizar o meu cadastro na PT.
Qual é o meu espanto quando deparo que acabava de assinar (alguma ingenuidade da minha parte) um contrato com a TELE 2, cuja existência desconhecia (burrice minha).
Apressei-me, ao abrigo do Decreto-Lei 143/2001, a rescindir (resolver) o contrato, já que fora induzido em erro, pese embora o facto do tarifário parecer aliciante.
Vigarices não perdoo.

AJM

Para a história da Figueira - XLIX

Club Gymnástico Velocipédico Figueirense/Ginásio Clube Figueirense


A mesma foto em dois enquadramentos:
A primeira direcção do Club Gymnástico Velocipédico Figueirense, mais tarde Ginásio Clube Figueirense.
A imagem data do ano de fundação do clube (1895), e podem ver-se: sentados - no centro (Pedro Augusto Ferreira (presidente), à direita, Jorge Laidley (vice-presidente) e à esquerda, José Camolino de Sousa (secretário). De pé, da direita para a esquerda: José Carlos da Silva Pinto (tesoureiro), Joaquim Alves Fernandes Águas, Manuel Fernandes Tomaz e José Augusto Evangelista (vogais).
Repare-se no galhardete, com as iniciais do clube: C.G.V.F (Club Gymnástico Velocipédico Figueirense).
AJM

O pensamento do dia

Pagamos caro pela experiência que podíamos ter obtido de graça com o nosso próximo.

Provérbio armémio

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Para a história

Este semanário desportivo iniciou a sua publicação em 1990. "O Desportivo das Beiras" marcou uma época. Tive o privilégio de ser um dos seus colaboradores.


Em Fevereiro de 1990, entrevistei o campeão de ciclismo Marco Chagas, na altura em que foi representar o ORIMA-Cantanhede (Sociedade Columbófila Cantanhedense).
Na introdução, escrevi: "Marco Chagas, 33 anos, completados em 19 de Novembro. Natural de Pontével-Cartaxo (Ribatejo). Profissionalmente representou o Sporting, Águias, Lousa, Futebol Clube do Porto e o Louletano. Participou em 14 Voltas a Portugal, esteve na Volta à França, na Volta à Venezuela, no Brasil, em Espanha, na Volta à CEE e no Campeonato do Mundo. Triunfou em 4 Voltas a Portugal (1982/83/85 e 86), foi campeão nacional de fundo (5 triunfos), foi vencedor da Volta à África do Sul, etc, etc,. Palmarés invejável dum atleta que um dia foi marcado psicologicamente pelas malhas do "doping". Marco Chagas, que viajou agora até às Gândaras, integrando a equipa do ORIMA".

Esta faz parte da minha modesta história de jornalista.

AJM


O pensamento do dia

Deixo tudo muitas vezes. As coisas e os homens. Deixar as coisas é um bocadinho mais difícil.

Brigitte Bardot

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Un cineasta figueirense


O filme "Ainda há pastores?", do realizador figueirense Jorge Pelicano, foi distinguido com o Prémio Especial da Lusofonia e Menção Honrosa no Festival Internacional de Cinema e Vídeo CineEco'06, em Seia.Parabéns ao Jorge, antigo colega de escola, e a todo o pessoal envolvido no filme. Que seja o início de uma fantástica carreira.
(Sacado de "A Confraria das Bifanas")
Nota: Este documentário, no formato DVD, é apresentado no próximo domingo, dia 5 de Novembro, pelas 21h30, no pequeno auditório do Centro de Artes e Espectáculos (CAE). Já ontem assisti ao trailler.
AJM

Recordações de viagem

Cá em baixo, no pantanal, uma paisagem espectacular em Miami

Lá em cima, entre Miami e Londres, as nuvens numa imagem doutro planeta...
Fotos de AJM