Presidente da ARS apela à serenidade
O bloco de partos da Figueira da Foz encerra hoje. A partir de amanhã, as parturientes passam a ser orientadas para as maternidades de Coimbra e de Leiria.
O bloco de partos da Figueira da Foz encerra hoje. A partir de amanhã, as parturientes passam a ser orientadas para as maternidades de Coimbra e de Leiria.
Fernando Regateiro apelou ontem à serenidade da população da Figueira da Foz, garantindo que o processo de encerramento da maternidade e das urgências de Obstetrícia e Ginecologia do hospital foi "pensado, reflectido e acautelado". "Tudo vai correr bem", garantiu aos jornalistas o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, à margem do Fórum Regional de Saúde que decorreu ontem nos HUC. A partir de amanhã, as parturientes e utentes da urgência obstétrica e ginecológica da área de influência do Hospital Distrital da Figueira da Foz passam a ser orientadas para os Hospitais da Universidade de Coimbra e Hospital de Santo André, Leiria. Lembre-se que a tutela baseia-se na falta de segurança e no número de partos anuais que, no seu entender, deverá atingir, no mínimo, 1.200.Na maternidade da Figueira, recorde-se, o número de partos ronda os 600 por ano. "É sabido que o número baixo de partos, mais tarde ou mais cedo, vai reflectir-se na capacidade de atendimento que é feito, porque mantém com dificuldade o contacto com situações difíceis", sustentou o responsável.
Para Fernando Regateiro, "as equipas têm que estar treinadas, têm que contactar no dia-a-dia com situações raras. Situações essas que só se encontram se houver um número elevado de partos".
Mesmo reconhecendo que a qualidade da maternidade "é boa", graças ao profissionalismo das equipas médica e de enfermagem, o presidente da ARS do Centro lembrou que o número de partos assistidos na Figueira da Foz era muito abaixo do que é recomendado para manter a qualidade e a segurança. As parturientes passam agora a ser assistidas na Maternidade Bissaya Barreto (onde o número de partos ultrapassa os três mil por ano), na Maternidade Daniel de Matos – Geral C (com o mesmo número de partos) e na maternidade do Hospital de Leiria (onde se realizam cerca de 1.500 partos/ano). Fernando Regateiro garantiu que a transferência das parturientes não vai alterar o funcionamento regular destas unidades. "Um a dois partos por dia não é uma sobrecarga preocupante. Temos condições de segurança e qualidade para receber as utentes", frisou. As distâncias a percorrer "são curtas" e o transporte será assegurado pelo INEM ou pelo transporte interhospitalar habitual. Fernando Regateiro lembrou que o que dá segurança a um parto é o seguimento da gravidez, a programação do parto e o "encaminhamento na data certa para o seu local de parto, cuja opção é livre". Além disso, com as acessibilidades de hoje, "percorrer 20 ou 40 quilómetros não é significativo".
Ainda de acordo com o representante regional do Ministério, um grupo de profissionais da Figueira da Foz está a decidir criar uma unidade de assistência domiciliária durante o pós-parto . "É algo que não existia até agora", frisou.
Estas notas de reportagem, veiculadas pela edição de hoje do diário regional "As Beiras", para mim, como leigo nesta matéria, nem sequer me merecem comentários.
Reparem, contudo, no "rebuçado" constante do último parágrafo.
AJM
3 comentários:
Anunciamos a abertura de um novo "bordel", com luzinha "vermelha" à porta. Fica na Figueira da Foz (bailenobordel.blogspot.com) e será o maior prostíbulo desta cidade. Enquanto não houver anúncios de "massagistas" e "acompanhantes" é uma sorte. Vá lá, rostos animados e aproveitem enquanto é de borla!
Ass: O Gerente, Gato Bravo e Dona Mimi
é sempre a perder.
em nome de uma suposta contenção de custos e controlo arçamental, pode-se estar a por em causa a saude dos portugueses.
Os que pouco ou nada têm, pq o que podem vão para as melhores clinicas privadas.
De novo que paga a crise é a classe media e baixa.
o socrates farta-se de tomar medidas e atacar... quem não pode fugir.
Fechar uma maternidade para poupar uns trocos é simplesmente vergonhoso.
Ricardo:
Não tenha a menor dúvida. Partilho inteiramente da sua opinião.
Olhe que não se precisa de esperar muito para aparecerem mais maternidades privadas.
Como se dizia antigamente, quem se lixa é o mexilhão!
Abraço
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