segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Para a história da Figueira - LVII

A sesta na Figueira

Prosseguindo a descrição, assinada pelo figueirense Raimundo Esteves, em 1941, do Cortejo de Costumes e “Tipos”, que teve lugar em 3 de Agosto daquele ano, saliento hoje a referência a um hábito que se perdeu nos tempos, a Sesta, e que o Autor refere com humor na reportagem que lhe garantiu um prémio nos Jogos Florais da Figueira da Foz.

Viva a Sesta

Anunciava-se o começo das duas horas de folga, ao pino dos mei’dias ardentes de verão, com uma curiosa funçanata do rapazio que dava serventia a pedreiros.
Enfeitavam-se as padiolas com heras, canas, musgos, sardinheiras que berravam vermelhas no verde moço das ervagens.
Um cachopo dos mais miúdos, todo bezuntado de pós negros de sapato, com os beiços e as maçãs do focinho avivados a zarcão, (- como as madamas da moda!-) era levado em charola.
Gania-se em coro:
- Viva a sesta!
Pedinchava-se para a ceia. E a quem acudia ao apelo, agradecia-se num berreiro atroador:
- Viva a sesta! E viva o Senhor Antoninho que deu cincoreisinhos!.”

AJM

2 comentários:

Unknown disse...

Viva a sesta, viva a sesta! Devia ser obrigatória.

Ricardo disse...

Esta provado cientificamente (pelo menos quero acreditar que sim) que meia hora de sesta após o almoço aumenta a produtividade.
Ainda não tentei, mas acho que o meu chefe não caía nessa