A morte caça os jovens espreitando-os, como é hábito do homem e outros animais traidores, e não dando a cara, como combate o leão.
Aos velhos, a hiena da morte domina-os à força de paciência, com pancadas isócronas de relógio, em voos (até graciosos e airosos) de folhas do calendário do Outono (brancas, amarelas, ocres, às vezes cinzentas às bolinhas cor de sangue, cor de óxido, da cor que a nicotina deixa nos dentes dos mais ruins e poéticos verdugos).
Camilo José Cela, Prémio Nobel da Literatura em 1989
Sem comentários:
Enviar um comentário