domingo, 15 de julho de 2007

Palavrões

Li e concordei, em absoluto, com o que escreveu José António Saraiva, na revista TABU, suplemento do SOL, de que é director.
Aproveito para transcrever alguns pontos que achei interessantes.
Por exemplo, e tudo a propósito de palavrões, uma linguagem muito comum entre aqueles para quem o português apresenta inúmeras dificuldades de comunicação.
"Descobri há tempos que o facto de se usarem os palavrões como muletas simplifica muito as frases - e isso é em parte responsável pela dificuldade de expressão que a maioria das pessoas revela, por exemplo, na televisão, em que o uso do palavrão está naturalmente interdito.
Em frases do tipo "Anda lá com essa m....", Essa m..... nunca mais está pronta, "Vai mas é à m...." é usada para tudo [até à mesa, acrescento eu, e conheço-os bem...] substitui tudo, pode pôr-se em qualquer lugar da frase e fica sempre bem. (...) Basta isto para perceber que o uso de palavrões empobrece a língua e reduz o vocabulário".
(...) Concluo, portanto, que os palavrões não sõ me incomodam a mim. O seu uso generalizado, por homens e por mulheres, empobrece a língua, torna-a menos subtil, mais primária. E isso, aliado às mensagens SMS, onde a linguagem se reduz ao básico, vai fazendo com que o ser humano seja cada menos rico naquilo que o distingue dos animais: a fala".
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Creio que esta carapuça vai entrar, à medida, em muitas cabeças de conhecidos meus... dos que pensam que falar mal é chique, mas que, no fundo, traduz apenas o seu conjhecimento do idioma nacional e a fraqueza dos seus argumentos e do seu discurso. E por que não falar de má educação???

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