sexta-feira, 6 de julho de 2007

Para a história da Figueira - LXXXIX

Na obra PORTUGAL DOS NOSSOS DIAS, com o subtítulo de "Vermelhos, Brancos e Azuis", da autoria de Rocha Martins, da Academia das Ciências de Lisboa, editada em 1951, podem ler-se no capítulo dedicado a Álvaro Xavier de Castro que, entre outros cargos, exerceu as funções de Ministro da Justiça no Gabinete de Afonso Costa, algumas passagens em que figura a Cidade da Figueira da Foz.
Álvaro de Castro que teve um papel extremamente relevante na Revolução de 14 de Maio de 1915, que derrotou a Ditadura presidida pelo general Pimenta de Castro.
Acerca do Gabinete ministerial empossado a 12 de Dezembro de 1914, levantaram-se, como conta Rocha Martins, "todos os partidos à excepção do Democrático. O proletariado levantava-se (...) Correu uma imerecida alcunha que logo se colou a Governo. Era a dos "Miseráveis de Vítor Hugo". A frase teve êxito."
(...) "Naquele intervalo, dera-se, na Figueira da Foz, o incidente em que figurava o major João Carlos Craveiro Lopes transferido do Regimento 28, para o 19, em virtude de um caso puramente particular mas no qual interviera um elemento democrático, embora de pequena categoria.
Os oficiais, do 28, protestaram e igualmente os de Artilharia 3, também aquartelado na Figueira da Foz. Em várias unidades tomou vulto a acção que chegou à guarnição de Lisboa, que se manifestou pelo que ficou conhecido na História sob a designação de "Movimento das Espadas"."

Sem comentários: