Inaugurado a 8 de Agosto de 1874, considerado, na época, o “mais elegante que se encontra em terras da província”, foi sede do Ginásio Clube Figueirense e destruído por um incêndio na madrugada de 25 de Fevereiro de 1914, em plena quadra do Carnaval.
Na secção “Guia do Banhista”, no Almanaque da Praia da Figueira para 1879-1880, podem ler-se algumas referências àquela casa de espectáculos, como, por exemplo: “Este teatro, sem contradição, o mais elegante e decente dos de província, é situado no lado Norte do Largo de 24 de Agosto de 1820 (hoje, Largo do Dr. Nunes) (…) foi construído na parte central da vila, no último quarteirão do Norte do novo bairro do Cais, que se formou sobre os terrenos conquistados ao rio”.
Como se pode ler na citada publicação, “a traça do edifício deve-se ao sr. Adolfo Loureiro, e a execução dele ao mestre carpinteiro, André de Assunção”.
E mais adiante: “A inauguração do teatro Príncipe D. Carlos, foi em 8 de Agosto de 1874, representando-se na noite desse dia, o drama de Eduardo Coelho, “Opressão e Liberdade”, levado à cena por curiosos dramáticos da vila”.
O texto de referência ao citado teatro, ficou a dever-se, segundo o Almanaque, “à obsequiosidade do sr. Ernesto Fernandes Tomás”.
A gravura anexa foi extraída do Almanach da Praia da Figueira para 1879-1880, obra a que me tenho reportado.
AJM

Sem comentários:
Enviar um comentário