Aprígio Santos, na apresentação da equipa da Naval para a próxima época, que decorreu no Casino da Figueira, foi extremamente contundente, apostando, como alvo privilegiado, na comunicação social, imprensa, segundo ele.
E, como é evidente (sabemos como é), a populaça apoiou...
Não falo pelos outros, mas entendo, salvo opinião em contrário, que Aprígio poderia ter escolhido outros alvos num dia de festa.
Provavelmente, terá havido alguma comunicação social que tenha dito coisas de que o presidente não gostou.
Mas, aquele dirigente, não pode esquecer que, se não fosse a imprensa, a Naval não “existia”. Durante 365 dias (366 em ano bissexto), a Naval foi falada na comunicação social, local, regional e nacional.
Já alguém dizia: “Que digam mal, mas falem de nós”.
Aproveito a oportunidade para perguntar: será que a Naval colaborou com a imprensa?
Tratou bem a comunicação social?
Não escorraçou os jornalistas, como alguém aproveitou para referir na última reunião da Assembleia-Geral?
Será que também são os jornalistas os culpados de que o passivo do clube tenha atingido um valor perto dos dois milhões e quatrocentos mil euros?
Amigo Aprígio, deixa-me dizer-te: mede as palavras e, se assim o entenderes, personaliza os teus ataques.
Ninguém esquece que o presidente do clube, em termos futebolísticos, tem feito o seu melhor, levando a equipa de futebol ao mais alto patamar do futebol português.
Mas será que isso é suficiente? E as outras modalidades? Onde está o ecletismo do clube? E a sede?
Ou será que tudo vem ao encontro do que há bem pouco tempo disseste: "quanto menos falem na Naval, melhor". Essa foi do presidente do mais antigo clube da Figueira da Foz.
Aprígio, em dia de festa, com a apresentação da tua nova equipa, devias ter pensado antes de dizeres o que disseste.
AJM

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