quarta-feira, 5 de julho de 2006

“Perdi o bebé”

Confesso. Hoje o almoço soube-me a fel.
Se é certo que nem tudo são rosas, por vezes os espinhos conseguem torturar-nos.
Hoje fui almoçar ao restaurante aonde, de quando em vez, tomo as minhas refeições.
Já tinha reparado, há alguns dias, que a fisionomia da anfitriã não era a correspondente aos seus melhores dias, longe disso.
Ela, sempre alegre, contagiando tudo e todos, proporciona-nos uma estada agradável. É uma companhia que nos dá imensa satisfação.
Finalmente, hoje, pela sua boca, soube a razão da sua expressão triste dos últimos dias.
Entre impertinentes lágrimas, confessou-me: “Perdi o bebé”.
Senti um calafrio perante o sofrimento duma mulher, boa, que perdera um sonho. Por agora, digo eu.
O amor por uma criança que não chegou a nascer contrasta com a leviandade com que certas “mães” tratam os seus filhos.
Minha cara amiga: a vida continua, e porque é uma pessoa de bem, Deus vai recompensá-la. Disse-me que "Deus não existe". O sofrimento de momento levou-a a proferir essas palavras. Mas vai ver que Deus existe mesmo. Tenha fé. O futuro é já amanhã.
Ele não dorme.
AJM

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