quinta-feira, 6 de julho de 2006

Quem quer mal a Scolari?

Portugal, em termos de futebol, acaba de fazer história no campeonato do mundo de futebol.
Uma das quatro melhores selecções mundiais, tem, segundo Júlio Magalhães (conhecem, não é verdade?), o azar de ter como seleccionador um estrangeiro!
Conforme escreveu, na edição de hoje num diário desportivo nacional, “todas as críticas que tenho feito, assentam sempre no mesmo princípio: não concordo com o facto de à frente de uma Selecção Nacional, seja ela qual for [um rebate de consciência e lá se lembrou ele doutros países], estar um treinador estrangeiro.
Depois, fala dos heróis de 1966. Parece que o senhor Júlio Magalhães se esqueceu de que também, nessa altura, quando Portugal conseguiu o seu maior feito futebolístico, a selecção também era comandada por um estrangeiro: Otto Glória, que somou êxitos nos três maiores clubes nacionais.E acrescenta: “Não nos podemos queixar da sorte, ou da famosa “santa” que nos ajudou a chegar às meias-finais”.
Ah, é verdade, lá me ia esquecendo. Vejam este naco de prosa: “…não faltam treinadores. Mourinho é um deles (não me importava nada que acumulasse o Chelsea com a Selecção)…”
Um aparte: os ingleses iam adorar…A concluir e como resposta: Maria Dulce Gil, de S. Domingos de Rana, comenta, na edição de hoje da “Visão”: “Os resultados devem-se a boa gestão e liderança. Hoje e em 1966 temos seleccionadores. A nível político, será necessário recorrer a dirigentes estrangeiros?”.
Mais comentários, para quê?
AJM

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