segunda-feira, 31 de julho de 2006

Naval regressou à Figueira

Naval, esta tarde, no Bento Pessoa


Após duas semanas de estágio em Nelas (Beira Alta), o plantel navalista regressou à Figueira da Foz, efectuando, esta tarde, o seu primeiro treino no Bento Pessoa.

AJM (texto e foto)

Para a história da Figueira - XVIII

Concurso Ibérico de Fotografia
Uma das fotografias premiadas: "Sem redes, com fé", de Manuel Galo Faria







Na foto, à esquerda: Capa do catálogo de premiados








As manifestações culturais, na Figueira da Foz, vêm de longe. Hoje nada se inventa, procura-se, sim, de quando em vez, recuperar realizações antigas.
É o caso. Em 1972, teve lugar, nesta cidade, o 1.º Concurso Ibérico de Fotografia, que foi extremamente concorrido.
A organização pertenceu à Comissão Municipal de Turismo, como pode ler-se no cartaz que reproduzo.


AJM

O pensamento do dia

As brincadeiras infantis não são brincadeiras; devem ser consideradas como a sua principal ocupação.

Montaigne

domingo, 30 de julho de 2006

Mas as crianças, Senhor!


Guerra! (Foto Globo-Brasil)
Ataque israelita mata 23 crianças! Mais palavras para quê?

Mais sobre Levy






A história de Levy






Chegaram ao meu poder mais algumas achegas acerca da personalidade do artista figueirense Levy, oriundas, precisamente, dum dos seus filhos.
No blog "Páteo das Galinhas", a propósito, e como ajuda à publicação que fiz, pode ler-se:

"... direi que nasceu na Figueira a 17 de Fevereiro de 1926. Trabalhou em diversas áreas ligadas com a arte como, por exemplo, cenarista, caricaturista, pintor, artesão... faleceu em 2000. Publico a foto dos bonecos (gentilmente sacada a Presente) bem como foto da 1ª geração dos mesmos, ainda recortados e não torneados. De salientar que a colecção de bonecos é bem mais completa."

Grato pela ajuda. É, desta forma, que se ajuda a construir a história da Figueira da Foz e das suas figuras mais relevantes.


AJM

Para a história da Figueira - XVII

Toponímia figueirense (Ontem e hoje)

Como mera curiosidade, a seguir dou conta das designações de algumas artérias da cidade da Figueira da Foz, que no passado foram baptizadas com um determinado nome e hoje têm outras placas identificativas.

Por exemplo:

No presente No passado

Rua Académico Zagalo - Rua da Indústria
Rua Augusto Veiga - Rua das Figueirinhas
Rua Bernardo Lopes - Rua da Concórdia
Rua dos Bombeiros Voluntários - Rua da Bica
Rua Dr. Calado - Rua da Boa União
Largo Coronel Galhardo – Largo do Forno da Cal
Rua 10 de Agosto – Rua do Rio Tinto
Rua da Esperança – Rua do Favião
Rua Francisco A. Diniz – Rua do Bonfim
Jardim Municipal – Largo de José Luciano de Castro
Rua Miguel Bombarda – Rua do Melhoramento
Rua da República – Rua do Príncipe Real

AJM

Poesia


Augusto Gil, na Serra da Estrela (Foto Ilustração Portuguesa – 1909)




Cordas de prata, subi…
Tão alto cantarei eu
Que me ouçam pedir por ti
Os anjos que estão no Céu.

Teus olhos, contas escuras,
São duas ave - Marias
Dum rosário de amarguras
Que eu rezo todos os dias.

Se queres que eu não te queira,
Pede a Deus p’ra que me chame;
Pois nem Deus, de outras maneira,
Consegue que te não ame.

O teu olhar desleal
Corações queima por gosto.
Vou chamá-lo a tribunal
Por crime de fogo posto…

Augusto Gil *

* Augusto César Ferreira Gil era natural do Porto, onde nasceu a 31 de Julho de 1873, tendo falecido em Lisboa em 26 de Fevereiro de 1929. Poeta de fina estirpe, era licenciado em Direito, assinando inúmeras obras, entre as quais Musa Cerúlea, Luar de Janeiro, Vida de Nossa Senhora, Versos, O Canto da Cigarra, Sombra de Fumo e o Craveiro da Janela. É autor do livro de contos Gente de Palmo e Meio.



O pensamento do dia

Preparemo-nos para o sono como para uma grande festa, com a esperança de encontrarmos amigos passados e futuros, de vivermos situações surpreendentes, no mesmo momento e no mesmo lugar. O sonho não está encerrado no cérebro de quem dorme. O sonho escapa-se, como o vento sobre a pradaria, e desloca-se por vastas extensões. Quem sonha não dorme. Viaja.

Do livro “Sabedoria Ameríndia”, compilado por Jean-Paul Bourre

sábado, 29 de julho de 2006

A propósito do Levy

Os bonecos de LEVY

Um dos meus bem-vindos visitantes, num comentário a propósito dos bonecos aqui reproduzidos, da autoria de Levy, questionou-me sobre a figura daquele artista figueirense.
Posso dizer-lhe que o mesmo se chamava Levy Pais Martins, viveu na Rua dos Bombeiros Voluntários, em frente à Escola Dr. Bernardino Machado, tendo já falecido.
Fez imensos trabalhos para a então Comissão Municipal de Turismo, mas há muito pouco escrito sobre este homem (pelo menos que eu saiba apesar de ter feito uma procura exaustiva), que era uma pessoa extremamente simples.
Se alguém puder fornecer mais elementos sobre este artista figueirense, desde já agradeço.

AJM

Guerra

Líbano - Cenário de guerra e destruição

(Foto Jerusalem Post)


Para a história da Figueira - XVI

Em 1879 era assim...

Aqui vai mais um retalho de tempos idos, que retrata a vivência duma época.
A imagem foca um anúncio de um relojoeiro que existiu na Praça Nova (actual Praça 8 de Maio), publicado em 1879 (!), no “Almanach da Praia da Figueira”.
Penso que o texto é curioso, sobretudo para os estudiosos das coisas da Figueira da Foz.
Repare-se que o artista tinha o cuidado de avisar: “…Não alardeando baratezas, que são sempre a causa de ficarem estragados os relógios que precisam de concerto…”
Com alguma frequência, e por entender que são extremamente curiosos, procurarei trazer a este espaço, outros tipos de publicidade desse ano de 1879 (apenas decorreram 127 anos…).

AJM (texto e foto)

Artistas figueirenses

Os bonecos de Levy

Também, como Zé Penicheiro, o artista figueirense Levy, foi autor de bonecos engraçadíssimos retratando figuras e profissões da zona da Figueira da Foz.
Como amostra, aqui ficam dois exemplares da arte que tornou Levy conhecido e reconhecido.
São dois bonecos de madeira, que possuo, e têm a assinatura de Levy.

AJM (texto e foto)

O pensamento do dia

Quando adultos, passamos o tempo a pensar no passado, gastamo-lo com o futuro e esquecemos o presente.

AJM

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Os carteiros do nosso desespero

Provavelmente vão achar este comentário sem interesse. Mas, se pensarem bem, já vos aconteceu alguma vez, ou algumas vezes, como tem sucedido comigo nos últimos tempos. Deparo, no meu prédio, com correspondência destinada a outras residências e artérias.
No pressuposto de que “quem faz um cesto faz um cento”, faço lá ideia de quanta correspondência, a mim dirigida, ou aos meus vizinhos, não terá sido colocada noutros locais.
Esteja atento, e verá que também não está imune.
Pois é, a publicidade dos CTT aponta para que utilizá-los é meio caminho andado… (ou perdido, digo eu).

AJM

Os Bombeiros e as crianças

Crianças na escada Magirus
Não há dúvida de as coisas simples podem proporcionar momentos mais agradáveis do que as muito sofisticadas.
Os Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (BVFF) encontraram uma forma de proporcionar aos mais pequenos momentos de grande satisfação, levando-os até às alturas, proporcionando-lhes panoramas alargados, e, simultaneamente, dando-lhes uma ideia de como funciona e para quê, o carro-escada, ou escada Magirus, como é conhecida.
Pois é, os BVFF, estão a proporcionar às crianças das escolas uma subida ao alto da escada Magirus, oferecendo-lhes boa disposição e uma sensação diferente de que jamais se irão esquecer.

AJM (texto e foto)

O pensamento do dia

As únicas pessoas que aprecio são os loucos: os que são loucos para viver, loucos para falar, loucos para se salvar, desejosos de tudo ao mesmo tempo, os que nunca bocejam nem dizem lugares-comuns, mas que ardem, se inflamam e brilham como fabulosos fogos-de-artifício.

Jack Kerouac

quinta-feira, 27 de julho de 2006

Adivinha

Sabem quem é a pessoa mais fotogénica da Figueira da Foz?
Aquela que aparece, nos jornais figueirenses e diários regionais com delegação local, em 99% das fotografias referentes a assuntos que dizem respeito à Figueira?
Não, não é a Rosa Amélia...
Vale mais cair em graça do que ser engraçado...

Assim vai o trânsito!


Esta situação verifica-se, diariamente, na Rua Dr. Simões Barreto (à Avenida do Brasil), na freguesia de Buarcos - Figueira da Foz.
Mais palavras para quê?!!!

Nota: A rua tem dois sentidos.

AJM (texto e foto)

O pensamento do dia

Só existem três tipos de pessoas: os que fazem com que as coisas aconteçam, os que vêem as coisas acontecer e os que dizem “Que aconteceu?”

Ann Landers

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Poesia

Resposta à letra

Gritou-lhe ele zangado um dia:
- Nunca eu casasse contigo,
Que não és mulher, és peste!
Responde a “doce” Maria:
- Eu nunca te persegui!
Casaste, porque quiseste,
Não andei atrás de ti!
Retruca-lhe ele: - É exacto!
Tens pontaria certeira;
Mas diz-me, e a ratoeira
Também corre atrás do rato?

Cardoso Marta *

* Manuel Augusto Cardoso Marta. “Professor, poeta e jornalista. Natural da Figueira da Foz, onde nasceu a 5 de Abril de 1882, faleceu em 17 de Novembro de 1958.
Foi fundador do semanário “A Razão”, do Grupo “Stadium”, da Sociedade Arqueológica Figueirense e do Colégio - Liceu Figueirense. Foi professor do ensino profissional. Escreveu, entre outras obras, “Jornalismo Figueirense”, “Um museu etnográfico na Figueira”, “Aspectos da Figueira da Foz”, este em colaboração com Raimundo Esteves, colaborando ainda na revista “Figueira”, “Álbum Figueirense”, “A Praia” e “O Anunciador”.
Faz parte da toponímia figueirense.

AJM

Uma palmeira de causar inveja.


Não digam que esta palmeira (é uma palmeira, não é?), crescidinha e bonitinha, não lembra um país tropical!
Coitada, falta-lhe um pouco de cabelo, mas lá que tem altura, isso é uma verdade.
Esta espécie rara, situa-se no tal Oásis, na Figueira da Foz…


AJM (texto e foto)

O pensamento do dia

Pare de justificar o egoismo alegando que “o mundo é uma selva”. Ele pode também ser um jardim, dependendo de se querer plantar e regar, ou saquear ou destruir.

Sydney J. Harris, Fiel Newspaper Syndicate.

terça-feira, 25 de julho de 2006

O pensamento do dia

Para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há-de ser revelada.

Romanos 8:18-27

Idália partiu há 15 anos!


Maria Idália Pereira de Sousa Flores e Matos
25.07.1991/25.07.2006
Idália. Partiste da vida terrena há precisamente 15 anos. As saudades aumentaram com o decorrer do tempo. Aonde quer que te encontres, o meu espírito está sempre contigo. Continuo a amar-te como quando estavas entre nós. Descansa em paz.
Aníbal José de Matos

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Guerra


Como sempre, as vítimas são os inocentes!
(Foto in HA'ARETZ)

Por esse mundo além


Notre Dame (Paris), 1890
Simples curiosidade. Encontrei esta foto de há 116 anos. Para quem conhece Paris, a cidade Luz, julgo interessante mostrar esta imagem dum local emblemático.

Para a história da Figueira - XV


Relógio de Sol

O tempo passou. Os relógios de Sol também passaram. Na Figueira da Foz muitos se lembrarão de que a Torre da Esplanada teve, de início, um relógio de Sol.
Ainda hoje, aquele marco, que esteve ameaçado de destruição e que, posteriormente, fez aventar a hipótese de ali ser colocado um elevador para fins turísticos, é conhecido por Torre do Relógio. Até ali se convencionou chamar a Praia do Relógio.
O relógio de Sol desapareceu com o tempo e, hoje, na Figueira, apenas conhecemos um exemplar desse histórico meio de medir o tempo.
Situa-se na esquina da Rua do Pinhal, numa casa particular contígua à Universidade Internacional, edifício que pertenceu (penso que ainda pertence) a uma família figueirense de grande prestígio. (Julgo que da família de Joaquim de Carvalho ?)
Tem uma legenda em latim, que não consegui decifrar (se alguém o souber, agradeço), e que diz: Nec tardum neque inceptum. Espero não me ter enganado…
É mais um um humilde apontamento para a história da Figueira.

AJM (texto de foto)

Ilusão de óptica…


Este é um prédio numa urbanização do Cabo Mondego, debruçado sobre a marginal oceânica.
À primeira vista parece que, numa de arquitectura surrealista, uma imponente chaminé faz parte do edifício!
É apenas uma questão de perspectiva, como é evidente.
A verdade é que a chaminé, que pertencia à antiga fábrica de cimentos da Cimpor, instalada naquela zona, ali foi deixada ficar como ornamento histórico (?!!!).
Já alguém verificou o estado em que a mesma se encontra? Será que também tem conteúdo histórico? Tem estética? E se a mesma, desamparada como está, um dia cair, fustigada por qualquer percalço da natureza? Estão garantidas as questões de segurança de pessoas e bens?
A Figueira tem, na realidade, coisas que não lembravam ao Diabo…


E, já agora, porque não deixaram lá ficar, também, uma das balizas, para recordar o antigo campo de futebol que ali existiu?...

AJM (texto e foto)

O pensamento do dia

O desejo desenfreado do poder não tem as suas raízes na força, mas na fraqueza.

Erick Fromm

domingo, 23 de julho de 2006

Viva o pessoal trabalhador!

Segundo notícia hoje vinda a lume, 26 deputados que entraram em funções no Parlamento em Março do ano transacto, jamais faltaram às reuniões da Assembleia da República, nos primeiros 12 meses da sessão legislativa. Foram eles 17 do PS, oito do PSD e um comunista.
Não há dúvida de que quando o cumprir as suas obrigações é notícia, algo vai mal entre nós.
Será que é caso para dizer, poucos mas bons?

AJM

1.ºs Jogos Florais da Figueira da Foz - 1941


A mais linda praia

Cheguei à tarde… Mas apenas chego
Fui logo, direitinho, até à praia,
Para ouvir tuas águas, ó Mondego,
Olhando ao longe o sol, que já desmaia!


Dir-se-ia que uma voz do fundo pego
Me clamava aos ouvidos: “Sim! Cantai-a!
Ó poetas que andais de olhar tão cego!
A Figueira da Foz, a linda praia!...”


“Cantai-a, sim! Diziam-me em segredo
As ondas a rolar sobre um rochedo,
Numa infinita e gélida canseira…


“Cantai-a, sim! Em versos como estrelas!
Para que em Portugal, se há praias belas,
Sejas, dentre as mais belas, a primeira!...”

Jerónimo de Almeida - 2.º prémio



O pensamento do dia

Ser da classe média significa viver como a classe alta com o ordenado da classe baixa.

Sofocleto in La República, Lima

sábado, 22 de julho de 2006

Portugal, medalha de bronze no Europeu de Hóquei em patins

É como se nada tivesse acontecido. O país não embandeirou em arco, poucos terão tido interesse em seguir o campeonato da Europa de Hóquei em patins que hoje terminou em Monza (Itália).
Não se tratava de futebol, mas tão somente da modalidade em que Portugal mais títulos alcançou (campeonatos da Europa e do Mundo), o hóquei em patins, modalidade em que o desporto nacional mais prestígio alcançou.
Pois bem, Portugal não conseguiu o 21.º título europeu, mas subiu ao pódio, vencendo o seleccionado do país anfitrião por 5-4.
A Espanha foi a vencedora, derrotando a Suiça, na final, e, para que conste, Portugal, sob a orientação de Paulo Baptista, alinhou no jogo para apuramento do terceiro lugar com:
Carlos Silva, Valter Neves, Sérgio Silva (2), Reinaldo Ventura e Ricardo Barreiros (1) - «cinco» inicial. Jogaram ainda Vítor Hugo (2), Tiago Rafael e Jorge Silva.

E que ninguém se esqueça: há mais vida para além do futebol.

AJM

A foto da semana


Alguém os viu por aí? (Foto AJM)

Oásis é que não é

Oásis ao abandono

O Oásis foi uma das bandeiras que Santana Lopes arvorou quando presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Costuma dizer-se que de boas intenções está o Inferno cheio, e a verdade é que gastaram-se ali rios de dinheiro que, como é óbvio, saiu do bolso dos contribuintes, e o recinto está completamente ao abandono.
Instalou-se um restaurante e outros anexos e mais um Verão está a decorrer sem que abra as portas ao público.
Quem pode dar explicações e pode responder por este estado de coisas?

AJM (texto e foto)

Desporto figueirense noutros tempos

Sempre que possível, aqui trarei alguns elementos referentes ao desporto figueirense noutros tempos.
Hoje, no caixote de velharias, fui encontrar um pormenor relacionado com uma das actividades que mais prestígio trouxeram ao Sporting Clube Figueirense: o atletismo.
Em Outubro de 1927, Os leões da Figueira da Foz, então com nove anos de vida, participaram no 1.º Torneio de Atletismo de Coimbra, disputado, em Outubro, no Campo de Santa Cruz, tendo obtido um honroso terceiro lugar, logo a seguir à Académica, que triunfou, e ao Sport Conimbricense, que ocupou a segunda posição.
Eis a classificação geral, por equipas:
1.ª Académica de Coimbra, 30 pontos
2.ª Sport Conimbricense, 11 pontos
3.ª Sporting Figueirense, 6 pontos
4.ª Santa Clara (Coimbra), 6 pontos
5.ª Sporting Nacional (Coimbra), 5 pontos
6.ª Grupo Desportivo Armazéns do Chiado (Coimbra), 2 pontos
7.ª Vitória (Coimbra), 0 pontos
8.ª CF Os Conimbricenses, 0 pontos

A organização coube ao antigo jornal “A Voz Desportiva”, dirigido por Amadeu Rodrigues.

AJM

O pensamento do dia

O valor de um bom livro assenta naquilo que ele exige de si, para além do que o leitor pode aprender ou absorver facilmente. Ler é uma maneira de conseguir pensar com a cabeça de outra pessoa; obriga-o a puxar pela sua. Ao ler algo escrito por uma grande inteligência, temos que nos pôr como que em bicos de pés para conseguir abarcar a mensagem do escritor. Temos que ajustar a linguagem dos nossos pensamentos aos dele. E verificamos que, inevitavelmente, o domínio da linguagem e a qualidade dos nossos pensamentos foram efectivamente desenvolvidos.

Charles Scribner Jr.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Uma pergunta

Sabiam (ai não que não sabiam), que há indivíduos que são reformados por doenças "incapacitantes" e, depois, assumem funções noutras profissões igualmente exigentes?
Afinal, de quem é a culpa? Será que o Estado, que tantas cuidados tem com coisas de somenos, deixa passar estas situações sem actuar? Afinal essas doenças são ou não incapacitantes? E quem fez o julgamento? As cunhas continuam a funcionar, seja num sistema político ou noutro.
Alguém está a falhar. Disso ninguém tenha dúvidas.
AJM

Negligência, desleixo


Em 21/07/2006

Uma cidade que se quer de turismo, tem muitas pequenas coisas espalhadas por aí que, no mínimo, demonstram negligência e desleixo.
Há mais de três meses que este murete, na marginal oceânica, no Cabo Mondego, foi derrubado por um automóvel, e continua neste estado.
É certo que na orla marítima há muitas entidades a mandar, e que, para se chegar a um consenso, dá para dormir muitos sonos.
Mas, sinceramente, os responsáveis por esta terra acham que este aspecto dignifica alguém?
Está bonito, não está?!

AJM (texto e foto)

Poesia

Do meu saudoso Amigo, o figueirense Sebastião Pimentel Monteiro:

Marchas, ranchos e tasquinhas,
Banho santo, procissão,
Danças, petiscos, sardinhas,
Ai Figueira… ai São João…!



(1.º Prémio Quadras de S. João 95)


A escuridão da cegueira
Foi minha sina, foi cruz…
No São João da Figueira,
Encontrei-te… fez-se luz…!


(2.º Prémio Quadras de S. João 95)


Queira ou não queira, quem queira
Crer bem no que não quer crer,
No São João da Figueira
… Outro credo passa a ter!



Para ir ao Banho Santo
Do São João da Figueira,
Não me deito nem levanto,
Canto e danço a noite inteira…

O pensamento do dia

Protestamos contra as críticas injustas, mas aceitamos os elogios imerecidos.

José Naroski

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Zidane e Materazzi castigados

Depois do ouro, a suspensão…

Zinedine Zidane não acabou a carreira da melhor forma, agredindo Materazzi com uma cabeçada na final do campeonato do mundo de futebol, mas, mesmo assim, ainda recebeu o prémio de melhor jogador do Mundial 2006.
Agora, o Comité Disciplinar da FIFA, resolveu castigar o Zuzu com três de suspensão e 4 800 euros de multa, mas também não perdoou a Materazzi que se provou (quem ouviu?) ter agredido verbalmente o francês. O italiano foi suspenso por dois jogos e apanhou 3 200 euros de multa.
Vá lá que a FIFA teve uma atitude louvável.
E ouvidos de tísico...

AJM

Zé Penicheiro


Tourada à portuguesa (Zé Penicheiro - 1973 - Propriedade de AJM)

Figueirense pelo coração

Somos amigos de longa data. Tratamo-nos por tu como bons amigos que somos. Zé Penicheiro é um artista plástico que dispensa apresentações.
É patrono duma sala no Centro de Artes e Espectáculos (CAE) e, entre outras mais que justificadas honrarias, foi distinguido pela Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Na imagem, a reprodução dum quadro que o Zé, em 1973, vão decorridos 33 anos, fez o favor de me oferecer, com uma dedicatória: "Ao Aníbal, com um abraço amigo do Zé - 1973". Para ti, também, em nome da nossa a mizade, um grande abraço e o agradecimento pelo que tens feito pela minha terra.

AJM

Poesia

Andorinha que esvoaças
por esta terra perdida,
é na Figueira que passas
o melhor da tua vida.
AJM - 1971

Para a história da Figueira - XIV

Maestro David de Sousa (1880-1918)

O orfeão David de Sousa, cuja biografia, naturalmente resumida, do seu patrono, publico a seguir, foi fundado em 16 de Abril de 1936, e contava com mais de 120 componentes, masculinos e femininos, tendo alcançado assinalados êxitos durante largos anos.
Fundado pelo maestro António Fernandes, aqui fica, para a história, o Hino dessa instituição, também da autoria (música e letra) de António Fernandes.

AJM



Descansando à beira do mar
E da Foz do Mondego das musas,
A FIGUEIRA inspira a cantar
Nossas almas ardentes, bem lusas.

És das PRAIAS RAINHA formoso,
Tens encantos, tens luz, tens a Serra…
Bem te podes sentir orgulhosa
Porque és bem uma JOIA DA TERRA.

Salvé! Salvé! Cidade risonha,
Pelas águas do mar embalada;
És carícia, és amor de quem sonha…
Por teus filhos serás sempre amada.

CORO:

Nossos peitos de filhos amantes,
Onde a luz da razão não morreu,
Entoando canções fulgurantes,
O teu nome hão-de erguer-te ao Céu.

E quem foi David de Sousa?

“Na história da música, um nome devia surgir para lha valorizar as páginas, para lhe enriquecer a sua própria função. Trata-se de David de Sousa, glorioso figueirense nascido em 6 de Maio de 1880.
Dotado duma vocação especial, as suas tendências começaram a evidenciar-se aos 9 anos. Aos 13 anos, o moço David era cantor soprano da Sé Patriarcal.
Em 1904 concluiu o curso no Conservatório de Lisboa. Quatro anos depois, na cidade de Leipzig, David de Sousa concluía novo curso. Dois anos mais tarde, já violoncelista exímio e compositor de relevo, obteve no Sul da Rússia, em Iekaterisnolow, um sucesso retumbante com a sua célebre “Rapsódia Slava”.
De regresso a Portugal, David de Sousa não esqueceu a sua terra natal e em 29 de Setembro de 1913 realizou o seu primeiro concerto.
Não vibraram as almas nem se agitaram os temperamentos como artista julgava e esperava. A glória que obtivera na Rússia não foi espelho onde a alma portuguesa pudesse mirar-se, ovacionando um irmão que conquistara plateias estrangeiras.
Não desanimou o artista notável. Não podia arrefecer dentro de si, dentro da sua alma de músico-maetro os aplausos arrancados do povo de Iekaterisnolow. Trabalhou para continuar a sua jornada, o seu caminho de aspiração lógica.
Do maestro ficaram, entre outras, as obras “Bascense”, “Barca Bela”, “Ansiedade”, “Rapsódia Slava”, “Saudade” e a ópera incompleta (?) “Inês de Castro”.
Porém, e como o verdadeiro romance do homem, é aquele que ele nunca chega a escrever, David de Sousa não terminou o seu. Morreu consigo, dentro da sua alma, alma de português artista, alma de figueirense dos mais nobres e mais ilustres.
Morreu em 30 de Outubro de 1918.”

(Extraído de “Revivendo”)




O pensamento do dia

Educar para a democracia

A educação está na base da criatividade de uma nação; é o que dá às pessoas os elementos racionais com os quais podem formar a sua própria opinião sobre a seriedade e a capacidade, bem como sobre as propostas, dos seus líderes. Somente desta forma é que pode ser garantida uma democracia estável, sob a qual os indivíduos possam viver de acordo com as suas próprias opções e resolver os seus próprios problemas.


Ellen B. Geld

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Dias sangrentos no Líbano

Beirute está a ser destruída pelos ataques israelitas (Foto The Jerusalem Post)

A fuga é a única solução (Foto The Jerusalem Post)


O sangue continua a correr nas ruas de Beirute, e o número de mortes aproxima-se das três centenas.
Morte, destruição e êxodo, são as imagens dum mundo onde os conflitos continuan a ser o prato do dia.
Israel continua a bombardear e os resultados estão à vista.
E as crianças, Senhor? Até quando?
AJM

Assim vai este país…

Lembra-se do senhor Feliz e do Senhor Contente?
As suas felizes interpretações tinham um estribilho que dizia: “Assim vai este país…”
Pois é: Ali Babá seria hoje um homem bastante sério, pois apenas contava com quarenta ladrões. Eles, agora, são muitos mais, e quase se dá um pontapé numa pedra para aparecer logo um…
Esta lengalenga vem a propósito da notícia que a imprensa publicou nas suas edições de ontem, em que foram condenados no Tribunal da Boa Hora, vários indivíduos acusados de burlar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em quase dois milhões e meio de euros, forjando 17 mil requisições num total de mais de 113 mil meios complementares de diagnóstico requeridos.
E as notícias dizem mais: “Eram todos acusados de burla qualificada e falsificação de documentos, através de um esquema que lhes permitiu cobrar ao SNS análises clínicas, algumas não realizadas, tendo para isso forjado vinhetas de identificação de médicos e receituário.”
Claro que, face a esta e outras situações que vão surgindo, o Zé é que paga, sendo aumentados impostos, preços dos medicamentos, taxas moderadoras, etc., para cobrir os roubos que outros praticam.
Enfim, assim vai este país!

AJM

Recordações do Brasil

Esta é a célebre ÁRVORE DAS PATACAS, nas traseiras do Palácio de Petrópolis (Brasil). (Foto AJM- 2005)

Tiradentes (Brasil), durante as filmagens da novela JK (Foto AJM - 2005)

O pensamento do dia

Um brinde irlandês:
"Que possas ter a percepção necessária para saberes onde estiveste, a visão necessária para saberes para onde vais e o discernimento necessário para saberes quando estás a ir longe demais."

terça-feira, 18 de julho de 2006

Na Figueira, regras de trânsito ao sabor da época...2

Pois é... a imagem diz quase tudo!


Grato ao "Páteo das Galinhas" pela cedência da foto para ilustrar o post sobre trânsito.

Grato pela oportuna colaboração. Mande sempre. E o seu comentário tem toda a razão de ser.

Um abraço,

Aníbal José de Matos

Naval já pode inscrever jogadores na Liga

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional acaba de emitir o comunicado que a seguir transcrevo, que se traduz no facto da Naval deixar de estar impedida de inscrever jogadores para a próxima época:

"COMUNICADO OFICIAL N.º 08/06-07

Para conhecimento dos Clubes/SAD's e demais interessados vimos comunicar que a Associação Naval 1º de Maio veio apresentar certidão emitida pelo Instituto de Segurança Social I.P., Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra, comprovativa de que a sua situação perante tal Entidade se mostra regularizada.
Em face do exposto, comunica-se que cessa a situação de inibição da Associação Naval 1º de Maio de registar novos contratos de novos jogadores ou renovações, que resultava do nosso Comunicado Oficial n.º 5/06-07 de 11 de Julho."

Donde se conclui que, afinal, faltava qualquer coisa.

AJM

Para descontrair...

Ora lá vai uma anedota, para variar...

Pergunta um comboio antigo, a vapor, ao moderno TGV:

Como é que conseguiste deixar de fumar?

Michel Leeb, in Le Dictionnaire du Rire

Na Figueira, regras de trânsito ao sabor da época!


É verdade e, decerto, os meus amigos já se apercebram disso há muito tempo.
Concretamente na Figueira da Foz, as regras de trânsito, ou melhor dizendo, o Código da Estrada, varia conforme a época.
Se estamos na época baixa, que se cuide quem deixar, por exemplo, o automóvel em cima dum passeio. Os agentes da autoridade não demoram e, inclusivamente, lá vem o reboque.
Se estamos na época alta, então tudo muda de figura. Os automóveis podem circular e estacionar em cima dos passeios, obrigando o peão a caminhar pela estrada, podem estacionar nas curvas cortando a visibilidade, podem estacionar em locais onde se encontram os sinais de proibição, podem estacionar em contra mão, etc. etc.
Nesta circunstância, tudo é permitido. E tudo, porque não se pode multar um veraneante!
O novo elenco de fiscalizadores só actua, pelos vistos, nos parquímetros.
Não há dúvida que no Verão é um regabofe.
Figueira da Foz, na época estival, é um paraíso para os automobilistas… de fora.
E já agora, desculpem lá, porque me esqueci da fotografia...


AJM

Muito mais descansado


Na Universidade de Stanford, na Califórnia, investigadores da Faculdade de Medicina acabam de contribuir para uma dose redobrada de tranquilidade aos pacientes, mais concretamente aos que venham a ser submetidos a intervenções cirúrgicas.
É que foi criado um “chip” que detecta material cirúrgico esquecido (!) no corpo dos operados.
Portanto, meus caros. A partir de agora escusam de preocupar-se se forem submetidos a uma operação. É que se os cirurgiões se esquecerem, dentro do vosso corpo, de algum instrumento utilizado na intervenção, como tesouras, bisturis, dentaduras, etc., o “chip” detecta e tudo volta à normalidade.
Agora já durmo mais descansado…
AJM

O pensamento do dia

Velhice é apenas preguiça de ser jovem.


Millor Fernandes

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Roupeiro não...

Vocês sabiam que o "funcionário "que recolhe os piços que o treinador manda colocar no terreno, vai apanhar as bolas, recolhe as camisolas, os calções e as meias dos jogadores e engraxa as botas (aliás um trabalho digno como outro qualquer), subiu na escala hierárquica, sem sair do mesmo sítio? Pois é. É que, a partir de agora, deixou de ser ROUPEIRO para se intitular TÉCNICO DE EQUIPAMENTOS. É mais fino, não duvidem... Quem deve estar fulo é o Cubillas...
AJM

Rogério chateado?

É que estou mesmo chateado...

Diz-se por aí que o treinador Rogério Gonçalves não está satisfeito com o facto de lhe porem o menino nos braços, o mesmo será dizer, com a situação de acto consumado, já que não teria sido visto nem achado para escolher a nova equipa da Naval...
O presidente "escolheu e ter-lhe-á dito pura e simplesmente: "Esta é a equipa, agora você treine-a".
Será que isto corresponde à verdade?!! Pode ser que sim, pode ser que não... A ver vamos.
AJM

Poesia

Canção

Se tu,
Na graça ingénua do teu corpo nu,
Um dia me enlaçasses,
- As mãos cheirosas como duas rosas,
Rosas florindo a palidez das faces,
E a tua carne um floreal de rosas
Que no teu gesto simples me ofertasses…-


Então
Repousaria o meu inquieto coração,
Descansaria mais desta agonia,
De procurar no teu olhar sem a encontrar,
Ess’alma gémea que em ti previa,
Alma em botão – para eu fazer desabrochar!


Alma secreta,
Alma de Musa que não tem poeta
Para melhor a adivinhar,
Alma divina, que eu somente esqueceria
Se nalgum dia
- Ó meu Amor, ó meu vergel de rosas,
Voluptuosas! –
Tu me deixasses
Colher num beijo
As rosas do teu desejo
Florindo nas tuas faces…

1911 - João de Barros *

* Natural da Figueira da Foz, onde nasceu a 4 de Fevereiro de 1881, faleceu em Lisboa, em 25 de Outubro de 1960.
Poeta e escritor insigne, recebeu, entre outras, as seguintes condecorações: Grã Cruz da ordem de Cristo, Cruz Vermelha de Mérito, Grã Cruz da Ordem da Liberdade, Oficial da Ordem Leopoldo II (Bélgica), Cruz de Grande Comendador da Ordem da Fénix (Grécia), Grã Cruz da Ordem “El Sol del Peru) (Peru) e Ordem do Cruzeiro do Sul e Grã Cruz da Ordem do Rio Branco (Brasil)

O pensamento do dia

A força das lágrimas

Há algo de sagrado nas lágrimas. Elas não são sinal de fraqueza, mas de força. Falam com mais eloquência do que 10 mil línguas. São mensageiras de dores esmagadoras, de profundos arrependimentos e de amor indescritível.


Washington Irving

domingo, 16 de julho de 2006

Jogos Florais

Atingiram elevado brilho os Jogos Florais organizados pelo Grupo Desportivo da CUF, do Barreiro, ali participando escritores e poetas, nacionais e estrangeiros. Há 30 anos constituiam um acontecimento nacional no mundo da cultura.
Penso ser interessante recordar quem eram os elementos do júri para o Concurso de 72:
Para a poesia: António Sousa Freitas (sabem quem é, não é verdade? Pois, está ligado à Figueira, pela sua canção, "Figueira da Foz", eternizada por Maria Clara), João Rui de Sousa e Manuel António Lopes e Silva.
Para a prosa: Fausto Lopo de Carvalho, João Rui de Sousa e Leonel Viana.
AJM

Quantos passos?

“— Mamã, dá licença? – Dou – Quantos passos? – Três à gigante. Um…dois…”
Ainda viu o carro. De brincar? Não! Este era a sério. Costumava fingir atropelamentos mas nunca se sentira levado numa cama como aquela, dura e dançante. Nem nunca fora metido num caro branco com uma cruz tão cor de sangue! E tinha outra vez as calças rotas! Da última vez que brincara aos desastres, a mãe batera-lhe porque tinha rasgado as calças. Mas não lhe batia agora… porquê? Em vez disso, fazia-lhe carícias na cara e chorava… Estas não são as calças novas… porque chorará a mãe? Será que aqueles homens de branco, lhe querem fazer mal?
Tem tanto sono… mas ainda é dia… e que estarão estes pândegos a fazer de roda dele? Têm todos chapelinhos brancos e a boca tapada.
Porque será que todos encolhem os ombros e choram? Ele aconchega-se a si mesmo…
“Mamã, dá licença? – Dou – Quantos passos? – Um à bebé.”
Passeis o risco!
Adeus!... Sono… Mãe…”

Rui Manuel Folgado Santos (Barreiro) – Conto - menção honrosa nos XV Jogos Florais (1972) – XI Nacionais – VI Luso – Brasileiros – Grupo Desportivo da CUF – Barreiro – Portugal.

Para a história da Figueira - XIII

1.º Jardim-Escola João de Deus (Figueira da Foz)

“Mandado construir na antiga e arruinada Praça de Touros, pela Mesa da Misericórdia da Figueira, por iniciativa do provedor, Afonso Ernesto de Barros (Visconde da Marinha Grande).
Inaugurada a construção em 5 de Outubro de 1911. Batida a primeira pedra pelo provedor da Misericórdia, em nome de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Dr. Manuel d’Arriaga.
Inaugurado o Jardim-Escola em 6 de Setembro de 1914 por Sua Excelência o Senhor Dr. Manuel d’Arriaga, ilustre Presidente da República, assistindo o Dr. Moreira, Reitor da Universidade de Coimbra como representante do Ministro da Instrução Pública, Mesa da Misericórdia, autoridades oficiais, Comissão de Assistência do Jardim-Escola, senhoras da cidade e de fora, muitos cavalheiros entre eles o Sr. Dr. Afonso Augusto da Costa.
Abertura da Escola a 12 de Outubro de 1914 com 84 crianças.
A Comissão de Assistência foi nomeada pela Associação das Escolas Móveis em 9 de Junho de 1914, ficando assim composta: - presidente, Visconde da Marinha Grande; vice-presidente, Coronel Alfredo de Sousa; tesoureiro, José Neto Brás; vogal, José Ferreira Lobo; secretário, Eloi do Amaral.
Directora - 1.ª professora, D. Guilhermina Pereira d’Eça de Figueiredo; 2.ª professora, D. Maria Emília Pereira d’Eça de Figueiredo, e professora-ajudante, D. Maria da Piedade da Silva Rascão.”

Anuário Figueirense – 1918 – coordenado por João Oliveira Coelho
Imprensa Lusitana, de Augusto Veiga, Sucessores – Figueira da Foz.

O pensamento do dia

Um degrau de uma escada nunca foi feito para que permanecêssemos em cima dele, mas sim para suportar um pé apenas o tempo suficiente para que o outro alcance o degrau seguinte.
Thomas Huxley

sábado, 15 de julho de 2006

Naval recebe os três grandes na primeira volta


Aprígio Santos, presidente da Naval 1.º de Maio, confrontado com o facto de, na primeira volta, receber os três grandes, na próxima época da Liga BWIN (agora é esta a nova designação) considera, segundo disse a "Presente" que receber o Sporting (26 de Novembro) e o Benfica (10 de Dezembro), em pleno Inverno, é "uma praga, pois pode, mais uma vez, afectar as nossas receitas, como aconteceu na época finda".
Já no que se refere à recepção ao FC Porto, a 17 de Setembro, aquele dirigente não esconde que "é muito bom. Assim o resultado também nos seja favorável".
No restante, Aprígio limita-se a dizer: "É sorteio, tenho que o aceitar".

AJM

Justiça desportiva italiana faz história

O Presidente do Tribunal Disciplinar de Itália, César Ruperto, ao pronunciar o veredicto (Foto Le Monde)

Os clubes italianos, Juventus, Fiorentina e Lázio, foram despromovidos à segunda divisão, e o Milan inibido de participar em competições europeias, na sequência dum processo que abalou o desporto transalpino.Como salienta La Stampa, as sentenças tiveram origem no “escândalo dos jogos arranjados”.A Comissão de Apelo Federal (CAF), decidiu ainda retirar os dois últimos títulos de campeão de Itália referentes às épocas de 2004/05 e 2005/06, que tinham sido conquistados pela Juve.Esta sentença, que surge poucos dias depois da selecção italiana se ter sagrado campeã do mundo, mostrou, indubitavelmente, como funciona o sistema disciplinar desportivo na Itália.
Em Portugal, continua a aguardar-se, e, com certeza, por muitos tempos e bons, o desfecho do célebre processo designado “Apito Dourado”. Vamos lá ver se, por cá, também há alguma coragem para decisões contundentes…


AJM

Para a história da Figueira - XII

Na noite de 4 de Maio de 1941, o saudoso escritor figueirense António Augusto Esteves, que usava o pseudónimo “Carlos Sombrio”, proferiu, na Casa das Beiras, em Lisboa, uma conferência no “serão figueirense”, promovido pela Comissão Municipal de Turismo da Figueira da Foz, subordinado ao tema “Figueira da Foz – Das suas tradições populares – Dos seus encantos.”
Música e poesia preencheram o programa, e aqui fica um excerto das palavras de Carlos Sombrio, todas elas impregnadas de exaltação à Praia da Claridade:
“E os poentes da Figueira?! No acastelamento dos astros, na cavalgada louca das nuvens, nas limalhas candentes de todo o cenário fantástico e lendário, quando o sol se tinge de sol e de ouro que as águas do rio e do mar procuram sorver, esses metais em brasa, essas vestes cardinalícias, manchas, pinceladas, veludos de mantos largos, à mistura com farrapos vermelhos – quantos mundos de cor, de lampejo, de vibração não cabem!?...
Poentes da minha terra! Se no momento nostálgico, do entardecer, quando o sol morre sob a cúpula fantástica de labaredas onde se amortalha, se pode comungar, na santificada expressão que define o divino acto, eu tenho comungado nessa hora. Pelo menos julgo ter entendido o poder criador de Deus, que das cinzas quentes do sol, renova, eternamente, e todos os dias, no mesmo Ritmo de Vida e de Perfeição, novas alvoradas de esperança…”
AJM

O pensamento do dia

O casamento é aquela instituição maravilhosa que permite que duas pessoas sofram juntas as dificuldades que nunca teriam tido se não tivessem casado.

K.F.

Futebol - Liga BWIN

Naval recebe o Estrela da Amadora, na primeira jornada e vai a Coimbra, na segunda.

Acaba de realizar-se o sorteio da prova mais importante do calendário nacional de futebol, que ditou os seguintes jogos da Naval 1.º de Maio, da Figueira da Foz, pela segunda vez consecutiva neste patamar:

1.ª jornada: Naval - Estrela da Amadora
2.ª jornada: Académica - Naval
3.ª jornada: Naval - FC Porto
4.ª jornada: Gil Vicente - Naval
5.ª jornada: Naval - Beira-Mar
6.ª jornada: Boavista - Naval
7.ª jornada: Naval - SC Braga
8.ª jornada: Nacional - Naval
9.ª jornada: Naval - Marítimo
10.ª jornada: Paços de Ferreira - Naval
11.ª jornada: Naval - Sporting
12.ª jornada: Aves - Naval
13.ª jornada: Naval - Benfica
14.ª jornada: Naval - União de Leiria
15.ª jornada: Vitória de Setúbal - Naval

Como nota curiosa, o facto da Naval receber os três grandes, na primeira volta, no Estádio Municipal José Bento Pessoa.

AJM

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Para a história da Figueira - XI


Solidariedade
A 23 de Maio de 1909, realizou-se no Coliseu Figueirense, uma tourada cuja receita reverteu a favor dos sobreviventes do terramoto que assolou o Ribatejo.
Na altura foi elaborada uma pequena brochura, com colaboração em prosa e verso, número único ao preço de 50 reis, “destinado ao mesmo fim”.
No festival, promovido pela empresa Abreu & C.ª, imprensa figueirense e representantes de vários jornais do país, também participou o Orfeão Académico de Coimbra, que actuou no Grande Casino Peninsular, e foi recebido na estação de caminho de ferro por todas as filarmónicas e tunas do concelho.
Em direcção ao Coliseu Figueirense, foi organizado um cortejo tauromáquico, que saiu da Avenida Saraiva de Carvalho.
Também abrilhantaram o espectáculo, as filarmónicas Dez de Agosto, Figueirense e Abrunhense, entre outros agrupamentos que quiseram dar o seu contributo.
A propósito, Manuel Cruz escreveu, reportando-se à tragédia que devastou grande parte do Ribatejo e aos movimentos de solidariedade.

“Natureza brutal! Natureza bela! Destruindo implacavelmente na terra, edificas amoravelmente no coração. Como vai alto já o sublime monumento que nele está erguendo a Solidariedade Humana!”

Para a história ficaram os nomes dos elementos que compuseram a comissão promotora da tourada:

Carlos da Silva Pestana (Empresa Abreu & C.ª), Augusto Veiga (Gazeta da Figueira), Manuel Jorge Cruz (Voz da Justiça), Joaquim António do Amaral (O Século), António da Silva Cabral (Diário de Notícias), José da Silva Fonseca (Mundo), Abel Jordão (Novidades), João Máximo de Brito e Castro (Época), Francisco Gil (O Primeiro de Janeiro), Inácio Pereira de Carvalho Júnior (País), Maurício Augusto Águas Pinto (República), José Luís de Almeida (Vanguarda), Carlos Baptista (Jornal de Notícias), Joaquim de Assunção Martinho (Voz Pública), Luís Meireles (Palavra), João Ataíde Mendes Frazão (Folha do Sul), José da Silva Leão (Beira Alta), Jacinto Pestana (Bandarilhas de Fogo), Joaquim Canelas de Castro (Noticiero Extremeño), Alberto Ataíde (Anunciador) e Eloi do Amaral (Mala da Europa).

AJM

O pensamento do dia

Filosofia do humor


Que é o senso de humor? Decerto não é a capacidade de entender uma piada. Na verdade, o senso de humor nasce de uma percepção profunda do absurdo de nós próprios. É a capacidade de entendermos uma piada... e compreendermos que ela somos nós mesmos.

CF

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Ginásio prepara nova época

O Ginásio Clube Figueirense, que teve um comportamento altamente meritório na época transacta, conseguindo título de vice-campeão nacional de basquetebol, prepara já a nova temporada, e apresentou os três primeiros reforços.
CALVIN CLEMMONS, norte-americano naturalizado português, 24 anos, 2,04 m, poste, formado na Universidade de South Carolina e que na Europa jogou no Muselpikes (Luxemburgo), Snaefell (Islândia) e Coocoon Weiden (Alemanha), é o novo reforço estrangeiro para a equipa de basquetebol do Ginásio Clube Figueirense, com vista à próxima época.
CAMBY BRITO, angolano, é o primeiro estrangeiro a integrar a equipa. Está há duas épocas no Ginásio, jogando na equipa B, tem 23 anos, 2,00 m e actua na posição de poste.
BRUNO COSTA, 23 anos, 1,98 m, extremo/poste, o qual jogou na Académica de Coimbra, no Benfica e no Aveiro Basket (2005/06), é o primeiro português contratado.
(Apontamentos por cortesia do "site" oficial do Ginásio Clube Figueirense.
AJM

Ginásio homenageou antigos desportistas

O Ginásio, forte no seu presente, não esquece quem, ao longo dos anos, ajudou a construir o clube prestigiado que é.
Numa festa que reuniu muitas centenas de convidados, o Ginásio lembrou algumas das figuras que, ao longo dos tempos, contribuiram para a grandeza do clube.

AJM

Aprígo contra a imprensa

Para o presidente da Naval, a imprensa é culpada de tudo...

Aprígio Santos, na apresentação da equipa da Naval para a próxima época, que decorreu no Casino da Figueira, foi extremamente contundente, apostando, como alvo privilegiado, na comunicação social, imprensa, segundo ele.

E, como é evidente (sabemos como é), a populaça apoiou...

Não falo pelos outros, mas entendo, salvo opinião em contrário, que Aprígio poderia ter escolhido outros alvos num dia de festa.

Provavelmente, terá havido alguma comunicação social que tenha dito coisas de que o presidente não gostou.

Mas, aquele dirigente, não pode esquecer que, se não fosse a imprensa, a Naval não “existia”. Durante 365 dias (366 em ano bissexto), a Naval foi falada na comunicação social, local, regional e nacional.

Já alguém dizia: “Que digam mal, mas falem de nós”.

Aproveito a oportunidade para perguntar: será que a Naval colaborou com a imprensa?

Tratou bem a comunicação social?

Não escorraçou os jornalistas, como alguém aproveitou para referir na última reunião da Assembleia-Geral?

Será que também são os jornalistas os culpados de que o passivo do clube tenha atingido um valor perto dos dois milhões e quatrocentos mil euros?

Amigo Aprígio, deixa-me dizer-te: mede as palavras e, se assim o entenderes, personaliza os teus ataques.

Ninguém esquece que o presidente do clube, em termos futebolísticos, tem feito o seu melhor, levando a equipa de futebol ao mais alto patamar do futebol português.

Mas será que isso é suficiente? E as outras modalidades? Onde está o ecletismo do clube? E a sede?
Ou será que tudo vem ao encontro do que há bem pouco tempo disseste: "quanto menos falem na Naval, melhor". Essa foi do presidente do mais antigo clube da Figueira da Foz.

Aprígio, em dia de festa, com a apresentação da tua nova equipa, devias ter pensado antes de dizeres o que disseste.

AJM

O pensamento do dia

De fracasso em fracasso

Praticamente, nada sai bem da primeira vez. Os fracassos, os fracassos repetidos, constituem sinais de código na estrada para o êxito. A única vez em que não se fracassa é a última vez em que tentamos alguma coisa e conseguimos. Vai-se de fracasso em fracasso até ao êxito final.

Charles F. Kettering

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Naval apresentou-se

Tony (ex-Grémio de Anápolis)

Éder Silva U(ex-Grémio de Anápolis - Brasil)

João Cardoso (ex-Gândara)

Mário Sérgio (ex-Vitória de Guimarães)

Banjai (ex-Sporting da Covilhã)

Pimenta (ex-Sporting da Covilhã)

Pesquina (ex-Sporting de Pombal)


Nei (ex-Moreirense)
Estes são alguns dos reforços com que a Naval conta para a época de 2006/2007, presentes no primeiro dia de trabalhos, no departamento médico do Estádio Municipal José Bento Pessoa.(Fotos AJM)

Com os exames médicos, iniciou-se hoje a nova temporada para a Naval 1.º de Maio, que, pela segunda vez consecutiva, vai participar no primeiro escalão do futebol nacional.
Todo o plantel, incluindo os reforços, compareceu nas instalações do Estádio José Bento Pessoa.
Eis os nomes de quantos estiveram presentes neste primeiro dia de trabalhos:

Gilmar, Lito, Solimar, Nei, Pesquina, Pimenta, Banjai, Taborda, Mário Sérgio, Wilson Júnior, Carlitos, Pedro Santos, João Mendes, Bruno Fogaça, Éder Richartz, Sufrim, Tiago Fraga, Fajardo, Leo Guerra, China, Aurélio, Bruno Cazarine, Rui Miguel, Fernando, João Cardoso, Orestes, Tony e Éder Silva.

AJM

Para Jorge Ortolá


Falta de respeito
Esta é oferecida para a colecção do meu companheiro bloguista, Jorge Ortolá. Arquive e diga de sua justiça.
Eram 14h45 do dia de hoje (12/07/2006). Aconteceu (e acontece diariamente) no Bairro do Cruzeiro!
AJM

Para a história da Figueira - X

Igreja Evangélica Figueirense (foto de AJM)

Culto Evangélico na Figueira da Foz

Segundo Maurício Pinto e Raimundo Esteves em “Aspectos da Figueira da Foz”, livro editado em 1945 pela Comissão Municipal de Turismo, “o professor João de Oliveira Coelho foi quem na Figueira mais difundiu as doutrinas evangélicas, criando uma escola nocturna gratuita de ensino primário, em Janeiro de 1901”.
Ali se refere também que a Igreja Evangélica Figueirense se instalou, inicialmente, num salão da Rua Direita do Monte, artéria onde residia João Coelho [foi meu explicador de inglês], passando, pouco depois, para o actual templo próprio, na confluência das Ruas das Lamas e Dez de Agosto.
Seria, contudo, Manuel Pedro Cardoso, que durante vários anos foi pastor naquela Igreja quem, mais pormenorizadamente, fez o seu levantamento, publicando a obra “1901-2001: Um século na Figueira da Foz – História da Igreja Evangélica Figueirense”.
Entre muitas outras passagens pode ler-se “…solenemente em 12 de Maio de 1901, é realizado o evento que os cristãos evangélicos figueirenses consideram como o do nascimento oficial da Igreja Evangélica Figueirense” . E prossegue: “Sob a presidência veneranda do pastor Manuel Santos Carvalho, é inaugurado o primeiro lugar de culto público não católico na Figueira da Foz”, acrescentando: “A incipiente imprensa local não se referiu ao acontecimento, como, por maior razão não se referiu também a regional ou nacional, mas para os modestos novos cristãos evangélicos da Figueira da Foz este foi um dia exultante, do qual esperavam um futuro radioso”.
Referindo-se aos dias de hoje Manuel Cardoso remata: “Há agora nela lugar para o pluralismo teológico, espiritual e político. Tem hoje mais condições para servir, tendo presente a Palavra de Jesus que pediu ao Pai em oração: Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. (João 17, 15).
A Igreja Evangélica Figueirense acaba de comemorar os seus 105 anos de existêdncia.

Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

A gente torna-se uma pessoa madura quando guardar um segredo nos dá maior prazer do que revelá-lo.

Grove Review

terça-feira, 11 de julho de 2006

Maia Cardoso homenageado

Maia Cardoso recebe de Duarte Silva, mais uma significativa lembrança. (Foto por cortesia de José Santos)

A Junta de Freguesia de Maiorca prestou a António Maia Cardoso, na sequência doutra distinção – medalha de ouro da cidade da Figueira da Foz – concedida pela Câmara Municipal, uma justa homenagem no decorrer da 32.ª edição do FestiMaiorca.
Um voto de louvor a quem criou e dirigiu as 31 edições anteriores dum dos mais consagrados festivais de folclore que se realizam no nosso país, premiou quem só a doença que o abalou compeliu a que se afastasse da orientação desta manifestação de cultura, embora o seu apoio prossiga na missão que iniciou.
António Maia Cardoso é meu amigo, foi meu colega nos estudos e é meu vizinho.
Não posso deixar de manifestar a minha satisfação pelo preito de homenagem que lhe foi prestado.
Maia Cardoso é das pessoas que, aquém e além fronteiras, mais têm pugnado pela pureza do folclore, tendo levado bem longe o nome de Maiorca, da Figueira da Foz e de Portugal.
Aníbal José de Matos

Para a história da Figueira - IX

Noiva do mar, rainha de Portugal!

Volto, e conto continuar a fazê-lo durante mais algum tempo, a dedicar este espaço aos primeiros jogos florais que se realizaram na Figueira da Foz, corria o ano de 1941.
E aqui vai, da autoria de António Pereira, o soneto que arrebatou o primeiro prémio.
Não há dúvida de que muitos poetas cantaram e continuam a cantar esta cidade à beira-mar plantada.

AJM

A Figueira da Foz, praia tão linda,
É de todas as praias a mais bela.
Mal se levanta o sol vem logo vê-la,
E há tanta gente que a não viu ainda!


Quer o Mondego possuí-la e tê-la,
E vem lançar-se ao mar em luta infinda.
Mas é vencido… - E ela sempre linda,
E ele correndo p'ra morrer por ela.


E o mar, o seu amado, alto e romântico,
Como, rainha assim, não viu nenhuma,
Vem cantá-la no seu poema atlântico.


Vem dedicar-lhe as ondas, uma a uma…
- Versos eternos desse eterno cântico
Que o mar recita traduzido em espuma!


António Pereira (1941)

Só faltava mais esta!

Madaíl quer isenção de impostos para os futebolistas!!!

Numa altura em que os portugueses apertam o cinto, em que lhes são pedidos todos e mais alguns sacrifícios, quando o governo aumentou os impostos, surge agora a peregrina ideia de se querer isentar os jogadores da selecção nacional de futebol, do pagamento do IRS sobre o prémio individual de 50 mil euros que cada atleta vai receber pela sua postura no mundial disputado na Alemanha.
O ministro das Finanças já se pronunciou pela recusa, o mesmo tendo feito o ministro da Presidência, Silva Pereira.
Espero (mas não confio muito) que haja moralidade, um pouco de vergonha e não se ofenda tantos trabalhadores que lutam, dia-a-dia, pela sua sobrevivência.
E que não se esqueça que outros valores mais altos já se levantaram, com prémios conquistados pelo seu contributo para a ciência e outros veículos de cultura, e esse não tiveram o privilégio que Madaíl pretende agora para os futebolistas!

Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

Os Homens que merecem monumentos não precisam deles.

Gene Fowler

segunda-feira, 10 de julho de 2006

"Época" de incêndios começa com tragédia


Para além da desgraça nacional provocada pelos incêndios, o início da nova “época” de fogos rjá edundou em tragédia humana, pois que, em Famalicão da Serra, pela alegada imprevidência dum jovem agricultor, perderam a vida seis bombeiros, um português e cinco chilenos.
Quando me parece oportuno perguntar se ainda existe alguma coisa para arder neste país ao abandono, volta-se à eterna questão sobre que medidas estão a ser implementadas para evitar este estado de coisas que envergonha Portugal.
Ao comentar este trágico acidente, voltam-me à memória os três incêndios que já deflagraram na Serra da Boa Viagem, na Figueira da Foz, depois de tantos cuidados anunciados pela Protecção Civil.
Estamos, realmente, protegidos?
AJM

Naval para 2006/2007


Se bem que tudo quedo e mudo quanto à posse do novo elenco directivo, quanto à nova época futebolística, a Naval, que milita, pela segunda vez consecutiva, no primeiro escalão do futebol nacional, recomeça os trabalhos depois de amanhã (quarta-feira), com exames médicos que decorrerão de 12 a 14.
Pelas 16 horas de quarta-feira, os jogadores apresentam-se aos seus adeptos e à comunicação social, seguindo-se a apresentação oficial, pelas 18h30, no Casino da Figueira, o principal patrocinador dos verde-e-brancos.
AJM

Para a história da Figueira - VIII

Jogos Florais - 1941
Em 1941, a Figueira da Foz organizou o seu “1.º Torneio de Jogos Florais”, concurso literário que contou com um número considerável de participantes nas modalidades de poesia e prosa.
O júri foi constituído pelas poetisas Celeste Harrisson e Maria de Jesus, Alberto Bastos da Costa e Silva, vice-presidente da Câmara Municipal e escritores Cardoso Marta e Carlos Sombrio.

E aí vão algumas das quadras premiadas:

1.º prémio (Amélia Vilar)

Figueira da Foz! Suponho
Que sou irmã do teu mar,
Porque vivo o mesmo sonho,
Luto, choro e sei rezar!...

2.º prémio (Ernesto Albino Pereira)

Quem foi à Figueira um dia
Deve dizer com verdade
Que lá deixou a alegria
Trouxe consigo a saudade.

3.º prémio (Antero Campos de Figueiredo)

Portugal, todo janota,
O que pôs na botoeira?:
Não foi cravo nem foi rosa,
Foi a praia da Figueira.

Primeira menção honrosa (Ângelo de Menezes)

Figueira da Foz: o pranto
Que eu verto por te deixar,
É o dobro e outro tanto,
Da água que vês no mar!

AJM

O pensamento do dia

Um bom susto vale mais do que um bom conselho.
E. W. Howe

Itália, campeã do mundo!

Itália festejou a conquista do título mundial 2006 (Foto Le Monde)



Pela quarta vez, a selecção transalpina ergueu a taça de campeã mundial de futebol, ao derrotar a França, na final, no desempate por pontapés da marca de grande-penalidade.
No termo do tempo regulamentar registava-se um empate a um golo, resultado que se manteve no prolongamento.
Zidane, o melhor jogador do mundo, na hora da despedida da sua brilhante carreira, borrou a pintura, ao ser expulso por agressão a um adversário, prejudicando, e de que maneira, a selecção gaulesa.

AJM

domingo, 9 de julho de 2006

Concerto para bebés


Acabo de assistir, no anfiteatro exterior do Centro de Artes e Espectáculos (CAE), a um concerto para bebés, que constituiu uma extraordinária acção educativa que os pequenitos adoraram.
Todos (bebés, pais e avós) participaram numa iniciativa da Figueira Grande Turismo, que mereceu os meus aplausos.
Para continuar!

AJM

Selecção recebida em apoteose

Felipão, um treinador feliz (foto RECORD)


Um país tão pequeno como o nosso, acaba de receber uma das alegrias maiores do seu historial desportivo.
Tendo atingido as meias-finais do Mundial 2006, na Alemanha, classificou-se na quarta posição, à frente de 28 selecções representativas de nações consideradas, à partida, como mais fortes e que, no cômputo geral nos mais diversos aspectos, têm mais riqueza e, naturalmente, muito mais possibilidades deescolha.
A recepção em Lisboa, aonde os futebolistas quiseram agradecer o apoio que sempre lhes foi dispensado, foi a prova evidente do reconhecimento de algo importante em prol do desporto nacional.
Felipe Scolari, campeão mundial pelo Brasil em 2002, vice-campeão da Europa por Portugal em 2004 e semi-finalista, também por Portugal, em 2006, foi a figura que catapultou o futebol português para as vitrinas do desporto internacional.

Uma das virtudes de Felipão foi devolver aos portugueses (sobretudo aos desportistas) a auto-estima que lhes tem faltado em tantas ocasiões.

AJM

Para a história da Figueira - VII

Neste caso, para a história do desporto figueirense.
Fui encontrar, entre os meus papéis, um apontamento curioso, datado de 5 de Dezembro de 1926, assinado por alguém que utilizou o pseudónimo de Esa., que retrata o que na época se vivia na Figueira da Foz, em termos de futebol, quando as equipas eram pura e simplesmente amadoras, em que vingava o amor à camisola, e se vivia bairrismo.
Trata-se dumas quadras humorísticas dedicadas a um jogo de futebol entre velhos rivais, Naval e Ginásio.
Nesse encontro, disputado no velhinho Campo da Mata da Misericórdia, os navalistas venceram por uma bola a zero, e o autor do "poema" "relatou-o" como segue:

"Aos desportistas de Coimbra e Figueira
1 a 0
ROLHA!!!
Tinha que ser, 'stava escrito,
E eu tinha dito e redito
Que perder era impossível.
Sem violências, nem trolha,
O Verde prega uma rolha
Ao Encarnado invencível!!!
Um a zero! Que vergonha,
Que situação tão bisonha,
Para o grupo Ginasista!
Uma rolha... que há-de ser
Bem custosa de roer
Porque é marca navalista!
A CAGANÇA faz-me dó;
Andava toda liró
Antes de ficar rolhada,
Agora vejo-a tão triste,
É qual melro sem alpiste,
É qual rôla desasada.
A pobre Delegação,
Nauseabundo esfregão,
Está cada vez pior:
Cheia de medo, ou com ronha,
Pôs na Mata - que vergonha!-
Uma força de Major...
A polícia... reforçada!
E a assistência rodeada
De espingardas e canhões!
E, à cautela, nas trincheiras,
Metralhadoras ligeiras,
Caça-minas, aviões!!!
Agora, para findar,
Cumpre-me aqui informar
Que vai abrir mais um talho:
Vai pois a Figueira ter
Um açougue p'ra vender
BEIÇO por grosso e a retalho"

Não digam que esta não teve piada!

AJM

O pensamento do dia

ALBERT EINSTEIN é quem sugeria: "Não pare para pensar sobre os motivos que o levam a indagar. A curiosidade tem sua própria razão de ser. Não se pode deixar de ficar impressionado quando se contemplam os mistérios da eternidade, da vida, da maravilhosa estrutura da realidade. Basta tentarmos compreender apenas um pouquinho deste mistério a cada dia. Nunca perca a curiosidade, que é sagrada."

sábado, 8 de julho de 2006

Alemanha, 3 - Portugal, 1

Portugal em 4.º lugar
A selecção nacional portuguesa não conseguiu repetir o êxito de 1966, e perdeu o jogo de apuramento para o terceiro lugar.
Como notas curiosas deste desafio, o facto do segundo golo dos alemães ter sido obtido por Petit, na própria baliza, e o tento de honra ser marcado por Nuno Gomes, na sua estreia neste Mundial.
AJM

Portugal-Alemanha

Igualdade ao intervalo (0-0)

Jogo bastante equilibrado, sem grande sentido objectivo, já deu, pelo menos, para que Ricardo se evidenciasse com excelentes intervenções.
À primeira vista, parece tudo conjugar-se para que se assista a mais um prolongamento.
A ver vamos.


AJM

Para a história da Figueira - VI


Reprodução dum sugestivo cartaz de 1930

S. João de antigamente


Com muito menos dinheiro (incomparavelmente), a Figueira, nos tempos que já lá vão, comemorava, de forma eufórica, a quadra do S. João, sendo invadida por milhares de forasteiros que, inclusivamente, se deslocavam à Praia da Figueira para, nas águas milagrosas, curarem as suas maleitas.
Na edição de 1945, da obra “Aspectos da Figueira da Foz”, da autoria de Raimundo Esteves e Maurício Pinto, lêem-se curiosas alusões ao S. João da Figueira.
Por exemplo, acerca do Banho Santo, uma das componentes mais relevantes das festividades, escrevia-se:“Ao pontual bater da meia-noite, era o Banho Santo – que curava maleitas, quartãs [febre intermitente cujos acessos se manifestam de quatro em quatro dias], febres e de toda a doença e mal-querer.
Vinham das terras morenas das Beiras, dos campos verdes e viçosos de Coimbra à beira-rio, dos pinhais de Leiria, alfombrado de macias sombras – com seus farnéis em taleigas e pipos ao tiracolo, gentes sortidas com seus trajos garridos – chalezinho no braço das beiroas, chinelinho de verniz das moças de Taveiro e Formoselha, caçoilinho redondo de feltro das cachopas das terras semeadas a pinhal, pelo Senhor Rei D. Diniz".

Outros tempos, digo eu.

AJM

Igual a 1966?


Subida ao pódio está à vista
A equipa de Portugal já fez um brilharete neste Mundial 2006, sendo uma das quatro melhores selecções do mundo.
Hoje, a partir das 20h00, em Estugarda, os comandados por Felipe Scolari desfrutam da oportunidade de igualar o feito dos magriços em 1966.
40 anos depois, esta formação, orientada, tal como em 1966, por um seleccionador brasileiro (na altura foi Otto Glória), volta a fazer história, encerrando a sua participação com um jogo para decidir o terceiro classificado, defrontando, nada mais nada menos do que o seleccionado anfitrião.
A selecção nacional vai ter contra si uma enorme legião de adeptos alemães, mas a equipa já demonstrou que estes cenários não a impressionam.
AJM