terça-feira, 31 de outubro de 2006

Para a história

Este semanário desportivo iniciou a sua publicação em 1990. "O Desportivo das Beiras" marcou uma época. Tive o privilégio de ser um dos seus colaboradores.


Em Fevereiro de 1990, entrevistei o campeão de ciclismo Marco Chagas, na altura em que foi representar o ORIMA-Cantanhede (Sociedade Columbófila Cantanhedense).
Na introdução, escrevi: "Marco Chagas, 33 anos, completados em 19 de Novembro. Natural de Pontével-Cartaxo (Ribatejo). Profissionalmente representou o Sporting, Águias, Lousa, Futebol Clube do Porto e o Louletano. Participou em 14 Voltas a Portugal, esteve na Volta à França, na Volta à Venezuela, no Brasil, em Espanha, na Volta à CEE e no Campeonato do Mundo. Triunfou em 4 Voltas a Portugal (1982/83/85 e 86), foi campeão nacional de fundo (5 triunfos), foi vencedor da Volta à África do Sul, etc, etc,. Palmarés invejável dum atleta que um dia foi marcado psicologicamente pelas malhas do "doping". Marco Chagas, que viajou agora até às Gândaras, integrando a equipa do ORIMA".

Esta faz parte da minha modesta história de jornalista.

AJM


O pensamento do dia

Deixo tudo muitas vezes. As coisas e os homens. Deixar as coisas é um bocadinho mais difícil.

Brigitte Bardot

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Un cineasta figueirense


O filme "Ainda há pastores?", do realizador figueirense Jorge Pelicano, foi distinguido com o Prémio Especial da Lusofonia e Menção Honrosa no Festival Internacional de Cinema e Vídeo CineEco'06, em Seia.Parabéns ao Jorge, antigo colega de escola, e a todo o pessoal envolvido no filme. Que seja o início de uma fantástica carreira.
(Sacado de "A Confraria das Bifanas")
Nota: Este documentário, no formato DVD, é apresentado no próximo domingo, dia 5 de Novembro, pelas 21h30, no pequeno auditório do Centro de Artes e Espectáculos (CAE). Já ontem assisti ao trailler.
AJM

Recordações de viagem

Cá em baixo, no pantanal, uma paisagem espectacular em Miami

Lá em cima, entre Miami e Londres, as nuvens numa imagem doutro planeta...
Fotos de AJM

O pensamento do dia

O apressado come cru.

Provérbio brasileiro

domingo, 29 de outubro de 2006

Uma data

PRESENTE completa hoje cinco meses!!!
Obrigado pelo apoio.

AJM

O pensamento do dia

A ignorância não mata, mas faz-nos suar as estopinhas.

Provérbio haitiano

Calino mudou de residência


Vocês desculpem mas eu acho tanta piada ao que vem escrito, sobretudo pelo director do jornal, José Alberto Dias, que não me canso de reproduzir verdadeiros trechos de antologia publicados no "Correio da Figueira", o órgão de comunicação que muda de elementos da ficha técnica como quem muda de camisa.
Note-se que voltou a ser impresso na FIG (pela terceira vez - tanta vergonha têm uns como os outros -), depois de passar duas vezes pelas "Beiras" e após um estágio mais longo (coitados e ingénuos) numa gráfica de Oliveira de Azemeis. As razões são por demais conhecidas.
Esra semana voltou a mudar de colaboradores da redacção (dois duma assentada), de paginador (coitado do António Ferrolho) e, como já referi, de gráfica.
Isto só mostra que não se trata dum jornal estático...
Mas vamos a um pequeno excerto do editorial, titulado como "Os Santos "Todos estão aí", e ainda bem, digo eu...
"Para os católicos convictos [há, pois, os que não são convictos...] veneram todos os santos neste dia 1 de Novembro. Claro que pouco importa se é Dia de Finados e de Todos os Santos ou se é só Dia de Todos os Santos [perceberam, não é verdade?]. O que importa, isso sim, é que os vivos se lembram dos mortos [até podia ser ao contrário], cada um dos seus e [agora é que vai a melhor] e todos dos não menos mortos......."
E nem mais. Quem escreve assim não é ... gago.
Aníbal José de Matos

sábado, 28 de outubro de 2006

Como explicar o AMOR

Para descontrair ou para pensar...

Contam que, uma vez, se reuniram os sentimentos e qualidades dos homens num lugar da Terra.
Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, propôs-lhes:
- Vamos brincar de esconde-esconde ?
A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou: Esconde-esconde? Como é isso?
- É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo. O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA.
A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou convencendo a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada.
A VERDADE preferiu não se esconder. Para quê? Se no final todos a encontravam?
A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não se arriscar.
- Um, dois, três, quatro... - começou a contar a LOUCURA.
A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho.
A FÉ subiu ao céu e a INVEJA escondeu-se atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu próprio esforço, tinha conseguido subir à copa da árvore mais alta.
A GENEROSIDADE quase não conseguiu esconder-se, pois cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos - se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o voo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim, acabou por se esconder num raio de sol.
O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cómodo, mas apenas para ele.
A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões.
O ESQUECIMENTO, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é o mais importante.
Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um esconderijo, pois todos os lugares já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas flores.
- Um milhão - contou a LOUCURA, e começou a busca.
A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus no céu sobre zoologia.
Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões.
Num descuido encontrou a INVEJA, e claro, pôde deduzir onde estava o TRIUNFO.
O EGOÍSMO, este não houve necessidade de o procurar. Ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.
De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede, e ao aproximar-se de um lago descobriu a BELEZA.
A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado se esconder.
E assim foi encontrando todos.
O TALENTO entre a erva fresca; a ANGÚSTIA numa cova escura; a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano); e até o ESQUECIMENTO, que já havia se esquecido que estava a brincar de esconde-esconde.
Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local.
A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, em baixo de cada rocha do planeta, e em cima das montanhas.
Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral.
Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando no mesmo instante se escutou um doloroso grito.
Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos.
A LOUCURA não sabia o que fazer para se desculpar. Chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia.
Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na Terra: O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha.

Enviado por e-mail pela minha amiga D. Marta.

Para a história da Figueira - XLVIII



"Rua Larga", foi uma revista, de que possuo a colecção completa devido à amabilidade duma pessoa amiga, que se publicou em Coimbra a partir do ano de 1957.

Foi seu directorAlberto Gomes, e contou com colaboradores muito conhecidos da literatura e doutros campos, como António José Soares, Armando Sampaio, Assis Pacheco, José Régio, Vitorino Nemésio, e tantos outros.

Era essencialmente vocacionada para a vida estudantil, principalmente de Coimbra, mas também, nalgumas ocasiões noticiou acontecimentos ligados à Figueira da Foz.

A propósito, no seu número 2, de 1 de Julho de 1957, faz-se referência a um acontecimento desportivo que teve enorme repercussão, organizado pelo Ginásio Clube Figueirense. Tratava-se da "Meia Milha" em natação, e em que participaram atletas da Académica, do União de Coimbra e do clube organizador.

Eis a classificação dos primeiros cinco, em termos individuais: 1.º, Guimarães Ferreira (Académica), 2.º, Carlos Viegas (Académica), 3.º, Uriel de Oliveira (Académica), 4.º, ANTÓNIO DE ALMEIDA (Ginásio Clube Figueirense - Lembram-se dele?) e 5.º, Emiliano França (União de Coimbra).

A Académica triunfou colectivamente.

AJM

O pensamento do dia

Dai-me a suprema confiança no amor, a confiança que pertence à vida na morte, à vitória na derrota, ao poder escondido na mais delicada beleza, a essa dignidade na dor que aceita a dor mas se recusa a provocá-la.

Rabindranath Tagore

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Rectificando

Agradeço ao amigo Ricardo o ter-me chamado a atenção para um lapso que, por erro de digitalização, ocorreu na nota anterior sobre as pontes da Figueira da Foz.
Na realidade, a ponte Edgar Cardoso, foi inaugurada oficialmente no dia 12 de Março de 1982 (e não 1992), precisamente no dia em que se completaram 211 anos sobre a elevação da Figueira da Foz a Vila, e no ano em que se completaram 100 anos de elevação a Cidade (20 de Setembro de 1882/20 de Setembro de 1982).
Aliás, estes apontamentos constam do meu livro "Figueira, a da Foz do Mondego", editado em 1990.
AJM

Para a história da Figueira - XLVII










Duas pontes na Figueira da Foz.

Atravessando o Rio Mondego, temos hoje a Ponte Edgar Cardoso. Na foto da esquerda (gentileza de Figueira.net), uma ponte moderna, que já é um dos ex-libris da Praia da Claridade. Inaugurada em 1992, quando a Figueira completou o seu primeiro centenário como cidade.
Na imagem da direita, a antiga ponte (demolida após a construção da actual, e cujos pilares ainda se mantiveram durante largo tempo.
O projecto e construção da antiga, sairam do gabinete e das mãos da conhecida empresa Eiffel.

AJM

O pensamento do dia

A capacidade é aquilo que somos capazes de fazer. A motivação determina o que fazemos. A atitude marca a perfeição com que o fazemos.

Lou Holtz

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Charada (?!)

Vou-vos contar uma história

Um dia, há alguns anos atrás, era eu chefe de repartição administrativa (incluía a direcção dos Recursos Humanos), o director dos Serviços Municipalizados da Figueira da Foz, então José Jorge de Pinho (viria a ser presidente da Câmara), recebeu uma queixa duma consumidora, alegando que um funcionário (um canalizador) tinha proferido, na sua residência, uma série de obscenidades, quando chamado a efectuar uma reparação.

Na minha presença, o Director chamou o dito funcionário, questionando-o sobre o que havia passado.

Este, muito ingenuamente, limitou-se a dizer: “Não é verdade. O meu colega estava a reparar o cano, deixou cair uns pingos de solda na minha testa, e eu limitei-me a dizer: Tem cuidado, que está a cair solda na minha testa…”

Nota: Qualquer semelhança com um julgamento que está para se efectuar no Tribunal Judicial da Figueira da Foz, é pura coincidência.

AJM

O pensamento do dia

A idade não nos protege do amor. Mas, até certo ponto, o amor protege da idade.

Jeanne Moreau

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Ainda a tal viagem...

Miami (Florida) - USA

Num pantanal, em Miami. É hora de tomar o pequeno-almoço. Será que o jacaré está domesticado? Eu não arriscava...

Foto de AJM


Portugal-Sérvia, na Figueira da Foz


O Estádio Municipal José Bento Pessoa, na Figueira da Foz, vai ser palco dum jogo internacional de preparação, do escalão de sub-21, cuja fase final vai decorrer na Holanda.
Do grupo de Portugal fazem parte a Itália, Sérvia e Israel, e, precisamente, no próximo dia 14 de Novembro, o seleccionado português, de que faz parte João Ribeiro, jogador da Naval, vai defrontar, na Figueira, em jogo de preparação, a selecção da Sérvia, encontro marcado para as 21 horas.
AJM

O pensamento do dia

Quando não conseguimos ter aquilo que desejamos, o melhor é começarmos a desejar aquilo que temos.
Kathleen A. Sutton

terça-feira, 24 de outubro de 2006

O estuário está mesmo vivo?


Afinal o estuário está vivo e recomenda-se

A ONU colocou o estuário do Mondego na lista das 200 zonas marítimas mortas do mundo. Cientistas e políticos afirmam que o relatório não faz sentido.
Cientistas e políticos portugueses foram apanhados de surpresa pelo relatório divulgado pela ONU em Pequim, China, durante o fim-de-semana.
O documento, elaborado pela equipa de Robert Diaz, da Universidade de Virgínia, Estado Unidos, coloca o estuário do Mondego na “lista negra” das 200 zonas marítimas mortas do planeta.
João Carlos Marques, do Instituto do Mar, não encontra argumentos científicos para sustentar o relatório do seu colega norte-americano. O cientista da Universidade de Coimbra monitoriza o estuário do Mondego há 20 anos. No seu entender, as conclusões de Robert Diaz são anacrónicas e exageradas.
“Mesmo que o relatório se baseasse em estudos feitos há 10 anos, continuaria a ser exagerado”, garante João Carlos Marques. Ora, desde então têm sido tomadas medidas que visam a protecção e revitalização da biodiversidade da zona estuarina. Em Maio último, por exemplo, foi restabelecida a ligação entre os braços norte e sul do Mondego, criando mais oxigenação na água.
No pior ponto do Estuário, reportando-nos ao passado, assegura o cientista português, nunca se poderia falar de zona morta. “Há dez anos atrás, eu diria que havia um sistema com eutrofização, mas nunca um sistema morto”, afiança João Carlos Marques. Por isso, conclui: “O relatório (da ONU) não faz qualquer sentido”.
E agora?
Duarte Silva ficou “surpreendido com as notícias”. O presidente da Câmara da Figueira também não encontra argumentos que sustentem o famigerado relatório. Mas não acredita que o mesmo possa prejudicar a imagem do concelho. Mas há, no entanto, quem pense de forma diferente.
Uma equipa da Universidade de Coimbra tem a seu cargo a elaboração do Plano de Ordenamento da Ilha da Morraceira. “Quem vai querer fazer ecoturismo numa ilha situada num estuário “morto”?”, pergunta João Carlos Marques. E agora? “Agora, a comunidade científica pode sustentar a acção diplomática do Governo, que deve contestar o relatório”, defende o cientista.
Jot'Alves, in "AS BEIRAS"
Afinal, há muito mais gente a querer tramar a Figueira. E será que têm razão para isso? Fica a pergunta.

Naval em estado de graça



Naval em alta e Nei no topo !

O avançado brasileiro, Nei, foi, mais uma vez, decisivo no desfecho, marcando no último minuto do jogo com o Sporting de Braga, garantindo o empate numa partida em que a Naval foi nitidamente superior, só tendo falhado na finalização.

Nei, conforme se vê na imagem extraída do RECORD, está no topo dos marcadores, a par com Ronny, do Paços de Ferreira, o tal que contabilizou um tento com a ... mão, frente ao Sporting.

É caso para, mais uma vez, perguntar até onde irá esta Naval.

AJM

O pensamento do dia

Todos somos peregrinos na mesma viagem, mas alguns peregrinos têm melhores mapas.

Nelson DeMille

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

A tal viagem

Continuo a editar algumas fotos da viagem que efectuei aos Estados Unidos, incluindo outros locais paradisíacos

Algures, no alto mar, um pôr-de-sol


Numa praia de Labadee, no Haiti, com o Freedom of the Seas em fundo

As excentricidades dos americanos. O Homem Orquestra, em Miami. Em primeiro plano, o cesto para recolha das "propinas" (gorgetas)

AJM


O pensamento do dia

Cada indivíduo irradia a sua própria luz. Não há dois fogos iguais. Há grandes fogos, pequenos fogos, e fogos de todas as cores. Há pessoas com fogos calmos que nada sabem do vento, e pessoas com fogos arrebatadores capazes de encher o ar de fagulhas. Alguns fogos, os insignificantes, não nos aquecem nem iluminam o caminho, enquanto outros incendeiam a vida com tal paixão que não se pode olhá-los sem pestanejar, e aqueles que deles se aproximam iluminam-se também.

Eduardo Galeano (O livro dos abraços)

Naval surpreende


Naval quase na frente !!!

A Naval 1.º de Maio, cuja equipa é liderada por Rogério Gonçalves, o técnico que levou o emblema figueirense ao maior escalão do futebol nacional, recebe amanhã (19h45), o Sporting de Braga.
Se triunfar, passa a liderar o campeonato, em conjunto com o Sporting e Futebol Clube do Porto.
Parece mentira mas é verdade !!!
AJM (texto e foto)

domingo, 22 de outubro de 2006

Fotos de viagem

Rescaldo de viagem inesquecível

A caminho dos Estados Unidos, com escala em Londres. Na imagem, a capital britânica, vista lá de cima. Se procurar bem, encontra o Big Ben.
AJM

O pensamento do dia

Alguém que viva como Jesus viveu, que ensine como Jesus ensinou, e morra como Jesus morreu, não pode ser um mentiroso.
Josh McDowell, do livro More Than a Carpenter

sábado, 21 de outubro de 2006

Lição de jornalismo

Chinesices…

Ao regressar dos Estados Unidos, tive a oportunidade de ler o editorial, assinado pelo director do Correio da Figueira, José Alberto Dias que, desculpem lá, não resisti, mais uma vez, a reproduzir, já que ele encerra uma autêntica lição de jornalismo em todos os sentidos, incluindo o do bom português…

E aí vai:

“Afinal meus caros amigos a China e as centenas de milhões de chineses não é uma chinesice como se poderia pensar, a avaliar pelos dixotes que quem nada sabe sobre aquela gente sobre a cultura que eles também têm o direito de ter.
São muitos, são trabalhadores, têm espírito de sacrifício, são inteligentes só podem ser grande, pois e porque os homens não se medem aos palmos. Nós os Europeus quando á 20 ou 30 anos se falava dos chineses, era uma coisa pequenina, coisa menor mas não seres humanos de tamanho pequeno no corpo mas com uma alma grande e quem foi que disse que a globalização não está aí a fama de gigante; vejam só a dezenas de milhares de quilómetros até Portugal, um país á dimensão da maioria das pessoas chinesas está cheia de chineses, e que chineses!!, eles são competitivos no comercio local então por todo o lado na Figueira. Já se vêem em todo as ruas, nas escolas na ginástica nas lojas e até já se encontram nos restaurantes comer cozido á Portuguesa e bacalhau á lagareiro quem diria á 30 anos éramos nós os ocidentais quem procurávamos 1 em 100 milhões com a gastronomia do mandarim agora estão aos milhões não só na restauração mas em tudo o que é comercio, industria, obras publicas enfim são pessoas de trabalho que vieram á procura de uma vida melhor e vão tê-la com certeza já que quem trabalha Deus ajuda e eles também estão protegidos pela lei de Deus”.

E não continuo, porque já estou cansado de copiar.

Mas meus amigos, aprendam a falar português, a escrever correctamente, a terem estes pensamentos superiores, que o senhor José Alberto Dias não dura sempre. Aprendam enquanto é tempo. Atenção que respeitei ortograficamente o editorial. E mais nada…

Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

Cada viagem corresponde a mais um passo no conhecimento do Mundo e da própria personalidade.

Ana Maria Santos, in Volta ao Mundo

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

O regresso

Regressei!

Regressei ontem à noite, e já tenho saudades do cruzeiro que efectuei a partir de Miami (USA), passando por Cozunel (México), George Town (Gran Cayman), Montego Bay (Jamaica) e Haiti.
Na foto, em Cozumel (México), junto ao maior transatlântico do mundo, em que viajei, juntamente com mais 3 600 passageiros (!!!) o FREEDOM OF THE SEAS (Liberdade dos Mares).

Em Cozumel, numa pose (!) para PRESENTE

Em águas cristalinas, na Jamaica!

Um aspecto duma das praias da Jaimaica

Foi uma viagem inesquecível, de que continuarei a mostrar-vos algumas imagens. Mas, podem crer, foi muito bom regressar ao seio da família e dos amigos. Para todos os visitantes deste meu/vosso blog, as minhas saudações amigas.

Um abraço do Aníbal José de Matos


sexta-feira, 6 de outubro de 2006

FÉRIAS


Meus Caros Amigos:
Vou de férias. Parto esta madrugada rumo aos Estados Unidos, regressando, se Deus quiser, no próximo dia 20.
Até lá, este blog, que completou quatro meses (é ainda um bebé) no passado dia 29 de Setembro, encontra-se estacionado..., fazendo, deste modo, a sua primeira interrupção.
Despeço-me, pois, e até ao meu regresso...

Um abração.

Aníbal José de Matos

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Para a história da Figueira - XLVI

Na Praia da Figueira, em 1940


Manuel Santos
Ficou indelevelmente ligado à história da Figueira da Foz. Recentemente, numa iniciativa da Câmara Municipal, esteve patente, no Museu da cidade, uma exposição sobre a sua obra.
Nascido a a 5 de Junho de 1893, viria a falecer em 16 de Abril de 1975, deixando um magnífico punhado de trabalhos fotográficos, tendo ainda executado alguns filmes sobre a sua terra natal, incluindo a fotografia numa película de J. Oliveira Santos, "Dois corações... Um destino", que, todavia, se ficou pelo "trailler".
Grande parte do seu espólio foi doado ao Museu Dr. Santos Rocha, dele constando uma longa série de fotografias retratando a cidade ao longo da sua evolução.
A imagem que hoje apresento, assinada por Manuel Santos, mostra-nos, em 1940, uma aula de ginástica na Praia da Claridade, vendo-se, em fundo, o Forte de Santa Catarina.
AJM

O pensamento do dia

Talvez o maior problema da solidão seja andarmos por aí convencidos de que somos os únicos que sofremos disso.
Janne Marie Laskas

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Encerrado para obras...

Site da Naval foi à vida

Pode ser que volte, mas remodelado. Para o serviço que estava a (não) prestar, mais valeu assim. E nem sequer quero saber das razões que levaram a que tivesse expirado...
AJM

Poesia


Não me canso de reproduzir (e de ler, naturalmente), a poesia desse poeta popular nascido no Algarve, que se chamou António Aleixo.
A sua forma fácil e incisiva de fazer poesia, cantando (ou chorando) a vida, perpetua uma alma sofrida.
Aqui vão mais algumas quadras das muitas que escreveu:








Sem ter chicote nem vara
Manda-me a minha razão
Atirar versos à cara
Dos que me roubam o pão.


Quadras bonitas ou feias,
Ricas ou mais pobrezinhas,
Choram as dores alheias
Mais do que choram as minhas.


Quem seu fado faz ouvir,
Canta apenas como sente,
Porque não pode sentir
Os fados de toda a gente.


As quadras mal acabadas,
Sem terem regra nem norma,
São beijos, são chicotadas,
Que não sei dar doutra forma.

Recolha de AJM

O pensamento do dia

O trabalho é uma fatia da sua vida. Não é a piza inteira.

Jacquelyn Mitchard

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Alegrem-se, senhoras e senhores!!!


A notícia é duma tal importância que dela todo o mundo fala... Quais guerras, quais conflitos, quais quê?
Qual fome, qual desgraça que mata milhões de inocentes diariamente?
O mundo rejubila com a notícia que a revista portuguesa FOCUS, “semanário de grande informação”, transmite ao mundo.
Alguém dizia, e com verdade, que a comunicação social vende emoções e não notícias…
Pois é: Letícia está grávida!!!!!!!!!
Mas a local publicada é por demais eloquente: “No dia em que o Presidente da República chegava a Espanha para uma visita de Estado, os nuestros hermanos tinham uma forte razão para não se preocuparem com Cavaco Silva. Afinal, a Casa Real espanhola tinha anunciado oficialmente a gravidez da princesa Letícia”.
Desculpem, mas não leio mais. Já chega.
Para um país que perde horas a fio com o olhar fixo na televisão para ver as telenovelas, tipo Morangos com Açúcar, esta notícia faz parar o trânsito.
Alegrem-se portugueses e portuguesas! Letícia está grávida.
Cavaco Silva que se lixe, o importante é a gravidez da princesa espanhola!
A esta hora até a ETA verte lágrimas de emoção!!!

AJM

Para descontrair...


Quando foram criados os cursos de educação de adultos, numa altura em que se procurava dar alguma instrução a pessoas que não tinham tido a possibilidade de frequentar a escola na altura própria, registaram-se algumas situações curiosas, fruto de alguma ingenuidade e santa ignorância.
Aqui vão três registos referentes a redacções que, com certeza, fariam inveja a um certo “jornalista”, residente na Figueira da Foz, já por várias vezes aqui citado.

A minha casa

Gosto da minha casa porque é lá que eu vivo e minha família e foi lá que fiz os meus filhos. Assim que saio do trabalho vou logo para casa. O operário do dia de hoje já não vai para a taberna, vai logo para casa. O operário de hoje já não vai para a taberna embebedar-se e dar-se com esses gajos, depois quando chegavam a casa e calhavam fazer filhos nessa altura vinham doentes.

O Infante D. Henrique

O Infante D. Henrique foi o primeiro rei de Portugal. O Infante D. Henrique descobriu três terras que são os Açores e a Madeira. O Infante D. Henrique foi primeiro casado com D. Filipa de Lencastre que deixou cair o regaço de rosas que D. Duarte beijou que eram de Santa Maria.

O Leite

O leite é para dar nos biberões. O leite faz queijo e manteiga. O leite vem dos animais que dão à gente.
Os animais que dão leite são: a vaca, a ovelha, os burros e o sr. Prior da Mata Mourisca também dá leite mas em pó.

Recolha de AJM

O pensamento do dia

O moralista sente-se deprimido ante a diferença entre o que os homens são e o que deveriam ser; o humorista encanta-se com a discrepância entre o que eles são e o que fingem ser.
Richard J. Needham

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Solidariedade, onde moras?


O meu blog é generalista. Penso que já o entenderam as dezenas de visitantes que todos os dias aqui vêm aquilatar dos meus conceitos, das minhas memórias e doutras realidades.
“Presente” não nasceu com o simples intuito de dizer mal por dizer mal, mas sempre com objectivos mais latos, que passam por chamar a atenção para pormenores (ou pormaiores, como diria o Prof. Rui Matos) que fustigam a boa vivência.
Volto hoje, espero que pela derradeira vez, pelo menos no que diz respeito à situação que tenho vindo a focar, a falar da atitude que a Naval teve para com um jovem jornalista, o Tiago Lemos, correspondente de “O Jogo” e do “Diário de Coimbra”, na circunstância como representante do jornal nortenho.
Sem acrescentar nada ao que já foi dito, e limitando-me a dizer que vários órgãos da comunicação e outras postagens já verberaram a atitude que foi tida para com o Tiago, não posso deixar de lamentar que o próprio jornal que representa na Figueira da Foz, não tenha, até agora, tido
uma palavra de solidariedade, de apoio, ou, no mínimo, de crítica, para com a atitude que foi tomada para com o seu representante nesta cidade.
É, realmente, pena que, nestas ocasiões, não tenha sido o redactor que escreveu a crónica, a receber a ordem de expulsão ordenada a Tiago Lemos.
Aí sim, de certeza que o jornal actuaria. Doutro modo, e como se constata, fez ouvidos de mercador.
Mas, neste mundo cão em que vivemos, alguém se surpreende com estas acções?
Tiago, eu, apesar de não ter sido directamente atingido, não me acobardo e estou solidário contigo. Até porque, mais uma vez, a minha altura também há-de chegar. Só que já tenho calo como o macaco...

Aníbal José de Matos

O pensamento do dia

Quem não sabe dançar culpa a irregularidade do piso.

Provérbio malaio

domingo, 1 de outubro de 2006

Ainda o diferendo Naval/O Jogo

De Rogério Neves, colaborador da comunicação social, recebi mais esta achega de apoio ao Tiago Lemos, no que se refere à sua expulsão das instalações da Naval (?) como correspondente do jornal "O Jogo".

"Caro amigo TiagoEm primeiro lugar a minha solidariedade pelo triste acontecimento por que te obrigaram a passar. Na minha modesta opinião, chamar-lhe-ei um enxovalho. Amigo, estás em inicio de carreira, não te deixes vergar nem subjugar. Continua a trabalhar de uma forma vertical para mereceres o respeito de quem te conhece e de quem te lê. Os outros, sim, esses que te querem transformar em marionete, algum dia pagarão o que estão a fazer levando um pontapé no trazeiro. Há exemplos bem recentes disso mesmo.
Rogério Neves".

A propósito, aqui vai um excerto do que o jornalista de "O Jogo" publicou relativamente ao encontro Naval-Beira-Mar e que provocou a ira dos responsáveis dos verde-e-brancos:

"Ninguém imaginava que os dez minutos finais fossem alucinantes depois de tudo o que se tinha passado antes. Houve momentos no encontro de ontem em que estiveram em campo 22 jogadores, uma equipa de arbitragem, mas futebol foi coisa que não existiu. Pontapé para o ar e para a frente, passes errados em doses industriais e uma incapacidade notória das duas equipas em construírem acções com princípio, meio e fim fizeram com que se pensasse que se tratava de um jogo de casados contra solteiros. Divorciados só os espectadores que nem vontade tinham de fazer ouvir a sua voz.
Rui Gomes".

Os meus agradecimentos pela colaboração.
Aníbal José de Matos

Para a história da Figueira - XLV

"Serão Figueirense", na Casa das Beiras, em Lisboa, em Maio de 1941
Na noite de 4 de Maio de 1941, vão decorridos 65 anos, teve lugar na Casa das Beiras, em Lisboa, promovido pela Comissão de Propaganda da Comissão Municipal de Turismo da Figueira da Foz, um “Serão Figueirense”, em que proferiu uma conferência António Augusto Esteves, que usava o pseudónimo de Carlos Sombrio, e ficou ligado ao panorama cultural da praia da Claridade. (Nasceu a 29 de Julho de 1894 e faleceu em 25 de Março de 1949).
No “Serão”, em que Carlos Sombrio falou das actividades culturais do concelho, das suas tradições, e em que actuou a Filarmónica Figueirense, sob a regência de António Campos,
A conferência foi, posteriormente, publicada numa brochura, impressa na Tipografia Nogueira e divulgada pela Papelaria Moderna, ambas sedeadas na Figueira.
Da intervenção de Carlos Sombrio, reproduzo algumas curtas passagens, apenas com o intuito de se aquilatar da veia literária do seu autor e do amor que dedicava à sua terra natal, como se pode apreciar pela exaltação que fez da sua cidade:

“A Figueira da Foz está, para quem a visita, dentro dos motivos que seduzem pelos seus encantos, - e que encantam pelas suas seduções. A chamada “Praia da Claridade” constitui um cartaz vibrante e atraente, álacre e ruidoso, turisticamente falando. Mas a vibração da sua luz espelhante, o seu “ar” de donzela formosa mas recatada, os seus múltiplos motivos de encantamento, seduzem quem a visita, de tal maneira que a saudação começa mal os olhos poisam nessa nesga de terra que o mar num louco desejo abraça, fazendo dela sua escrava – e sua senhora”.

“A praia, na curva harmoniosa e grácil da sua enseada, desenha-se no traço elegante de meia-lua, clara, luminosamente clara, semeada de barracas brancas lembrando vasto acampamento de gaivotas cansadas de voar… No ajuntamento dos telhados, o Bairro Novo, centro de turismo, onde as multidões se acotovelam, no Picadeiro, com cafés repletos de assistência; o Grande Casino Peninsular,- grande na própria Península, luxuoso transatlântico poisado neste abraço azul do Oceano”.

AJM


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