terça-feira, 30 de junho de 2009

Efemérides

30 de Junho de 1771


Nasce, na antiga Rua do Quebra-Costas, na Figueira da Foz, Manuel Fernandes Tomás, que foi a alma e o cérebro da Revolução de 1820, no dizer do escritor João Grave.
"Era filho de João Fernandes Tomás e de Maria da Encarnação, os quais à vista do engenho precoce que o moço revelara, o mandaram para Coimbra ainda em verdes anos, a fim de seguir a carreira eclesiástica. A vocação, porém, não o chamava para o sacerdócio e o jovem estudante tomou o grau de bacharel em Cânones, tendo apenas 20 anos. Dando-se primeiro à advocacia, praticou com vários jurisconsultos de Lisboa, e aperfeiçoou-se no estudo das ciências do Direito, Em 30 de Agosto de 1792 foi nomeado síndico e procurador fiscal do município da Figueira, sendo vereador desde 1795 a 1798.
Em 1801 foi nomeado juiz de fora de Arganil, mostrando logo na magistratura a sua energia e carácter. Em 1805 foi nomeado superintendente das alfândegas e dos tabacos nas comarcas de Leiria, Aveiro e Coimbra, mas, pela invasão francesa de 1807, tomou-se de tal desgosto pela humilhação da pátria que se retirou para uma quinta sua, próximo da Figueira, e aí permaneceu até que Wellesley, em 1808, desembarcou as suas tropas naquela costa,. sendo então indigitado pela voz pública como a pessoa competente, na ausência de todas as autoridades, para tratar com o comandante inglês de todos os assuntos referentes aos interesses e necessidades do exército.
0 futuro lorde Wellington apreciou tanto a actividade de Fernandes Tomás que, sendo este nomeado em 1809 provedor da comarca de Coimbra, logo o general instou para que fosse adjunto ao comissariado do exército, sendo nomeado intendente dos víveres no quartel-general de Beresford, em 1810, onde foi incansável de actividade, chegando a perder as noites encostado à banca, para que nada faltasse ao exército.
Em 1811, tão importantes serviços prestou junto do exército que fazia o cerco de Badajoz, que, pelas recomendações dos generais, foi-lhe dada a categoria de desembargador honorário do Porto, ou o predicamento de desembargador, como então se dizia, não se lhe dando a efectividade, que só alcançou em 1817, por não ter ainda, à data do despacho, completo o triénio de provedor. De 1812 até ao findar da guerra, dois anos mais tarde, esteve Fernandes Tomás em Coimbra e ali começou a germinação do seu grandioso plano, que devia desenvolver-se e frutificar no Porto, anos depois.Fernandes Tomás era um erudito, já nomeado por algumas obras de Direito, que publicara, e um pensador que se preocupava com os males da pátria, cujos desastres sucessivos lhe enlutavam o generoso coração. 0 ano de 1817 ficou tristemente memorável na história da liberdade portuguesa pelo acto de inaudita crueldade que desonrou para sempre no nosso país a memória de Beresford.
0 sangue de Gomes Freire de Andrade e dos seus desditosos companheiros, com que se julgou afogar todas as aspirações liberais, só contribuiu para as tornar mais fecundas. Indo de Coimbra para o Porto, aqui encontrou Fernandes Tomás quem simpatizasse com as suas ideias e aspirações; viu o sentimento patriótico invadindo todos os espíritos; apreciou a indignação que elevava ao prestígio de mártires as vítimas de 1817 e sentiu que essas aspirações, até aí vagas e quase teóricas, iam tornar-se em breve mais definidas e mais precisas. Com outro jurisconsulto notável e verdadeiramente liberal, José Ferreira Borges, se relacionou Fernandes Tomás na cidade do Porto, e aí em 18 ou 21 de Janeiro de 1818 se juntaram os dois para jurarem mutuamente dar a liberdade a Portugal, ou morrerem na empresa.
Convocaram uma conferência com os seus amigos José da Silva Carvalho e João Ferreira Viana, para formularem as bases em que devia assentar o plano a seguir da sociedade, que ficou constituída sob o nome de Sinédrio e que tinha por fim: «Observar os acontecimentos em Portugal e Espanha, tomando de vagar o pulso às tendências e às aspirações do espírito público.»
Ajustaram reunir-se no dia 22 de cada mês na Foz para discorrerem acerca dos sucessos e das notícias do mês passado e assentarem nos propósitos mais oportunos segundo as circunstâncias.
Juraram uns aos outros inviolável segredo e decidiram que, se rompesse um movimento monárquico, ou uma revolução, os sócios do Sinédrio acudiriam para a dirigir, guardada sempre a fidelidade devida à dinastia de Bragança.
Este foi o núcleo da associação denominada Sinédrio e estas as modestas bases com que se fundou. Circunscrito aos ilustres iniciadores em seu começo cresceu e alargou-se depois. Na escolha dos adeptos, discreta e resumida, sempre se antepôs a qualidade ao número.
Em 1819 compunha-se, além dos quatro inauguradores, dos sócios Duarte Lessa, José Pereira de Menezes, Francisco Gomes da Silva, João da Cunha Sotto Maior, José Maria Lopes Carneiro e José dos Santos Silva. Rodeados de silencio, antes de se aventurarem a hastear a bandeira das ideias, estes cidadãos, que se não intimidavam pela sorte das vitimas de 1817, sob a ameaça visível do cutelo de algoz, apalpavam o terreno sem precipitação, e pacientes por necessidade, não se antecipavam à sentença lógica do tempo e dos factos. Foi depois destes exórdios modestos, que surgiu a revolução de 1820.
Fernandes Tomás foi a alma dela. O número dos associados no Sinédrio nunca passou de treze, sendo o último a inscrever-se, em 18 de Agosto de 1820, Bernardo Correia de Castro e Sepúlveda, que depois prestou à causa muitíssimos serviços. 0 espírito da população de Lisboa, menos propenso a entusiasmos do que os portuenses, não parecia disposto a secundar a agitação da opinião publica do Porto. Foi assim que vindo José da Silva Carvalho à capital, com o fim de angariar adesões, voltou profundamente desanimado e sem nada haver conseguido.
Outro tanto aconteceu a Fernandes Tomás que, vindo a banhos ás Caldas da Rainha, chegou até Lisboa com os mesmos intuitos, nada conseguiu e teve que retirar para o Porto, por saber que era activamente vigiado pela polícia.
Nestas condições a revolta ter‑se‑ia talvez malogrado se a Regência, cheia de pavor, não houvesse imprudentemente mandado o governador das justiças do Porto, Aires Pinto, prender Fernandes Tomás. 0 marechal inglês partira para o Rio de Janeiro a fim de alcançar mais largos poderes de D. João VI. A ausência de Beresford foi impolítica e inábil. 0 Sinédrio alargava o âmbito da sua actividade, a ponto de concorrerem a uma reunião, que promoveu, todos os oficiais do exército aliciados para o grande movimento. Nessa reunião Fernandes Tomás pôs ao serviço da causa tão entranhado amor da pátria que converteu em adeptos fanáticos até ao sacrifício todos os que o escutavam.A precipitação do medo da Regência forçou o lance, sendo opinião dos conspiradores militares Sepúlveda, Cabreira e António da Silveira, que a revolução devia rebentar. Fernandes Tomás teve a audácia de ir a casa do próprio Aires Pinto, de cuja missão fora avisado,. dizer-lhe que não cumprisse as ordens do governo de Lisboa, porque no dia seguinte a revolta explodiria, sem que ninguém lhe pudesse obstar.
0 mesmo referiu ao general das armas Canavarro, que prometeu retirar para Leça, fingindo-se doente. Com efeito no memorável dia 24 de Agosto de 1820 rebentou a revolução, prenderam-se em suas casas os oficiais ingleses, propôs-se a nomeação. de uma junta provisória que governasse o reino em nome do rei, até ao seu regresso do Brasil, e dessa junta tomou Silveira a presidência, Cabreira a vice-presidência, ficando Fernandes Tomás simples vogal.
0 grande patriota teve o condão de se deixar em lugar secundário sendo o primeiro. Também a fortuna não quis que ele sobrevivesse muito tempo à liberdade da sua pátria. Hoje bem se pode isso considerar uma ventura, o morrer tanto a tempo, quando a sua obra era completa, o seu credito era incondicional, quando facto algum ulterior lhe podia ainda fazer empalidecer o brilho do renome conquistado ou lançar suspeitas sobre a pureza das suas intenções; quando, enfim, os defeitos da obra concluída ainda não tinham tempo para se revelarem. Este conjunto de circunstâncias aureolou de fama sem mancha e de glória absoluta o nome prestigioso do grande patriota Fernandes Tomás. De como o Sinédrio preparou, dirigiu e consumou, a revolução de 24 de Agosto de 1820 são documento interessante as Revelações e Memorias para a história ela dita revolução, escritas pelo consócio José Maria Xavier de Araújo.
Fernandes Tomás, além de membro da Junta Provisional do Supremo Governo do Reino, foi deputado ás Cortes Constituintes congregadas em 26 de Janeiro de 1821, em cujos trabalhos teve parte muito activa e conspícua, até ao encerramento delas em 4 de Novembro de 1822.
Agravando-se lhe pelos excessos e fadigas dos últimos meses a enfermidade crónica de que padecia, e tomando de repente um carácter agudo, que os socorros da medicina não puderam debelar, expirou entre dolorosos sofrimentos, temperados pela resignação, a 19 do referido mes, deixando consternados não só os seus amigos pessoais, mas todo o partido liberal que lhe tributava uma espécie de culto, e via nele um dos mais firmes sustentáculos do sistema, para cujo triunfo concorrera tão poderosa e eficazmente. Os seus restos mortais foram sepultados, primeiro na antiga igreja de Santa Catarina, trasladados depois para a dos Paulistas, e desta transferidos para jazigo de família no cemitério dos Prazeres. No Jornal do Comércio de Fevereiro de 1883 estão reproduzidos alguns documentos acerca do óbito e trasladações das cinzas do eminente cidadão."

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In Portugal - Dicionário Histórico

Efemérides

30 de Junho de 1903


Segundo rezam as "crónicas", se bem que sem confirmação, é inaugurada, nesta data, a que viria a ser chamada ponte velha sobre o braço norte do Mondego, na Figueira da Foz.
Esta obra de arte teve a duração, aproximada, de 90 anos, dando lugar à Ponte Edgar Cardoso.

O pensamento do dia


segunda-feira, 29 de junho de 2009

Política

Em declarações à RTP, Teixeira dos Santos lembrou que a crise, antes de se acentuar, “começou com uma deterioração muito significativa dos índices de confiança. Os novos dados são “sinais de que estamos a chegar ao fim” da recessão, disse. (In Público on line)
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Digo eu: "estamos a chegar ao fim da recessão". Talvez lá para 27 de Setembro, quem sabe...

Figueira da Foz

Esta cidade bonita
Nossa Figueira da Foz,
É a saudade infinita
Que fica dentro de nós.
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J.Oliveira Santos (1943)

O pensamento do dia

Ninguém é tão velho que não espere que depois de um dia não venha outro.
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Lucius Annaeus Seneca

domingo, 28 de junho de 2009

A notícia do dia

FERNANDO MENDES EM "JOGO SUJO"

"Lembro-me de um jogo das competições europeias contra uma equipa que tinha três campeões do Mundo no seu plantel. Um deles era um poderoso avançado. Como sabem, sempre joguei a defesa-esquerdo e, embora não tivesse de marcar este jogador directamente, apanhei-o várias vezes no terreno de acção. Ele era um armário, com um tremendo poder de impulsão. Mas nesse dia eu saltei que nem um louco e ganhei-lhe quase todas as bolas de cabeça. Parecia que tinha molas nos pés. (…) Meu caro, se estiveres a ler este livro, tenho todo o prazer em explicar-te o segredo: uma pequena vacina, do tamanho de meia unha, chamada Pervitin. Espetavam-nos aquilo no braço, mesmo no músculo, e dava para correr e saltar durante quatro jogos de seguida.'
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"No Benfica chegava sempre cedo aos treinos. Levava uma pressão de ar e sentava-me no banco de suplentes a matar pássaros. A porta da equipa técnica também era alvo.'
Fernando Mendes, excertos do livro "Jogo Sujo"
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Digo eu: Palavras para quê em mais um episódio deste "desporto" a que chamam futebol.

Figueira da Foz

O forte de Santa Catarina, as rochas e a praia, nos anos 40.
Repare-se no varandim sobre a praia, com dezenas de pessoas a apreciarem a imensidão do mar, vendo-se também uma pequena multidão a atravessar as passadeiras, sobre a então chamada praia das crianças.
Vejam o que o homem destruiu!!! Tudo isto deu lugar à Avenida de Espanha, que nasceu com a construção dos molhes delineadores da entrada da barra.
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Eis uma foto aérea de Afonso Cruz, irmão do célebre aviador Humberto Cruz.
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(Clicar na imagem para ampliar)

Porque hoje é domingo


sábado, 27 de junho de 2009

Efemérides

27 de Junho de 1808


Tapeçaria executada pela Manufactura de Tapeçarias de Portalegre sobre pintura de Renato Torres (1961), na principal sala de audiências do Tribunal Judicial da Figueira da Foz
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O estudante Bernardo António Zagalo toma, de assalto, o Forte de Santa Catarina, na Figueira da Foz, sitiando os militares franceses de Junot, durante a Guerra Peninsular.
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"A rendição do forte ocorreu no dia 27 de Junho de 1808, com Zagalo coroado de glória. As
operações militares não terminaram com a conquista do Forte de Santa Catarina. O Batalhão Académico avançou para sul, tendo libertado Soure, Condeixa, Pombal, Leiria e Nazaré.
Entretanto, a frota comandada pelo Duque de Wellington (Arthur Wellesley, 1764-1852) levantara ferro de Inglaterra a 09 de Julho. O desembarque das tropas britânicas ocorreu no Cabo Mondego entre 01 e 05 de Agosto de 1808. Ao receberem a notícia, os elementos mais destacados do Batalhão Académico avançaram da região de Leiria para a Figueira da Foz, juntando-se assim às tropas de Wellington.
Bernardo António Pereira Zagalo, natural de Ovar, aluno de matemática na UC e militar, nasceu em 1780 e faleceu no ano de 1841. Em relação ao primeiro momento da história protagonizada por Zagalo, os estudantes iniciam a revolta ainda de Capa e Batina (desenho de RTorres inspirado numa litografia de Macphail, existente na BGUC), rodeando Zagalo.
A abordagem fisionómica de Zagado na tapeçaria [no Tribunal Judicial da Figueira da Foz] é meramente virtual, não havendo notícias de qualquer retrato conhecido daquele académico."
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Daniel Santos

Daniel Santos, candidato à presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz, sob a sigla de "FIGUEIRA 100%", presidiu, esta tarde, à inauguração da sede da candidatura, na Praça General Freire de Andrade, no edifício onde, em tempos, funciou a Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás.
O espaço esgotou literalmente com a presença de apoiantes, e Daniel Santos fez questão de salientar que o movimento tem em vista, única e simplesmente, os interesses da Figueira da Foz, contando com elementos de todas as vertentes, quer sociais, quer partidárias.
José Bernardes, que apresentou o candidato, tecendo-lhe rasgados elogios, ao mesmo tempo que criticou muito do que se tem na Figueira, é o mandatário do movimento.

Para a história da Figueira da Foz CLXXXVII

Uma imagem que muitos figueirenses recordam com saudade: um bota-abaixo nos Estaleiros Navais do Mondego, na Figueira da Foz.
Na circunstância, desde a carreira em direcção ao rio, o navio JOSÉ VILARINHO.
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(clicar na imagem para ampliar)

Figueira da Foz

Figueira da Foz cantada por poetas

Figueira da Foz
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Tu és Figueira, ó praia luminosa,
Aquela sedutora e bem amada
A quem, talvez, divina e etérea fada
Tocou com a varinha milagrosa.
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Tu és Figueira, ó praia luminosa,
Aquela estranha graça delicada
A quem a lira canta arrebatada
E a pintura plagia, carinhosa.
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Fazem de ti um sonho de ventura
Onde palpita a chama da ternura
E o fervor de sagrado e nobre enleio!
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Mas nunca, nunca o Poeta nem o Artista
Dirão, tão claro como a nossa vista,
O quanto de formoso há no teu seio!
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CELESTE HARRISSON

O pensamento do dia

Assim como se diz que a hipocrisia é o maior elogio da virtude, a arte de mentir é o mais forte reconhecimento da força da verdade.
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William Hazlitt

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Daniel Santos

Sob a sigla de FIGUEIRA 100%, Daniel Santos, que foi membro activo do PSD e vereador no tempo de Pedro Santana Lopes, sendo também presidente da Assembleia Municipal, avança com a sua candidatura, como independente, à presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Daniel Santos conta, neste momento, com uma larga faixa de apoiantes, e estará amanhã, pelas 18 horas, na sede da candidatura, na Praça General Freire de Andrade, no edifício onde, em tempos, funcionou a Biblioteca Municipal.

Figueira da Foz

Figueira da Foz cantada por poetas
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Nas férias
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Eu me lembro, eu me lembro, com saudade,
dos tempos idos, plenos de ventura,
diferentes dos de hoje, em que há tortura,
que me há-de conduzir à Eternidade.
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Era quando, deixando esta cidade,
- esta princesa real da Estremadura –
nas férias, sempre cheias de doçura,
passeávamos em plena liberdade!
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E, de comboio, por ter mais conforto
e segurança, íamos nele ao Porto
(de que tanto apreciavas os bons ares),
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E à FIGUEIRA e outras terras do país
- que a ensinar, bem serviste – e, mais feliz.
voltavas aos trabalhos escolares!
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Poesia de Lucas de Figueiredo (Caldas da Rainha, 15 de Junho de 1970) quando o poeta contava 83 anos. Nasceu em 1886 nas Caldas da Rainha. Era um visitante assíduo da Figueira da Foz.
Dedicou este e outros poemas a sua mulher, IRENE, professora, a quem deu o nome duma colectânea de que possuo um exemplar dactilografado.

O pensamento do dia

"Aquele que tentou e nada conseguiu é superior àquele que nada tentou"
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Arquimedes

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Provedor de Justiça

Nascimento Rodrigues, provedor demissionário


Jorge Miranda bate com a porta
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Palhaçada continua
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"Resolvi retirar-me da corrida basicamente porque verificou-se que depois de duas votações
parlamentares, numa das quais, a segunda, eu tive mais de dois terços dos votos expressos, o Partido Social-Democrata continua a insistir em não aceitar o meu nome, apesar de saber que eu sou uma personalidade independente", afirmou à Lusa Jorge Miranda. (in PÚBLICO on line).
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Isto é um pequeno (grande) exemplo da bagunça que vai por este país fora. O homem (Nascimento Rodrigues) por questões pessoais e de saúde, andou meses a fio a pedir para ser substituído.Gerou-se mais uma guerra das que proliferam por este Portugal, e tem sido o cabo dos trabalhos para encontrar alguém para o render, num lugar de grande importância num patamar burocrático.Agora voltou a guerra: não se encontra substituto, até porque Jorge Miranda, candidato indicado pelo Partido Socialista, resolveu bater com a porta numa de "não me chateiem mais".Aguardo pelos episódios que se seguem. Dizem que a justiça anda pelas ruas da amargura, e, a ser assim, este é mais um passo para o seu apregoado descrédito.

Figueira da Foz


Para a história da Figueira da Foz CLXXXVI

1.ª bomba dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz

O pensamento do dia




quarta-feira, 24 de junho de 2009

S. João Baptista

Hoje celebra-se a solenidade de São João Baptista. Mais um dia importantíssimo que nos deve levar a pensar como devemos levar a nossa vida voltada para Deus. São João foi um profeta que recebeu o seu nome de Baptista devido à sua constante pregação de um baptismo feito de arrependimento para remissão dos pecados (Lc 3;3). É sempre muito bom celebrarmos o São João com as festas populares, mas nunca devemos que o verdadeiro sentido do dia é pensarmos e repensarmos no nosso baptismo, nas nossas promessas baptismais. No compromisso que assumimos perante a Igreja. São João não teve um vida fácil. Tal como seria de esperar. E se neste tempo não nos vão cortar a cabeça como lhe fizeram, podemos encontrar muitas dificuldades na pregação da Palavra de Deus aos outros. Problemas de sermos aceites e compreendidos.
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In Duc in altun
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S. João na Figueira da Foz (a tradição)
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"Ao pontual bater da meia-noite, era o Banho Santo - que curava de maleitas, quartãs, febres e de toda a doença e mal-querer. -
Vinham das terras morenas das beiras, dos campos verdes e viçosos de Coimbra à beira-rio, dos pinhais de Leiria, alfombrado de macias sombras - com seus farnéis em taleigas e pipos ao tiracolo, gentes sortidas com seus trajos garridos - chalezinho no braço das beiroas, chinelinho de verniz das moças de Taveiro e Formoselha, caçoilinho redondo de feltro das cachopas das terras semeadas a pinhal, pelo Senhor Rei D. Diniz".
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De "Aspectos da Figueira da Foz"

Figueira da Foz

Um concurso de vestidos de chita (estes eventos estavam em moda nos anos 50) no então salão nobre do Grande Casino Peninsular na Figueira da Foz.
Neste local funciona hoje o salão de jogos.

O pensamento do dia

A música, para criar harmonia, deve investigar a dissonância.
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Plutarco

terça-feira, 23 de junho de 2009

Efemérides

23 de Junho de 1940

É descerrada na Igreja Matriz de S. Julião, na Figueira da Foz, uma lápida de homenagem à memória do Abade Pedro.

Para a história da Figueira da Foz CLXXXV

Um ícone da Figueira da Foz doutros tempos.
Na imagem, o bacalhoeiro José Alberto, encorado na antiga doca, hoje marina de recreio.

A notícia do dia

"Cavaco Silva voltou a admitir a hipótese de as eleições autárquicas e legislativas se realizarem no mesmo dia. As declarações do Presidente da República foram proferidas na Escócia onde hoje recebeu o doutoramento Honoris Causa da Universidade Heriot-Watt, em Edimburgo."
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In RTP on line
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(A correcção ortográfica é da minha autoria)
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Digo eu: Estou perfeitamente de acordo com o senhor Presidente. Aliás, numa sondagem feita ao povo português, este manifestou-se também nesse sentido.
A verdade é esta: em primeiro lugar, poupa-se dinheiro ao erário público e em segundo, deixa de se passar um atestado de estupidez ao povo que, no meu entender, sabe muito bem distinguir eleições legislativas de eleições autárquicas.

O pensamento do dia

O homem ama na terra natal os seus hábitos, se ali reside ou residiu muito tempo; ama a sua casa e o seu agro, se os tem; e ama, sobretudo, a sua infância, que lhe comandará a vida inteira e se amalgama com o drama biológico do envelhecimento e da morte.
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Ferreira de Castro

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Efemérides

22 de Junho de 1930

Morre o remador da Associação Naval 1.º de Maio, António Cachola, quando disputava um campeonato regional.
Duas embarcações colidirem e António Cachola, que não sabia nadar, morreu afogado.
"Dando início a um ciclo de visitas que Javier Mendez de Vigo, enquanto candidato independente à Câmara Municipal da Figueira da Foz e líder do Movimento “Força Figueira”, vai realizar a todas as associações, colectividades e agremiações do concelho, realiza-se na próxima terça-feira, 23 de Junho, uma visita ao Estádio Municipal José Bento Pessoa e às instalações da Associação Naval 1º de Maio.

Esta visita tem como objectivo principal conhecer a centenária instituição, a realidade do clube, bem como os seus anseios.

Nesse sentido, temos o prazer de convidar esse órgão de comunicação social para nos acompanhar nesta visita de trabalho que vamos efectuar.



Programa:

- 14h30 Estádio Municipal/instalações da Naval 1º de Maio, seguida de Conferência de Imprensa."

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(Esta nota é da exclusiva responsabilidade dos serviços de candidatura,

e publica-se a seu pedido)



A notícia do dia

"O comandante da TAP que ontem pilotava o avião da companhia aérea portuguesa de Paris para Lisboa impediu o embarque do atleta paralímpico Carlos Lopes. O piloto do aparelho justificou a sua atitude com o facto do cão-guia estar sem açaime o que obrigou Carlos Lopes a pernoitar na capital francesa. A TAP já veio dizer que se tratou de excesso de zelo."
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In RTP on line
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Digo eu: Digo apenas que Carlos Lopes é o atleta olímpico mais medalhado de sempre e ... se a TAP diz que foi excesso de zelo, estamos conversados.

O pensamento do dia


domingo, 21 de junho de 2009

JARDIM-ESCOLA JOÃO DE DEUS


O meu neto, Vicente Nuno, na festa de encerramento do ano do 1.º Jardim-Escola João de Deus, da Figueira da Foz.
Fotos tiradas no Museu Municipal Dr. Santos Rocha.

GINÁSIO

No encerramento das comemorações do 114.º aniversário do Ginásio Clube Figueirense, uma colectividade da Figueira da Foz com pergaminhos.

Fogos florestais

E a Serra da Boa Viagem, na Figueira da Foz, continua assim, incluindo a torre de vigia da Bandeira desactivada...
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Depois queixem-se...
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"A área ardida em Portugal quase quadruplicou entre 1 de Janeiro e 15 de Maio em comparação com o mesmo período de 2008. Março foi o pior mês, revelam dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional (AFN) a que a Agência Lusa teve acesso. "


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In RTP on line

Para a história da Figueira da Foz CLXXXIV

Foto de 1960
Condecorados pela Federação do Folcore Português por contarem, na altura, mais de 20 anos de folclore.
Componentes do Rancho das Cantarinhas de Buarcos (Figueira da Foz).
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Da esquerda para a direita: José Figueira (desde 19 de Abril de 1935); José Traqueia Bracourt (desde 1 de Abril de 1930); Cecília Romão (desde 2 de Fevereiro de 1937); Álvaro Cardoso (desde 1 de Maio de 1930); Jorge Bracourt (desde 9 de Fevereiro de 1929); e Carlos Pinho (desde 1 de Maio de 1930).
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(Clicar na imagem para ampliar)

Jamais...


"Com 69 anos, Mário Lino considera que está velho para continuar no Governo, idade que também não o aconselha a continuar na política activa, já que recusa a ideia de poder vir a ficar como deputado na próxima legislatura. É o próprio que o dá a entender numa entrevista ao Semanário Expresso deste sábado".
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In RTP on line
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...e eu reproduzo a célebre frase do senhor ministro: "Jamais"...

Porque hoje é domingo

Cristo morreu por ti. - Tu... que deves fazer por Cristo?
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Josemaria Escrivá

sábado, 20 de junho de 2009

Para a história do desporto figueirense

Naval, campeã nacional de juniores,
em futebol
Fica para a história da Naval e do futebol figueirense.
Ao fim de 116 anos de existência, a Associação Naval 1.º de Maio conquistou o seu primeiro título nacional em futebol, vencendo, esta tarde, na Póvoa do Varzim, a equipa da casa por um concludente 3-0!!!
Assim, a equipa navalista, que tinha sido castigada com a descida aos distritais, decisão que viria a ser revogada, traz para a Figueira da Foz o seu primeiro título nacional de futebol, com a equipa de juniores a sagrar-se campeã nacional da 2.ª divisão.
A vitória tem ainda mais valor se se considerar que os navalistas sempre treinaram e jogaram num campo pelado, sem um mínimo de condições, competindo com adversários que sempre utilizaram campos relvados.
Parabéns aos jovens jogadores e equipa técnica pelo feito que fica para a história do desporto figueirense.

Milagres...no Museu Municipal Dr. Santos Rocha


Recentemente (esteve patente ao público de 26 de Março a 13 de Maio) a divisão de cultura , Museu, Biblioteca e Arquivos, mostrou uma interessante exposição, que intitulou de MILAGRES, e que se reportava a painéis votivos oriundos de vários pontos religiosos do concelho.
Bonito de se ver só que... (e lá vem o mas) a revisão de textos, da autoria de Ana Paula Cardoso, teve uma falha que poderia ter sido evitada.
Como pode ler-se no texto acima (clicar para ampliar) refere-se que a Capela do Bom Jesus da Vida se situava na "antiga Praça Nova (actual Praça General Freire de Andrade), quando, na realidade, a antiga Praça Nova é a actual Praça Oito de Maio (praça dos taxis).
A hoje designada Praça General Freire de Andrade é a antiga Praça Velha...

Para a história da Figueira da Foz CLXXXIII

O antigo mercado da Figueira da Foz (século XIX), na Praça Velha, no local hoje designado por Largo Luís de Camões.

A frase



"A bipolarização em Portugal não é entre o PS e o PSD, nem entre a esquerda e a direita, é a favor ou contra José Sócrates"
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José Pacheco Pereira, in PÚBLICO
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Digo eu: não podia estar mais de acordo!!!


O pensamento do dia


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Efemérides

19 de Junho de 1926
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Faz a sua apresentação no Conservatório de Música de Lisboa, para onde entrara apenas com 13 anos, aí completandoE o curso, o violinista figueirense, Paulo Manso.
Era natural da Figueira da Foz, onde nasceu a 16 de Novembro de 1896, tendo falecido em Lisboa em 19 de Junho de 1982, completam-se hoje 27 anos.
Estudou com o pai, e aos 11 anos já fazia parte duma orquestra. Prosseguiu os estudos em Paris com Maien Capet e Guillaume Renn.
Galardoado com o Prémio Moreira de Sá, foi director e professor da Academia de Música do Funchal e pertenceu durante vários anos à Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional.
Em Junho de 1918 apresentou-se ao público, pela primeira vez, no Teatro Nacional de S. Carlos, em Lisboa.
Foi solista da orquestra de ópera do Coliseu dos Recreios e director da secção musical do Casino do Estoril.

Efemérides

19 de Junho de 1919 - 19 de Junho de 2009 - 90 anos!!!


Completa hoje a bonita idade de 90 anos o jornal mais antigo da Figueira da Foz, "O FIGUEIRENSE".
Fundado por meu tio-avô Joaquim Gomes de Almeida, e de que meu pai, Aníbal Correia de Matos, foi director, aquele órgão de comunicação, que hoje pertence a um grupo do Casino da Figueira, ultrapassou barreiras difíceis de transpor, fruto de muito suor e do dinamismo de quem pôs de pé este jornal, no início bi-semanário, e, actualmente, a publicar-se uma vez por semana.
No início, a direcção pertenceu a José Cardoso e José da Silva Fonseca.Aos seus actuais responsáveis, os meus parabéns e votos de que continue a defender os interesses da Figueira da Foz e seu concelho, porque esse foi o lema de quem idealizou este projecto.
Recorde-se que a Câmara Municipal da Figueira da Foz concedeu ao jornal, por ocasião das suas bodas de ouro, a medalha de ouro da cidade, por proposta do jornalista tondelense (já falecido), Caetano Rodrigues Tapada, durante um encontro de órgãos da imprensa rgional realizado nesta cidade.

O pensamento do dia

Estamos ligados aos nossos actos como um fósforo à sua chama. Eles consomem-nos, é verdade, mas são eles que nos dão o nosso esplendor. E, se a nossa alma valeu alguma coisa, é porque ardeu com mais ardor do que outras.
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André Gide

quinta-feira, 18 de junho de 2009

José Calvário e a Figueira da Foz

Morreu José Calvário



Com 58 anos, faleceu o maestro e compositor José Calvário, que ficou indelevelmente ligado à Figueira da Foz, pela organização, em 1988, do Prémio Nacional da Música, no Grande Casino Peninsular.
A foto pertence ao arquivo pessoal do seu particular amigo Pedro Rolo Duarte.



CULTURA

A Imperial Neptuna Académica – Tuna da Cidade da Figueira da Foz organiza o XII Festival Internacional de Tunas Académicas da Figueira da Foz (FITAFF), que irá decorrer a partir de amanhã até ao dia 21 de Junho.
TUNAS PARTICIPANTES NO XII FITAFF
· Tuna Académica da Universidade de Évora
· Magna Tuna Cartola da Universidade de Aveiro
· Castra Leuca – Tuna Masculina do Instituto Politécnico de Castelo
Branco
· Tuna Masculina da Universidade Fernando Pessoa - Porto
Apresentação: JOGRALHOS DA UNIVERSIDADE DO MINHO
Participação Especial: TUNA BRUNA – Tuna da Universidade
Internacional da Figueira da Foz


Figueira da Foz

FIGUEIRA DA FOZ (PORTUGAL) EM IMAGENS

Figueira da Foz sempre bonita vista de qualquer ângulo.
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(clicar na imagem para ampliar)

Inglês - língua dominante

LI no "PÚBLICO"
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"De 18 a 27 de Junho, debates, concertos, leituras, conferências, DJ sets e VJ sets, leituras encenadas, sessões de spoken-word e uma "poetry slam""
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Digo eu: Assim vai o português em Portugal. Não há acordo ortográfico que resista...

Fotografia

"Inseparáveis"
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Angola - 1973
Imagem participante em diversos concursos de fotografia, incluindo uma exposição organizada pela ex-secção fotográfica da Associação Naval 1.º de Maio (Figueira da Foz)