Já, neste espaço, tive oportunidade de falar das modificações operadas no Jardim Municipal da Figueira da Foz.
Vejam bem o que ali foi feito (ou desfeito) ao longo dos anos. Alguém o reconhece?
AJM
"O Sporting Clube Figueirense (nascido em 1 de Dezembro de 1918, fruto de dissidências entre a Naval e o Ginásio) conta no seu historial com fases de grande valia na edificação do desporto figueirense.
Também os desportos náuticos, particularmante a natação (de saudosa memõria a sua piscina da Murraceira) mereceram, no passado, o carinho deste emblema.
O atletismo e o basquetebol constituem de momento as modalidades sobre as quais se debruça esta agremiação.
O seu historial comporta ainda o tiro, o xadrez, o futebol, a esgrima, entre outras modalidades desportivas praticadas.
O campismo mereceu sempre do Sporting um carinho considerável tendo construído, na aprazível Serra da Boa Viagem, uma casa-abrigo que na época constituiu um elemento muito importante para a prática da modalidade."
(in "TERRAS DA NOSSA TERRA", edição de 20 de Março de 1990)
Aproveitei o ensejo para tirar algumas fotos, uma das quais a seguir também reproduzo, e que acabaria por ser premiada no concurso nacional.
A mãe dando banho ao filho, numa bacia. Luanda, 1973AJM
Fotos de AJM
O cruzeiro da Figueira da Foz, que deu nome a um bairro, constitui um marco histórico na vida da Figueira da Foz e, felizmente, está a ser alvo de obras de restauração, para que se não perca um bem precioso, que recorda momentos trágicos.
Chegou ao seu termo o folhetim Gil Vicente/Belenenses. O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de futebol, num acórdão, de hoje, com mais de 70 páginas, deliberou condenar o Gil Vicente à descida à Liga de Honra e manter o Belenenses na principal Liga do futebol português.
Um final feliz para uns (os do Restelo), uma decepção para outros (os de Barcelos).
A secretaria mandou mais do que os relvados. Mas será que, a contrariar a esperteza de uns, não houve ingenuidade doutros?
Esta deliberação já não é passível de recurso.
AJM


Esplanada do Casino-Café Europa, na Cândido dos Reis em 1925 (Foto de Pereira Monteiro)
AJM
AJM
Capa do livro que relata a viagem do DILLY
DILLY, o avião que Humberto da Cruz pilotou numa viagem heróica
De 25 de Outubro de 1934 a 21 de Dezembro do mesmo ano, um figueirense pelo coração, Humberto da Cruz (irmão de Emanuel Cruz e do fotógrafo Afonso Cruz, recentemente falecido), levou a cabo uma viagem memorável e pioneira na história da aviação.
Lisboa, Timor, Macau, Índia, Lisboa, foi o percurso, que totalizou 42 670 quilómetros. Acompanhado do seu mecânico, António Gonçalves Lobato, Humberto da Cruz, pilotando o avião baptizado com o nome de DILLY, escreveu uma página histórica da aviação portuguesa e o país rendeu-lhe as maiores homenagens.
A propósito, e no decorrer das inúmeras recepções, o figueirense Luís Wittnich Carriço, disse, entre outros considerandos, a propósito deste feito:
“Não foi ele, apenas, o homem de coragem que arriscou a vida numa viagem cheia de perigos; não foi só o piloto hábil, sempre senhor do seu aparelho; foi, sobretudo, o homem que estudou, que procurou reunir as máximas probabilidades de êxito, que agiu com a maior serenidade e que, acima de tudo, com uma vontade de ferro, soube vencer todas as dificuldades – e tantas foram elas! – que se opunham à realização do seu projecto.”
AJM (texto e fotos)
Manuel Alberto Rei, o homem que tornou a Serra da Boa Viagem, no seu tempo, num local paradisíaco, derramaria, hoje, lágrimas de sangue, se constatasse o estado a que aquele local, cantado por escritores e poetas, chegou.

Felizmente nem tudo ardeu, nem tudo foi votado ao abandono, e ainda se encontram, na Serra, espaços de floresta como o que esta imagem demonstra.
O citado Engenheiro Manuel Alberto Rei, escrevia, em 1924: "Posso, e com legítimo orgulho, afirmar que em 1911 descobri, geograficamente, a Serra da Boa Viagem, pois que, até então, nada mais era do que uma montanha árida e pedregosa onde vegetavam e a urze e o tojo, e mesmo convencido estou de que 95% da população da Figueira desconhecia a sua existência."
E terminava, assim, a sua introdução no livro que dedicou à Serra: "Enquanto merecer a estima e a confiança das entidades superiores, nas minhas iniciativas e nos meus modestos trabalhos, pode a Figueira estar certa de que eu continuarei a dispensar à arborização da Serra toda a minha boa vontade, esforço, carinho e dedicação pelo seu engrandecimento, que é o engrandecimento da Figueira da Foz e do país".
Ai se cá voltasses, Alberto Rei...
Aníbal José de Matos (texto e fotos)
Anúncio reproduzido do jornal figueirense “A Voz da Justiça”, na sua edição de 15 de Junho de 1917.
Um acontecimento insólito no futebol nacional, teve lugar em 1953, num torneio em que participaram a Naval e o União de Coimbra.

Esta é dedicada ao recém-chegado companheiro destas andanças, Rui Matos, com o seu blog CÁPRAMIM.