segunda-feira, 30 de junho de 2008

Para a história do desporto figueirense

A equipa do Ginásio Clube Figueirense, vencedora do primeiro troféu que se disputou na Figueira da Foz em futebol, No último plano, à esquerda, o árbitro do encontro, Luciano Simões, da AF Lisboa.
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Na edição n.º 15, de 23 de Março de 1960, do jornal Figueira-Sport, na secção "O Desporto figueirense noutros tempos...", pode ler-se:
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1911 - Há 49 anos! [na época actual dir-se-ia "Há 97 anos!"] Disputava-se então na Figueira o seu 1.º trofeu em futebol - o bronze "Chico Bento". Muito público acorreu ao "velho" Campo da Morraceira para presenciar mais um Nava - Ginásio, já então grandes rivais.
Os "encarnados" triunfaram por 2-0, embora o jogo não tivesse chegado ao fim, por se ter registado um incidente entre um jogador Manuel de Sousa e a assistência. A Naval abandonou o campo, o Ginásio voltou a alinhar, e o resultado, evidentemente, contou, conquistando assim o precioso trofeu.
Sob a arbitragem do sr. Luciano Simões, da A. F. Lisboa, as equipas alinharam:
GINÁSIO -- Benjamim Jardim, Chico Neves (cap.), Miguel Gaspar, Mário Costa, Arménio Salvador, Américo da Assunção, Alberto Salvador, José Alves, Manuel Sousa, Augusto Veiga e Carlos Martins.
NAVAL -- Reis, David Viana, Fé, Amadeu Artur, José Silva, A. Santos, Augusto Simões, Porfírio, Varanga, Moniz e António Neves.
A juízes de linha os srs. Albano Lobo, da Naval, e Mário Alves, do Ginásio.
Assistiu a Filarmónica Figueirense.

O pensamento do dia

Quem foi expulso do reino da verdade jamais poderá ser tido como um homem feliz.
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Séneca

domingo, 29 de junho de 2008

Porque hoje é domingo

Os ensinos do Cristo e a Revelação dos Espíritos, no que concerne ao aperfeiçoamento moral de seus seguidores, fundamentam-se sempre na luta, na acção, no espirito de serviço no bem e nunca na inacção, na paz enganadora do Mundo, na postura comprometedora de quem não se quer aborrecer e por isso nada realiza.
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Recolha de Juvanir Borges de Souza

sábado, 28 de junho de 2008

História


Um dos momentos das comemorações dos 200 anos da Guerra Peninsular, promovidas na Figueira da Foz, decorreu, há momentos, no Cruzeiro, onde foi deposta uma coroa de flores, acto também assinalado com a presença de militares do Regimento de Infantaria 14, de Viseu.
Embora aquele memorial não tenha a ver directamente com as invasões francesas, já que assinala o que aconteceu dois anos depois (1810), há um certo relacionamento, na medida em que, como consta da inscrição em latim, o facto da Figueira da Foz e não só, ter sofrido esse flagelo, a fome que se instalou provocou uma epidemia que dizimou cerca de 5 mil pessoas, que naquele local e à sua volta foram sepultadas.
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Para que conste, aqui se reproduz (traduzida) a inscrição que inserida no memorial:
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No ano de 1810
ocupada uma grande parte de Portugal
pelo mui poderoso e terrível
exército dos franceses, e
acudindo pressurosos a esta vila
todos os povos, não só das imediações
como também de longe,
a fim de se pouparem, fugindo,
às grandes calamidades da guerra,
sem que trouxessem consigo meios de vida alguns,
ou certamente poucos,
reinou uma falta terrível de comestíveis.
Derivando desse facto, porém, uma epidemia,
para cima de cinco mil pessoas morreram
nos meses de Janeiro, Fevereiro
e Março do ano seguinte.
A maior parte delas, finalmente, foram sepultadas
aqui e em lugar não distante
por ordem do magistrado régio
que, com os auxílios ainda de outros,
forneceu alimentos por todo o tempo que pôde
ao maior número possível.
Tu, que isto leres, treme
perante os trágicos sucessos e a adversidade
e, mais ainda, teme
os altos juízos de Deus a respeito dos homens,
rectos, sem dúvida, mas muitas vezes terríveis
e insondáveis para os homens.

O pensamento do dia

Se um homem conseguir vencer as diferenças entre a vida e a morte, se ele conseguir continuar a viver depois da morte, então talvez ele tenha sido um grande homem.
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J. Dean

sexta-feira, 27 de junho de 2008

A frase

"Em Portugal, um dos locais onde mais se violam os direitos dos cidadãos é nos tribunais."
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Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, à SIC
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Digo eu: Ora toma lá que já almoçaste...

Figueira da Foz


Mais dois aspectos da Piscina-Praia que Deus haja ...

A notícia do dia

Pelo menos 16 tribunais em todo o país registaram casos recentes de violência, segundo dados da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) hoje divulgados na sequência das agressões a juízes no Tribunal de Santa Maria da Feira.
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In RTP on line
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Digo eu: É só pensar no que vai sendo o dia-a-dia deste país: Magistrados agredidos por réus, professores agredidos por alunos, crimes de morte, greves constantes, preços a aumentar brutalmente, etc. etc.
Parece que Portugal há muito deixou de ser um paraíso à beira-mar plantado!!!

O pensamento do dia

Evita que a língua corra à frente do pensamento
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Quílon

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Figueira da Foz

Lembram-se da velha ponte da Figueira da Foz, sobre o braço norte do Rio Mondego, demolida para dar lugar à actual Ponte Edgar Cardoso?

O pensamento do dia

É sempre fácil obedecer quando se sonha comandar.
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Jean-Paul Sartre

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Para a história da Figueira da Foz CXXIII

A saudosa Piscina-Praia, construída por Augusto Alves da Silva.
Na imagem, a torre de saltos que foi demolida.
Neste recinto, na Figueira da Foz, disputaram-se grandes competições nacionais e internacionais, incluindo os Jogos Luso-Brasileiros.
Quem te viu e quem te vê...

O pensamento do dia

As palavras nos permitiram elevar-nos acima dos animais; mas é também pelas palavras que não raro descemos ao nível de seres demoníacos.
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Aldous Huxley

terça-feira, 24 de junho de 2008

S. João


Quadras a S. João

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No dia de S. João

Há fogueiras e folias

Gozam uns e outros não

Tal como nos outros dias.

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Aqui tens meu coração

Decide da sua sorte

Mas olha que S. João

É contra a pena de morte.

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Quando as saias arregaça

Para bailar livremente

Maria, cheia de graça

Faz a desgraça da gente.

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Teus lindos olhos cravaste

Nas fogueiras, com ciúme

E de novo incendiaste

As próprias cinzas do lume

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.Da imensa cascata erguida

Sobre este monte bizarro

Apenas somos, na vida,

Pobres bonecos de barro.

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Trocaste um passo na roda

E desse passo mal dado

Houve arroz doce na boda

Que sabia a baptizado.

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Ficar sem festa e sozinha

É tudo quanto me resta

Porque os foguetes que tinha

Deitei-os antes da festa.

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Povo! Na tua fé louca

Cantavas pra não chorar!...

Hoje sem cravos na boca

Choras de poder cantar.

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Com certas moças não brinco

Em noite de S. João

São como porta sem trinco

Que faz de um homem ladrão.

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Tenho o salário em atraso

Mas vou pra rusga contente

Hoje o meu contrato a prazo

É de amor a toda a gente.

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Acabada a reinação

Vim da festa acompanhado.

Quis passar por gavião,

Acabei pombo anilhado.

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Estas algumas das quadras publicadas ao longo dos anos no Jornal de Notícias, alusivas às Festas em honra de S. João.

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A propósito, vêm-me à memória duas quadras, publicadas no extinto jornal OS RIDÍCULOS.

A primeira, premiada, da autoria do poeta figueirense Emanuel Cruz, é assim:

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Tenho por ti S. João,

uma fé que não disfarço.

Deste-me um balão em Junho

que andou no ar até Março.

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O jornal, achando a maior graça à quadra, respondeu desta maneira:

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Tenha cuidado que as contas

saem erradas às vezes,

assim como há de nove

também há de sete meses...

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As festas de S. João, na Figueira da Foz, têm alguma tradição.

A esse respeito, transcrevo o que consta do livro ASPECTOS DA FIGUEIRA DA FOZ, publicado em 1945, numa edição da Comissão Municipal de Turismo, e assinado por Maurício Pinto e Raimundo Esteves:

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"Pelo S. João queimavam-se as alcachofras. Abriam-se ovos sobre água que enchia terrinas e copos - a saber dos místeres de futuros maridos. E na madrugada benta, ofertava-se uma moeda de cinco reis ao primeiro pobre que se topava e inquiria-se de seu nome - que seria o do homem que S. João lhes destinava."

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"Ao pontual bater da meia-noite, era o Banho Santo - que curava de maleitas, quartãs, febres e de toda a doença e mal-querer.

Vinham das terras morenas das Beiras, dos campos verdes e viçosos de Coimbra à beira-rio, dos pinhais de Leiria, alfombrado de macias sombras - com seus farnéis em taleigas e pipos ao tiracolo, gentes sortidas com seus trajos garridos - chalezinho no braço das beiroas, chinelinho de verniz das moças de Taveiro e Formoselha, caçoilinho redondo de feltro das cachopas das terras semeadas a pinhal, pelo Senhor Rei D. Diniz."

Figueira da Foz

Uma imagem da Figueira da Foz, nos anos 40.
Na foto, a antiga lota e praia da sardinha, a doca e parte da baixa da cidade.

O pensamento do dia

A vida feliz consiste na tranquilidade da mente.
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Cícero

segunda-feira, 23 de junho de 2008

domingo, 22 de junho de 2008

A...s frase...s

"Temos que superar as causas das nossas incapacidades."
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"Só a modernização das estruturas e da organização da justiça pode atalhar a tempo o fracasso do estado de direito."
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Manuela Ferreira Leite, no discurso de encerramento do Congresso do PSD, em Guimarães.

Para a história da Figueira da Foz CXXII

O forte de Santa Catarina, na Figueira da Foz, nos anos 30. Foto publicada no Diário da Praia em Agosto de 1935.
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A propósito dos anos 30, e como simples curiosidade, aqui vai uma local inserida naquele órgão de comunicação figueirense:
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"Pão mal fabricado
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Continuam a chegar até nós reclamações contra o péssimo fabrico do pão que tem provocado cólicas e desarranjos intestinais.
Um industrial com quem trocámos impressões a este respeito, disse-nos que enquanto tiverem só duas horas para amassar e cozer o pão, têm de lhe aplicar um pouco mais de fermento, o que concorre até certo ponto para tais indisposições."

A frase

"Este congresso é importante para encontrar respostas, não ao nível da aspirina, mas do antibiótico."
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Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto, durante o Congresso Nacional do PSD.
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(Citação em DN)
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Digo eu: Será que isto vai lá com antibióticos? Provavelmente nem o conteúdo duma farmácia inteira nos salva...

Política

Alberto João Jardim esteve ausente do Congresso Nacional do PSD, justificando o facto por ter de comparecer a "reuniões importantes."
E a propósito lá foi dizendo: "Foram três dias muito intensos, não houve tempo para brincar aos partidos."
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Digo eu: Afinal há muitos brincalhões neste país...

Porque hoje é domingo

Cristo é tudo para nós!
Se queres curar uma ferida, ele é o médico; se estás ardendo de febre, ele é a fonte; se estás oprimido pela iniquidade, ele é a justiça; se tens necessidade de ajuda, ele é a força; se tens medo da morte, ele é a vida; se desejas o céu, ele é o caminho; se estás nas trevas, ele é a luz...
Provai e vede que bom é o Senhor, bem-aventurado o homem que espera nele!
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Santo Ambrósio, bispo de Milão

sábado, 21 de junho de 2008

A frase

"Estamos fartos de ter um primeiro-ministro que está mais preocupado com a sau vaidade do que com o país."
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Pedro Paços Coelho, esta tarde, no congresso do PSD
Preços do petróleo desceram
Os preços do petróleo desceram, depois de a China anunciar um aumento dos combustíveis.
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Preços dos combustíveis voltam a subir na GALP
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Acabo de ler estas notícias em RTP on line. Alguém será capaz de mas explicar??? É que eu sinto-me mesmo ignorante...

O pensamento do dia

Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. . . Se não houver flores, valeu a sombra das folhas . . . Se não houver folhas, valeu a intenção da semente . . .
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Henfil

sexta-feira, 20 de junho de 2008

A frase

"Mas há vida e desafios para lá do futebol e são esses desafios que temos agora que enfrentar, olhar para o futuro e não ficar agarrado ao passado. O dia de ontem já passou”
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Cavaco Silva, presidente da República, a propósito da derrota da selecção portuguesa de futebol com a a sua congénere alemã.
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Digo eu: Mil vezes APOIADO !!!

O pensamento do dia

"Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam! Não duro nem para metade da livraria! Deve haver certamente outras maneiras de uma pessoa se salvar, senão... estou perdido."
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Almada Negreiros - A Invenção do Dia Claro

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Futebol





















































Vamos lá: toca a guardar as bandeirinhas...


Para a história da Figueira da Foz CXXI

Praia da Figueira da Foz no limiar dos anos 30
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Em 11 de Agosto de 1935, Duarte Pacheco, então ministro das Obras Públicas, visitou a Figueira da Foz.
Viria a falecer oito anos depois (16 de Novembro de 1943), no Hospital da Misericórdia de Setúbal, em consequência dum acidente de viação.
O malogrado ministro contava 44 anos de idade.
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A propósito da sua visita à Figueira, transcrevo a local publicada na edição n.º 12, de 20 de Agosto de 1935, no jornal figueirense, DIÁRIO DA PRAIA:
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A Avenida do Mar
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Esteve no penúltimo domingo na Figueira, o sr. Engenheiro Duarte Pacheco, ilustre Ministro das Obras Públicas.
Sabemos que sua ex.ª se interessou por algumas obras que mais falta fazem à Figueira, entre as quais a projectada Avenida do Mar, há muito idealizada, mas em situação pouco menos que primitiva.
Seria oportuno que a Comissão de Iniciativa, que tomou a seu cargo a construção da referida avenida, conduzisse os seus esforços no sentido de arredar todas as dificuldades que porventura possam surgir a emperrar a desejada realização.
São diversas as repartições pendentes dos diversos ministérios, que têm de dar pareceres acerca do projecto que vier a ser apresentado, o que exige prudência e diplomacia no sentido de antecipadamednte se saber qual é a opinião daqueles que têm que dar o seu parecer acerca da projectada Avenida.
Não se deve organizar qualquer projecto mais ou menos definitivo, sem se ter a certeza de que será aprovado.
Fazem parte da Comissão de Iniciativa dois elementos que dependem dos dois ministérios que maior fiscalização devem exercer no projecto a apresentar e nas obras a realizar. Queremos referir-nos aos srs. Capitão do Porto e Engenheiro Almeida e Brito, que pelo seu prestígio e cultura podem concorrer para que o projecto já apresentado, ou qualquer outro que venha a ser apresentado, seja rapidamente aprovado, para que a sua execução não se faça demorar e a cidade veja assim realizada uma das suas maiores aspirações.
Faz pena saber-se que a Figueira é tida como a melhor estação de veraneio, por reunir todas as condições e atractivos exigidos a uma estância de repouso e de prazer, e não ter devidamente valorizado o seu principal motivo de atracção – que é a sua praia.

O pensamento do dia

Quem não compreende um olhar também não compreenderá uma longa explicação.
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Provérbio árabe

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Futebol

Aprígio Santos desiludido com a Câmara da Figueira
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EM CAUSA A CONSTRUÇÃO DE UM NOVO ESTÁDIO
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Aprígio Santos, presidente do clube, manifestou a Record “profundo desgosto” pelo facto de a Câmara continuar sem atender à sua pretensão de viabilizar a construção de um novo estádio na Figueira da Foz.
“Já indiquei três terrenos que possuo para essa construção. Dois não mereceram a aprovação, tendo apresentado um terceiro, este na margem sul do Mondego, sobre o qual até agora não obtive qualquer resposta.”
O presidente, visivelmente “frustrado” com a atitude, acrescentou que “o novo estádio não tem nada a ver com qualquer superfície comercial, embora, isso sim, pretenda urbanizar a área envolvente para obter alguma rentabilização, como é natural.”
“Se os outros que vêm de fora, podem construir, porque é que nós o não podemos fazer?”, questiona Aprígio, agastado com a atitude da Câmara Municipal.
A propósito, as despesas correspondentes à nova exigência de instalação de videovigilância no estádio Bento Pessoa vão, segundo Aprígio, ser custeadas pelo clube.
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ANÍBAL JOSÉ DE MATOS (in Record)

A frase

"O CDS opõe-se firmemente que a EDP impute aos clientes que pagam a sua tarifa a tarifa dos clientes que não pagam. Isso é uma medida descarada, porque é fazer pagar o justo pelo não pagador".
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Paulo Portas (CDS) em conferência de imprensa sobre a anunciada medida da EDP sobrar aos consumidores cumpridores as dívidas incobráveis dos devedores.
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Digo eu: Espero que mais vozes se levantem contra esta disposição arbitrária e escandalosa.

Poesia

Carta do meu desvario
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… E sem hesitações, nem embaraços,
numa orgia de sonho e desvario,
lancei-me abertamente nos teus braços
fechados contra mim num arrepio…
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Tu desnastraste o teu cabelo loiro
sobre os meus fortes ombros, de tal modo,
que até parecia que uma chuva de oiro
de ti tombava e me cercava todo…
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… E, mordiscando, então, fermentemente,
a tua boca cheia de desdéns,
pus-me a gabar-te o teu sorriso quente
e a linda boca, amor que também que também tens…
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…E, beijando ainda mais a tua boca
de púrpura molhada e sangue moço,
mais fiquei preso, a ti alminha louca,
beijando, à roda, todo o teu pescoço…
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…E toda nua, tu, minha princesa
andaste nos meus olhos deslumbrados,
numa ternura alvoroçada, acesa
de desejos e beijos enloucados…
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Repara: o ar é d’oiro reluzente
e de perfumes de rosas…
…Canta o sol pelo céu, triunfalmente,
uma elegia às tuas mãos nervosas…
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Ernesto Tomé - Figueira da Foz, 1935

Para a história da Figueira da Foz CXX

Tennis-Clube da Figueira da Foz

Uma imagem (a foto estáum pouco danificada), dum jogo de ténis, em pares, nas instalações do Tennis-Clube da Figueira da Foz.
A imagem foi captada em Agosto de 1935.
O Tennis Clube da Figueira da Foz é uma das instituições mais antigas da cidade, fundada por um grupo de figueirenses, entre os quais Luiz Carrisso, António De Azevedo e Luiz de Mello, que conseguiram trazer a prática do ténis para fora dos então principais centros urbanos do país.
O clube foi fundado em Agosto de 1907, indo, pois, completar 101 anos de existência.

O pensamento do dia

Tenho certeza de que já disse isto milhares de vezes: Você nunca saberá o que pode fazer até que tente.
No entanto, a triste verdade é que a maioria das pessoas nunca tenta nada até que saibam que conseguem fazer.
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Bob Proctor

terça-feira, 17 de junho de 2008

O pensamento do dia

A dor alimenta a coragem. Não podes ser corajoso se só te aconteceram coisas maravilhosas.
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Audesc

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Para a história da Figueira da Foz CXIX

Inauguração do Liceu

Na imagem, o então presidente da República, Américo Tomás e o ministro da Educação, José Hermano Saraiva, assinando o livro protocolar da inauguração do Liceu Nacional da Figueira da Foz, mais tarde rebaptizado de Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho.
O acto ocorreu em 17 de Abril de 1969, e o edifício substituiu o velho imóvel da zona do Pinhal, que posteriormente viria a ser estação rodoviária e agora funciona ali um ATL.
Era reitor do Liceu, João Rigueira, cargo que desempenhou durante largos anos.
Recorde-se que o Liceu da Figueira da Fiz fora criado em 1932, com a designação de Liceu Municipal Dr. Bissaia Barreto, leccionando-se nele o primeiro ciclo. O seu funcionamento estava a cargo da Câmara Municipal, assim como as próprias instalações.
Foi seu primeiro reitor Álvaro Júlio da Costa Pimpão, a que se seguiu Meneses Torres e, desde 1935, João Rigueira.

O pensamento do dia

Se fizeres um favor, não o recordes; se receberes um favor, nunca o esqueças.
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Autor desconhecido

domingo, 15 de junho de 2008

Poesia

Fernando Pessoa
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ANIVERSÁRIO
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De Álvaro de Campos (heterónimo de Fernando Pessoa)
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No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
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No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
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Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
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O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
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No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
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Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado--,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
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Pára, meu coração! Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
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O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

A notícia do dia

Só faltava esta !!!


Na capa do DN de hoje, com chamada para a secção de Economia, pode ler-se: "Os clientes de electricidade vão passar a assumir uma parte das dívidas incobráveis da EDP. Até agora, as facturas que não se conseguiam cobrar eram um custo totalmente assumido pela EDP Serviço Universal e representavam uma perda para a empresa.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (regulador do sector) propõe que, a partir de 2009, esse encargo passe a ser partilhado pela eléctrica e seus clientes através das tarifas, uma vez que ele é considerado um custo do sistema eléctrico (...)
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Digo eu: A isto é que se chama verdadeira democracia...

Porque hoje é domingo

Que alegria, quando me disseram:
"Vamos ao templo do Senhor!"
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Salmo 122

sábado, 14 de junho de 2008

Tripela

TRIPELA
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JUVENTUDE DO LIS VENCE JOGO INAUGURAL
As três equipa, no final do jogo que teve estreia mundial
Um aspecto da partida que opôs a Juve ao Núcelo Sportinguista de Leiria


Pedro Almeida (da Juve), que fica para a história com o autor do primeiro golo nesta nova variante desportiva

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Disputou-se esta tarde, no Pavilhão da Juventude Desportiva do Lis, em Leiria, o primeiro jogo exibicional da Tripela, uma nova modalidade inventada pelo figueirense Rui Matos, docente na Escola Superior e Educação daquela cidade.
Para a história fica também o resultado, favorável à Juve, que triunfou sobre o Núcleo Sportinguista de Leiria por 2-1, no recurso à marcação de grandes penalidades.
Na primeira parte o marcador acusava 6-4 a favor da Juventude Lis, mas o segundo tempo (nesta variante os períodos são independentes) foi ganho pelo Núcleo por 18-13, o que obrigou ao desempate por penálties.
O jogo inaugural foi arbitrado pela dupla José Manuel Fernandes/ António Freitas, e Pedro Almeida, que na modalidade de andebol é guarda-redes da Juve, foi o autor do primeiro golo desta nova variante desportiva que fez encher a bancada do pavilhão.




Desporto

Hoje, às 15 horas, no Pavilhão da JUVE em Leiria

É esta tarde que tem lugar, em Leiria, o lançamento mundial duma nova modalidade desportiva, a TRIPELA, inventada pelo figueirense Rui Matos

O pensamento do dia

A palavra progresso não terá sentido enquanto houver crianças infelizes.
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Albert Einstein

quinta-feira, 12 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Tripela

Professor inventa novo desporto: a "Tripela"
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Misturar os pés com as mãos no desporto pode ser sinal de confusão, mas assim não é de acordo com a proposta de Rui Matos, professor de Educação Física e "inventor" de uma nova modalidade, a tripela.
Com um nome parecido com trivela - chutar com a parte exterior do pé -, a tripela foi buscar a designação ao facto de o movimento no jogo se fazer em três estágios: recepção, largar e pontapear.
"Foi também uma questão de marketing em relação ao movimento da trivela, dos três dedos da parte exterior do pé, mas também porque o nosso jogo tem três momentos fulcrais", revelou Rui Matos.
Para este professor de Educação Física, que chegou a ser futebolista nos juniores da Naval 1.º de Maio e treinador de andebol na União de Leiria, é aliciante a dinâmica de jogo com um movimento em que se pode agarrar com a mão e passar com o pé.
O jogo consiste nessa mistura de conceitos de andebol e futsal e disputa-se em pavilhão com cinco jogadores de campo, cujo objectivo é marcar golos ao longo dos 60 minutos da partida (30 mais 30).
Curioso é que esta nova modalidade não tem guarda-redes, qualquer jogador na área defensiva pode defender, e se uma equipa vencer os primeiros 30 minutos e a outra os seguintes é necessário desempatar por grandes penalidades.
Outra novidade que a tripela apresenta é um jogador especial, designado "joker", cujos golos são mais valiosos e que tem privilégios, sobretudo na recepção, em relação aos restantes jogadores de campo.
O jogo vai buscar regras ao andebol e ao futsal e por isso mesmo Rui Matos propôs o primeiro jogo oficial, no sábado [em Leiria], entre a equipa de andebol da Juventude Desportiva do Lis e a de futebol do Núcleo Sportinguista de Leiria de futsal.
Nos cartazes de lançamento do jogo Rui Matos colocou a pergunta "quem será mais forte? Os pés ou as mãos?", desafiando as duas equipas que, na verdade, se propõem "misturar" as duas coisas no jogo da tripela.
"Penso que será um jogo de muita desmarcação, muitamovimentação, uma vez que o contacto físico é praticamente inexistente, já que enquanto o jogador não completar a tal tripela (recepção, largar e pontapear) ninguém o pode impedir", explicou ainda Rui Matos.
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Artigo de Carlos Barros em RTP (Reproduzo com a devida vénia)
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Nota: Rui Matos é natural da Figueira da Foz

Para pensar ...

... e o Manel, dada a escassez de combustíveis, esteve cerca de uma hora na fila para atestar o depósito do seu automóvel de forma a que pudesse dar umas quantas voltas pela cidade agitando bandeirinhas porque a selecção portuguesa de futebol venceu a República Checa...
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Qualquer semelhança com um ou outro Manel é pura coincidência !!!

País em crise?

O país está em crise?
Há falta de combustíveis por questões de greve?
Há greves de enfermeiros?
Há greves de professores?
Há greve de maquinistas do caminho de ferro?
Há greve de pescadores?
Há falta de bens essenciais? etc etc...
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Bom povo português: a solução está em continuarem a colocar bandeirinhas de Portugal às janelas e nas viaturas !!!
Já no tempo da outra senhora se dizia: o futebol é o ópio do povo...
Afinal, até somos um país alegre... mesmo na desgraça !!!

O pensamento do dia

A vida é uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos.
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George Bernard Shaw

terça-feira, 10 de junho de 2008

Portugal no seu melhor...

Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Dia da Raça: "gaffe" ou acto falhado?
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Há minutos, ouvi Cavaco Silva dizer que estava a comemorar o Dia da RAÇA. Atendendo a que ele nunca tem dúvidas e raras vezes se engana, não se deve ter tratado de uma "gaffe". O PR , com uma notável sinceridade, disse aos portugueses que o 25 de Abril foi uma encenação mediática que deve ser rapidamente esquecida. O Dia da Raça permanece no subconsciente de Cavaco, ( e de muitos portugueses...) como uma data onde se devem exaltar os pergaminhos do povo português. Por isso decidiu condcorar Marques Mendes, cuja obra em prol do País ninguém conhece. Foi um acto falhado. Cavaco acredita que Portugal é o País da Branca de Neve e dos Sete Anões. Condecorou o "Rezingão". Ninguém lhe vai levar a mal por isso. Afinal, a Raça dos portugueses apenas se manifesta nos dias em que ganhamos um jogo do europeu de futebol. Por isso, já houve uma selecção apelidadda de "Tugas". A´única coisa que me espanta, no meio disto tudo, é que o PR se tenha insurgido contra a falta de formação política dos jovens portugueses. Com Presidentes assim, que é que ele esperava?
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Do blogue cronicasdorochedo, com a devida vénia

Aniversário

Feliz aniversário !!!

Minha neta, Sara Matos, completou hoje 16 anos.
Para ela, repetindo o que já tive oportunidade de fazer pessoalmente, formulo votos de um FELIZ ANIVERSÁRIO, e que conte muitos e muitos anos mais.
P A R A B É N S !!!

Portugal


Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
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Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
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Nunca soaram aos meus ouvidos tão certas, como neste Dia de Portugal, as palavras de Fernando Pessoa !!!

Portugal no seu melhor...

Esta árvore ainda bate nalgum carro...

Para a história da Figueira da Foz CXVIII





Reprodução de algumas páginas do ALMANACH DA PRAIA DA FIGUEIRA PARA 1879 - 1880.
Este "Guia do Banhista", editado por A. de Amorim Pessoa, contém interessantíssimos aspectos da vida figueirense, e foi impresso na TYPOGRAPHIA FOZ DO MONDEGO, em 1879.
Sugerem alguma curiosidade tanto a capa como o desenho da antiga Praça do Comércio (hoje Praça General Freire de Andrade mas mais conhecida por Praça Velha) e ainda um dos anúncios contidos naquela publicação histórica.





O pensamento do dia

Não tenho medo dos gritos dos maus, mas do silêncio dos bons.
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Martim L. King

domingo, 8 de junho de 2008

Para a história da Figueira da Foz CXVII

Na imagem, um avião militar a aterrar no antigo aeródromo Humberto da Cruz, na Figueira da Foz.
A foto é de 1935 e foi publicada no jornal "Diário da Praia", suplemento de "O Figueirense", na sua edição n.º 15, de 23 de Agosto daquele ano.
O "Diário da Praia" era dirigido por Adriano Santos, que tinha as funções de Secretário da Redacção e Editor.
A redacção e administração situavam-se no Largo do Carvão n.º 8, e composto e impresso no mesmo local, na Tipografia de "O Figueirense".
A distribuição era gratuita.

O pensamento do dia

Quem se senta no fundo do poço para contemplar o céu, há-de achá-lo pequeno.
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Hom Yu

sábado, 7 de junho de 2008

O pensamento do dia

O estágio evolutivo em que se encontra a humanidade, o da civilização, mostra que, no processo, o regime da força, dos instintos animalescos, foi substituído pelo da astúcia.
Procura-se a vitória utilizando-se máscaras, que escondem a verdadeira personalidade do seu utilizador.
Assim se porta a maioria da nossa sociedade e o exemplo mais enfático é o da nossa classe política.
Com honrosas excepções, o que se esconde por trás da beleza das máscaras com que se apresentam os nossos políticos?
A arte de se mascarar, historicamente marcante no carnaval de Veneza, pode ser tomada como emblema para a astúcia do actual estágio evolutivo do homem civilizado.
A máscara tem sido a sua principal arma para a conquista dos seus objectivos nem sempre confessáveis.
Na sociedade tem sido apenas mais uma arma para esconder fragilidades de personalidade.
A evolução, através da espiritualização, vai mostrar-nos por inteiro, como de facto somos.
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Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Para a história da Figueira da Foz CXVI

FIGUEIRA DA FOZ NOUTROS TEMPOS

À direita, o Tennis Club da Figueira da Foz e parte das casas demolidas na Rua Engenheiro Silva, no prolongamento da Rua 5 de Outubro.
Aonde se encontra a placa de sentido proibido, era a rampa, em paralelipípedos, que levava até ao parque infantil e rinque de patinagem, nos anos 60.
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(Clicar para ampliar)

A notícia do dia

"Greve dos maquinistas está a parar comboios".
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In RTP on line
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Digo eu: Se a greve os fizesse andar é que era para admirar...

O pensamento do dia

Nunca há vento favorável para o que não sabe para onde vai.
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Séneca

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Para a história da Figueira da Foz CXV

Ponte do Galante

Na imagem, um aspecto da demolição das casas que ocupavam o espaço onde hoje decorre a construção do hotel que tanta polémica tem provocado.
Dos prédios de primeiro andar, ergue-se agora um monumental edifício com 16 pisos. Tapar a vista para o mar às casas cujos ocupantes eram privilegiados com o panorama que divisavam, foi a gota de água para a "guerra" que tem sido travada para impedir a sua construção.
Estávamos em meados dos anos 60. A discussão surge mais de 40 anos volvidos.
É assim a vida...

A notícia do dia

O Governo PS enfrenta hoje a terceira moção de censura em seis meses, uma iniciativa do CDS-PP para mostrar «os fracassos» do Executivo e propor políticas alternativas, proposta que, como é evidente, será chumbada pela maioria socialista.
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Digo eu: E não ficar por aqui...

Leituras

"Pastoreávamos a noite como se ela fosse um rebanho de moças e a conduzíamos aos portos da aurora com nossos cajados de aguardente, nossos toscos bastões de gargalhadas.
Conduzindo a noite apenas ela nascia no cais, palpitante pássaro do medo, as asas ainda molhadas do mar, tão ameaçada em seu berço de órfã, lá íamos nós pelas sete portas da cidade, com nossas chaves pessoais e intransferíveis, e lhe dávamos de comer e de beber, sangue derramado e estuante vida, e em nosso cuidado e saber ela crescia, formosa de prata ou ornada de chuva.
Sentava conosco nos botequins mais alegres, donzela do estrelado negro.
Dançava o samba de roda com sua saia dourada de astros, requebrando as negras ancas africanas, os seios como ondas agitadas."
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Do livro "OS PASTORES DA NOITE", de Jorge Amado, obra traduzida em alemão, búlgaro, espanhol, finlandês, hebraico, húngaro, inglês, italiano, polaco, russo, eslovaco, esloveno, checo e turco. Adaptada para cinema e televisão.
(Editora Planeta de Agostini, S.A, Lisboa
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Um livro que acabei de ler e recomendo.

O pensamento do dia

A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.
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Aristóteles

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A notícia do dia

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SANÇÃO VÁLIDA POR UM ANO
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O FC Porto foi excluído por um ano da Liga dos Campeões pela Comissão de Controlo e Disciplina da UEFA, que esta manhã se reuniu por vídeo-conferência. A decisão não é vinculativa e, por isso, agora é tempo dos dragões avançarem com o recurso.
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In Record on line
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Digo eu: Será que Pinto da Costa desta vez fica a tremer? E não reconhecerá que foi mal aconselhado ao não recorrer da decisão do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol? É que o não recurso foi uma confissão implícita. E plena de ingenuidade, o que surpreende...

Para a história da Figueira da Foz CV

D. Manuel na Figueira da Foz em 1907

Em 29 de Agosto de 1907, o Infante D. Manuel que, no ano seguinte, após o assassinato de seu pai D. Carlos e de seu irmão, D. Filipe, viria a ser o último Rei de Portugal, esteve na Figueira da Foz, para onde se deslocou a cavalo, vindo de Sintra, completando uma etapa que teve o seu início em Leiria pelas 5 horas da manhã, e final na Figueira da Foz pelas 10 horas.
Reproduzo uma página da Illustração Portuguesa, publicada em 9 de Setembro de 1907, que mostra algumas das fases da sua visita à cidade da Foz do Mondego.
Na primeira, D. Manuel atravessa a velha ponte sobre o Mondego, na segunda pode ver-se uma imagem da chegada à Figueira, na terceira, a Real Filarmónica Dez de Agosto saúda o Infante, à porta do Hotel Lisbonense e, a finalizar, D. Manuel cumprimenta o administrador do concelho da Figueira da Foz.
Penso que se trata de imagens por muito desconhecidas e é mais uma achega para a história da Figueira da Foz.
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(Clicar nas fotos para ampliar)

A frase

"A minha lealdade é com esses portugueses que passam momentos difíceis que votaram socialista e agora estão desempregados."
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Manuel Alegre, durante um comício que reuniu bloquistas, renovadores, comunistas e vários socialistas.
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In SOL on line
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Digo eu: Afinal, não é só no PSD que existem dissenções... O que dirá Sócrates a este respeito?

O pensamento do dia

É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais.
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Coelho Neto

terça-feira, 3 de junho de 2008

Para a história da Figueira da Foz CXIV

Na foto, o naufrágio da traineira "Sagres", em 1937, junto ao Forte de Santa Catarina, na Figueira da Foz.
No local do naufrágio situa-se hoje a Avenida de Espanha.
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Recebida por e-mail

Para a história da Figueira da Foz CXIII

Inauguração das obras do porto da Figueira da Foz


Em 10 de Julho de 1966 (vão decorridos quase 42 anos) foram solenemente inauguradas as obras do porto da Figueira da Foz.
Reproduzo aqui, para a história, o que sobre o assunto foi escrito no relatório da Câmara Municipal da Figueira da Foz, então presidida por José Coelho Jordão:
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"Integrada nas comemorações do 40.º aniversário da Revolução Nacional, realizou-se a inauguração da 1.ª fase (molhes exteriores) das obras do porto. Deu-nos a honra de vir presidir às cerimónias Sua Excelência o Presidente da República, Almirante Américo de Deus Rodrigues Thomás. Estiveram também presentes os Ministros: das Obras Públicas - Eng.º Eduardo Arantes e Oliveira; do Interior, Dr. A. dos Santos Júnior; das Comunicações, Eng.º Carlos Ribeiro; da Marinha, Almirante Quintanilha Mendonça Dias; e Subsecretário de Estado da Indústria - eng.º Amaro da Costa.
O Senhor Presidente da República, acompanhado do Senhor Ministro do Interior, Governador Civil, e outras entidades, foi recebido pela Câmara, à entrada da cidade, onde lhe apresentou cumprimentos, e seguiu depois em carro aberto até ao local da inauguração, junto ao Forte de Santa Catarina.
No percurso feito pela Rua da República, Cais, Rua 5 de Outubro e Avenida de Santa Catarina, que se encontravam fortemente engalanadas, foi aclamado pela população.
Antes da bênção da obra, por Sua Exª. Reverendíssima, o Bispo Coadjutor de Coimbra, D. Francisco Rendeiro, e o descerramento do padrão comemorativo [o padrão ainda lá está mas a inscrição evocativa foi eliminada...] houve uma Sessão, na qual usaram da palavra o Sr. Director-Geral dos Serviços Hidráulicos, o Presidente da Câmara, o Deputado Dr. Santos Bessa, o Ministro das Obras Públicas e o Sr. Presidente da República."
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As obras importaram em 70 mil contos, e a Câmara Municipal era constituída por: Presidente: José Coelho Jordão; Vice-Presidente: Alfredo Antunes dos Santos (*); Vereadores: Carlos Cachulo e Costa (*), Fernando Luís Cardoso (*), João Gomes dos Santos Rigueira (*), Manuel Joaquim Moreira dos Santos, Sebestião Coelho de Carvalho (*) e Severo da Silva Biscaia (*).
(*) - Já falecidos.

O pensamento do dia

Toma conselhos com o vinho, mas toma decisões com a água.
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Benjamim Franklin

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A notícia do dia

"O Tribunal de Contas detectou em 2007 despesa pública ilegal que supera os 800 milhões de euros. É o resultado da intensificação da acção do Tribunal presidido por Guilherme d´Oliveira Martins.
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Em comunicado, o Tribunal de Contas revela que “foi detectada despesa pública irregular nas auditorias realizadas acima de 800 milhões de euros, nos vários níveis da Administração – Central, Regional e Local”."
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In RTP on line
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Digo eu: Mas digo eu o quê ???

A frase

Cardozo (Benfica): "Só saio após ser campeão".
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Digo eu: E os bisnetos irão bater palmas !!!

Para a história da Figueira da Foz CXII






Agora que a época balnear deu o pontapé de saída, recorda-se aqui um dos semanários que se publicaram na Figueira da Foz, este dedicado especialmente à temporada de banhos.
Trata-se de "A PRAIA", um jornal prenhe de boa disposição, ou não fosse dirigido por dois humoristas natos: António Amargo (jornalista e poeta sarcástico) e Adriano Santos (O Pinana), que esteve durante largos anos ligado a "O PALHINHAS".
Reproduzo algumas páginas da edição de 20 de Agosto de 1923 (n.º 6), vão decorridos 85 anos !!!
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E já agora, para se inferir do carácter humorístico da publicação, aqui vai um pequeno excerto:
"(...) o Paulo Emílio, ministro do Interior e Embaixador plenipotenciário junto da colónia hespanhola, decreta para valer como lei o seguinte:
Art.º 1.º - A Praia tem que ter graça, sob pena de não ter graça nenhuma.
§ único - Não se admitem graças pesadas, nem graças a Deus, nem graças desgraçadas.
Art.º 2.º - É A Praia obrigada a publicar retratos de hespanholas bonitas, ou pelo menos reconhecidas como tal em Assembleia Geral de pessoas de bom gosto, por maioria de votos. Os senhores que aprovam, deixam-se ficar sentados.
Art.º 3.º - A Praia é autorizada a pôr à volta qualquer escandalosinho maroto de fresca data e a pôr a careca à mostra ao cidadão ridículo com pretenções.
§ 1.º - Na falta de viola, pode usar-se qualquer outro instrumento de corda, com excepção da forca, do relógio e da campainha de portão de quinta.
§ 2.º - No caso de conflito pessoal, que possa chegar a vias de facto, sem prejuízo de outras vias, a redacção porá as costas no seguro, constituindo-se em Sociedade Anónyma de Responsabilidade Limitada.
Art.º 4.º - Não se publicam versos errados, nem prosa com erros de gramática ou de orthographia.
Art.º 5.º - Não se revoga a legislação em contrário, porque não a há.
Sala da Redacção, em parte incerta, 19 de Agosto de 1923.
-- (aa) Paulo Emílio, Adriano Santos, António Amargo (relator)."